Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
As duas com o Miguel Videira. Muito boa tarde, Miguel. Bem-vindo à Rádio Observador.
Olá, Nelson.
Já cá estás desde o meio-dia, eu sei. Mas vamos às notícias das duas. Continuamos muito a falar destes alertas de segurança. Na última hora, a notícia da estação britânica Sky News, que recebeu um desses alertas. É mais um caso a juntar-se a várias ameaças que têm tido como alvo preferencial companhias aéreas. Já vamos desenvolver essa notícia, mas para já falamos da maioria dos manifestantes que foram detidos no passado dia 20 de outubro, durante esse protesto em Lisboa pelo direito à habitação, e que não aceitaram a suspensão provisória do processo proposto pelo Ministério Público. Preferem ir a julgamento?
É isso que revela Ricardo Sá Fernandes, advogado de defesa de alguns dos arguidos.
A sessão de hoje foi apenas para saber quem aderiria à suspensão provisória ou não. É um número muito residual das pessoas que aderiram, portanto, a grande maioria não aderiu.
Declarações do advogado no Campus de Justiça, em Lisboa, onde esta manhã estiveram a ser ouvidos os arguidos para darem conta se aceitam ou não a suspensão provisória do processo, sendo que em cima da mesa continua a possibilidade dos inquéritos virem a ser arquivados por decisão do Ministério Público.
Neste momento, continua em aberto a hipótese do processo ser arquivado ou de haver o processo prosseguido no julgamento.
É o que revela Ricardo Sá Fernandes. A esta hora devem estar a ser ouvidos os manifestantes detidos nas manifestações do passado dia 25.
Noutra frente, o governo está hoje a ouvir os partidos com assento parlamentar numa tentativa de definir uma estratégia comum para a habitação.
Depois das reuniões com os dois maiores partidos, Chega e PS, ontem, esta manhã, o governo já sentou à mesa com a Iniciativa Liberal, que remeteu declarações para a líder do partido, Mariana Leitão, mas tanto o Livre como o PCP saíram do encontro com queixas de intransigência por parte do governo. Isabel Mendes Lopes diz que houve abertura para debater duas propostas, os apoios às cooperativas e o agravamento IMI para casas vazias. Mas nos pontos principais, diz a deputada do Livre, não há qualquer aproximação.
Apesar de tudo, houve alguma margem para discutirmos o pormenor de algumas delas, mas as condições de base que nós consideramos que seriam as necessárias, essas não houve abertura nenhuma para que se pudesse sequer dialogar no cair da lei das rendas e na reversão das rendas ditas moderadas.
No mesmo sentido, a delegação comunista que reuniu com o governo, relato o encontro aqui feito pela líder parlamentar Paula Santos.
Não vimos, da parte do governo, nenhum sinal que se desvie das opções que tem vindo a implementar e o caminho que tem vindo a perseguir. Por isso é que nós dizemos que estas opções e este programa não servem, já ficou demonstrado que não é solução, é parte do problema, e que é preciso romper com este caminho.
Sem grandes sinais de aproximação, esta tarde os ministros da Presidência, Finanças, Habitação e Assuntos Parlamentares vão ainda receber os deputados únicos do PAN e do Bloco de Esquerda.
A par destes encontros com o tema da habitação, em plano de fundo, os partidos com assento na Assembleia da República estão também a apresentar propostas que querem ver incluídas no debate do orçamento em sede de especialidade.
O caso do Bloco de Esquerda, que a par da apresentação de propostas, desafia PS e Chega a chumbarem as alterações à lei do arrendamento.
Nós podemos enterrar a lei dos despejos do PSD e do CDS já no Orçamento do Estado, e é esse o desafio que nós deixamos. Palavras levam o vento e de boas intenções está o inferno cheio. Portanto, com estes dois adágios populares, vamos abrir o debate orçamental. Se há uma maioria de deputadas e deputados que acha que devemos manter o limite à cobrança de cauções, vamos inscrevê-los já na lei do Orçamento do Estado.
Desafio lançado por Fabian Figueiredo. O Bloco de Esquerda insiste na medida de tetos às rendas, quer também um travão às prestações de casas, pretende ainda fixar o salário mínimo em € 1.050,00 e aumentar o subsídio de refeição para os € 12,00 por dia na função pública.
O Partido Socialista vai apresentar mais de 180 propostas de alteração ao orçamento. Entre elas, Miguel, está a redução temporária do ISP e o IVA zero no cabaz alimentar.
Propostas apresentadas pelo líder parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias. Iniciativas que, garante, preservam o saldo orçamental do governo. Uma dessas medidas, como referias, a redução temporária do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, equivalente à descida do IVA dos combustíveis de 23% para 13%.
O Partido Socialista proporá, a partir de 01/01/2027, uma redução equivalente à descida do IVA de 23% para 13%. E propõe a duplicação do apoio do gasóleo agrícola de € 0,10 para € 0,20. Esta é uma medida que estará em vigor logo de imediato, no primeiro trimestre, e que terá revisões trimestrais seguintes.
Eurico Brilhante Dias, o líder parlamentar do Partido Socialista, acredita que é possível compensar o impacto orçamental desta medida através da mexida no IRC.
É uma medida que tem despesa fiscal, mas a partir do primeiro dia de janeiro propomos uma redução para 0% do IVA no cabaz alimentar. É uma medida que tem despesa, que tem, evidentemente, despesa fiscal, mas que é compensado pela revogação
Das rendas moderadas de € 2300, que é uma medida que o Partido Socialista propõe eliminar e que tem uma despesa fiscal de € 209 milhões.
Eurico Brilhante Dias, líder parlamentar do Partido Socialista, durante a apresentação de propostas de alteração ao Orçamento do Estado, propostas que o PS quer debater durante a discussão na especialidade do orçamento para o próximo ano.
Vamos então nesse jornal à notícia de uma ameaça de bomba num avião da Ryanair que devia ter partido esta manhã do aeroporto de Lisboa.
Foi falso alarme. Isso mesmo concluiu a Polícia de Segurança Pública depois da vistoria ao aparelho, que tinha um voo programado com destino a Roma, depois de ter aterrado no aeroporto de Lisboa, proveniente precisamente da capital italiana às primeiras horas da manhã. O alerta de bomba foi recebido pela PSP através dos mecanismos de cooperação internacional, quando o avião preparava a aproximação à pista da Portela. A Unidade Especial de Polícia foi chamada ao local, não foi detectado qualquer engenho explosivo. O voo acabou por realizar-se com quase três horas de atraso. Têm sucedido os alertas de bomba nos últimos dias em vários países europeus. Esta sexta-feira não é exceção. E Martim Madeira, se estes alvos de bomba têm sido preferencialmente as companhias aéreas, hoje há a notícia de outros alvos.
Já foram três ameaças a órgãos de comunicação, especificamente na Irlanda. Uma estação de rádio irlandesa foi alvo de ameaça de bomba. A estação RTE Radio 1 teve de parar a emissão e a estação teve de ser evacuada. Também na Irlanda, a Mediahouse Independent News e a Virgin Media tiveram de evacuar os edifícios. Mais recentemente, a Sky News revelou que também teve uma ameaça de segurança. Não especificou se era uma ameaça de bomba, mas diz, de acordo com a Reuters, que é uma ameaça de segurança e também o edifício teve de ser evacuado e a estação inglesa já comunicou às autoridades inglesas essa ameaça. Já relativamente aos restantes voos, foram mais de 17 ameaças de bomba apenas no dia de hoje. Em Praga, houve pelo menos nove voos sinalizados, voos provenientes da Dinamarca, da Espanha, do Reino Unido, também voos com destino para os Países Baixos, para Chipre, para a Roménia, para a Itália e também para o Reino Unido e pelo menos quatro aviões tiveram ordem para ficar à espera no ar antes de aterrarem no aeroporto. Mais três voos foram também registados com ameaças de bomba em território aéreo francês e já em Copenhaga, um dos aviões sinalizados foi verificado, tal como em Lisboa, não tinha qualquer ameaça para os passageiros.
Martim Madeira, aqui com o resumo destes casos, destas ameaças de bomba, que têm tido preferencialmente como alvo companhias aéreas, mas agora não só. Há também uma ameaça de segurança à estação britânica Sky News e esta estação televisiva irlandesa.
Jorge Jesus diz que não se sente culpado pela saída de Cristiano Ronaldo da seleção nacional.
Sim, e garante que não mudava nada no que fez no estágio anterior, o estágio que precipitou a saída de Ronaldo da seleção. Foi durante o anúncio da convocatória dos 28 convocados para os próximos compromissos da seleção. Inevitável o anúncio da saída de Cristiano Ronaldo da seleção nacional. Jorge Jesus diz que não carrega com qualquer sentimento de culpa.
Se calhar eu apressei as coisas, mas por minha causa, não. Estava na cabeça dele, que mais convocatória, menos convocatória, porque nós também falávamos algumas vezes. Isso ia acontecer. Portanto, ia sempre ser no meu consulado a saída dele e não me sinto culpado de nada em relação à saída dele. Respeito a decisão dele.
Jorge Jesus, selecionador nacional, durante o anúncio dos 28 convocados para os dois jogos que restam desta fase da Liga das Nações.
Este foi o Jornal das Duas com Miguel Vieira.