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Olá, bem-vindo a mais um "Brainstorming", o magazine de criatividade da Rádio Observador. Esta semana com destaque para a inteligência artificial, que começa a colocar-nos uma pergunta pouco confortável: e se tivermos inventado uma coisa que pode vir a ser mais inteligente do que nós sem sabermos exatamente como pará-la? Primeiro escreveu e-mails, depois fez trabalhos de casa, agora programa, cria imagens, escreve código e começa a aprender a automelhorar-se. Por isso também alguns dos investigadores que ajudaram a construir estes sistemas estão a pedir cautela. Por exemplo, Jacob Coxon, que passou pela OpenAI e também pela Anthropic, alertou para os riscos de uma corrida a sistemas capazes de se autoaperfeiçoar e para as consequências disto. Também Paul Christiano, investigador de segurança ligado à OpenAI, admite que existe um risco significativo de uma aceleração rápida das capacidades da inteligência artificial provocar uma perda de controlo catastrófica, um género de exterminador implacável. Um, dois, três. Esperemos que na realidade fique pelo zero. Bem, isto não significa que a AI vá destruir a humanidade. Pelo menos para já não existe consenso científico sobre isso, mas a pergunta já é suficientemente séria para olharmos para ela com toda a atenção. É também sobre o futuro, sobre estratégia e transformação, que falamos hoje com João Medeiros Cardoso, diretor-geral da Federação Portuguesa de Futebol Comercial, a propósito, em especial, do Portugal Futebol Summit, que regressa dias 23, 24 e 25 de setembro. Pelo caminho, temos também três histórias sobre escolhas, responsabilidade e tecnologia. Uma envolve um feiticeiro, outra transforma um número de telefone numa campanha de prevenção e a terceira mostra o que acontece quando a inteligência artificial começa a mexer não apenas com tarefas, mas com empregos. Começamos então pela magia. Vamos a isto? Magia por quê? Porque há campanhas em que é o consumidor que escolhe o produto. Nesta, a Cupra decidiu inverter a lógica. Em "The Chosen One", protagonizada por Tom Felton, o Draco Malfoy dos filmes de "Harry Potter", a marca recupera a ideia de que por vezes não somos nós que escolhemos o objeto, é o objeto que nos escolhe a nós. A inspiração vem diretamente do universo de "Harry Potter", com uma lógica semelhante à da famosa escolha da varinha. A campanha global criada pela agência Irosas e filmada entre Toronto e Navarra apresenta os modelos Terramar, Formentor e também Leon como extensões da identidade de quem os conduz. No fundo, a Cupra está a vender menos características técnicas e mais uma ideia de identidade, porque no marketing há uma diferença entre dizer "este produto é bom" e conseguir fazer alguém pensar: "este produto é a minha cara". E agora damos atenção a outros números. Números que não servem para vender nada, servem sim para pedir ajuda. No Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, a SOS Voz Amiga lançou uma campanha intitulada exatamente "Números", centrada no número de telefone 21 354 4545, que assegura o apoio emocional 24 horas por dia. A campanha foi criada pela Coming Soon, produzida pela Showoff Films e também pela Mola, e realizada por Alexandre Montenegro, com Eric Marelos como protagonista. Aqui a comunicação faz exatamente o contrário da publicidade convencional: não procura atenção para vender, procura atenção para salvar. Há um outro número que também nos deve prender a atenção, para além deste 21 354 4545. É um número que nos dá conta que 45 mil pessoas morreram por suicídio em Portugal desde 1978. Esta campanha mostra-nos também que depois de a percebermos, será talvez a altura de nos mexermos e fazermos alguma coisa. Mais uma edição do "Brainstorming". Nesta teremos o prazer de conversar com João Medeiros Cardoso, é diretor-geral da Federação Portuguesa de Futebol Comercial. João, muito obrigado por teres vindo aqui ao "Brainstorming". Quando falamos da Federação Portuguesa de Futebol, estamos naturalmente a falar de uma instituição centenária, mas também de uma das marcas portuguesas com maior reconhecimento internacional, também devido às ótimas prestações das nossas seleções por esse mundo fora. Primeira pergunta: que marca, afinal de contas, é que são hoje e que marca é que querem ser no futuro?

Bom dia. Antes de mais, obrigado pelo convite ao Observador. É um prazer e é um orgulho estar aqui e poder falar um bocadinho sobre a Federação Portuguesa de Futebol, sobre os projetos da Federação Portuguesa de Futebol e sobre a ambição da Federação Portuguesa de Futebol. Concordo com a introdução. Numa primeira instância, de facto, somos uma marca com um reconhecimento brutal a nível nacional, que pretende ter esse reconhecimento também a nível internacional. Já o tem, mas obviamente existe aqui uma ambição da nossa parte em sermos uma marca de referência a nível internacional, e não o escondemos. Somos uma marca centenária, que tem tido a capacidade de se renovar permanentemente, que tem hoje uma série de projetos e um plano estratégico precisamente para que essa renovação seja cada vez mais consistente. A seleção nacional é, porventura, o nosso maior ativo, a seleção nacional à masculina. Se calhar é por isso que somos reconhecidos a nível global, mas a Federação Portuguesa de Futebol é muito mais do que isso. É futebol feminino, é futsal, é futebol de praia, é conhecimento, é formação, é inovação.

É legado também.

É legado também, e há aqui um cuidado de preservar esse legado, mas não o deixar na estante ou na prateleira, ou no nosso museu, ou no nosso património. Sobretudo, existe aqui um objetivo para que esse legado nos catapulte para aquilo que é uma ambição e uma projeção futura, e podemos falar um bocadinho mais em detalhe sobre isso. Temos um desafio de nos reinventarmos enquanto marca centenária. O facto de sermos uma marca centenária não nos deixa confortáveis aqui na cadeira. A capacidade de comunicarmos com o público e que um adepto que hoje é diferente do público e de um adepto há 40, 50, ou nem precisamos de recuar tanto tempo, há cinco ou há 10 anos.

Por que é que é assim tão diferente? Pela forma como interage com os atletas, com as instituições, as redes sociais, todos os meios de comunicação que há ao dispor.

Sem dúvida. Por tudo isso que tu disseste e por mais do que isso. Se há muitos anos a esta parte, o adepto/consumidor de futebol tinha uma oferta de entretenimento relativamente escassa e olhava para o desporto de futebol como desporto e como futebol e consumia aqueles 90 minutos e depois alimentava-se a conversa de café durante aquela semana, hoje, um adepto de futebol tem ao seu dispor um conjunto de ofertas de entretenimento que vão muito para além do desporto e nós competimos nessa oferta de entretenimento. Hoje, o futebol, obviamente que se continua a jogar dentro das quatro linhas e durante 90 minutos, compete numa indústria de entretenimento e entra nesta luta de captar a atenção dos nossos adeptos e dos nossos consumidores.

E é também por isso que sentiram a necessidade de fazer um rebranding da Federação Portuguesa de Futebol. Foi um dos eixos estratégicos identificados para esta nova fase, segundo sei.

Sim e não só. É preciso desmistificar aquele que foi o rebranding que foi feito. Hoje, a Federação Portuguesa de Futebol, como eu dizia, vai muito para além de um mero organizador de algumas competições e que regimenta aqui as nossas seleções nacionais. Nós hoje, na Federação Portuguesa de Futebol, temos um ecossistema empresarial e institucional, e o rebranding foi feito apenas e só nessa medida de garantir alguma arquitetura e uniformização do nosso ecossistema empresarial. Só a título de exemplo, nós hoje temos um conjunto de empresas dentro do universo Federação Portuguesa de Futebol, que cuidam mais desta parte da indústria do futebol. Nós temos a Fundação FPF, que é responsável por tudo aquilo que é a área da responsabilidade social e ambiental. Temos o nosso Canal 11, que vocês conhecem muito bem. Temos a FPF Academy, que é responsável por tudo aquilo que é a oferta formativa ligada ao futebol e ao desporto. Temos a FPF Comercial, da qual eu sou responsável e que tem debaixo da sua alçada todas as áreas de marketing, comercial, redes sociais, projeto de internacionalização, etc. Temos a FPF Eventos, enquanto organizadora dos nossos eventos na Cidade do Futebol, temos a FPF Infraestruturas. Portanto, o rebranding que foi aplicado foi no sentido de garantir que tínhamos a casa arrumada desse ponto de vista de arquitetura empresarial e estamos preparados para essas áreas de negócio.

É um rebranding que foi ao encontro da profissionalização e também do que a indústria pede nos dias de hoje. Estes ajustes não se fazem sem os adeptos e já percebemos também aqui que o futebol se foi alterando. Queria perceber, e já que os adeptos são aqui um eixo central e não tendo o papel fundamental neste rebranding, mas como é que se relacionam hoje em dia com os adeptos? Já vimos que há diferenças na forma como os adeptos se relacionam com o desporto e com os atletas, mas como é que está a ser feito o caminho inverso?

Sim, desde logo a forma como os adeptos consomem aquilo que nós temos para oferecer é substancialmente diferente e como eu dizia, não precisamos de recuar muito tempo. Nós saímos do Mundial de Futebol em que a forma como se viveu esse torneio e como se consumiu esse torneio, quer do ponto de vista audiovisual, quer do ponto de vista de experiência de estádio, é brutalmente diferente do que o Mundial anterior, que foi apenas há quatro anos a esta parte.

E vamos sair um bocadinho aqui do âmbito da conversa, mas que também põe mais pressão para a organização em que Portugal está envolvido para o próximo Mundial, não é?

Sem dúvida nenhuma. A fasquia está elevada. Quem organiza a seguir tem sempre a ambição de fazer melhor e fazer diferente do que aquilo que foi feito.

Mas temos um bom track record com o Euro 2004, não é?

Temos um bom track record. Portugal é reconhecido por ter a capacidade de organizar grandes eventos desportivos e aqui mérito para quem os organiza, para quem se lança um bocadinho a esse desafio e isso sai completamente fora da esfera do futebol. Temos inúmeros exemplos disso. Continuamos a ser reconhecidos lá fora também por termos essa capacidade organizativa. Mas voltando ao tema do adepto, o desafio passa por nós termos a capacidade, eu diria, de uma forma contínua, alimentarmos essa conversação com o adepto e reforçarmos o lado emocional com o adepto, que vai muito para além das quatro linhas e daqueles 90 minutos. Portanto, tudo aquilo que são experiências que podemos proporcionar ao adepto antes, durante e pós-jogo ou pós-torneio, se quisermos falar de grandes competições e de grandes eventos, é de fato um desafio. A Federação Portuguesa de Futebol pretende afirmar-se como uma marca de relevância e uma das maiores marcas do futebol a nível mundial, e tem que ter a capacidade de alimentar essa conversação com o adepto, seja ele português, seja ele não português, mas que nutra alguma simpatia pela seleção nacional. E isso é feito de diversas formas. Através dos canais digitais, através da presença em eventos que às vezes até podem ir para além da esfera do futebol propriamente dito, porque um consumidor e adepto de futebol tem naturalmente outros interesses também ao nível da música, da cultura, da sociedade em geral.

Portanto, uma presença 360.

Uma presença completamente 360. Nós não podemos aplicar a mesma receita, como qualquer marca, a toda a gente. Temos que ter a capacidade de termos a receita adequada para aquele público, para aquela família, para aquele tipo de consumidor, mas para isso há um ponto base que é: nós conhecermos o nosso consumidor. E isso é um ponto fundamental.

E é para manter essa ligação com-- Desculpa. E é para manter essa ligação com os adeptos, mas também eventualmente com o mundo empresarial e com a parte profissional do futebol, que foi criado o Portugal Football Summit. Querem transformar esta enorme base de adeptos, mas também de empresas e de negócio, numa verdadeira comunidade?

Sem dúvida. Relativamente ao Portugal Football Summit, há um objetivo muito claro: a Federação Portuguesa de Futebol não pretende ir a reboque das decisões que são tomadas ao nível daquilo que é o futuro do futebol, seja enquanto desporto, seja enquanto área mais de negócio e de entretenimento. Nós não queremos fazer só parte desta conversa, nem queremos ir a reboque. Nós queremos liderar esta conversa.

Querem ser pioneiros.

Nós queremos ser pioneiros, nós queremos ser motores de todas as alterações que têm vindo a acontecer e que se perspetivam continuar a acontecer. E o Portugal Football Summit, não só enquanto evento propriamente dito, que agora vamos ter em setembro durante três dias, mas enquanto ecossistema, já falaremos um bocadinho sobre isso, pretende ser líder dessa conversação e que as mais altas instâncias do futebol e da indústria de entretenimento no geral reconheçam em Portugal a capacidade para liderar esta conversação e todas estas alterações que se perspetivam.

Dias 23, 24 e 25 de setembro. Já se percebeu de alguma forma qual é o objetivo, liderar a conversa, mas o que ainda falta discutir, não só no futebol português, mas também no futebol enquanto desporto?

Eu diria que falta discutir tudo. É incrível, já se discutiu muita coisa, já se alterou muita coisa ao nível do futebol, desde o jogo, à forma como consumimos, aos direitos audiovisuais, às marcas que estão presentes.

Mas ainda há caminho para fazer.

Mas ainda há muito caminho para fazer. Eu dava aqui dois ou três exemplos. Olhando aquilo que é o futebol português, a sustentabilidade econômica do futebol português é um tema que está sempre em cima da mesa e que tem que ser discutido em profundidade e que o Portugal Football Summit é um palco perfeito para trazermos os principais intervenientes desta discussão. Como tornar os clubes e as organizações mais profissionais. Lá está este chavão de saímos das quatro linhas, de saímos da tática, de saímos do gol ou da defesa, mas passamos para aquilo que é a profissionalização de um setor, que obviamente evoluiu muito ao longo dos últimos anos, mas ainda há um longo caminho para percorrer. Como aumentar o valor comercial do futebol português, por exemplo, principalmente numa antecâmara de um tema que se tem discutido muito, que é a centralização dos direitos audiovisuais e que terá palco também neste Portugal Football Summit. Como continuar a crescer de uma forma sustentável o futebol feminino. Esta é uma bandeira que nós temos e queremos continuar a travar.

E temos para isso a presença de stakeholders não só nacionais, mas também internacionais que vão ajudar a trazer essas novas perspetivas para o futebol também e para aquilo que vamos fazendo por cá.

Sim, sem dúvida. Este é um evento que se posiciona, como eu dizia, e que cumpre também este desígnio, que é um dos objetivos do plano estratégico que traçamos há quatro anos, que é o objetivo de internacionalização da marca Portugal, da marca Federação Portuguesa de Futebol. E o Portugal Football Summit é um braço armado deste objetivo. Só voltando um bocadinho atrás, o Portugal Football Summit é muito mais do que um evento de três dias que acontece na Cidade do Futebol. Nós hoje temos um ecossistema à volta do Portugal Football Summit, com um conjunto de newsletters, podcasts mensais e semanais que alimentam esta conversa. Organizamos a primeira edição internacional no âmbito do Portugal Football Summit Miami, durante a participação no Mundial de Futebol. Portanto, temos também já esta bandeira da internacionalização cumprida, mas que obviamente não ficaremos por aqui. E teremos, voltando só aqui à questão, decisores, oradores, stakeholders, não só a nível nacional, mas sobretudo a nível internacional, cumprindo aquele desígnio que eu dizia antes, de liderarmos esta conversa e das mais altas instâncias reconhecerem em Portugal a capacidade organizativa para liderarmos essa conversa.

Queria também olhar aqui um bocadinho para números, isto porque estive a ver que a primeira edição juntou mais de 25 mil participantes, 200 oradores, 250 entidades. O que é que seria ou o que é que será um verdadeiro sucesso nesta segunda edição?

É um bocadinho o paralelismo que fazíamos antes com a organização do Campeonato do Mundo, ou neste caso com a coorganização, que é fazer sempre melhor que a edição anterior. Se eu acho que a primeira edição provou que temos escala, pelos números que acabaste de mencionar.

Sim, 25 mil participantes é um número estrondoso.

É incrível. É incrível para uma primeira edição.

Mas também mostra a capacidade de mobilização da Federação e o respeito, por assim dizer, o peso que a marca tem, não só no âmbito nacional, mas também internacional.

Sem dúvida. Eu diria que nós gozamos desta credibilidade. Os números da primeira edição sustentam isso, mas obviamente temos que provar. E temos que provar edição após edição. E, portanto, eu diria que alguns resultados e boas métricas comerciais será superarmos os números da edição anterior, do ponto de vista mais qualitativo, termos aqui repetições de algumas presenças de pessoas que reconheceram valor na edição anterior. Continuarmos a alimentar histórias, porque já temos casos disso, de negócios e de parcerias que surgiram, precisamente pelas pessoas e o networking à volta da primeira edição. Ter esta repetição. Portanto, como eu dizia, se a primeira edição provou a escala, a segunda tem que provar esta continuidade e esta credibilidade no mercado para nos catapultarmos obviamente para edições que vêm.

Ou seja, o objetivo não será duplicarem as participações e os oradores, etc, mas será sim garantir que a qualidade sobe para um outro patamar e que se mantém, ao fim e ao cabo, o número de participações, que já é bastante relevante.

Sim, manter e obviamente superar é um dos nossos objetivos. Nós não temos uma ambição desmedida de duplicarmos o número de participantes. Há um business plan associado a este evento muito sustentado, desenhado há quatro anos, com obviamente um crescimento sustentável daquilo que é a sua capacidade organizativa e de internacionalização. Nós em menos de um ano conseguimos fazer uma edição no mercado como é o mercado dos Estados Unidos.

Estar a crescer demasiado e depois não organizar um evento em condições também não será o ideal.

Sem dúvida. Nós temos um cuidado muito especial com aquilo que é a experiência do participante neste evento, a qualidade dos oradores.

E falando nesses oradores, já que disseste que há repetiçõesrepetições de oradores em relação à edição anterior. Alguém que queiras destacar ou alguns oradores que queiras destacar? Eu sei que é sempre um bocadinho ingrato este pedido, mas para quem nos está a ouvir e ainda está a pensar: "Será que eu vou ou não vou?", há nomes que vale mesmo a pena ver e ouvir.

É ingrato porque eu vou deixar seguramente alguns oradores de referência de fora.

Eles não se vão zangar, certamente.

Eles não se vão zangar e deixo já a nota, em minha defesa, que obviamente o site está no ar, a app já está disponível para ser descarregada, portanto consultam lá a lista mais exaustiva. Nós teremos cá os mais altos representantes das mais altas instâncias a nível internacional. Temos a Nadine, por exemplo, Nadine Kessler, que é a diretora do futebol feminino da UEFA. Temos a Laura Macalister, que é vice-presidente da UEFA. Teremos o CEO do Leipzig, do Sunderland. Temos o Chief Business Officer do Wrexham, que é um caso brutal de sucesso. É uma história superinteressante para que as pessoas possam ouvir em primeira mão.

E que está a ser contada em streaming também.

E que está a ser contada em streaming. Portanto, teremos cá o Chief Business Officer a contar de viva voz tudo aquilo que é aquela história fantástica que nos prende ao ecrã. Temos o CEO do Como também, que é um caso de sucesso em Itália.

Exatamente.

Temos o CEO da Saudi Pro League. Na esfera dos clubes e das FIFAs, UEFA, teremos também a presença do Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, que marcará também aqui sempre o seu apontamento. Temos um universo mais relacionado com criadores de conteúdo e com o mais jornalístico também. Jornalistas de referência, por exemplo, do "The Athletic". Temos a Celine Dept, que é porventura hoje a maior criadora de conteúdos à volta do futebol, com milhões e milhões de seguidores. Temos o Frank Illett, com o seu famoso cabelo que ainda não foi cortado, o adepto do Man United, que estará cá a explicar um bocadinho o racional por trás da criação de conteúdo. Há aqui uma vontade enorme, e prova disso estes oradores, de trazer histórias diferentes, perspetivas completamente diferentes.

Diversidade de conteúdos também.

Diversidade de conteúdos à volta da participação no summit. Deixo também uma nota: teremos a conferência de imprensa do pré-jogo Portugal-País de Gales, o primeiro jogo desta nova era com o Mister Jorge Jesus, será realizada dentro do evento, portanto não será uma conferência de imprensa tradicional.

O jogo é dia 24 de setembro, no Estádio de Alvalade.

Dia 24 de setembro, no Estádio de Alvalade. Temos aqui este ingrediente especial, temos a conferência das pessoas poderem assistir à conferência de imprensa, que é algo normalmente reservado aos media, com o Mister Jorge Jesus e seguramente com o jogador de referência da nossa seleção nacional. É um ingrediente também especial.

Tendo estes oradores todos e tão conceituados, também acho que importa aqui desmistificar: este é um evento que está aberto e está dedicado também aos fãs, aos adeptos e não é dedicado apenas aos profissionais do mundo do futebol, não é?

Sem dúvida. Nós temos diferentes tipologias de bilhetes e de passes. Tivemos esse cuidado. Temos inclusivamente um student pass, com uma proposta de valor mais democrática, que consigam. Temos diferentes tipologias porque precisamente queremos esta abrangência.

Portanto, apaixonados, profissionais, curiosos, estão todos convidados para este Portugal Futebol Summit.

Estão absolutamente todos convidados. Naturalmente que terão maior ou menor interesse para um painel, para um conteúdo. A zona de networking do evento é brutal. Nós temos exemplos de casos de sucesso e de negócios de parcerias que resultaram de networking da edição passada e, portanto, quem quiser fazer parte deste ecossistema ou que seja simplesmente um curioso de ouvir estas histórias do Wrexham ou do Como ou outras, está absolutamente enquadrado naquilo que é a proposta de valor do evento.

Recordo, dias 23, 24 e 25 de setembro, na Cidade do Futebol, este Portugal Futebol Summit 2026, a segunda edição. João, estamos a terminar a nossa conversa. Faço-te o desafio que faço a todos os convidados que passam por aqui: escolheres uma música que tenha ligação, neste caso, à Federação Portuguesa de Futebol, que música é essa e por quê?

Olha, essa é provavelmente a pergunta mais difícil de todas as que me fizeste, porque a Federação Portuguesa de Futebol é uma marca tão diversa, tão elástica, que é difícil nós escolhermos apenas uma música. Há três que me vêm à cabeça. O de Portugal, eu sou que está ligado ao maior caso de sucesso do futebol português, foi a conquista do Euro 2016. Lançámos agora na campanha que tivemos, vai dar Portugal no Mundial 2016, o "Tou Go Nada" com o Sam the Kid, uma proposta mais arrojada, mais urbana, mas que também tem ali um mérito brutal. E acho que é inevitável também referirmos a "Minha Casinha" dos Xutos. Eu tive a felicidade de estar no Mundial e noutros torneios em que Portugal já participou e é de fato uma música quando toca no estádio ou junto das comunidades que nos desperta também a paixão. Mas se tiver que escolher uma, por ser a mais recente, eventualmente o "Tou Go Nada" do Sam the Kid.

Boa. E é assim que fechamos a nossa conversa com o João Medeiros Cardoso, diretor-geral da Federação Portuguesa de Futebol Comercial. Recordo, fica feito o convite para estarem neste Portugal Futebol Summit, dias 23, 24 e 25 de setembro. Está já ao virar da esquina. A não perder estas histórias todas, estes oradores e também a possibilidade de ver, conhecer e estar mais perto das estrelas do mundo de futebol. João, mais uma vez, muito obrigado por teres vindo ao "Brainstorming" e até à próxima.

Obrigado. Foi um gosto, até à próxima.

Quase a terminar o Brainstorming desta semana, olhamos para a WPP, que prepara novas reduções de pessoal até o final de 2026. Segundo o Financial Times, o grupo já eliminou cerca de 11 mil postos de trabalho desde o início de 2025 e poderá cortar mais mil. A tendência não é exclusiva da WPP, também a Omnicom, a Dentsu e a IPG terão eliminado, em conjunto, pelo menos 18 mil empregos nos últimos 18 meses. Portanto, mil empregos por mês a menos. Uma parte da explicação está na pressão dos anunciantes para reduzir custos, outra está naquela que foi a inspiração para esta edição do Brainstorming, a inteligência artificial, que neste particular promete automatizar e acelerar cada vez mais as tarefas. E aqui também está um ponto interessante: a discussão já não é se a inteligência artificial vai transformar a indústria, porque isso vai mesmo. A discussão é acerca do que fazemos com as pessoas enquanto isso acontece. No fundo, as três histórias desta semana falam-nos sobre escolhas. Escolher um carro porque sentimos que nos representa, uma linha de apoio quando alguém precisa de ser ouvido e escolher como queremos usar uma tecnologia que está a mudar o trabalho, a criatividade e talvez até a própria ideia de inteligência. O problema é que desta vez a tecnologia também pode começar a fazer escolhas. No que diz respeito a escolhas, esperamos que na próxima semana escolha estar conosco novamente neste "Brainstorming", que vai para o ar em estreia mundial às segundas-feiras depois do jornal das 10 da noite, na Rádio Observador, e fica depois também disponível em podcast, no site e na app do Observador, tal como nas principais plataformas. Com a ajuda à produção da Inês Neto e a sonoplastia inteligentemente real do Bernardo Almeida. Eu sou o Hugo Silva e até à próxima edição, lembre-se: a inteligência pode ser artificial, mas a responsabilidade de decidir até onde a levamos, essa continua a ser nossa. Até para a semana.