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Começa agora mais um Brand Storming, o magazine de criatividade semanal da Rádio Observador. Esta semana viajamos até Belém do Pará, mas sem sair do estúdio, infelizmente. Por quê? Porque temos que olhar para a COP30, a conferência onde se procurou encontrar o futuro para o planeta e onde os grandes decisores não perderam a oportunidade de tirar umas boas selfies debaixo da chuva, em plena, mas magoada, floresta tropical. Entre negociações na Blue Zone, metas de 1,5° e um novo acelerador global de implementação, fica a pergunta: como e quando isso se concretiza e deixa de ser apenas um tema de reunião? Por aqui, esta semana, para nos ajudar a pôr o alarme na sustentabilidade, mas com calma, sem entrar em modo de sirene de fim do mundo, temos conosco Bernardo Maia Ferreira. É diretor de operação da Verisure, que é a nova cara da velhinha Securitas Direct. Quanto às histórias de criatividade desta semana, essas levam-nos às compras pela mão da AI, lá mais para o fim, mas antes servem-nos o melhor tipo de iguaria da época, que enche corpo e alma. Primeiro, e para não perdermos a forma, temos aula marcada com a nova PTK do sítio. Venha daí conhecê-la. E começamos pela Texan Gil, que estreia a nova campanha com o Placar.pt, com produção da Trix e estratégia de meios da Art & Science. O resultado é um cruzamento improvável entre ginásio e apostas desportivas. No centro da campanha está a PT, Personal Tipster, uma personagem extremamente confiante, quase autoritária. Treina os jogadores, dá dicas, motiva e até desafia. É ela que está à frente do Placar.pt e por detrás do PT Casino, como a voz que sabe sempre qual é a aposta certa. Pelo menos é essa a promessa. O objetivo da campanha é refrescar a comunicação, ganhar relevância no mercado competitivo e aproximar o universo de apostas do entretenimento com humor e criatividade. Ao longo de 2026, a campanha vai ter ainda mais desenvolvimentos em televisão, meios digitais e conteúdos contínuos. Ora, no que diz respeito ao clima, o jogo é outro. E tanto quanto sabemos, não há cash out possível. Se errarmos na aposta, não há casa que cubra o prejuízo. Infelizmente.
Então, avó, é assim que é o bacalhau com todos?
Olhamos agora para o continente, que lançou a campanha multimeios de Natal "À Mesa com Todos". A criatividade é da Fuel, a produção da Crypton e a realização de Fred Oliveira. Está em televisão, rádio, digital, exterior, lojas e folhetos, e tem também a consultoria de produção da Proud. O tom é emocional e próximo. O convite é transformar cada refeição num momento de partilha genuína. A campanha vem também acompanhada de um estudo da Pitagórica para a Associação Portuguesa de Nutrição e para o continente e mostra um retrato cheio de luzes, mas também sombras da forma como comemos em Portugal. Ora, de acordo com este estudo, 64% das pessoas gostariam de fazer mais refeições à mesa com a família. Uma em cada três pessoas janta mais vezes sozinha do que acompanhada e 31% dos idosos jantam sozinhos. Quase metade vê televisão durante a hora de jantar e quase o mesmo número usa telefone móvel ou tablet à mesa. O número sobe para os 70% entre os 18 e os 34 anos. Ainda assim, há sinais positivos, sobretudo na consoada e no dia 25, quando mais de 70% dos inquiridos confessam que passam o Natal em família. E que bom que é. Se a vida passa a comer, que passe a ser mais como no Natal. À mesa, com todos. Ora, se na COP se fala de consumo responsável e de um planeta mais sustentável, talvez, dizemos nós, desligar o ecrã e olhar para quem está à nossa frente possa ser a primeira política pública que podemos aplicar para cuidar do nosso pequeno mundo, lá em nossa casa. Vamos a isto? Mais uma edição do Brand Storming e nesta temos o prazer de conversar com Bernardo Maia Ferreira, diretor de operação da Verisure. Seja muito bem-vindo aqui ao Brand Storming. Já me confessaste que é a primeira vez. Vai correr bem, não vai doer nada. Para os mais desatentos às campanhas que estão por todo lado, eventualmente podem estranhar o nome Verisure, mas Verisure é nada mais, nada menos do que a já muito conhecida Securitas Direct. Bernardo, começo por te perguntar, o rebranding da marca chegou a Portugal. Quais foram os principais motivos para esta, acho que se pode dizer, mudança de identidade? É mesmo assim, uma mudança de identidade?
Boa tarde, Hugo. Muito obrigado pelo convite.
De nada.
É, de facto, a nossa maior campanha de marketing em Portugal da nossa marca, agora Verisure em Portugal também. Estamos com presença como nunca antes tivemos, não só nos nossos canais habituais, como por exemplo, a televisão e a rádio. Estamos também presentes em mais de 4 mil mupis em Portugal e temos também algumas ações que nunca tínhamos antes feito, como, por exemplo, não sei se já reparou, no metro no Porto, assim como também os elétricos em Lisboa pintados de Verisure.
Portanto, uma ação 360, quer em que a marca seja mesmo apreendida. E isto, quando já tem uma marca tão implementada como a Securitas Direct, é também um desafio mostrar uma nova marca ao mundo e uma nova identidade, não é?
É, sem dúvida, um desafio e é esse o nosso principal objetivo, é fazer ver toda a gente que a Securitas Direct é agora Verisure. Muda só o nome, mas somos a mesma empresa de sempre.
Ou seja, o serviço, a confiança, tudo o que está por trás da Securitas Direct mantém-se com o nome Verisure.
Exatamente. Somos exatamente as mesmas pessoas que trabalhamos atrás de cada disparo de alarme, atrás de cada assistência técnica É exatamente a mesma equipa com que os nossos clientes e futuros clientes também podem contar.
Portanto, quem já tinha o serviço não muda nada, só muda o nome.
Exatamente, só muda o nome. Como referindo, atrás de cada disparo de alarme e cada assistência técnica, é o mesmo técnico que vai à casa dos clientes, é a mesma pessoa que atende o disparo de alarme, é a mesma excelência de serviço e nós, obcecados como somos por excelência de serviço, o cliente vai poder contar com a mesma excelência de serviço da Securitas Direct, agora na Verisure também. E prova disso são todos os prêmios que temos vindo a receber nos últimos anos, 10 anos consecutivos de escolha do consumidor, o prêmio cinco estrelas e tudo mais, uma avaliação de 9,2 em 10 por parte dos nossos clientes. É exatamente isso que tinha na Securitas Direct, vai continuar a ter também na Verisure.
E esta nova marca, este rebranding, reforça também o novo posicionamento no setor da segurança?
É um reforço do que já havia, porque a Securitas Direct sempre liderou o mercado, não só a nível de mercado, mas também a nível de inovação. Nós somos donos da nossa própria tecnologia e agora na Verisure assim continuará a ser. Vou dar exemplos muito concretos. Somos a única empresa que dispõe de uma fechadura inteligente. Nós tiramos a preocupação dos nossos clientes andarem com a chave de casa.
Ok.
Nós temos também um dispositivo chamado ZeroVision, que somos a única empresa que, em caso de assalto, nós conseguimos expulsar o ladrão do local.
Como assim?
Este é um dispositivo muito querido por parte dos nossos especialistas da central receptora de alarmes. Ficam sempre em pulgas quando há um assalto num cliente em que tenha o ZeroVision, porque acionamos de imediato o ZeroVision, que lança uma nuvem de fumo, impossibilitando por completo o ladrão de ver o que se passa no local.
Isso é quase de filme, não é?
É de filme. Posso-lhe dar aqui uma curiosidade, que já tivemos ladrões a ligarem à polícia para irem nos lá tirar.
Muito bom. Em termos práticos, esta nova identidade vai se traduzir em quê dentro da antiga Securitas Direct e agora Verisure em Portugal?
Isto vai ser um reforço do que já somos. Como disse, não muda nada, muda apenas o nome e o logo, agora a estrela que já estava presente na vida dos nossos clientes, porque para os nossos clientes a Verisure não é de todo estranho, porque já estava presente no dia a dia. A chave com que desliga o alarme é a estrela, que é o novo logo. A aplicação com que controla o alarme para controle de entradas e saídas, Verisure Casa, Verisure Armazen.
Portanto, quiseram manter aqui um fio condutor, apesar de mudarem o naming da marca, mas quiseram manter aqui um fio condutor e uma identidade com que os clientes e quem conhece a marca se pudesse identificar.
É isso mesmo.
Mais alguma coisa em relação a estas diferenças ou semelhanças entre Securitas Direct e Verisure?
Não, tal como disse, sendo nós donos da nossa própria tecnologia, nós conseguimos então encurtar os nossos ciclos de inovação. E com isso, assim como lançamos a fechadura inteligente, o ZeroVision, nos últimos tempos, melhorando a experiência do cliente, vamos continuar a fazê-lo nos próximos tempos.
E, portanto, também essa evolução, essa inovação, é importante dentro do vosso setor, este serviço, por assim dizer, ou este dispositivo de que falávamos há instantes, o ZeroVision, para mim é totalmente novo, confesso a minha ignorância. Há coisas novas também a acontecer, há coisas novas para vir no futuro que podem manter ou garantir a segurança das nossas casas e dos nossos pais?
Sem dúvida. Esses são dois exemplos muito recentes e muito concretos com o que posso dizer, mas posso também dizer que virão mais no futuro. O alarme é cada vez mais um gadget para os nossos clientes. As pessoas não compram só um alarme por detecção de intrusão. Esse é um dos principais motivos.
É cada vez mais um serviço e não o gadget em si.
Exatamente. E todos esses dispositivos que nós vamos oferecendo aos nossos clientes é para trazer tranquilidade no seu dia a dia e paz de espírito, chamemoslhe assim. E então, não só para os nossos clientes, que facilita no dia a dia, dou o exemplo das chaves de casa, por exemplo, com a fechadura inteligente, hoje em dia, os nossos clientes não precisam andar com as chaves de casa. Se o Hugo for de férias e quiser abrir a porta a alguém para lhe regar as plantas, através de uma aplicação, abre a porta, a pessoa entra, através das câmeras consegue ver se foi, de facto, só regar as plantas.
Isso se não subtraiu nada do terreno.
Exatamente, consegue controlar tudo.
O ladrão ainda se sente nas plantas.
É um exemplo muito prático da tranquilidade que nós queremos trazer para os nossos clientes. E esses dispositivos não só trazem tranquilidade para os nossos clientes, como também traz segurança e ajuda a prestar ainda um melhor serviço. No caso do ZeroVision, se conseguimos detetar uma intrusão, conseguimos logo expulsar o ladrão com estes dispositivos que oferecemos aos nossos clientes.
Isto é segurança real, mas hoje em dia muito se fala acerca da inteligência artificial. Também já estão a integrar inteligência artificial no âmbito dos vossos serviços, a tornar as casas mais inteligentes. Também a inteligência artificial está a obrigar a um reposicionamento da Verisure?
Nós já há muito tempo que trabalhamos com inteligência artificial, não é uma novidade para nós agora. Vou lhe dar exemplos muito concretos no nosso dia a dia. Nós trabalhamos com alarmes sem fios e funcionam por pilhas e temos as nossas assistências técnicas para troca de pilhas, fazer revisões e tudo mais. E então o que é que acontece? Nós conseguimos ter modelos preditivos através de sistemas de inteligência artificial para antecipar que o detetor fique sem pilhas, para agendar uma assistência com o cliente, que nem sabia que o detetor ia ficar sem pilhas, e assim garantimos a total segurança dos nossos clientes.
Ainda não conseguem prever assaltos e intrusões, ou também estão a trabalhar nisso?
Com o nosso modelo de presense, nós conseguimos também antecipar a intrusão antes que ela aconteça.
Ok. Como assim?
Nós com os nossos sensores.
Não querendo revelar tudo também aos amigos do alheio.
Está aqui a haver algum spoiler.
Claro.
Em relação aos amigos do alheio, isso também é um dos nossos objetivos da campanha de marketing, é para que toda a gente conheça que a Securitas Direct é agora Verisure, inclusivamente os ladrões, que também é importante esse fator de dissuasão. Quando um ladrão vê uma placa da Verisure, agora vai saber que é a mesma coisa que uma placa da Securitas Direct, e é o mesmo serviço atrás disso.
Portanto, ladrões que nos oiçam, atenção, porque com a Verisure podem ter que ligar à polícia para vos ir ajudar.
Isso mesmo.
Falar destas áreas é também falar de desafios, já quase com um pé no novo ano de 2026. Estamos mesmo quase a chegar. Há desafios operacionais grandes ou outro tipo de desafios que consigam identificar e nos quais já estejam a trabalhar ou para os quais já se estejam a preparar no próximo ano?
Sem dúvida. Não podendo revelar ainda as novidades que aí virão, como diretor de operações, posso dizer que um dos desafios operacionais é efetivamente o tema das placas. Temos mais de meio milhão de placas espalhadas por Portugal com Securitas Direct, em que nos próximos tempos vamos trocar por Verisure.
Isso é uma operação gigantesca.
Sem dúvida. E posso dizer que assim que começámos e que lançámos a campanha, não só para todo o mercado, como também para os nossos clientes, houve, de facto, muito interesse no tema das placas. Não só interesse externo, por parte dos clientes, como também interesse interno. Um exemplo muito concreto: na nossa intranet, temos um gênero de social wall, de rede social, e vimos as pessoas extremamente motivadas a trocar placas. Normalmente, é uma tarefa rotineira. Nós vimos todas as nossas equipas a dizer: "Já troquei placas em Faro, já troquei placas no Funchal, já troquei placas em Vila do Conde".
Portanto, em vez de rotineiro, passou a ser um motivo de orgulho.
Exatamente, um motivo de orgulho. Temos as pessoas cada vez mais a vestir a camisola, que é também um facto que me orgulha bastante, ter as nossas equipas motivadas com esta mudança. É uma mudança que estamos a comunicar para o mercado, mas que sentimos que toda a empresa faz parte dela e está toda a gente bastante motivada nessa missão. Esse é o tal desafio operacional que lhe estava a falar.
Ok, estamos quase a chegar ao final da nossa conversa. No "Brandstorming" terminamos sempre a olhar para o mundo da música. Ainda assim, antes de começarmos a nossa conversa, partilhaste aqui comigo que houve um debate interno, por assim dizer, porque foi criada uma música com elementos que são utilizados no dia a dia da Verisure. Explica-me um pouco melhor. Que música é esta? Onde é que a podemos ouvir?
No nosso evento de lançamento interno, convidámos um artista português a fazer uma música com os sons dos nossos elementos do alarme. Compôs através da composição de todos os sons que os nossos produtos emitem, fez uma composição e convido todos a visitarem o nosso Instagram, porque está lá uma música estilo Daft Punk, chamemos-lhe assim.
Ok, Instagram da Verisure Portugal, temos que ir lá ver isso e descobrir essa música. Ainda assim, acho, e pelo que também partilhaste comigo antes de começarmos a conversar, que a música que te inspira quando pensas na Verisure é uma música mais conhecida por toda a gente e, portanto, é essa que queres aqui deixar marcar a tua presença no "Brandstorming" e também este lançamento da Verisure. Que música é essa?
Confesso que a primeira música que me veio à cabeça e daí foi logo a minha resposta, Nina Simone, "Feeling Good".
Ok, por quê?
"It's a new day, it's a new dawn". E então, Verisure em Portugal, o melhor ainda está para vir.
Ok. "It's a new life" e que seja uma vida muito boa com a Verisure. Bernardo Maia Ferreira, diretor de operação da Verisure, muito obrigado por teres vindo ao "Brandstorming".
Obrigado eu.
Até breve e muito sucesso. E para o ano queremos saber essas novidades. Para terminar, voltamos à inteligência que dá que falar. A OpenAI lançou a funcionalidade de compras dentro do ChatGPT e já permite, nos Estados Unidos apenas, que os utilizadores possam comprar diretamente produtos da Etsy sem saírem da plataforma. Na prática, o ChatGPT passa também a ser um consultor de compras e recomenda três a sete produtos por consulta, em que marcas estabelecidas e pequenas lojas aparecem lado a lado, avaliadas pelos mesmos critérios algorítmicos. Por um lado, boas notícias para as empresas, já que os clientes encaminhados por inteligência artificial parecem gerar até 23 vezes mais valor do que o tráfego orgânico tradicional. Por outro lado, surge um novo desafio para os marketeers deste mundo. As pesquisas deixam de depender apenas do SEO e passam a depender de estratégias como o LEO, o GEO e o AEO, que é como quem diz otimização para motores de linguagem, modelos generativos e answer engines. Temos que voltar à escola, não é? Ainda importa dizer que, para já, o ChatGPT não aceita publicidade paga. A visibilidade conquista-se com credibilidade externa, avaliações, certificações e menções nos media, mas, no futuro... Como é que viemos parar a esta música antiquíssima do Big Brother? Ninguém sabe. Vamos só aceitar e seguir em frente que o mundo não para de girar. E assim ficamos por aqui numa semana em que o placar.pt nos apresentou uma PT sempre pronta a motivar a próxima jogada, o Continente nos lembrou da importância de estarmos juntos com todos e o ChatGPT nos mostrou que, para além de uma imagem valer mil palavras, agora uma AI pode valer mais do que mil pesquisas. Quanto à COP30, lembrou-nos que não há planeta B e por isso talvez seja importante travarmos esta nossa versão beta de humanos, de consumir, conviver e confiar na tecnologia. Quanto ao "Brandstorming", tem a sua versão de lançamento, e não beta, todas as segundas, depois das 21:30 da noite, na Rádio Observador. Está também disponível na app e no site do Observador, em podcast e, claro, nas principais plataformas. Com ajuda à produção da Inês Neto e a sonoplastia do Bernardo Almeida, eu sou o Hugo Silva. E até à próxima edição, lembre-se: no ambiente como na vida, se uma má decisão pode estragar muita coisa, o que é certo é que uma boa ideia pode resolver muito mais. Até para a semana.