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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Teresa Freitas, a edição de hoje é do jornalista Miguel Pina Andrade. Bom dia, Miguel.

Olá, Teresa. Bom dia.

Na resaca do debate sobre o Estado da Nação, a imprensa nacional dá destaque a isso mesmo. O Público dá ênfase a um dos temas quentes do debate: os exames nacionais.

Diz que mais de 160 mil alunos estão à espera de notas que podem não chegar. No debate do Estado da Nação, o primeiro-ministro não garantiu que o prazo de afixação das pautas vá ser cumprido. O prazo é hoje. Nos Passos Perdidos do Parlamento, à saída do debate, o Ministro da Educação, Fernando Alexandre, mostrou-se confiante de que as notas vão estar disponíveis hoje à tarde. O Público escreve que Luís Montenegro segurou os dois ministros que têm estado debaixo da lupa da opinião pública, Luís Neves e Fernando Alexandre. O primeiro-ministro garantiu que o ministro da Administração Interna não cometeu qualquer ilegalidade nem prejudicou o interesse público e que, por isso, mantém plena confiança. Já sobre Fernando Alexandre, o primeiro-ministro argumenta que o Ministro da Educação tem estado do lado dos docentes e recusa que tenha havido um caos na correção dos exames nacionais.

O semanário Expresso também dá destaque ao problema com a correção dos exames nacionais. Diz que os professores tiveram de classificar respostas mesmo sem saber se estavam completas.

Sim, e com indicações transmitidas pelo Educa. O Expresso diz que alguns professores recusaram seguir estas orientações, outros acabaram mesmo por classificar itens sem saber se as respostas estavam completas. Dá até o exemplo de uma professora que suspeita que duas das 200 respostas que classificou estão incompletas. No dia 14 de julho, esta professora recebeu um e-mail de um responsável do agrupamento do júri nacional de exames. Dizia que tinha de classificar as questões de acordo com os elementos de que dispunha, caso as folhas de continuação necessárias para concluir as provas não surgissem em tempo útil. A última indicação sublinhava que depois o aluno poderia pedir a reapreciação da prova. No último fim de semana, o Educa, o Instituto de Educação Qualidade, negou que os professores estavam a receber esta orientação.

Seguimos com o Diário de Notícias, que destaca uma nova diretriz de Bruxelas. O Tribunal de Justiça da União Europeia vai permitir a apreensão de e-mails sem mandato de um juiz.

Caso esta apreensão seja feita por uma entidade reguladora para a concorrência. A decisão abre um precedente e resulta de um caso enviado pela Justiça portuguesa, que envolveu a Autoridade da Concorrência. Remontam ao período entre janeiro de 2021 e março de 2021, no qual a Autoridade da Concorrência apreendeu mais de 10 mil ficheiros considerados relevantes para as investigações. As buscas foram feitas com autorização do Ministério Público e não com autorização de um juiz de instrução criminal, como determina a lei nos processos penais. Os juízes do Tribunal da União Europeia explicaram que a apreensão de comunicações não viola, em princípio, as regras das normas europeias que protegem dois direitos fundamentais: o direito à vida privada e familiar e também o direito à proteção de dados. Para os juízes, estes direitos podem ser restritos em prol do interesse geral e com o objetivo de preservar a concorrência não distorcida.

Fechamos a imprensa nacional com o Jornal de Negócios, que diz que a maioria das empresas em Portugal usa inteligência artificial menos de três horas por semana.

Uma em cada 10 usa ferramentas de IA para garantir ganhos de produtividade. É o que revela a análise da Universidade Nova SBE, que diz que o principal problema encontrado é a falta de formação e a falta de orientações das próprias empresas, com base em quase 1700 respostas de profissionais, sobretudo de grandes empresas que frequentaram formações para executivos na Nova SBE entre outubro de 2024 e novembro do ano passado. O estudo conclui que a utilização de IA generativa é esporádica na maioria das empresas portuguesas. Cerca de 72% dos profissionais referem um uso muito limitado de até três horas por semana e quase um terço praticamente nunca utiliza.

Temos ainda tempo para olhar para a imprensa internacional. A BBC destaca os incêndios no Canadá, que já provocaram alertas de qualidade do ar nos Estados Unidos, à medida que o fumo envolve as principais cidades dos dois países.

São mais de 800 incêndios florestais que estão a arder por todo o território do Canadá. Os alertas estenderam-se agora para sul. A espessa camada de fumos cruzeou o horizonte desde Detroit e Toronto até Nova Iorque e por toda a Nova Inglaterra. Muitos eventos ao ar livre foram cancelados. As autoridades pediram às pessoas para ficarem em casa. Sublinham as consequências perigosas para a saúde provocadas pela inalação dos fumos.

Estes foram os destaques da imprensa nacional e internacional com o jornalista Miguel Pina Andrade. A conferência de imprensa regressa para a semana.