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Bem-vindos. Este é Conquistar o Futuro, um podcast do Observador em parceria com a Universidade Lusíada, onde olhamos para a forma como estamos a preparar a próxima geração e as lideranças do futuro mais próximo. Do direito à arquitetura, da economia às artes ou às relações internacionais, vamos saber como os professores de hoje preparam os profissionais de amanhã. Hoje falamos com Marisa Almeida Araújo, é pró-reitora da Universidade Lusíada e é professora da Faculdade de Direito da Universidade Lusíada no Porto, e com Luís Neves, jurista. Estamos habituados a vê-lo e a ouvi-lo como diretor nacional da Polícia Judiciária, mas não é nesse estatuto que ele está aqui hoje. Luís Neves fez a sua formação na Universidade Lusíada, foi aluno do primeiro curso de Direito e é precisamente nessa qualidade que está aqui conosco. Obrigado a ambos pela vossa disponibilidade para estar aqui. É um gosto. Marisa Almeida Araújo, começando por si, falar um pouco das saídas profissionais de Direito. São mais vastas do que a tradicional advocacia ou trabalhos jurídicos em empresas, por exemplo. E aliás, a carreira de Luís Neves é disso um bom exemplo. Quais são as opções além destas mais comuns?
Muito bom dia, antes de mais, a ambos. Cumprimentar o Paulo e o caríssimo estimado Luís Neves. É uma honra para mim estar aqui convosco e poder partilhar desta conversa sobre aquilo que o Paulo dizia há pouco da preparação da próxima geração, mas também de um processo de adaptação que a comunidade acadêmica tem que fazer necessariamente, não só para essa preparação, mas também para nós próprios enquanto comunidade, numa relação mais horizontal, se quiserem, acompanharmos e podermos dar cumprimento àquilo que são as exigências, os nossos deveres e os nossos ônus para com os estudantes e todas as outras pessoas que ao longo da vida vão fazendo a sua formação e vêm à Universidade Lusíada. De fato, no que tange ao curso de Direito, e o Luís Neves é um dos seus exemplos paradigmáticos, há uma vasta panóplia, além daquilo que são as tradicionais profissões jurídicas, normalmente muito associadas à advocacia ou à magistratura, que o curso de Direito é suscetível de alavancar, se quiserem, nesta expressão, desde a carreira docente, de investigação, diplomacia, e também da questão associada à polícia, à segurança pública, à investigação científica, com todas as exigências que estão aí associadas. E naturalmente, o Luís se calhar pode nos ajudar nessa questão. Os desafios que essas mesmas carreiras, quer as tradicionais, quer as outras têm. Lembro, por exemplo, da questão da cibersegurança, do mundo digital, que implica não só estar atento à identificação de novos problemas, novos desafios, que naturalmente se colocam a jusante, depois naquilo que é a intervenção dessas mesmas profissões, mas também na preparação dos próprios estudantes e dos próprios docentes e investigadores para conseguirem estar despertos para tudo isso. Portanto, não só o desenvolvimento de um conjunto de soft skills, mas também a percepção daquilo que são as exigências inter e multidisciplinares numa leitura daquilo que são os currículos das universidades voltados para as exigências, desafios e preocupações da própria sociedade e, portanto, nessa preparação que aí está.
Muito bem. Luís Neves, licenciado em Direito do primeiro curso da Lusíada, optou depois pela investigação criminal. Foi clara desde o início essa opção para si?
Bom dia, professora. Retribuo os cumprimentos e ao Paulo Ferreira. É um gosto estar aqui na qualidade de ex-aluno ou de aluno, sempre, formado na Universidade Lusíada. Sim, a partir de determinada altura, parte final do meu curso, foi pra aqui que a minha motivação se direcionou. Nós estávamos, no final dos anos 80, com uma pouca vergonha que era a utilização de fundos europeus. Era a primeira vez que se falava de uma forma muito séria no combate à corrupção e naquilo que a corrupção e o criminal económico-financeiro associado traz aos povos, aos países, que é a desigualdade, a falta de oportunidades pras classes mais pobres. E foi isso que me motivou. Eu licenciei-me, fiz o estágio da advocacia. Não me recordo já se foi no final do estágio, mas foi por ali. Mais mês, menos mês, seis meses. Abriu o concurso.
Para a PJ, já?
Pra PJ. Recordo-me perfeitamente que foi um anúncio no jornal Expresso, que tinha um caderno dedicado ao emprego. Concorri e depois foram várias provas eliminatórias, salvo erro, oito provas eliminatórias. Concorremos com pessoas da casa e de fora, mas foi sempre, de fato, a partir de determinada altura da minha vida. Depois demoramos alguns anos a chegar à instituição Polícia Judiciária, por força dos recursos internos, mas isso tudo se resolveu. Sinto-me muito motivado, devo muito à universidade. Como já aqui foi dito, eu sou aluno do primeiro curso de uma cisão que ocorreu por volta de 84. Tive professores de uma forma fantástica e de uma forma generalizada, muito bons.
Que o marcaram, certamente.
E acompanho o que a universidade tem feito, tem se alargado, quer do ponto de vista geográfico, quer do ponto de vista de opções formativas da juventude. É uma opção ao longo destes talvez 40 anos ou um pouco mais de vida da universidade, centenas de milhares de jovens E menos jovens, ali se formaram e ali se capacitaram pra poder ter uma melhor vida e por isso é com muito orgulho que sempre que a universidade precisa de mim, eu digo presente.
E cá está também. Marisa Almeida Araújo, esta área da Criminologia tem um plano de estudos próprio dentro do Direito? Como é que funciona? Alguém que queira já decididamente ter uma carreira semelhante à do Luís Neves, como é que deve fazer?
Repare, o acesso à carreira que o Luís Neves, em particular, encetou durante toda a sua vida e que foi crescendo naquilo que é a respectiva hierarquia, tem, e mais uma vez o Luís talvez nos possa ajudar quanto a isso, mas tem um conjunto de licenciaturas que são suscetíveis de constituir a condicio de acesso à profissão.
É verdade.
Naturalmente, estamos é aqui num exercício que é particularmente complicado no seguinte sentido, porque ele é avassalador em termos de perspectiva, ou seja, numa sociedade cada vez mais informada, com cada vez mais acesso à informação e às fontes de informação, há uma tendência para aquilo que é uma grande abertura das áreas e daquilo que as pessoas podem desenvolver ao longo da sua vida. Portanto, eu diria que eventualmente uma certa perspectiva para uma generalidade, em abstrato, dos curricula, para poder ter acesso a um conjunto de informação, de unidades curriculares, etc. Muito variado. O que não deixando de ser importante numa perspectiva de que é importante ter uma leitura de conjunto. E uma leitura de conjunto, naturalmente, que se interliga quando estamos a falar em determinadas profissões. A verdade é que ela é uma teia de filigrana e, portanto, a partir do momento em que trabalhamos uma questão, não podemos ficar fechados sobre nós próprios e sobre uma determinada especialidade, sob pena de não conseguirmos ter a imagem de conjunto e, sobretudo, de não perceber o impacto das nossas decisões, que podem ser excelentes pra um determinado ponto, mas serem péssimas pra outro. Portanto, essa ponderação tem que ser feita. E essa leitura de conjunto, ou melhor, as skills, desculpem o estrangeirismo, para conseguir fazer essa leitura de conjunto, para aceder à informação e para ter essa visão alargada, para conseguir ponderar em conjunto, a curto, médio e longo prazo também, aquilo que são as consequências do nosso desenvolvimento profissional estratégico, em conjunto ou individualmente, enfim, cada vez mais em conjunto. A verdade também é que, e como eu dizia logo no início, na primeira pergunta que me fez, a complexidade dos temas implica também exatamente o oposto, que é uma grande especialização em áreas e temas muito específicos e, portanto, parece a uma dada altura, uma verdadeira antítese.
Parece contraditório, claro, entre a especialização e um olhar mais largo com várias áreas de saber, claro.
E que é impossível deixar de ter, mais uma vez, sobretudo no acesso à informação. Enfim, depois teríamos o outro problema que é selecionar a informação e tudo aquilo que nos chega. Mas a verdade é que por um lado a leitura de conjunto é importante, mas por outro não podemos deixar de considerar que cada vez, considerando as exigências dos novos desafios, a especialização é essencial.
Claro.
Naturalmente, aí também depois o desenvolvimento daquilo que são grupos de trabalho e o trabalho em grupo, sob pena de depois também ser inglória uma perspectiva individual daquilo que é o desenvolvimento desta profissão.
Claro.
Não digo que seja a questão da Criminologia, mas a verdade é que a Criminologia, enquanto curso, se autonomizou, tendo em consideração, eu diria desde logo, outras coisas também, naturalmente, até porque chegou a Portugal depois de ter passado e de ser iniciado como curso autónomo noutros países. Mas a verdade é que ela é uma evidência relativamente àquilo que são as exigências concretas de uma determinada área, que acabou por se desenvolver um conjunto de disciplinas que deram origem a um curricula academicamente imposto pela sua necessidade, qualidade e exigências do nível de ensino superior. E, portanto, naturalmente, nomeadamente na carreira do Luís Neves, também haverá outras, mas a Criminologia eu diria que é um dos cursos que permite aceder à carreira. Não o único, mas naturalmente aquele que consegue dar resposta, eu diria, a este balanço entre uma leitura necessariamente geral e depois uma especialização.
Uma especialização em várias áreas, claramente. Luís Neves, esta ideia é central, a sua licenciatura é em Direito, mas nesta carreira, na sua área, muitas outras formações são importantes também.
Mudou muito. No meu tempo só entravam pra instituição, na posição em que eu entrei, como licenciados em Direito. A partir de 2000 tornámos transversal, ou seja, deixámos de entrar um patamar acima, entramos todos pela base e obrigatoriamente tinha que haver uma licenciatura. Portanto, a partir de 2000 só podem concorrer licenciados. E nós fomos fazendo aqui uma adaptação à realidade da própria sociedade e das nossas necessidades, porque é isso que conta. O que conta no recrutamento são os interesses da Polícia Judiciária e o resto não nos interessa mais. Já foi esta direção, a nossa equipa assumiu funções diretivas em 2018. Fomos nós que quebrámos esse tabu das licenciaturas em Criminologia, portanto, podem concorrer. Eu penso que olhando para o naipe de cursos e licenciaturas que a Universidade da Lusíada neste momento tem, eu penso que todas elas poderão concorrer ao lugar de inspetores.
Uhum.
E por isto entendemos que a questão do direito é muito importante, mas essa pode ser adquirida na área formativa no nosso instituto. O que nos interessa, de facto, é perceber os skills que a pessoa traz quando chega até nós.
Que características tem que ter um bom criminologista?
Para já, tem que ser um criminologista, tem que ter o conhecimento apropriado, mas depois é adaptar a sua própria pessoa, o seu próprio ser ao concurso. Concorrem todos os anos milhares de jovens e posso dizer que apenas entre 4% a 7% dos concursos é que entram na instituição. Nós temos, salvo erro, oito provas eliminatórias. As provas psicotécnicas são muito apertadas e por isso pode-nos aparecer uma pessoa com grandes conhecimentos técnicos, teóricos, seja o que for, mas depois, do ponto de vista da personalidade e daquilo que são três provas eliminatórias psicotécnicas, faço o despiste e a pessoa pode não interessar. Por isso, o que eu queria dizer é que nós tomámos a decisão que é ter o maior naipe possível de conhecimento e de áreas.
De formações prévias. Claro.
E de formações, que depois na própria instituição se interligam e que os conecta. O mais importante é um jovem quadro, que concorre nós, ter, para além do conhecimento técnico da área em que se formou, ter uma capacidade de sofrimento, trabalhar em grupo, trabalhar em equipe, não ser um individualista. Uma pessoa absolutamente normal, mas com este quadro e os testes, normalmente temos tido essa capacidade e os testes conseguem nos dirigir estas pessoas.
Claro.
Depois há a integração paulatina no instituto que é feita. Por isso nós quebrámos esse tabu das licenciaturas, em particular da Criminologia, que era olhada de lado, desconheço por quê, mas o que é certo é que essa questão hoje está absolutamente resolvida. Ninguém levanta qualquer questão, é pacífica e nós estamos muito satisfeitos com as pessoas que têm vindo para nós, que são muitas, formadas nessa vertente.
Muito bem. Marisa Almeida Araújo, tem ideia de como é que está a empregabilidade dos licenciados em Direito na Lusíada?
Nós temos, naturalmente, e é importante para nós ter naquilo que é um princípio de solidariedade e de trabalho conjunto com os nossos estudantes e com a comunidade acadêmica em geral, e a leitura que nós fazemos sempre, porque mais uma vez pretendemos uma universidade aberta à sociedade e, portanto, naturalmente, que não se feche dentro daquilo que às vezes se chama sua parte teórica, que é não só a leitura a montante, mais uma vez, daquilo que são as exigências para efeitos de adaptabilidade dos próprios curricula, sendo necessário, de unidades curriculares que não sendo estruturais aos cursos possam fazer parte da nossa oferta formativa extracurricular, de atividades extracurriculares, nomeadamente com o envolvimento, mais uma vez, numa relação horizontal com os nossos estudantes e muitas vezes também com a sociedade civil, fazemo-la naturalmente para que eles tenham todas as ferramentas para poderem impor-se no mercado de trabalho e nas futuras profissões. E fazemos depois, naturalmente, aquilo que é a leitura subsequente nas várias áreas em que os nossos estudantes, não só nas profissões mais tradicionais que falávamos no início, mas também doutras. E devo dizer que estamos profundamente satisfeitos com os resultados que nos têm aparecido. Aliás, creio que o Luís poderá ser uma testemunha abonatória direta daquilo que tem sido o rácio entre os concursos, os candidatos e as entradas efetivas aos concursos na Polícia Judiciária e, portanto, com uma taxa de sucesso particularmente elevada, que depois também se lê naquilo que é uma aposta da universidade na formação ao longo da vida e, portanto, na clara perspectiva e necessidade de adaptabilidade, de aprofundar conhecimentos ou então de recolher novos conhecimentos face a formações anteriores que se teve, porque naturalmente elas foram evoluindo e é preciso fazê-la, numa perspectiva de transferência e a que a universidade assume, de transferência de conhecimento para a comunidade, não só do próprio conhecimento que produz no âmbito dos seus centros de investigação, numa perspectiva de cooperação, quer interna, quer nacional, com outras instituições, quer também ela externa. Enfim, somos cidadãos globais ou cidadãos do mundo e, portanto, necessariamente essa leitura tem que ser feita numa necessidade de atenção ao mundo. E permita-me só, nesta atenção ao mundo e naquilo que o Luís falava há pouco, e na capacidade de adaptação e resiliência que nós também gostamos que os nossos estudantes tenham, de aprofundar aquilo que são as características do ser humano, que depois lhes permitam desenvolver, no âmbito das profissões, nomeadamente, estou a falar das jurídicas, mas as outras terão também necessariamente as suas características, necessariamente tudo aquilo que são as competências ou todas aquelas que são as competências necessárias à exigência dessa profissão.
Da profissão. Claro.
E isso nós também consideramos. Naturalmente, não estamos aqui a falar, só para lhe dar uma nota. Enfim, é uma universidade, portanto, tudo é, dentro destas paredes, objeto de discussão elevada, científica, naturalmente. Não temos uma perspectiva de doutrinação dos nossos estudantes, portanto os preparar e formatar.
Mas a transmissão de conhecimentos. Claro.
Mas exatamente a transmissão de conhecimento é essencial, sob pena de não conseguirmos chegar a essas percentagens e rácios. E o regresso dos estudantes também à universidade já noutros Momentos das suas vidas particularmente satisfeitos.
Essa parte é fundamental. Eu quase que me atrevia, com o devido respeito, de que a universidade ou as universidades deviam ter aí talvez um módulo de como a pessoa se adaptar às dificuldades, à capacidade de resistência. Nós valorizamos muito nos princípios da instituição a garra, o compromisso, a entrega, a paixão pelo grupo, porque é isso que marca a diferença. Nos 30 anos de carreira que levo, há uma grande diferença entre aquilo que eram os mais antigos e os mais novos. Uns tinham umas características positivas, outros tinham outras, mas é nesta mescla que faz. Ainda na semana passada tivemos a reunião dos chefes de polícia da Europol, onde eu estive presente, e um dos temas que debatemos é como reter as pessoas nas instituições, por um lado, o talento. Eu falo, por exemplo, das áreas de cibercrime, nós formamos e depois ao fim de dois, três anos, os privados lá fora, cá dentro, oferecem duas, três vezes mais salário a essas pessoas. Pessoas analistas de informação que estes novos licenciados podem abarcar. Mas a outra questão é a capacidade, e ser-se polícia muitas vezes é trabalhar-se 24 sobre 24, não ter sábados, não ter domingos, não ter férias, porque a investigação assim o exige. E hoje os jovens estão muito vocacionados para ter o seu tempo, o seu tempozinho, o seu ginásiozinho. Isso é tudo muito importante.
Conciliação com a vida pessoal.
É tudo muito importante e tem aspetos positivos, mas ser-se um quadro investigador da Polícia Judiciária é preciso muito mais, e essa capacidade de resistência, de saber sofrer, sacrifício, de deixar para trás muitas áreas da vida privada e de se focarem, isso é fundamental. E os testes psicotécnicos, os nossos, conseguem de alguma forma vislumbrar o início dessas virtudes.
A esse nível, claro, e essas características. Nós já estamos no nosso tempo, mas ia vos pedir numa frase mesmo, um conselho a um aluno do primeiro ano que queira fazer uma carreira nesta área. Marisa.
Um conselho que, enfim-
E numa frase
...eu tenho sido advogada durante muitos anos, quando eles são bons, não se dão, vendem. Partindo desta perspectiva tradicionalmente associada a uma vertente mercantilista errada dos advogados, eu diria que mais do que um conselho, o que me parece essencial, sobretudo no mundo atual, com uma crise, não lhe vou chamar valores para não estar a adjetivar cada um deles, mas pelo menos de hierarquia de alguns valores que ali estão, o que me parece essencial a todos, incluindo aos jovens a quem passamos agora o testemunho daquilo que é a construção da nossa sociedade, é o desenvolvimento de um sério raciocínio crítico.
Raciocínio crítico.
É o que me parece nesta altura absolutamente essencial para que nesta passagem de testemunho, o que venha a seguir, e não tenho dúvidas que nas mãos dos nossos jovens estarão, numa perspectiva de cooperação, naturalmente, com a geração que vai deixando, é esse raciocínio e teremos uma sociedade melhor.
Luís Neves, a mesma questão.
Eu se me permite, é uma frase e uma palavra. E é o que eu digo aos nossos meninos, entre comas, que chegam, e agora no dia 20 vamos receber mais cerca de 150. No nosso aniversário fazemos 80 anos, no dia 20 de outubro.
Uma bela idade.
A frase é: leiam mundo, muito. A leitura coloca-vos em tempos, em experiências, em lugares que de outra forma nunca alcançariam e abre os horizontes. A palavra é: foquem-se.
Foquem-se. Muito bem, fica também esse conselho, se quisermos. Luís Neves, Marisa Almeida Araújo, obrigado a ambos pela disponibilidade, pela presença aqui neste podcast Conquistar o Futuro. É um podcast do Observador, em parceria com a Universidade Lusíada. Nós voltaremos proximamente com outra área de saber e outros convidados. Até lá.