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Bem-vindo a mais um "Brainstorming", o espaço onde as ideias trabalham por turnos, mas o humor nunca entra em greve. Esta semana, Lisboa foi palco de um protesto com mais de 100 mil pessoas. Trabalhadores de diferentes setores saíram à rua contra a revisão da legislação laboral. Um pacote que prevê, entre outras medidas, a facilitação dos despedimentos e também a criação de bancos de horas individuais. Ou seja, mais flexibilidade para uns, mais pressão para outros. E num país que ainda tenta equilibrar produtividade e dignidade, a conversa sobre o futuro do trabalho está longe de estar encerrada. É por isso, também, que hoje recebemos alguém que vive entre a tecnologia e as pessoas. Madalena Cabrita, PR manager da Huawei CBG Portugal. Vamos com ela tentar perceber como é que se comunica uma marca global num tempo em que o trabalho, o propósito e a inovação têm de coexistir sempre, sem colidir. E se algo não correr bem com a marca, podem sempre recorrer ao legado da Rita. Peço desculpa, mas foi mais forte do que eu. De qualquer forma, antes de começarmos esta conversa, já sabe, temos duas campanhas para lhe apresentar que nos lembram que o mundo do marketing também dá muito trabalho e às vezes até dá luta. Lá mais para o fim. Vamos falar de outra luta, uma bastante solidária.
Estou sim.
Bom dia, preciso de ajuda.
Qual é a morada?
Começamos pela Era, que estreou a sua nova campanha publicitária omnicanal. Era e foi. O conceito foi desenvolvido pela Usina e marca o início de um novo posicionamento para a marca imobiliária. A ideia é simples e poderosa. Num mercado cheio de promessas, a Era quer destacar-se pelas entregas, mostrar que cumpre o que promete. Com criatividade, estratégia e um novo slogan com alma de punchline, a marca quer provar que quando há trabalho consistente, as histórias terminam bem.
A renda do prometido é garantido.
E num tempo em que muitos sentem que o seu esforço era e foi, esta campanha parece lembrar-nos que cumprir o prometido é mesmo o verdadeiro luxo, tanto no mercado imobiliário como no mundo laboral. Por que é que gostamos tanto do Natal? Porque a uma altura em que somos mais amigos uns dos outros? E agora olhamos para o Lidl, que dá início à época festiva com uma campanha internacional que vai além da simples publicidade natalícia. Sob o mote "as coisas maravilhosas valem mesmo a pena todos os dias", a marca celebra o cuidado, a alimentação consciente e o apoio aos séniores, e assim doa €1 a instituições de solidariedade social por cada produto de bacalhau vendido. É uma ação que junta propósito, nutrição e responsabilidade e, para além disso, mostra que mesmo em tempos de correria, há espaço para valorizar quem já deu muito de si. E enquanto uns trabalham horas extra por obrigação, outros mostram que a generosidade também pode fazer parte da economia de esforço. De resto, o Lidl lembra-nos que cuidar dos outros é também um ato de produtividade. Vale a pena pensar nisto, já dizia o outro. Por fim, temos a L'Oréal Dermatological Beauty, que se juntou à associação Acreditares e também às farmácias Cuido. Tudo para uma campanha solidária de Natal. Este Natal, cuidares é acreditares e visa angariar €12 mil para apoiar famílias de crianças com cancro. Por cada produto de rosto vendido nas marcas La Roche-Posay, Vichy ou CeraVe, €2 revertem para a associação. Mais do que uma iniciativa comercial, é um gesto de empatia e responsabilidade, uma forma de lembrar que as marcas também têm deveres para com a sociedade. No fundo, é disto que falam os protestos também: de dignidade, de cuidados e de equilíbrio. Porque quer seja numa fábrica ou numa farmácia, o trabalho que vale a pena é aquele que deixa marca e não apenas margem. Mais uma edição do "Brainstorming" e nesta temos o prazer de conversar com Madalena Cabrita, é a PR manager da Huawei CBG Portugal. Seja muito bem-vinda aqui ao "Brainstorming". Hoje queremos falar sobre o vosso posicionamento enquanto marca Make It Possible. Como é que na Huawei definem este conceito Make It Possible?
Olá, Hugo. Bom dia. Muito prazer e obrigada por este convite. É ótimo estar aqui a falar sobre aquele que é o nosso lema, Make It Possible, porque é exatamente a forma como nos guiamos. Nós tornamos o impossível possível. É a forma como pensamos na Huawei, como agimos e como ambicionamos passar a mensagem daquilo que fazemos ao nosso consumidor.
Uhum.
É a forma como começámos o nosso percurso. Começámos por desenvolver inovação, tecnologia, engenharia de ponta, porque falamos da Huawei, falamos em vários setores.
A Huawei não é só telemóveis, portanto, como muitas vezes se pensa.
Exatamente. Nós temos a parte do CBG, que eu represento, que falamos dos produtos de consumo, os smartphones, os smartwatches, que lançámos recentemente no mercado nacional, os dispositivos de áudio, mas também toda uma parte de energia e de internet, de ligações.
Fazem tudo para tornar coisas possíveis.
E acessíveis, que é muito essa a nossa missão. Tornar acessíveis e possíveis os sonhos do consumidor.
Ok, e este conceito tem evoluído também ao longo dos anos, tal como a própria marca?
Sim, exatamente. Começou por ser um sonho, por ser uma ambição, "Make It Possible". Acabou por se revelar aquilo que é a inovação que nós fazemos e mostrar a tecnologia que nós fazemos. E hoje é o nosso propósito, tornar uma marca sustentável, acessível, como nós aqui falávamos, e capaz de dar ao consumidor, ao utilizador, aquilo que ele precisa, seja através dos dispositivos, seja através de qualquer outra ligação que ele precisa para estar em contacto com o mundo, que é uma coisa que faz parte do nosso dia a dia.
Claro que sim, cada vez mais. Recentemente, em Portugal, lançaram a campanha "Make It Possible, Now Is Yours". Esta é uma campanha mais focada nos jovens, pelo que sei, mas gostava que nos falasse um bocadinho mais acerca da campanha, dos objetivos, como é que está a correr até agora.
Então, a "Make It Possible, Now Is Yours" é um novo posicionamento da marca, porque nós temos reparado que ao longo dos anos, a juventude mudou. A juventude que existia há 20 anos não é mais a juventude que existe agora. É uma juventude com necessidades diferentes, que precisa de uma série de alavancas para se mostrar sem qualquer problema. São jovens que querem ser empoderados, querem ser respeitados, querem ser vistos e, sobretudo, compreendidos.
Dar resposta também a esses desafios, não é?
Exatamente. Ou seja, fazê-los perceber com esta campanha que os seus sonhos são possíveis. Que não é algo que os limita, que eles têm o nosso apoio, têm a nossa tecnologia como apoio para poderem crescer e para poder tornar o impossível possível, porque é isso que fazemos na Huawei.
E pelo que sei, vão partilhando histórias, estão à procura também de histórias. São reais essas histórias? E gostava também de olhar para os valores que procuram reforçar nestas histórias.
Então, as nossas histórias são reais. Nós vemos algumas delas no vídeo que nós apresentámos em Paris, a 19 de setembro deste ano, que foi quando nós lançámos esta campanha para o mundo. E nós vemos casos reais, por exemplo, uma médica, que é médica, que tem a sua ambição profissional e que quando coloca o seu Huawei FreeClip, ela está no mundo só seu e é baterista. E com essa campanha, o que nós queremos dizer é que as várias identidades que cada jovem tem são viáveis, são válidas e merecem ser respeitadas e alavancadas, e que eles não precisam de esquecer um dos seus lados para atingir o outro.
Ou seja, não somos unidimensionais e está tudo bem com isso.
Exatamente, é isso mesmo. Ou seja, é fazê-los perceber que há um eu autêntico, que merece ser respeitado, que merece crescer. E há pouco falavas aqui nos valores. Aquilo que nós queremos passar com esta campanha é, sobretudo, a questão da confiança, da autenticidade, da coragem e, sobretudo, da liberdade. Os jovens são livres de serem quem são, mesmo que achem que isso não é bem visto pela sociedade. Mesmo que achem que só podem ser isso. Não, eles podem ser o que eles quiserem. Eles têm espaço para crescer e para ser livres, para mostrarem as suas personalidades multifacetadas.
Obviamente que existem produtos destacados nesta campanha. Gostava de perceber como é que estes produtos depois ajudam na prática os jovens a realizarem os seus sonhos e até a sentirem-se mais incluídos dentro da sociedade, dentro do seu grupo de pares. Qual é que é o papel da tecnologia em específico e dos produtos nesta campanha?
A tecnologia está no nosso dia a dia. Seja qual for a nossa cultura, a região onde vivemos, a tecnologia é parte daquilo que somos. O mesmo para os jovens. Portanto, o que é que nós queremos com os nossos dispositivos, nomeadamente o Huawei Pura, que é apresentado neste vídeo, ou o Watch GT 6, que lançámos recentemente? É mostrar-lhes que eles têm elementos de alegria, de inclusão e também que somos um parceiro global, que através da nossa tecnologia, eles não precisam de viver fechados no mundo e numa realidade que eles conhecem, eles podem expandir horizontes.
E ligar-se também a pessoas com os mesmos interesses e com as mesmas particularidades.
Exatamente, até porque nós vivemos numa sociedade em que a tecnologia pode potenciar o estarmos fechados na nossa bolha, inevitavelmente. Mas também nos permite estar atentos ao que se passa com o outro, e o outro não tem que estar sentado ao nosso lado para que nós possamos perceber que o outro precisa de ajuda, o outro merece a nossa atenção. E a tecnologia é isso mesmo.
E é esse o caminho para seguir para o futuro, sair cada vez mais da bolha, ligar-nos cada vez mais a quem tem interesses semelhantes aos nossos, descobrirmo-nos e descobrirmos o outro ainda mais.
Sim, sem dúvida. Eu acho que a tecnologia vai continuar a fazer parte dos nossos dias, inevitavelmente. Temos que fazer uma utilização sustentável dela.
Portanto, a sustentabilidade não passa só pelas matérias-primas, mas passa pela forma como utilizamos os equipamentos que estão à nossa disposição.
Exato, é tirar o melhor partido deles e permitir que nos liguem a alguém que viajou e que não está aqui ao nosso lado, mas também não ser limitador ao ponto de eu não olho para quem está ao meu lado porque estou vidrada no ecrã.
Portanto, a tecnologia surge também, de alguma forma, como uma forma de empoderamento para nos expressarmos, não é?
Exatamente. É esse o nosso objetivo, é empoderar os jovens, é fazê-los sentir capazes de atingir os seus objetivos através da tecnologia, que os liga, os conecta e os liberta.
Ao longo dos tempos e cada vez mais rapidamente, assistimos a várias mudanças na forma como os jovens comunicam entre si, como as marcas comunicam, não só com os jovens, mas com todo o tipo de público. Estas alterações também implicam mudanças dentro da própria marca, como comunicam internamente, como comunicam com os clientes, com os consumidores. Que mudanças são estas que é preciso fazer?
São mudanças que não surgem de um dia para o outro, e uma vez que adaptação, resiliência e conectividade são parte do nosso ADN, são características que estão no nosso sangue. Não te vou dizer que foi uma mudança de um dia para o outro, mas nós começámos a perceber que de facto o nosso consumidor estava a mudar e a forma como nós nos ligávamos ao consumidor precisava de mudar também.
E como é que vão percebendo isso? Com estudos de mercado, com contacto direto com os consumidores, com estatísticas de utilização?
A Huawei é uma marca muito próxima do consumidor. E foi aqui, sobretudo nos últimos dois, três anos, que já com o rescaldo da pandemia, que nós percebemos que a forma como o consumidor agia mudou. E é nossa responsabilidade mudar com o consumidor. A forma como agimos tem que ir ao encontro das expectativas que eles têm de nós.
E conseguem também perceber se há diferenças entre as diferentes regiões do mundo na forma como interagem com a tecnologia os públicos de vária ordem?
Sim, não só em termos de região, mas também em faixas etárias, que é algo que nós nos focamos muito nesta campanha.
Claro.
As necessidades são diferentes. Por isso mesmo é que nós temos equipas locais em cada área do globo, que se dedicam a ir ao encontro daquilo que o utilizador espera e não a dispersar algo genérico que depois não é efetivamente aquilo que o consumidor se revê.
E que impacto esperam que esta campanha "Make It Possible, Now Is Yours" deixe nos jovens? Como é que esperam que os jovens olhem para esta campanha e de que forma é que esperam ou têm o desejo que de alguma forma fique marcado ali, nem que seja um pontinho na vida dos jovens, este "Now Is Yours", esta mensagem de empoderamento que querem transmitir a este público mais jovem, como é que gostavam que esta campanha fosse recordada, quem sabe?
Eu acho que o nosso principal objetivo é que os jovens vejam nesta campanha o ponto de partida para os seus sonhos.
Ok.
Que eles vejam que não há limites para aquilo que ambicionam. Que basta eles quererem, basta eles irem à luta para alcançar os seus objetivos, que não há limites, que mesmo que pareça irrealista, que pareça impossível, é possível.
E a Huawei vai estar lá ao lado como parceiro para ajudar a realizar esses sonhos. No "Brainstorming" desafiamos sempre os nossos convidados a escolherem uma música, nesse caso, uma música associada à campanha "Make It Possible, Now Is Yours". Gostava de saber que música é que escolheste e porquê.
Eu dizia-te em off que sou fã do "Brainstorming" e que ouvi já vários episódios.
Então tens uma responsabilidade ainda maior.
E sabes quando nós pensamos: "Se fosse o que eu respondia?" E acho que inevitavelmente, quando falamos na Huawei, temos que falar na música que é a nossa música há cerca de 10 anos, que é o "Dream It Possible", que é uma música que fala sobre ambições, sobre sonhar, sobre alcançar. Mas ao mesmo tempo eu pensava: "Talvez seja um bocadinho óbvio esta minha escolha". Porque é até o toque dos smartphones da Huawei. Portanto, eu se calhar diria o "Don't Stop Believin'" dos Journey, que dá-nos também esta mensagem de que não parem de sonhar nunca, porque é através dos nossos sonhos que crescemos, que nos realizamos e que somos felizes.
E que os sonhos continuem a fazer-nos seguir em frente. Tivemos o prazer de conversar com a Madalena Cabrita, PR Manager da Huawei CBG Portugal. Obrigado por teres vindo ao "Brainstorming" e até à próxima.
Obrigada, Hugo.
E muito sucesso.
Obrigada.
E assim chegamos ao fim. Esta semana entre o grito das ruas e o brilho das campanhas, ficou claro que o trabalho, seja ele manual, criativo ou emocional, continua a ser a maior força motriz da sociedade. A Hera falou de cumprir promessas, o Lidl lembrou que cuidar é uma forma de construir o futuro e a L'Oréal mostrou que a empatia também é produtiva. Quanto ao "Brainstorming", vai continuar também ele produtivo e continuar também a ir para o ar todas as segundas-feiras, depois das 21h30 na Rádio Observador, ficando logo também disponível lá em podcast, no site do Observador, na aplicação para telemóveis e claro, nas principais plataformas. Com a ajuda à produção da Inês Neto e a sonoplastia do Artur Costa. Eu sou o Hugo Silva e até à próxima edição, lembre-se: no trabalho, como na criatividade, o essencial é nunca desistir da causa. Até para a semana.