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Durante os próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Marta Caramelo Nobre. Marta, começamos com a manchete do jornal "Público", que revela esta manhã que as escolas perderam este ano mais de 3 mil professores.
Ao longo do ano letivo que agora termina, reformaram-se 3,3 mil professores do ensino básico e secundário, bem como educadores de infância. São números da lista de aposentados e reformados da Caixa Geral de Apresentações, consultada pelo jornal. O valor é inferior quando comparado com o ano letivo 2024/2025, ainda assim, é um dos mais altos da última década. Esta queda das aposentações deve-se, em grande parte, ao incentivo de € 750 mensais, dado pelo Estado aos professores que adiassem a reforma e que resultou em mais de 2,2 mil a prolongar a carreira este ano letivo. Só que este bônus vai mudar no próximo ano letivo. O Ministério da Educação confirmou ao Público que o suplemento financeiro passa a ser pago agora apenas a quem der aulas onde há mais falta de professores. As projeções do estudo Diagnóstico de Necessidades de Docentes, consultado pelo jornal, indica que vão ser precisos quase 4 mil novos professores por ano até 2035, um ritmo de formação que continua muito longe de acompanhar as saídas.
Vamos agora ao Diário de Notícias, que diz que o Serviço Nacional de Saúde já gastou praticamente € 200 milhões em horas extra e também em prestação de serviços.
De acordo com números da Administração Central do Sistema de Saúde, consultados pelo jornal, só entre janeiro e maio, os médicos fizeram quase 4,5 milhões de horas extraordinárias e à tarefa. Apesar de ser uma ligeira descida face a 2024 e 2025, os administradores hospitalares contactados pelo DN avisam que a despesa pode ainda disparar até ao fim do ano. Para além da falta crônica de médicos, a nova tabela que permite pagar mais pelas horas extra vai fazer subir a fatura do SNS com as unidades locais de saúde de Coimbra e de São José, em Lisboa, a liderarem os gastos com mais de € 8 milhões cada uma.
Já o Jornal de Negócios avança esta manhã que a penalização do IMI para terrenos parados vai ser decidida pelo Tribunal Constitucional.
Em causa está um agravamento do IMI, que pode multiplicar o imposto até 10 vezes, aplicado a terrenos para construção ou prédios em ruínas, localizados em zonas de pressão urbanística. O Centro de Arbitragem Administrativa já considerou esta medida desproporcional em três processos diferentes de proprietários que contestaram faturas de dezenas de milhares de euros. Como o Ministério Público recorreu das três decisões, cabe agora aos juízes do Tribunal Constitucional dar a palavra final, o que poderá anular esta penalização do IMI para todo o país.
Alguns dos destaques da imprensa nacional esta manhã. Vamos ainda à imprensa internacional. Natural destaque para o sismo que atingiu ontem a Colômbia. E Marta, o jornal espanhol "El País" fala num país, a Colômbia, que acorda hoje em estado de emergência.
O jornal fala no autêntico teste para o novo presidente colombiano. O "El País" destaca que Abelardo Dilas Pereira tomou posse há apenas três dias e viu-se obrigado a decretar o estado de emergência nacional ao seu primeiro dia de trabalho. O jornal sublinha mesmo que este desastre apanhou o novo governo completamente de surpresa e ainda em formação, sem ter sequer os chefes da proteção civil nomeados. Uma tragédia que está a pôr à prova o novo presidente da Colômbia, que já veio apelar à unidade de todo o país.
E fechamos com o norte-americano "The New York Times", que avança que a equipe de segurança de Donald Trump montou uma operação secreta para afastar o presidente de uma ameaça do Irã.
O "New York Times" revela que Donald Trump foi retirado de forma oculta num carrinho de catering de aeroporto, daqueles que transportam as refeições para os aviões, para escapar a uma ameaça credível de assassinato vinda do Irã. Aconteceu no mês passado, à saída da Cimeira da NATO, na Turquia. Para enganar os eventuais atacantes, o presidente norte-americano fingiu entrar no Air Force One à frente das câmaras, mas minutos depois foi transportado em segredo dentro do caminhão da comida para um avião militar secundário. Até a própria equipe da Casa Branca e os jornalistas a bordo foram enganados, apanhados de surpresa. O jornal explica que a operação foi montada em poucas horas para proteger o presidente dos Estados Unidos numa altura de forte tensão no Médio Oriente.
E é com esta história do "The New York Times" que fechamos a conferência de imprensa. Já a seguir, o Vamos à Bola.