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É hora de conhecermos o tema do Contra-Corrente. Já sabe que se quiser entrar em direto para nos dar a sua opinião, nós gostávamos. Só tem de ligar 91 002 41 85 ou então enviar-nos a sua mensagem de voz pelo WhatsApp. O número é sempre o mesmo, 91 002 41 85. Carla. Embalados na discussão do costume sobre promessas, sondagens que dão resultado e o seu contrário, a tensão da campanha a crescer e eis que temos três não candidatos. São eles Passos Coelho, Mariana Mortágua e Sebastião Bugalho. Todos eles a lembrar que há vida política para lá das autárquicas. Helena Matos, bom dia. O que está em causa nestas autárquicas, que aliás, diz-se, podem ser as últimas com três boletins de voto? Bom dia, Helena.
Eu peço a maior desculpa, mas eu estava de tal forma inebriada a ouvir a problemática da junta de freguesia de São.
É entendível.
Depois entrou em moda e vi ao falar sobre aqui. Portanto, está explicado o mistério. A culpa foi vossa, não foi minha. Nós hoje no Contra-Corrente não vamos a nada tão interessante, como é óbvio, mas vamos falar daquilo que tem sido esta campanha para as autárquicas. Nós estamos a falar de uma campanha, de umas eleições, nas quais se candidatam 817 forças políticas e grupos de cidadãos, que apresentaram 12.860 listas a 3.837 órgãos autárquicos. Agora acabou aquele momento em que eu faço José Manuel Fernandes e vamos passar a falar de política, não é? Deixamos os números. Nós temos aqui um partido que faz um extraordinário esforço autárquico, que é o Chega. O Chega consegue apresentar candidaturas a praticamente todas as Câmaras Municipais, o que se destaca muito em relação àquilo que o partido tinha conseguido anteriormente. Vamos ver, e vai ser uma das coisas que vai estar muito em cima da mesa, que é o que é que vai resultar desse enorme esforço autárquico. Depois temos aqui algo também muito interessante e que está muito para lá daquilo que é quem ganha Lisboa ou Porto. Sim, eu sei que é aí que estão todas as atenções concentradas e já estou farta de tanto impasse técnico e tanta sondagem que um dia dá uma coisa, outro dia dá outra. Muito importante é que o PS é neste momento o partido que está à frente da Associação Nacional de Freguesias e também das Câmaras, pode perder ou manter esse poder, que não é um poder irrelevante de modo algum, e portanto nas próximas eleições também vai decorrer se o PS vai continuar a ser o partido que de alguma forma assegura este poder autárquico, que não se vê imediatamente porque quando se olha para as presidências das Câmaras e das outras freguesias não se vê isto, mas ele é muito importante e poderá ser determinante no futuro dos relves de Carnax. Também temos aí a poderosíssima Associação Nacional de Municípios Portugueses. E depois temos aqui a questão dos três boletins, o boletim verde, o boletim amarelo e o boletim branco, ou seja, o verde será para a Câmara Municipal, o amarelo para a Assembleia Municipal e o branco para a Assembleia de Freguesia. Aquilo que está em causa é uma alteração da própria legislação autárquica, que levará a que o executivo municipal, grosseiramente à semelhança de um governo, nasça daquilo que é a Assembleia Municipal. Sabia-se que PS e PSD estavam de acordo. A proposta tem andado por aí a fervilhar. Já estará nas mãos de Carlos Abreu Amorim, o ministro dos Assuntos Parlamentares, mas agora tudo decorre do resultado destas autárquicas, porque os partidos vão todos fazer contas, mas mesmo muitas contas, porque daí pode depender também a sua visibilidade e o seu poder. A atual lei tem enormes discussões, por exemplo, e agora até com a desagregação das freguesias, podemos ter assembleias municipais em que, como também votam os presidentes de junta, há quase tantos presidentes de junta quantos deputados municipais. Mas isso é o que vamos saber no pós destas autarquias, se estas serão as últimas com os tais três boletins de voto. E para acabar, como comecei, portanto, com política, porque agora realmente temos esta questão, que não vai certamente ser debatida agora, na campanha, se estas são as últimas autárquicas em que temos os tais três boletins de voto. Do ponto em que estamos de campanha, eu acho que nós poderemos dar alguns prémios. Às vezes a gente pode fazer isso. Podemos dar um prémio ambição para Sebastião Bugalho, que apareceu e fez-se de líder. Podemos fazer um prémio efeitos especiais para Passos Coelho, acho que consigo explicar porquê. Depois temos um prémio que se licem as autárquicas para Mariana Mortágua, que se foi embora, voltou, agora não se sabe se Alexandra Leitão vai aparecer ou não ao seu lado. Um prémio imaginação para Isaltino Morais, não sei se vocês já viram aquele estrondoso momento de campanha que é procurem o Isaltino. E por fim, um prémio, já se fazia tarde que ainda não tinha dito nada, para Marcelo Rebelo de Sousa.
Muitos prémios então no Contra-Corrente hoje. Até já, Helena.
Até já.
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