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A seleção portuguesa já está em Oslo, mais logo há treino. Antes disso, conferência de imprensa com Jorge Jesus e um jogador da seleção para fazer a antevisão dessa partida de amanhã frente à Noruega de Haaland, Schjelderup e Østnes. Østnes que, de resto, já fez a antevisão da partida e falou dos problemas físicos que o têm afetado. Ontem os sub-21 adiaram a qualificação para o Europeu, depois de uma derrota frente à Bulgária por 2 x 1. São temas em análise na edição de hoje de "E o Campeão É..." com Augusto Inácio, João Pinto, Luís Pinto Coelho e Pedro Henriques. Muito bom dia, campeões. Augusto Inácio, começaria por ti. Vamos enfrentar uma Noruega que tem Haaland como principal figura, mas não é o único perigo que daí pode advir para a seleção de Jorge Jesus.

Bom dia a todos. Diria que esta Noruega cada vez está a ficar mais forte. Já tinha feito um bom mundial. Começa bem agora esta Liga das Nações, por estar a ganhar 2 x 0 à Dinamarca. A Dinamarca ainda empatou, mas lá está o Haaland outra vez a resolver as coisas. É uma equipa compacta, é uma equipa forte, é uma equipa de contato físico que emprega bem esses momentos, é uma equipa que pressiona bem e é uma equipa bem organizada. Por isso, Portugal tem que ter muita atenção, mas mesmo muita atenção na transição quando for pro ataque e quando perde a bola, ter uma intensidade também de recuperação, porque senão a equipa portuguesa vai sofrer muito. Claro que o Haaland parece que é aquele que não corre muito, mas que faz muitos gols. É aquele que está sempre no sítio certo, é a grande figura, marca gols de cabeça, marca gols dos pés, embora o seu pé mais forte é o esquerdo. Diria que Portugal tem muito com que se preocupar, mas também tem que olhar pra si e perceber que também tem qualidade, muita qualidade, e que também pode pôr algum respeito à Noruega. Mas como é um povo e uma equipa que está bem entrosada e que está à vontade neste tipo de jogos também, eu diria que Portugal, ao menor erro que cometa, pode ser, como se costuma dizer, a morte do artista. Por isso, Portugal tem que estar muito atento a tudo isto que eu acabei de dizer.

João Pinto, este é o desafio mais difícil nesta caminhada que Portugal inicia agora na Liga das Nações e, já agora, Østnes, que disse à imprensa que não está no seu melhor fisicamente. Já tinhas também notado isso pelas exibições que tem feito no Benfica?

Sim, e pela alternância que tem tido entre a titularidade e nem sequer estar no banco. É um jogador que realmente teve ali um problema físico, parece que ainda não recuperou totalmente, mas depois como está sempre em competição, e como é um jogador-chave, não lhe é dado o descanso que lhe faz falta. Pro jogo de amanhã, o que eu vejo é que Portugal tem que levar o jogo pro meio-campo adversário. Vemos uma Noruega que está muito tranquila, muito calma a jogar, seja contra quem for, no meio-campo ofensivo. Tem jogadores extraordinários, quer nas faixas, quer depois no meio. O Berge, o Ødegaard, o Bosnich, quando lá joga, e depois nas faixas, jogadores como o Schjelderup, como o Aarbakke, como o Nusa. Portanto, tem jogadores com muita qualidade do meio-campo pra frente, que depois deságua tudo naquele homem que já todos conhecemos. Portanto, Portugal tem que levar o jogo pro meio-campo contrário, tem que levar o jogo pra sua parte ofensiva. A boa notícia é que com Jorge Jesus no banco, Portugal tem sempre os olhos na baliza contrária e que temos realmente também muitos e bons artistas do meio-campo pra frente que conseguem desequilibrar. Vai ser um jogo muito físico, vai ser um jogo em que os noruegueses vão correr, vão querer ganhar o jogo em casa e, portanto, haja disponibilidade física e vontade de ganhar o jogo, que pezinhos nós temos pra eles.

Luís Pinto Coelho, o nosso meio-campo, por isto que estava a dizer também o João Pinto, terá de ser mais musculado do que aquele que apresentou Jesus frente ao País de Gales. Antevês aqui mudanças neste 11?

Olá, bom dia. Acredito que sim. Acredito que Palhinha pode ser titular, mas não basta só Palhinha. A equipa tem que estar um bocadinho mais junta, mais coesa. Contra Gales percebeu-se que às vezes tínhamos ali muito espaço e contra a Noruega isso será fatal. Portugal vai ter que elevar bastante o nível, porque contra a Noruega, na Noruega, acho que Portugal, se jogar ao nível que jogou contra Gales, vai passar mal. Vamos ter que melhorar individual e coletivamente, porque a exibição contra Gales não foi nada de especial, foi uma exibição suficiente, menos. E agora contra uma equipa que já é de topo e com jogadores individualmente muito fortes também. E até o coletivo, parece-me que o coletivo da Noruega neste momento é um pouco superior ao Portugal. Nós podemos ter mais armas individuais em termos de quantidade, mas acho que são duas seleções muito equivalentes. Eles têm o fator casa e depois têm um extraterrestre na frente e nós temos um jogador na pré-reforma.

Pedro Henriques, o dedo de Jorge Jesus e esse pendor ofensivo que costuma apresentar nas suas equipas vai começar a revelar-se à medida que vão acontecendo os jogos de Portugal? Este País de Gales pareceu ainda um ensaio também para aquilo que serão as ideias do novo selecionador. Aqui na Noruega, já poderemos ver algumas melhorias nesse sentido. Ainda assim, pouco tempo para treinar, não é?

Bom dia. Esse é o fator principal. O Jorge Jesus, quando foi para jogo, tinha um treino e meio, se é que se pode dizer assim, e parte desse treino era de sala. E nós sabemos que esta competição, que tem estes quatro jogos, um já foi, no espaço de 11 dias, praticamente quinta, domingo, quinta, domingo, não dá muito espaço nem muito tempo para fazeres muita coisa. E por isso o Jorge Jesus tem a realçar como ponto mais importante a chamada inteligência dos jogadores, na perspectiva de com pouca informação, com algumas ideias que ele possa colocar, os jogadores terem essa capacidade de executarem, porque são muito inteligentes, embora não tenham treinado, no sentido de estarem com o Jorge Jesus. Eu acho que esta competição ou estes seis jogos, que depois terão continuidade, estes quatro mais dois em novembro, será o que vai pautar a mudança. Não sabemos se vamos a uma fase mais final, se vamos seguir para frente ou não, vamos ver o que vai acontecer em termos de classificação, porque se isso acontecer, esses jogos que virão depois também serão importantes na perspectiva que eu acho que é a preparação para o Europeu, e sim, com outro espaço e com outro tempo, eu acho que vai haver aqui uma mudança. Eu acho que cada vez um ou dois jogadores que poderiam desaparecer, no sentido de não serem convocados e não estarem na seleção. Eu acho que vai haver mudanças, não só naquilo que é o posicionamento dos jogadores, como o desaparecimento de alguns jogadores e o surgir de outros. Eu acho que vai haver uma mudança que nós vamos sentir, esperemos que para o bem, lá mais à frente para o Europeu. Quanto à Noruega, não há muito mais a dizer. A Noruega vive várias coisas, vive acima de tudo aquilo que é o jogo direto e transições rápidas. Eu acho que a componente física deles é fundamental. Vai viver também do fato de jogar em casa e de três jogadores que eu gostava de destacar. O Haaland, porque obviamente esse avançado do City é realmente a grande referência diária, pela parte física, pelo ataque ao espaço, pela questão da finalização. O Martin Ødegaard, que eu acho que este médio do Arsenal é quem pauta o ritmo ofensivo da equipa, é ele que distribui, é ele que mete os espaços em profundidade para os atacantes e um outro jogador, que eu acho que não é somenos, bem pelo contrário, que é o Soloth, que é o Alexander Sørloth, que além de jogar muito bem em termos aéreos, tem uma capacidade de fazer uma coisa que eu também gosto muito, que é surar defesas e jogar de costas, uma semelhança tipo o pivô antigo do futsal. E eu acho que esta equipa vive muito desse potencial e relembrar que vai ter uma baixa, não sendo a coisa mais relevante e importante, porque o Ødegaard foi expulso no último jogo em 24 de setembro e, portanto, não vai estar presente. Vai ser um jogo tremendo, vai ser um jogo difícil e vai ser um jogo em que a componente física vai ser fundamental. Eu penso que o Soloth está lesionado, não vai jogar também. É? Ok. Sim, ele não jogou o último jogo, acho que está com problema muscular. Pois, isso aí será uma baixa também, caso se concretize, mas estava aqui mais a dizer em termos genéricos daquilo que fala a Noruega, em termos de equipa ou de seleção, amanhã veremos em termos de 11.

Não vai ser um jogo fácil para Portugal, definitivamente mais exigente que esse país de Gales. Ver vamos amanhã a emissão especial de desporto para acompanhar aqui na Rádio Observador esse Noruega-Portugal e amanhã, na edição de domingo de "E o Campeão É", vamos analisar também essas palavras de Jorge Jesus e do jogador que o vai acompanhar mais logo ao final da tarde nessa conferência de imprensa de antevisão. Pedro Henriques, ainda continuava contigo também para te pedir um comentário a esta questão do Manchester City, considerado culpado de 114 acusações, das 115 que lhe eram imputadas relativamente a violações de regulamentos financeiros na Premier League. As sanções ainda não são conhecidas, mas podem ser muitas e dar que falar. À exceção do caso da Juventus, que desceu de divisão, mas também não há assim muitos mais paralelos que possamos fazer.

A questão é, sem estar por dentro, até porque a área financeira não é propriamente o meu forte nesses aspectos.

E o Manchester vai recorrer.

Claro, como é óbvio. E dinheiro não lhe há de faltar. O mesmo dinheiro que provavelmente está na origem dessas 114 violações financeiras e contratuais, etc, será o mesmo dinheiro que vai tentar ir buscar toda a possível defesa em relação a isso. A ideia que nós temos é que realmente há aqui clubes que têm um andamento totalmente diferente sob o ponto de vista de investimentos, vamos chamar investimentos. Ficamos sempre com a ideia que é mais do que investimentos, aquilo que a gente fala, e eu não estou aqui a fazer qualquer tipo de acusação, porque não tenho conhecimento técnico para isso, que é aquela questão que a gente fala muitas vezes de lavagem de dinheiro, portanto, dinheiros que aparecem e que utilizam muitas vezes clubes e depois percebemos que há aqueles mercados árabes, etc. Fundos de investimento que aparecem e percebemos que há clubes que realmente, quando a gente diz: quem é que pode ir buscar um jogador de 100 milhões? É este tipo de clubes que tem feito ultimamente. Claro que isto tem tido repercussões desportivas e o adepto que é desse clube quer a repercussão desportiva, que ganhe tudo e mais alguma coisa, mas ficamos com a ideia que não deve ser propriamente alguém que se levanta às 9h da manhã e vai para o seu trabalho normal que consegue produzir este tipo de dinheiro. Portanto, fica a ideia, e termino com isto, por um lado, que cheira que pode haver realmente irregularidades, e temos aqui 114, não é propriamente uma acusação ou duas ou três, mas também fica a ideia de que, não havendo histórico de punições e sanções realmente duras e graves em relação a equipas, o caso das juventudes pode ser um caso, e às vezes, até quando é situações de corrupção e tudo mais, fica-se com a ideia que cheira muito, mas como é que se vai provar e como na prática isso se concretiza. E portanto, não havendo histórico, não sei se o City vai ter realmente repercussões negativas nesse sentido. É mais do mesmo em relação a este tipo de situações, sobretudo cruzadas com o futebol.

Agostinho, no Sporting parece que avançam renovações de contrato. Os jornais desportivos dão hoje conta de prolongamento e novas condições para Geny Catamo, para Fresneda e para Flávio Gonçalves. Aqui o caso de Fresneda e Geny Catamo, parece o Sporting interessado em segurar pelo menos uma das alas deste plantel. Concordas com estas renovações nesta altura?

São três excelentes jogadores, mas deixa-me dizer, o futebol tem coisas realmente extraordinárias e fantásticas, porque o Fresneda o ano passado, o Sporting estava a ver se o colocava em qualquer lado, porque já não acreditava nele e depois o Fresneda faz uma boa época, tirou o lugar ao Vlachodimos e agora inclusivamente foi convocado pra seleção espanhola. O futebol de um momento pro outro muda completamente, depende das opinões e da forma como as coisas são vistas, mas diria que sim. Flávio Gonçalves, que me parece a mim que no último jogo estava no banco e nem entrou, porque houve ali um arrufo qualquer com o treinador do Sporting, mas de qualquer maneira, se realmente se confirma esse arrufo ou não, também não podia estar no banco, mas esteve no banco e não foi utilizado. Diria que mesmo assim é um jogador que está a sobressair e é um jovem jogador formado na academia e provavelmente, digo eu, vai ser um bom ativo no futuro. E também creio que o Fresneda a renovar pelos valores que vem na imprensa, não é nada de outro mundo. Até acho que o Sporting não iria encontrar mais nenhum jogador, se calhar, com aqueles valores com que parece que vai ser o novo contrato, que é salvo erro, 1 milhão de euros por ano. Diria que faz bem o Sporting segurar essa malta nova, porque essa malta nova a jogar na equipe principal do Sporting vai se valorizar. O Sporting está na Liga dos Campeões, tudo pode acontecer depois naquilo que são os olheiros e por isso o Sporting já está a precaver, se calhar algum assédio no futuro em relação a esses jogadores.

João Pinto, aqui no universo do Benfica temos a notícia menos boa de que Kaminski parece ter se lesionado ao serviço da Polônia, com dores no adutor, declarações do selecionador da Polônia. Por outro lado, no Bélgica 2, Itália 0, Lukebakio marcou um grande gol.

Sim, a lesão do Kaminski aparentemente não é preocupante. Pode deixá-lo fora de um ou dois jogos da seleção da Polônia, mas poderá estar à vontade para recuperar e vir pro Benfica.

Pior parece estar Mbappé, não é? Que vai mesmo sair de França para já da Copa do Catar.

Exatamente. Pior é o Mbappé, que além de ter ligado os alarmes. Diz?

Marcou o gol, mas lesionou-se.

Ele já não estava muito bem, marcou, porque ele não precisa estar muito bem pra marcar. Mas marcou e depois acabou mesmo por se deitar no chão, ficou arrumado, e aparentemente é grave o suficiente para sair pelo menos da seleção. Vamos ver quantos jogos é que ele fica fora. Será uma péssima notícia pro José Mourinho e pra quem gosta de futebol. Quanto a Lukebakio, sim, fez ali quase uma repetição do gol que tinha marcado ao Milan. A única diferença é que começou um pouquinho mais de trás com a bola no pé, mas acabou por sublinhar aquilo que é a continuação da tragédia italiana, de uma seleção, de um azul muito fraquito, que nós todos continuamos a ver e a pensar o que aconteceu.

Há pouco, Luiz Pinto Coelho, o Agostinho Inácio falava aqui nos momentos do futebol, de uns meses para outros meses, as coisas podem mudar muito. Parece ser o caso de Gabriel Verón no Futebol Clube do Porto, a trabalhar muito, ao que parece, na equipe B, ainda tem hipótese de chegar ao plantel principal ou achas que o objetivo é valorizar o brasileiro para uma venda em janeiro? Um Gabriel Verón que prometia muito, mas não tem cumprido quase nada do que prometia quando chegou ao Porto.

Não acredito que ele possa subir da equipe B pra equipe A. Acho que o Porto neste momento tem cinco extremos, por isso apostou agora recentemente no Gabriel Mec. Foi jogador que se perdeu um bocadinho também. Há vários anos atrás, no Campeonato do Mundo sub-17, foi considerado o melhor jogador do Campeonato do Mundo. O Porto pagou 10 milhões de euros por ele, muito pelo talento, mas nunca cumpriu. Acho muito por culpa da vida extracampo também, não estar muito focado, sempre com peso a mais. Lembro-me quando ele foi pro Brasil, foi fazer um jogo no Fit Tech. Com uma aposta de uns amigos, lesionou-se, um problema muscular grave. E se um jogador profissional cair nesses erros constantemente, tem um bocadinho o destino traçado. Acho que se calhar vai ter alguns minutos e algum protagonismo na equipe B e possivelmente, como disseste, em janeiro o Porto tentar transferi-lo ou emprestá-lo como opção ou alguma coisa para o Brasil, possivelmente.

Pedro Henriques, fechamos aqui também com o Europeu de sub-21. Portugal até já podia ter ficado apurado para essa fase final do Campeonato da Europa de sub-21 do próximo ano e garantir o primeiro lugar do grupo B. Não perdeu o primeiro lugar, apesar desta derrota de ontem por 2x1 na visita à Bulgária. Ainda assim, parece tudo encaminhado, até porque o próximo jogo creio que é contra Gibraltar, em Ponta Delgada, já na quarta-feira, e talvez aí Portugal já possa carimbar a equipe de Luís Freire o acesso ao Campeonato da Europa de sub-21.

Sim, não está em causa, naturalmente, aquilo que possa ser o apuramento. Foi, digamos, um adiar. Nós, Portugal, estávamos a ganhar, praticamente desde os 50 minutos, e depois aqueles dois gols em quatro minutos, mesmo a cair do pano, como costumo a dizer, que acabou por dar ali

Algo que não estávamos à espera. O próprio Luís Freitas ficou zangado e disse algo que é aquilo que todos os jogadores e seleções ou equipas tentam tirar destas circunstâncias, que é servir de lição para o futuro, porque é relevante e importante, sobretudo quando formos para a competição final, que essas situações, quando acontecem, normalmente já não dá volta para trás. Sobretudo quando se entra nas fases a eliminar. Este relaxar quando aparentemente tem-se as coisas controladas, é sempre um erro e um risco, mas também é próprio de uma seleção jovem. Não está em causa o apuramento, como disseste, não se estava à espera. No limite, um empate já não era bom, mas não se estava à espera disso e aconteceu. Agora que se tire boas conclusões daqui e que, como disse o Luís Freitas, que realmente sirva de lição para o futuro, porque vamos carimbar já no próximo jogo esse apuramento.

Pedro Henriques, fico já contigo para conhecer o teu campeão deste sábado.

Eu mantenho-me nesta questão da seleção, daquilo que se tem vindo a falar, de muitas coisas, desde a reforma do Cristiano Ronaldo, a pré-reforma, como diz aqui o Luís, às questões das mudanças que vão ser operadas. Quando pensamos em Vitinha e João Neves, pensamos que era uma dupla quase inseparável no 11 titular da seleção. Agora já entrou o Rúben Neves e penso que o futuro será para menos vezes termos essa dupla, independentemente daquilo que depois possam fazer ou não juntos pelo seu clube. E eu acho que com isso vai-se operar aqui uma grande revolução sobretudo na zona do miolo. Acho que vai haver ideias diferentes. Também concordo que os jogadores como o Rúben Neves e o próprio Palhinha poderão vir a ser titulares muito mais vezes, dentro da ideia do Jorge Jesus. E portanto, a seleção chegou a Oslo, não foi aquela receção com tanta gente como normalmente costumamos ter, mas também estamos a falar da Liga das Nações e de um impacto que ela tem nos adeptos, mas de qualquer maneira, com a esperança, amanhã vamos falar melhor sobre isso, daquilo que é também um grande jogo, um tremendo jogo e um jogo que vai ser importante para Portugal amanhã contra a Noruega, talvez o adversário mais difícil e sendo fora, teoricamente também mais dificuldade, mas para já uma nota 15 de expectativa para este momento da seleção.

Agostinho Inácio, o teu campeão de hoje?

Antes de dar a nota de campeão, deixa-me dar uma nota de pesar e de sentimentos para o meu amigo António Simões, que me faleceu a filha com 60 anos e eu queria dar um grande abraço para o Simões, para este momento difícil que está a passar. Em relação às notas, eu queria dar as notas a três jogadores que atuam no Campeonato Português, no Spole, no Benfica e no Porto, e que tiveram destaque nestes jogos internacionais. O Yacuna, com o golo livre que marcou pela Austrália ao Brasil, o Lukebakio marcou contra a Itália e o Pablo Rosário, que jogando a central pela sua seleção, ganham a Nicarágua 3 a 2 e ele marcou o golo da vitória. Para estes que se destacaram, nota 17.

João Pinto, o teu campeão deste sábado?

Uma nota 10 para os meninos que se deixaram enganar. É importante que eles tenham sempre a ideia de que o Jorge Jesus também está a olhar para a equipa e há jogadores que podiam fazer essa ponte da equipa A e que são prejudicados com maus resultados. Nota oito para a Itália, que me custa muito ver nesta situação a Itália, onde, por exemplo, jogam Ndombè do Sporting.

É a tua equipa favorita de azul, não é?

Sim, agora que falas nisso, acho que sim. Também gosto muito do Everton, mas sim, a ponte mais para a Itália.

O do Porto não, pois não?

Como? Nem sei o que estás a dizer.

Esse azul ele não quer.

Nem sei o que estás a dizer. Mas sim, uma nota oito para a Itália e nota 16 para o Lukebakio, que continua em alta, especialmente por Itália, por Roma, onde marcou um grande golo e onde se vai mostrando cada vez mais uma grande possibilidade para a titularidade no Benfica.

E fechamos com o Luís Pinto Coelho.

Três notas, um 18 para a Supertaça de basquetebol, um Porto-Sporting.

Em Albufeira.

Sim, espero que o Porto consiga trazer a taça para o museu. Depois um 20 para a Liga das Nações. Para esta competição, que eu acho que foi muito bem criada, acho que foi muito bem pensada, já teve um ou outro ajustamento, mas acho que até comparativamente com outras seleções de outros continentes que agora andam a jogar particulares aqui e acolá, acho que a Liga das Nações é uma competição extremamente interessante. Ainda hoje vamos ter, penso que é um Espanha e Inglaterra, sempre grandes jogos. Acho que foi muito bem pensada. E depois um sete para o City. E acho que a investigação até devia de ir mais longe para analisar as transferências dentro de clubes da Premier League, porque aquilo é tudo sempre um bocadinho estranho, os valores que se pagam de uns clubes para os outros. Parece que é algo combinado, diria eu, entre os proprietários dos clubes, mas acho que a investigação tem aqui até

Ó Luís.

Sim.

Não esquecer que nós já enchemos todos os bolsos com aquilo. Benfica, Porto.

Sim, mas estou a dizer até entre eles. Entre eles aquilo é tudo sempre muito estranho. Qualquer jogador é transferido por 100 milhões e depois percebe-se que se calhar o porquê de fazerem isso entre eles, até porque não há nenhum clube que seja de associados, é tudo clube de proprietários. Por isso acho que é algo que deve ser investigado com profundidade.

Luís Pinto Coelho, João Pinto, Agostinho Inácio e Pedro Henriques na edição de hoje de "O Campeão É". Amanhã estamos de volta depois das 11h30. Bom fim de semana, campeões.