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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou o Carlos Pedro, a edição de hoje é do jornalista Hugo Fortunato de Oliveira. Muito bom dia, Hugo.

Bom dia, Carlos.

Vamos começar por olhar para o Correio da Manhã. Diz que o antigo ministro da Saúde, António Correia de Campos, acumula uma pensão de mais de €5500 com salário de €3000.

Enquanto provedor do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais, ao todo são mais de €8500 por mês. A Caixa Geral de Aposentações considera que o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais integra o setor da administração pública e que, por isso, o exercício de funções remuneradas poderá ser incompatível com a pensão. Correia de Campos contesta esta interpretação e garante que não tem dúvidas de que está tudo legal. Invoca ainda um acordo de 2024 do Tribunal Central Administrativo Sul, que considerou o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais uma entidade privada não abrangida pelas regras da incompatibilidade. Se a posição da Caixa Geral de Aposentações prevalecer, Correia de Campos poderá ter de devolver cerca de €120 mil relativos à pensão que recebe desde maio de 2023.

E no Público, destaque para uma entrevista ao antigo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. Diz que o padrão Spinavista está na raiz dos problemas do Executivo.

Cabrita considera que esse padrão está a contaminar a forma como o governo lida com questões de transparência e responsabilidade política, e acusa o primeiro-ministro Luís Montenegro de ter degradado profundamente as exigências éticas da governação. Sobre o ministro da Administração Interna, Luís Neves, reconhece que este andou mal e andou tarde nos esclarecimentos, mas aponta como ainda mais grave a falta de transparência nos investimentos em defesa, nomeadamente no processo das fragatas. Cabrita critica ainda a equidistância, que classifica de estranha, do governo entre o Partido Socialista e o Chega, e defende a existência de um acordo político que permita dar mais estabilidade ao Executivo.

Vamos seguir com o Diário de Notícias, que dá conta das dificuldades das empresas em encontrar profissionais na área da inteligência artificial. Escreve o DN que as empresas querem contratar especialistas que não existem.

IA, machine learning, dados, cibersegurança e cloud estão entre as áreas onde a escassez de talentos é mais evidente. Perante um mercado que não consegue responder à procura, a solução passa cada vez mais por contratar pelo potencial e apostar depois na formação interna. Mas esta escassez tem também impacto direto nos salários. Em Portugal, profissionais de inteligência artificial com experiência relevante podem receber entre €30 mil e €80 mil anuais, dependendo do nível de experiência e especialização. Os perfis mais procurados são também os que conseguem negociar as melhores condições. Isto num mercado onde encontrar talento se tornou numa verdadeira competição.

Espreitamos agora os títulos em destaque na imprensa internacional. O espanhol "El País" dá conta de uma revolução de Pedro Sánchez na gestão da crise migratória de Ceuta.

Quase um mês depois da entrada massiva de migrantes na cidade autónoma, o primeiro-ministro espanhol decidiu criar um comando único para coordenar a resposta à crise migratória. A coordenação está a cargo do ministro da Política Territorial. A decisão surge depois de semanas de críticas do presidente de Ceuta, que acusou Madri de não estar a responder à altura da dimensão da crise. O Executivo espanhol anunciou também novos apoios económicos para a cidade autónoma, além dos €180 milhões já previstos para reforçar a segurança e os serviços públicos e apoiar as empresas e trabalhadores. A crise deverá ainda ser declarada como uma situação de interesse para a segurança nacional pelo Conselho de Segurança Nacional, que se reúne esta terça-feira.

Olhamos ainda para o britânico "Financial Times". Hugo, dá conta de que Singapura vai oferecer mais de US$55 mil por cada criança até aos 17 anos de idade.

É uma tentativa de travar a queda da natalidade. O governo vai reforçar os apoios financeiros às famílias e prolongar as licenças parentais. Isto numa altura em que a taxa de fertilidade caiu para um mínimo histórico de menos de um filho por mulher. Singapura está também a caminho de se tornar uma sociedade super envelhecida este ano, com mais de 21% da população com 65 ou mais anos. Apesar dos novos incentivos, o governo admite que a natalidade deverá continuar abaixo do nível necessário para manter a população estável.

Está feita a conferência de imprensa, hoje com o jornalista Hugo Fortunato de Oliveira.