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O nosso convidado de hoje da tarde, em direto, é o Filipe Caivão. Tem 57 anos e tem dedicado os últimos anos a pedalar por causas solidárias. Diz que não é um atleta nem desportista, mas que sempre que pode e quando o tempo permite, vai pela estrada, não pelo desporto, mas pelo passeio. Filipe, bem-vindo. Obrigada pela disponibilidade, por estar conosco.
Muito obrigado. Eu é que agradeço. Muito obrigado.
E por que pedalar por estas causas? Para já, se calhar, começávamos pelo início. Como é que ganhou este gosto pela bicicleta?
O gosto pela bicicleta ganhei durante os meus períodos de férias, já adulto, quando recomecei a andar de bicicleta. E como sou um apaixonado pelos passeios, comecei imediatamente a deslocar-me dentro de Portugal em pequenas viagens de 50, 60 km em bicicleta e depois foi aumentando lentamente, porque o prazer de pedalar era muito grande e rapidamente cheguei a distâncias de Lisboa ao Algarve ou do Porto a Lisboa. Mas de repente senti que havia muita gente através das redes sociais a acompanhar-me e aproveitei para transformar essa gente toda na divulgação de causas, o que foi um sucesso e tem crescido todos os anos. Cada vez há mais gente a acompanhar-me e é um sucesso. Por isso, todos os anos tenho feito pelo menos uma viagem por uma causa social ou de cidadania, porque às vezes não é só questões sociais, mas questões ambientais em que temos alguma obrigação de divulgar também, tenho feito.
E esse gosto pelo passeio não diz respeito apenas às bicicletas. Gosta de passear de outras formas e movido de outra forma.
Sim, o passear pra mim é o mais importante, seja de que maneira for, seja de avião.
É um amante dos carros também, não é?
Sou, dos automóveis, das motos. Acima de tudo, gosto de passear. Na minha vida profissional, eu organizo eventos desportivos de automóveis, principalmente automóveis clássicos, mas também faço parte da organização do Rali de Portugal e de outros eventos como a Baja de Portalegre e de outros eventos de algum peso internacional também. Mas a paixão pelo passeio está sempre presente em tudo o que faço e felizmente faço o que gosto. E também nos meus tempos livres, faço o que gosto também através da bicicleta, que é a maneira melhor de se conhecer este país.
Filipe, eu olhava aqui pra lista das suas aventuras, que já vai longa, não é verdade?
São muitas, sim.
Portanto, dentro do país, mas também fora. Nós começamos por falar na última, mas, por exemplo, já ligou Lisboa a Vaticano em 2017. Isto é uma distância pra já enorme. Como é que se prepara uma coisa dessas? Como é que tem tempo na sua agenda?
Da minha vida profissional, tenho tempo, felizmente. Tenho uma vida um bocado irregular e há alturas da vida, época alta dos eventos, eu não tenho tempo livre, não tenho fim de semana. Portanto, acabo por conseguir, nas alturas mortas, usar esse tempo e permitir-me fazer este tipo de iniciativas durante duas, três semanas, de uma forma mais fácil, sem prejudicar totalmente a minha família, também porque quer ter algum bocadinho de férias comigo. E eu também com eles, obviamente. Essa é a facilidade que tenho, mas a preparação disso tem que começar algum tempo antes, porque eu não sou um atleta, portanto, não tenho uma preparação física fantástica. Antes pelo contrário, sou pesado, já não sou novo e tenho que começar a preparar com algum tempo de antecedência. E principalmente, a preparação tem a ver com a preparação pra solidão, por estar tantos dias sozinho em cima de uma bicicleta, mas também para preparar pra estar tantas horas por dia em cima da bicicleta.
Vai sempre sozinho nestes passeios, nestas viagens solidárias de bicicleta?
Quase sempre sozinho.
Pelo menos grande parte do percurso, não é?
Grande parte do percurso, porque nem toda a gente tem a mesma facilidade que eu tenho em termos de tempo, de acumular umas alturas e permitir-me usar depois.
E também há gente que não tem pernas pra fazer tantos quilômetros, por certo.
As pernas eu acho que temos sempre. É uma questão de continuar mais um bocadinho e as pernas vão aparecendo.
E se não fizermos mais depressa, fazemos mais devagar.
Exatamente, é o que eu faço. Muitas vezes não consigo fazer tão depressa, demoro mais horas e chego sempre ao meu destino, porque há dias que confesso que são muito difíceis. Às vezes o vento está contra, o calor aperta e não se consegue ir tão depressa como se gostaria, não se consegue chegar tão cedo como se gostaria. Paciência, chega-se mais tarde, mas chega-se.
Nessa viagem que a Ana falava de 2017, que foi de Lisboa até o Vaticano, essa longa viagem, foi recebido numa audiência, porque foi até ao Vaticano com um objetivo concreto. Que objetivo era esse?
Era levar uma mensagem sobre o que se faz em Portugal no âmbito do desperdício alimentar e que foi entregue ao Papa Francisco numa audiência privada. Eu e o fundador do Zero Desperdício, os dois tivemos a oportunidade de lhe entregar e de ouvir da boca do Papa que felizmente em Portugal somos o país mais avançado do mundo na recuperação de alimentos pra partilha, apesar de ainda haver tanto a fazer, mas somos um exemplo a nível mundial e pediram-nos, não só o Papa, mas também como na FAO, a Associação de Alimentação da ONU, pediu-nos para ir ensinar ao resto do mundo o que se faz em Portugal.
Bem, isso é uma responsabilidade.
Foi uma responsabilidade e a Fundação Dar e Acordar está a tratar Disso, ajudar a divulgar através de meios eletrónicos, mas também presencial, alguns países daquilo que se fez em Portugal e que se pode partilhar. Fiquei nesse dia com o meu orgulho nacional muito em alta, porque realmente é bonito ouvir da boca de uma pessoa como o Papa, uma frase destas.
E leva a bandeira consigo, leva a bandeira portuguesa?
Levo sempre alguma bandeira. Normalmente, quando passo a fronteira, quero sempre levar a bandeira portuguesa, porque os nossos imigrantes o merecem, nem que seja só por isso, porque quando estão lá fora, têm um sentimento de patriotismo muito-
Vivem de forma muito diferente.
É. E gostam bastante de ver um português a fazer uma coisa destas. E tenho o carinho que eles me dão durante todas as viagens internacionais, que é fantástico e me dá força muitas vezes pra continuar mais uns quilômetros que sozinho ou sem aquilo, não conseguiria.
E esta última viagem que fez, ligou Bruxelas a Lisboa também com esse objetivo importantíssimo, chamar a atenção pra questão da esclerose múltipla.
Foi exatamente na sequência da viagem de Roma, que a mãe de uma doente veio ter comigo e me perguntou primeiro como é que eu escolhia as causas e eu pedi pra ela me dizer o que tinha em mente. E quando ela me disse que tinha uma filha com esclerose múltipla, imediatamente aceitei esse desafio. Em dois anos pusemos esse evento na estrada e foi mais um sucesso, porque atingiram-se todos os objetivos que tinham sido propostos, não só em Bruxelas, com o contato entre a esclerose múltipla europeia e os deputados europeus, que era muito preciso para se conseguir finalmente em Portugal o registro nacional de doentes, que já deveria estar implementado e ainda não está, mas levar a que a União Europeia possa fazer mais qualquer coisa. Também o contato com os doentes ao longo do caminho foi um sucesso. Mostraram muita coisa que se pode fazer também em Portugal, através da experiência com outros países, mas também na angariação de fundos pra Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, também resultou bastante através das redes sociais e da poupança que fiz, do patrocínio que tinha pra me ajudar a pagar os hotéis, ficando os mais baratos para poder devolver ainda algum dinheiro à esclerose múltipla. E isso foi um verdadeiro sucesso, pra além, obviamente, de toda a divulgação que era necessária através dos meios de comunicação social e que teve um impacto bastante grande e que espero que contribua para a ajuda da vida, do dia a dia dos doentes com esclerose múltipla, porque sendo uma doença silenciosa, têm sempre muita dificuldade, muitas vezes, em demonstrar aquilo que têm e as dificuldades que têm no seu dia a dia, porque muitas vezes parecem pessoas normais, sem nenhum problema. É uma doença silenciosa, ninguém percebe. E quando estão extremamente fatigados, nos locais de trabalho, muitas vezes não os compreendem e dizem só: "Vem trabalhar calão, estás preguiçoso".
E foi isso tudo que fez com que o Felipe não hesitasse perante esse convite. O Felipe já tem aqui uma série de iniciativas, o Portugal de Lés-a-Lés Contra o Cancro em 2014, essa viagem de Lisboa a Ceuta com a AMI, esta questão do desperdício alimentar no Vaticano. Pergunto-lhe, há casos em que é convidado e há casos em que se oferece pra ajudar, ou isto parte sempre de um convite que é feito ao Felipe?
Normalmente, o caso específico da Liga Portuguesa Contra o Cancro, na altura tinha a minha irmã doente e quis apoiar a Liga Portuguesa Contra o Cancro. Foi a primeira viagem por causa solidária, propriamente dita, e quis apoiar, porque na altura me tocava bastante esta doença e foi uma escolha pessoal. As outras escolhas foram sempre sugestões de alguém que, vendo aquilo que eu estava a fazer, que veio fazer a sugestão, tal como já estão a fazer para o próximo ano. Ainda não está totalmente decidido, porque quero ter uma reunião com a causa que quero apoiar e perceber exatamente as necessidades, porque há situações em que não adianta divulgar mais. Ou seja, já têm alguma divulgação e haverá outras mais prioritárias, portanto, não quero acabar por apoiar alguma coisa que tenha menos necessidade que outra que seja mais premente, portanto, quero escolher bem, mas quase sempre é sugestões de pessoas, e já tenho várias para os próximos anos.
Felipe, vamos continuar a falar já a seguir, também sobre outra aventura específica, porque sei que em 2018 percorreu também os conselhos que foram fustigados pelos incêndios. Portanto, vamos falar também sobre isso e das suas páginas. Vamos continuar esta conversa já a seguir. Rádio Observador. Aconteça o que acontecer. Porque antes disso, e olhando para o nosso relógio, nesta altura faltam 15 minutos pras oito da noite. João Alexandre, quais são as notícias que estão a marcar a atualidade?
Olhemos para um comunicado do Ministério do Ambiente e da Transição Energética, que diz que os serviços mínimos desta greve dos motoristas foram genericamente cumpridos. É o ponto de situação feito agora ao final da tarde, esta quarta-feira, por parte do governo, que diz que os únicos casos de incumprimento dos serviços mínimos prendem-se com o transporte de jato para os aeroportos de Lisboa e Porto, situações que já estão abrangidas pela requisição civil em vigor. O mesmo comunicado garante que feita a avaliação do cumprimento dos serviços mínimos, conclui-se que até às 19h de hoje, foram genericamente cumpridos. O ministério adianta também que neste momento, 18 equipes das Forças de Segurança e das Forças Armadas estão a fazer o transporte de combustível do aeroporto de Lisboa e seis equipes da GNR a fazer o serviço idêntico para o aeroporto de Faro. Esta tarde fica também a denúncia do porta-voz do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas, que diz que dois motoristas foram detidos pela polícia por desobediência. Foi o que disse Pedro Pardal Henriques, que diz também que há uma lista de 50 motoristas que não estão a cumprir a requisição civil e que podem mesmo ser abordados pela polícia dentro das suas habitações. O Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas quer voltar a negociar com a Antram, diz que caso tal não aconteça, o caos na greve dos motoristas vai aumentar. Esta tarde o governo já disse estar disponível para acolher uma eventual reunião entre sindicatos e Antram. O ministério diz que a Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho está naturalmente disponível para acolher esse eventual encontro A terminar esta síntese falamos de futebol. Vitória de Guimarães está no playoff da Liga Europa, venceu o Ventspils da Letónia por 6x0. Mais logo, o Liverpool de Chelsea é a Supertaça Europeia, começa às 20h.
As notícias com o João Alexandre. Temos uma nova edição às 20h em ponto. E amanhã, quinta-feira, conte com mais calor. A previsão é de sol para todo o país. O Porto chega amanhã aos 24 graus de máxima, Lisboa e Faro aos 31. Rádio Observador, aconteça o que acontecer. E retomamos a nossa conversa com o nosso convidado de hoje à tarde em direto, o Filipe Gaivão, que percorre o país, mas não só, também já teve destinos internacionais a ajudar causas a pedalar. Filipe, já falamos aqui da sua viagem, a última que ligou Bruxelas a Lisboa, foi até ao Vaticano também, mas em 2018 percorreu os conselhos que foram atingidos pelos incêndios no ano anterior, neste caso 2017. Como é que foi essa viagem?
Essa viagem foi magnífica. Foi uma viagem que me tocou bastante, porque contactei com pessoas que tinham sido vítimas dos incêndios de 2017. Eu tomei a decisão de pedalar quando tinha acabado de chegar de Roma no ano anterior e estava com amigos a comemorar a minha chegada, e foi na noite em que morreram aqueles primeiros casos em Pedrógão. Tomei imediatamente a decisão, no ano a seguir, de ir dar um abraço solidário a todas as câmaras. Mas tocou-me bastante, porque percorri todos os conselhos que tiveram vítimas mortais e o contacto com as pessoas foi profundo. Ouvi histórias na primeira pessoa de bombeiros que ligaram para o comando a dizer que já não iam sair dali, de pessoas que perderam tudo, de casas no meio de aldeias que derreteram os estores. Ouvi um pouco de tudo, mas o momento mais marcante que eu tive nessa viagem foi à chegada a uma vila, que estava anunciada a nossa chegada. Nesse dia éramos 10, era um grupo, não era só eu. E quando ia a chegar, estava uma senhora à borda da estrada a bater palmas à nossa passagem e a chorar. E isso tocou-me profundamente. Confesso que dali, os 5 ou 6 km que faltavam até ao destino, eu também fui a chorar, porque aquilo toca-nos de uma maneira muito profunda, tal como este ano, também na viagem com os doentes da esclerose múltipla, também me tocou e confesso que chorei muito. Mas estas viagens, eu às vezes digo que é uma dádiva do meu tempo em prol dos outros, mas isto faz-me tão bem que eu considero quase que é um ato de egoísmo.
É quase terapia sobre rodas.
É, completamente, porque faz-nos realmente bem. Todas as pessoas deveriam dar um bocadinho do seu tempo em prol dos outros e com isso perceber que aquilo que nós nos queixamos muitas vezes não vale nada, porque realmente há muito mais dificuldade.
Servem essas viagens para colocar um pouco tudo em perspectiva?
Serve.
Quando se sofre, quando se está cansado, mas quando se pensa também no sofrimento de outros e naquilo pelo qual estamos a pedalar.
Exatamente. Quando o ano passado pedalava pelos fogos e pensava, muitas vezes, no meu dia a dia e comparava com aquela gente que perdeu tudo. Toda a sua vida, a sua casa, e pessoas que muitas vezes não tinham seguros, que não tinham outras valias que lhes pudesse recuperar, mas mesmo que consigam recuperar financeiramente, vão-se as memórias, vai-se toda uma vida embora. E nós às vezes queixamo-nos porque não gostamos do carro que temos ou não gostamos da casa. Não, nada disso importa. Realmente há gente que, de um momento para o outro, a vida vira completamente e nós que temos um bocadinho mais de tempo, temos sido mais afortunados pela saúde ou por outras coisas mais materiais, podemos dar o nosso tempo, podemos fazer isto e é uma grande ajuda para todos, para mim também.
Filipe, já falou também da ajuda que os amigos e que a família vão dando, mas qual é a reação quando chega ao pé da sua família e diz: "Agora vou só ali pedalar até ao Vaticano e já volto". Qual é a reação?
Agora já estão habituados, porque já acham que eu sou completamente louco.
Já percebem também que isso lhe faz bem, não é?
Já percebem que me faz bem e já me apoiam, mas ao princípio estranharam muito como é que eu ia a tanto tempo para fora, como é que eu fazia estas coisas e estar sozinho tanto tempo. Mas eu acho que principalmente este ano, porque o contacto com os doentes foi tão profundo e as coisas que eu escrevia diariamente através das redes sociais, até a eles lhes tocou. Portanto, eu acho que desta vez finalmente perceberam a profundidade destas minhas viagens e o verdadeiro sentido destas viagens e que vale mesmo a pena.
E já tem amigos que querem ir consigo, não? Imagino.
Já. Já há um grupo que me acompanha já há uns anos. Somos dois, outras vezes três, quatro, 10. Foi o ano passado, foi só uma semana, portanto eles conseguiram todos fazer essa semana. Mas desta vez, por exemplo, este ano, houve um grupo de quatro pessoas que me foi buscar a Salamanca, portanto, acompanharam-me os últimos cinco dias e me trouxeram até Lisboa.
Porque a viagem durou de Bruxelas a Lisboa 18 dias?
19 dias. Portanto, estive 14 dias completamente sozinho. Quer dizer, completamente, nunca é completamente, porque na estrada há sempre um ou outro ciclista que vai fazer uns quilómetros e quando percebem o que eu estou a fazer, acabam por mudar o seu destino e vêm comigo. Aconteceu-me isso três vezes com pessoas que mudaram o seu destino e fizeram 50 km comigo, o que ajuda imenso a passar tempo.
E o Filipe já falou daquilo que é o cansaço, que é o sofrimento, das causas, também da tristeza e daquilo com que se comove por vezes nestes passeios, mas também tem outras peripécias mais engraçadas para contar. Eu li algures que uma pessoa uma vez saltou de uma varanda e que lhe caiu literalmente em cima. Isso é verdade?
Isso é verdade. Isso foi este ano, à chegada a Biarritz. Faltavam cerca de 10 km para chegar ao meu destino desse dia, a meio da viagem, completamente a meio, e numa ciclovia onde não havia cruzamentos, não havia nada, vinha completamente solto, ligeiramente a descer, até vinha relativamente depressa, e de repente cai-me um homem em cima. Caiu do céu, que estava a trabalhar numa varanda e em vez de dar a volta por dentro do prédio, olhou.
Não foi uma queda propositada.
Não, ele resolveu saltar, porque era novo, aguentava um salto de primeira.
Não reparou que vinha aí uma bicicleta.
Não reparou que vinha ninguém e ele cai-me literalmente em cima.
Ninguém se aleijou.
Aleijei-me eu.
Deu para seguir viagem.
Deu para seguir viagem. Estive três dias muito aflito de um joelho. Nas primeiras horas doía muito, mas depois ia passando. E tinha que continuar, que é a vantagem de não ter carro de apoio. É que assim não há queixas, não há queixumes. Para a frente.
O caminho é sempre em frente.
Tem que se continuar.
E o Filipe já nos falou que vai partilhando tudo isto nas redes sociais. Portanto, para quem nos está a ouvir e o quer acompanhar nas próximas aventuras, é fácil chegar até si?
É fácil. Ou através do meu nome. Eu crio sempre uma página para cada evento, mas através da minha página pessoal, Filipe Caivão, conseguem sempre chegar às outras ou mesmo seguindo a minha. Conseguem sempre, porque eu vou partilhando nos dois locais, conseguem seguir para saber quais são as próximas causas e o que é que vai estando em cima da mesa. Até porque isto começa a ter uma notoriedade tão grande que já tenho pedidos para fazer pequenas viagens de continuidade ao longo do ano noutros sítios, noutras cidades que não foram abrangidas pelo trajeto inicial. Portanto, este ano provavelmente irei fazer pequenos passeios dentro de algumas cidades para que possam também estar abrangidas por esta iniciativa.
Fica esse convite, se nos está a ouvir, a seguir o Filipe Caivão, foi o nosso convidado, o convidado de hoje da tarde em direto. Filipe, obrigada e boa sorte para próximas aventuras.
Muito obrigado.
Obrigado, Filipe.
Muito obrigado.
Rádio Observador, 98.7, Lisboa.