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No dia em que tu não fizeres .
Ouviu o seu lim-- épa!
Sabes que o truque é ligar depois do micro, não é antes.
Eu hei de aprender isso. É capaz de dar ligeira constipação.
Temos tempo, não é, Tiago? Tiago Dores.
Sim, eu espero que sim.
Bom dia.
Se ainda me quiserem segunda-feira de volta. Bom dia, meus amigos. Como está tudo por aí?
Está tudo bem.
Tudo tranquilo.
Em termos de sismos, está tudo calmo?
Tudo tranquilo, sem qualquer problema.
Tudo tranquilo, tudo calmo. Mesmo como a 31 de outubro de 1755.
Épa, calma aí. Não vamos entrar agora em alarmismos.
Mesmo como tudo tranquilo.
Que são totalmente desnecessários.
Pois não. Até porque, sabem, a mim ninguém me tira da ideia que o terramoto de 1755 teve dedinho humano.
Espera lá, Tiago, o terramoto de 1755 teve intervenção humana? É isso que achas? Do que estás a falar?
Estou a falar, Maria João, de sismo posto.
Sismo posto. É tipo fogo posto?
Sismo posto como em fogo posto, nem mais.
Ok.
Sim, foi o Nero em Roma a tocar fogo à cidade e o Marquês de Pombal em Lisboa a tocar sismo à cidade. E isto para quê? Para reconstruírem tudo a seu gosto, que aqueles dois eram uma alta mesmo fanática das remodelações.
Vamos lá tentar devolver assim um bocadinho de sanidade a este momento radiofónico.
Achas oportuno, Paulo?
Sim, já agora. É que segundo os especialistas do IPMA, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, o sismo de ontem foi perfeitamente normal, é o que eles dizem.
Ó Paulo, sim, senhor, respeito pelos especialistas do IPMA, mas há aqui um pequeno problema com o IPMA.
Então, qual é o pequeno problema com o IPMA?
O problema é o IPMA ser o IPMA.
Como assim o IPMA ser o IPMA? Isso não faz sentido.
Sim, qual é a surpresa do IPMA ser, como é óbvio, aliás, o IPMA?
Nenhuma, mas o problema é que o IPMA, em virtude de ser o IPMA, acaba por ter as limitações inerentes à atividade de um IPMA.
Então e que limitações inerentes à atividade de um IPMA são essas que o IPMA tem?
Ó Maria João, são as limitações que advêm do fato de um IPMA tratar apenas das questões a que um IPMA dizem respeito.
Ora bem, portanto, estás a insinuar que o IPMA não é a entidade certa para nos informar sobre estas questões dos sismos, é isso?
Ó Judite, o IPMA é que se pôs a jeito ao escolher o nome IPMA. Com tantos nomes disponíveis, foram para IPMA. Quem é que os mandou ir para IPMA? Ninguém os obrigou a ir para IPMA. Acho eu que ninguém os obrigou a ir para IPMA. Pode-me faltar aqui alguma informação sobre o IPMA.
Mas afinal, quais são as tuas reservas em relação ao IPMA? Já agora, convém reforçar, é o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
Ó Paulo, as minhas reservas em relação ao IPMA são, na verdade, uma, que é o facto deste sismo não ter ocorrido nem no mar e muito menos ter ocorrido na atmosfera, que acho que são até bastante raros os sismos na atmosfera.
Então, mas Tiago, se não é o IPMA a tratar deste tipo de ocorrência, quem é que o deveria fazer?
O IPSS.
IPSS.
Não, não disseste bem. O IPSS.
IPSS.
IPSS.
Não, IPSS.
IPSS, desculpa.
Não é IPS, é IPSS. IPSS é Instituto Particular de Solidariedade Social. Então queremos uma instituição particular de solidariedade social a tratar de sismos? Quer dizer, corríamos com o IPMA para ficar com uma IPS. Não, nós queremos é um IPSS.
Certo, e o que seria afinal o IPSS?
Um IPSS. Ora aí está.
Boa, João.
Isso, ora aí está.
Oxigénio, por favor.
O IPSS seria o Instituto Português do Solo e do Subsolo, que é onde de facto sucedem sismos, no solo e no subsolo. Não é um nome espetacularmente surpreendente, mas proporcionou ou não proporcionou um momento muito engraçado em torno de IPSS e de IPSS.
Não, é verdade.
Só por isso valeu a pena.
Muito bem.
Portanto, com a criação deste IPSS, eu sou diviso, eu tenho que ter cuidado com isto.
Estavas dito que depois percebe-se, Cai, é natural.
Tens queda.
Exato. O IPMA podia dedicar-se totalmente então à previsão de tufões e assim, não é? Paulo, sim, senhor, respeito pelos especialistas do IPMA, mas há aqui um pequeno problema com o IPMA.
Vamos começar tudo outra vez?
Ó Maria João, a culpa não é minha, o IPMA é que é o IPMA.
Ó Tiago, de uma vez por todas, qual é o problema do IPMA ser o IPMA?
É que o IPMA é o Instituto Português do Mar e da Atmosfera e os tufões só acontecem no Oceano Pacífico Norte, na região oeste dos Estados Unidos, no Japão e na China. Em Portugal, os ciclones chamam-se furacões.
Épa, que Soninhas.
Que o quê?
Nada, nada. É assim. Ainda bem que a tua escuta nem sempre é ativa.
Eu não sei o que isso quer dizer, mas pareceu-me uma ofensa.
Se acabar em SS, só não.
É isso, é Soninhas.
Soninhas.
Ah, ok.
E de maneira que, no fundo, é muito isto que o Tiago Dores nas manhãs 360, sempre em podcast. Não ouviu o episódio de hoje, repete às 17h50, na tarde em direto e amanhã, depois das 08h e depois das 16h. É muita repetição, não é, Tiago Dores?
A repetição é exagerada