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"Boa Moeda, Má Moeda" com a Judite França. Olá, Judite. Bem-vinda.
Olá.
Judite, hoje começamos com reclamações.
Reclamações contra a Coca-Cola em Portugal, que dispararam desde o início de junho. E o motivo é a campanha Celebre o Campeonato do Mundo FIFA 26. O Portal da Queixa identificou um aumento expressivo, com as queixas a apontar sobretudo para falhas na aplicação da marca e prêmios esgotados. A frustração dos consumidores levou a 56 reclamações, quando em 2025 a marca tinha registado apenas cinco queixas. É uma subida dessa situação muito significativa. A maioria das queixas está relacionada com o programa de pontos da aplicação, que permite acumular pontos através das compras e depois trocá-los por prêmios. Entre os principais problemas reportados pelos consumidores estão dificuldades na validação dos talões de compra, falhas no resgate dos prêmios, dedução de pontos sem entrega de prêmios, esta é a pior de todas, e depois falta de estoque e ausência de resposta da marca depois de pedidos de suporte técnico. As queixas mais comuns dos consumidores prendem-se com acumular pontos suficientes, por exemplo, para resgatar um prêmio de elevado valor, mas receberem um artigo de valor inferior, apesar de dedução integral dos pontos, e falhas técnicas durante os momentos de resgate de prêmios. Portanto, uma confusão.
É, e a pessoa sente-se automaticamente enganada.
Sim, frustrada. Segundo o perfil dos consumidores, quem mais se queixou foram homens entre os 35 e os 44 anos, provenientes das regiões de Lisboa, Porto e Setúbal.
Judite, passamos agora às taxas do IVA, com Portugal a ter uma das taxas mais altas da União Europeia.
A segunda mais alta da União. A taxa normal é de 23%, só ultrapassada pela Hungria, que cobra 27%. Os dados constam do relatório anual fiscal da Comissão Europeia e foram analisados pelo Eco.
E é possível sabermos o impacto do IVA na receita fiscal.
É sim, e esse parâmetro também foi analisado, mostrando que em 2024 o Imposto sobre Valor Acrescentado representou quase 20% da receita fiscal total da União Europeia. Bruxelas explica que esta receita disparou em 2022 com a inflação, claro, e que o fim gradual dos apoios temporários a bens essenciais criados para atenuar a crise ajudou a manter a cobrança em níveis elevados. Nos últimos 10 anos, o peso do IVA subiu em 14 países da União Europeia. A Grécia foi quem mais aumentou essa dependência, seguida da Hungria e da Itália. Em sentido contrário, o Luxemburgo foi quem mais reduziu esse peso. Portugal surge entre os países que baixaram o IVA no setor da cultura, mas nos países da União Europeia encontramos mais de 50 alterações a este imposto só este ano. Sobretudo reduções de taxas em bens essenciais, restauração, energia, habitação e claro, também na cultura. Em paralelo, Bruxelas prepara a entrada em vigor do pacote IVA na era digital, que aposta na fatura eletrônica, na digitalização das obrigações fiscais, isto para reforçar o combate à fraude transfronteiriça e simplificar a vida às empresas.
"Boa Moeda, Má Moeda", com a Judite França, que está de volta às manhãs de 360, na segunda-feira. Até lá, Judite. Obrigada.
Até lá. Obrigada.