Portugal é um país de empreendedores e os números comprovam-no. De acordo com a Pordata, em 2024 havia cerca de 1 milhão e 593 mil empresas, das quais 1 milhão e 51 mil estavam em nome individual. Ou seja, para muitas pessoas, criar o próprio negócio é uma forma de concretizar projetos e procurar novas oportunidades de crescimento profissional.
Mas ter uma ideia e vontade de empreender não basta. Estes são apenas os primeiros passos de um caminho longo e desafiante, que envolve uma série de burocracias, decisões e aprendizagens. É preciso, por exemplo, definir um modelo, criar processos, estudar o mercado, encontrar as ferramentas certas e, muitas vezes, adquirir conhecimentos sobre uma área que ainda não se domina.
A boa notícia é que, hoje em dia, não é necessário construir tudo sozinho. Existem modelos estruturados, como o franchising, que permitem ao empreendedor manter a autonomia e a responsabilidade pela gestão do seu projeto, ao mesmo tempo que beneficia dos recursos já existentes, o que ajuda a reduzir algumas das incertezas associadas à criação de um negócio. Mas há outro recurso igualmente importante para quem está a ponderar empreender: informação que permita conhecer o setor antes de tomar decisões.
No imobiliário, por exemplo, perceber como funciona o mercado, acompanhar a sua evolução e conhecer os desafios associados à criação e gestão de um negócio pode ajudar a tomar decisões mais informadas. Foi para tornar esse conhecimento mais acessível que a ERA criou o Portal Chave Mestra, uma plataforma de conteúdos dedicada ao mercado imobiliário, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento de competências de gestão e liderança.
Aberto a quem procura conhecer melhor o setor, esteja ou não já a trabalhar no imobiliário, o portal reúne informação e conteúdos que ajudam a compreender não só o mercado, mas também alguns dos desafios de construir e fazer crescer um negócio.
Franchising: as vantagens de integrar um modelo estruturado
Quando um negócio é construído de raiz, cabe ao empreendedor encontrar as respostas, tomar todas as decisões e definir cada detalhe necessário para criar um projeto coerente e, acima de tudo, rentável. Se, por um lado, esta autonomia permite ter um projeto totalmente à sua medida, por outro, implica mais trabalho, pode exigir um investimento significativo e uma curva de aprendizagem mais exigente. E, numa fase em que ainda não existe experiência acumulada, acompanhar a evolução do mercado e responder aos desafios da atualidade pode tornar o caminho ainda mais complexo.
O franchising surge, então, como uma alternativa para quem quer empreender sem ter de começar do zero. Baseia-se num conceito delineado, testado e validado no mercado, que permite ao empreendedor iniciar atividade sob uma marca já estabelecida e contar com uma estrutura previamente definida, simplificando algumas das etapas do arranque do projeto.
Na prática, o franchising assenta numa relação entre duas partes: uma empresa (o franchisador), que concede a outra (o franchisado) o direito de utilizar a sua marca, recursos, produtos, serviços e tecnologias, dando-lhe acesso a apoio operacional, comercial e de marketing, em troca de uma contrapartida financeira, que pode incluir direitos de entrada, royalties ou outras prestações previstas no contrato.
Entre as principais vantagens que podem estar associadas a este modelo encontram-se:
- Arranque mais rápido: num modelo de franchising, parte do caminho necessário para construir um negócio já foi percorrido, permitindo começar com uma base já estruturada;
- Curva de aprendizagem mais curta: o acesso a um modelo de negócio e a know-how já testados pode ajudar a evitar alguns erros da fase inicial e a reduzir determinadas incertezas, embora não elimine os riscos inerentes à atividade empresarial;
- Investimento mais previsível: dependendo do modelo e do setor, o empreendedor pode ter, à partida, maior visibilidade sobre os recursos e o investimento necessários para colocar o negócio em funcionamento;
- Formação e acompanhamento: o franchisador pode disponibilizar ferramentas, formação e conhecimentos que apoiam o desenvolvimento do negócio e a resposta aos desafios que vão surgindo;
- Apoio contínuo: integrar uma rede significa ter contacto com outros profissionais que partilham experiências, conhecimento e boas práticas.
Ter uma estrutura por detrás do negócio não significa, no entanto, transferir para a rede a responsabilidade de o fazer crescer. O franchisado mantém a responsabilidade pela gestão do seu negócio, pelas decisões que toma e pelos resultados que procura alcançar.
Integrar uma rede não é, por isso, uma garantia de sucesso. A diferença está sobretudo na possibilidade de começar com uma base de conhecimento, processos, recursos e apoio já existentes, mantendo o empreendedor o papel central na condução do projeto.
O que avaliar antes de escolher um modelo de negócio?
Começar um franchising é uma decisão que deve ser bem ponderada. Antes de avançar, tenha em conta os seguintes fatores:
- Negócio: setor, modelo e adequação ao seu perfil e objetivos;
- Localização: zona onde pretende desenvolver a atividade e potencial do mercado;
- Marca: notoriedade e posicionamento;
- Estrutura: processos, metodologias, ferramentas e recursos disponibilizados;
- Apoio: formação e acompanhamento;
- Custos: investimento inicial e obrigações para com o franchisador.
Empreender no imobiliário: do conhecimento à construção do negócio
Informação e estrutura cumprem funções diferentes, mas complementares, quando se pensa em criar um negócio. A primeira ajuda a conhecer o mercado e a tomar decisões; a segunda pode facilitar a passagem desse conhecimento à prática.
É também nesta lógica que se enquadra o Portal Chave Mestra. Promovido pela ERA, reúne conteúdos sobre o setor imobiliário, gestão, liderança, empreendedorismo, construção de marca e desenvolvimento de negócios. O objetivo é disponibilizar conhecimento útil tanto a quem já trabalha no setor como a quem está a considerar entrar nele.
Para quem decide dar esse passo através de um modelo de franchising, o desafio seguinte passa por perceber que estrutura existe por detrás da marca e de que forma esta pode apoiar a criação e o desenvolvimento do negócio.
No caso da ERA Portugal, o seu modelo de franchising combina a independência de cada empreendedor com uma estrutura desenvolvida ao longo de 27 anos de presença em Portugal. À notoriedade que a marca já construiu no país, junta-se um método de trabalho suportado pela partilha de boas práticas entre os elementos da rede e por uma estratégia de marketing e comunicação comum, além de processos e ferramentas desenvolvidos para a atividade imobiliária. Tudo isto, permite que as agências da rede apresentem rentabilidades brutas na ordem dos 56%.
O apoio começa logo na entrada na rede. O franchisado e a sua equipa passam por um processo de integração que inclui reuniões com diferentes departamentos da empresa, estágios em loja e formação contínua. Além disso, a estrutura de master franchising disponibiliza acompanhamento através de consultores de operações, que trabalham no terreno com os franchisados e as respetivas equipas no desenvolvimento do negócio. Tudo isto é complementado com ferramentas tecnológicas e serviços destinados a simplificar a gestão da agência, otimizar processos e apoiar a qualidade do serviço prestado ao cliente.
A lógica é, assim, complementar: o empreendedor continua a ser responsável pelo seu negócio, mas pode beneficiar da experiência, dos processos e dos recursos acumulados por uma rede. E, antes ou durante esse percurso, ter acesso a informação especializada ajuda a compreender melhor o mercado em que se está a operar.
É precisamente essa a porta que a Chave Mestra pretende abrir. Para quem está a ponderar empreender no imobiliário – ou simplesmente quer compreender melhor o setor –, o Portal permite acompanhar o mercado, aprofundar conhecimentos sobre gestão e liderança e explorar conteúdos que podem ajudar a preparar o próximo passo.