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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Vamos saber o que contam os jornais em Portugal e no mundo. A edição de hoje é com o jornalista João Gama. Bom dia.
Bom dia, Nadine.
Hoje a lei laboral volta a estar no centro da agenda. Começamos, por isso, a olhar para os destaques dos jornais económicos.
Desde logo para o "Jornal de Negócios", que lembra que as negociações entre o Governo e os parceiros sociais voltam a acontecer hoje, terça-feira. Faz, por isso, um apanhado de como estão essas negociações que se prolongam há meses. Escreve o "Negócios" que o Governo e os patrões mostram-se disponíveis a alterar propostas no que toca aos contratos a prazo e ao outsourcing, mas há temas de que não abdicam nesta negociação com a UGT. O Governo insiste, por exemplo, Nadine, no banco de horas individual e na não reintegração em caso de despedimento ilícito. Já as confederações patronais estão a resistir ao aumento dos dias de férias pedido pela central sindical. Esta será a reunião número 52 sobre a lei laboral, desde que o anteprojeto foi apresentado em julho do ano passado. Apesar disso, escreve o jornal, nos bastidores, um entendimento é ainda encarado como um desfecho difícil.
E o preço das casas voltou a disparar e atingiu um valor recorde em 2025. É manchete de muitos jornais, como é o caso do "Jornal Económico".
Que fala de um recorde absoluto. O preço das casas aumentou 17,5% no ano passado. O "Económico" recorda que é o maior aumento anual do preço das casas em Portugal desde que há registro e mais do que duplica o aumento que já tinha sido verificado em 2024, os dois anos da governação da AD. Folheando o "Jornal Económico", podemos ler que o ritmo de aumento dos preços na habitação está a crescer há sete trimestres consecutivos. O preço médio pra comprar uma casa de norte a sul do país já ultrapassa os €250 mil.
É também a manchete do "Público". O jornal explica que parte do aumento recorde pode explicar-se com as compras que são feitas por empresas e por não residentes.
Por pagarem valores que são superiores aos das famílias portuguesas. No ano passado, as empresas compraram uma em cada oito casas vendidas em Portugal. Em média, pagaram mais 6% do que as famílias portuguesas. Isto enquanto os compradores que não têm residência fiscal no estrangeiro gastaram mais 70% na compra de habitações do que os cidadãos nacionais. E é, sem surpresas, no Algarve, onde os não residentes têm um peso mais significativo.
O "Público" olha também pra política, escreve que está a crescer a contestação interna à liderança de Rui Tavares no Partido LIVRE.
Uma vez que, em apenas uma semana, o partido perdeu dois dirigentes devido a decisões que os antigos membros consideram ter sido unilaterais e tomadas por uma elite do partido. São eles Filipe Caetano e João Manso. O "Público" falou com os dissidentes que criticam um fechamento do LIVRE. São críticas não apenas de quem saiu do partido, mas também de quem é membro da Assembleia do LIVRE, que partilhou estas críticas ao jornal "Público", mas apenas na condição de anonimato.
E João, antes de irmos à imprensa internacional, o "Correio da Manhã" escreve hoje que o presidente do Hospital São José está a ser investigado pelo Ministério Público.
E que em causa estão suspeitas na adjudicação de contratos públicos para aquisição de bens e realização de obras, quando Miguel Paiva liderou o Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga. Falamos de contratos no valor de €6 milhões. Questionado pelo CM, Miguel Paiva lembra que nunca foi constituído arguido e diz que tem colaborado com a Justiça. Foi nomeado em fevereiro deste ano presidente da ULS de São José. De acordo com o PGR, o inquérito está neste momento em investigação e em segredo de Justiça.
E temos tempo ainda para olhar para os Estados Unidos. O "New York Times" destaca a saída que Donald Trump encontrou para a guerra no Irão.
Foi, na prática, um passo atrás. O "New York Times" lembra que quando o ultimato do presidente norte-americano ao Irão estava quase a chegar ao fim, Trump mudou o discurso pra anunciar conversas produtivas com os iranianos pela primeira vez desde o início da guerra. Assegura o jornal que as autoridades norte-americanas dizem, ainda assim, que estes diálogos estão numa fase muito inicial e que não são, para já, substanciais. Por isso, o "New York Times" fala de uma válvula de escape para a Casa Branca em pleno braço de ferro com o Irão.
E precisamente o "Guardian" partilha hoje uma reportagem sobre como a crise dos combustíveis está a afetar leitores de todo o mundo.
De um comerciante da Índia a um assistente social em Nova Gales do Sul, na Austrália, o aumento dos preços dos combustíveis está a obrigar as pessoas a racionar o uso de petróleo e a contar cada quilômetro que é percorrido. Não há botijas de gás à venda na Índia, país que importa 90% do GPL através do Estreito de Ormuz. A energia racionada na Índia, mas não só. Em Nova Gales, há quem esteja a emprestar carros elétricos a amigos que estão preocupados com o custo do combustível. E na Europa, mais precisamente no Reino Unido e na Irlanda do Norte, milhões de famílias dependem de óleo pra aquecer as casas. Temem, de acordo com esta reportagem do "The Guardian", um aumento do preço da fatura por causa da guerra no Irão.
Os destaques da imprensa nacional e internacional com o jornalista João Gama. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.