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Abrimos agora a conferência de imprensa, espaço onde passamos em revista algumas das notícias em destaque na imprensa nacional e internacional. Eu sou a Nadine Soares, comigo está o Miguel Gato. Bom dia.

Bom dia, Nadine.

Começamos com a capa do Diário de Notícias, com destaque para a imigração.

O jornal escreve que as recusas de entrada na fronteira por motivos de segurança aumentaram 30% desde a extinção do SEF, há dois anos. Já foram verificados os cadastros de mais de meio milhão de estrangeiros na fronteira portuguesa. Em declarações ao Diário de Notícias, Pedro Moura, da Unidade de Coordenação de Fronteiras e Estrangeiros, fala num maior rigor na fronteira portuguesa, que também já levou à detenção de 31 pessoas que pediam visto em Portugal e eram procuradas pela Interpol.

Da imigração pra saúde. Miguel, vamos ao destaque do jornal Público.

Direção executiva do SNS manda hospitais cortarem na despesa. O Público escreve que a instrução foi dada aos administradores hospitalares numa reunião que aconteceu em Santarém. Avizinha-se um próximo ano difícil na saúde e a ordem da direção executiva do SNS para reduzir os gastos em várias áreas do Serviço Nacional de Saúde, precisamente, está a gerar apreensão.

E o destaque do Jornal de Notícias vai para a sinistralidade rodoviária.

O JN escreve que os acidentes de mota no distrito do Porto fazem soar os alarmes das autoridades. Segundo aponta o JN esta manhã, estes acidentes de mota representam 10% dos sinistros, mas 50% das vítimas mortais nas estradas.

E no Correio da Manhã, continua a megaoperação de caça aos traficantes de droga, que ontem mataram um militar da GNR.

Pedro Manata, de 50 anos, morreu decapitado quando o barco onde seguia foi abalroado. A narcolancha dos traficantes matou um militar e feriu outros três que seguiam numa embarcação de patrulha. Os dois suspeitos foram interceptados pelas autoridades na ponta do Guadiana. O Correio da Manhã a destacar o que descreve como a guerra ao narcotráfico no Algarve.

E o Jornal Económico destaca a saúde das contas públicas em Portugal.

Portugal, que está no top três das metas de excedente da zona euro, aponta para saldo orçamental de 0,1%. Apenas o Chipre e a Irlanda esperam um excedente orçamental superior ao português. Já em termos de crescimento do PIB, Portugal está no top cinco da zona euro.

No Jornal de Negócios, o Orçamento do Estado, Miguel.

Que passou o primeiro teste na generalidade com a abstenção do Partido Socialista. Os temas da habitação e da lei laboral estão na mira da oposição. As forças e as fraquezas deste Orçamento do Estado para 2026 estão em análise SWOT na capa do Negócios esta manhã.

Destaque ainda para a imprensa internacional. Nos Países Baixos, os eleitores voltam hoje às urnas para votar em eleições legislativas antecipadas.

E o favorito a vencer é novamente o populista de direita Geert Wilders. As sondagens apontam para uma nova vitória do chamado Partido da Liberdade, mas desta vez com poucas hipóteses de entrar no governo, uma vez que os restantes partidos já garantiram que não querem voltar a negociar com este partido irmão do Chega nos Países Baixos. A imigração, tal como foi o tema que levou o último governo a cair, foi também o destaque da campanha eleitoral. Isto apesar de a maior preocupação dos neerlandeses, segundo estudos de opinião, continuar a ser a habitação. Com 16 partidos atualmente no Parlamento holandês, o cenário mais provável é uma coligação de centro, mais à esquerda ou mais à direita, que deixe Geert Wilders fora do poder, é o que escreve o The Guardian.

E no Washington Post, destaque para um novo episódio em torno da ambição política de Donald Trump em ser eleito pra um terceiro mandato presidencial.

O presidente norte-americano, que tem vindo a falar dessa hipótese, mas recebeu ontem um travão de um membro do próprio partido. O republicano Mike Johnson, presidente da Câmara dos Representantes, afirma não haver qualquer caminho possível para alterar a Constituição, que impede mais de dois mandatos presidenciais nos Estados Unidos. Donald Trump tem alimentado essa ideia, inclusive tem vendido merchandising, bonés com inscrição Trump 2028. Mike Johnson diz que tudo não passa de uma provocação política.

E o Times escreve sobre o bilionário Bill Gates, que agora rejeita uma visão apocalíptica das alterações climáticas.

O fundador da Microsoft defende que o aquecimento global vai ter consequências sérias, mas não vai levar ao colapso da civilização, nem será o fim do mundo. Declarações que contrastam com as que Bill Gates tem vindo a fazer nos últimos anos, ele que tem sido um dos principais defensores da redução das emissões de carbono a nível mundial. Bill Gates entende agora que a prioridade é aumentar os investimentos na saúde, por exemplo, em vacinas e também na luta contra a fome mundial.

Alguns destaques da imprensa nacional e internacional com o jornalista Miguel Gato. A conferência de imprensa está de regresso amanhã.