O número de mortos devido ao vírus ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) chegou aos 4.381 e foram registados mais de 9.000 casos, segundo dados divulgados esta terça-feira pelas autoridades congolesas.

De acordo com o último relatório publicado pelo Ministério da Saúde congolês, com dados recolhidos até 12 de outubro, foi registado um total de 9.066 infeções confirmadas, com uma taxa de letalidade de 48,3%.

Além disso, 2.389 doentes recuperaram da doença e outros 895 encontram-se hospitalizados ou em isolamento, enquanto a taxa de rastreio de contactos se situa nos 79,5%.

A epidemia afeta 64 zonas de saúde em sete das 26 províncias da RDCongo: Ituri (no leste), Tshopo (centro-norte), Bas-Uélé (norte), Haut-Uélé (nordeste), Kivu do Norte (leste), Kivu do Sul (leste) e Ubangi do Sul (noroeste).

Esta epidemia é a segunda mais mortífera da história a nível global, embora ainda esteja longe da mais grave, que causou 28 mil casos e cerca de 11 mil mortes na África Ocidental entre 2014 e 2016.

A estirpe de Bundibugyo, responsável pela epidemia em curso, não dispõe de tratamentos médicos específicos, embora a OMS esteja a trabalhar em duas vacinas que já iniciaram ensaios em seres humanos e que, até ao momento, se revelaram seguras.

No entanto, o seu desenvolvimento poderá demorar meses.

O vírus ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragias internas.