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Duas horas. As notícias com Teresa Freire.

Boa noite. Em Lisboa, os manifestantes contra a crise na habitação já abandonaram a Praça do Rossio. A última assembleia popular da acampada decidiu que hoje não há pernoita. Para esta hora, as manifestações já são consideradas ilegais e a Praça do Rossio já está praticamente vazia. Restam poucas dezenas de pessoas que convivem em pequenos grupos. Nesta e na próxima noite, os manifestantes vão descansar. Para sábado, já está marcada uma nova manifestação, a começar no Marquês de Pombal e a terminar, mais uma vez, na Praça do Rossio. Também no Porto, a Praça Dom João I já está vazia. A manifestação terminou bem mais cedo do que em Lisboa. Os participantes foram embora por volta das 10:00 da noite, devido à chuva. Horas antes, a Assembleia Popular aprovou uma nova manifestação, também para este sábado à tarde. A acampada do Porto vai convidar a UGT e a CGTP a participar no protesto contra a crise na habitação. O movimento diz que já entregou na Câmara Municipal o aviso de manifestação. O ministro das Infraestruturas e da Habitação lamenta as declarações infelizes do presidente do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, que sugeriu que os jovens não têm o mesmo espírito de sacrifício das gerações anteriores. Esta tarde, Benjamim Pereira foi questionado pelos jornalistas em Vila Nova de Gaia sobre as manifestações pela habitação que têm ocorrido no Porto e em Lisboa. O presidente do IHRU disse que não tem a certeza se a sociedade atual está disposta a fazer o mesmo sacrifício da anterior.

Já fomos todos jovens, não é? E há uma geração que aqui está e percebemos essa dificuldade. Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa. E a casa, apesar de estar prevista, o direito à habitação, é um desiderato que todos os governos- Não, não diria isso. Eu estou a dizer é que nós não estamos disponíveis para esse nível de sacrifício.

O presidente do IHRU, em declarações aos jornalistas esta tarde em Vila Nova de Gaia. Em reação à entrevista à TVI, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, demarcou-se das palavras de Benjamim Pereira.

Eu acho que as declarações são absolutamente infelizes. Estou a medir as palavras, absolutamente infelizes.

E não retira consequência?

Por várias razões. A primeira razão que coloco é que eu sou de uma geração, somos de uma geração, talvez, que gosto pouco quando me vêm dizer: "No meu tempo é que era". E, portanto, há a geração atual, estes jovens, muitos que se manifestam, outros que não se manifestam, que é uma minoria silenciosa, claro que se sacrificam, claro que têm um esforço enorme. Já pedi esclarecimentos e eu assumo publicamente, porque tenho essa tutela, assumo publicamente e politicamente, não me revejo e acho declarações infelizes.

O ministro Miguel Pinto Luz, em entrevista esta noite à TVI. A secretária de Estado das Infraestruturas e da Habitação também se afastou das declarações do presidente do IHRU. Em entrevista à RTP, Patrícia Gonçalves Costa disse que o governo não quer mais sacrifícios, mas sim que os jovens possam ficar em Portugal. Também o Partido Socialista condena as palavras de Benjamim Pereira. O deputado Luís Testa considera intolerável que um dirigente público tenha dito à comunicação social que os jovens têm falta de espírito de sacrifício. Em declarações no Parlamento, o socialista diz que o sacrifício que os mais novos têm pela frente na sua vida não é compatível com afirmações jocosas. Já o Bloco de Esquerda requereu uma audição urgente do presidente do IHRU no Parlamento. Fabien Figueiredo pede ainda a demissão de Benjamim Pereira. O deputado único do Bloco de Esquerda sustenta que os jovens não precisam de lições de sacrifício. Voltamos a falar dos protestos contra a crise da habitação. O presidente da Câmara de Lisboa manifesta solidariedade total com as pessoas que têm ido até à Praça do Rossio. Ainda assim, Carlos Moedas alerta que os manifestantes têm de respeitar a lei.

Acho que é uma causa muito justa e é uma causa que nós, presidentes da Câmara, até mais do que outros, porque nós vivemos isso todos os dias, somos os primeiros a encontrar os nossos cidadãos que não conseguem pagar a renda e aqueles que não têm casa. E, portanto, da minha parte, obviamente, a solidariedade total com uma causa que é muito justa. Agora, tem que se respeitar a lei e aquilo, como eu já repeti, que aconteceu, por exemplo, com a estátua no Rossio, não pode acontecer.

Carlos Moedas, o presidente da Câmara de Lisboa, em declarações esta tarde no Convento de Jesus, em Setúbal, depois de uma reunião do Conselho Metropolitano de Lisboa. Mudamos de tema. André Ventura gastou quase 4 mil milhões de euros na campanha para as eleições presidenciais e o triplo do atual chefe de Estado. Os dados constam das contas das campanhas, que foram entregues pelos candidatos das últimas presidenciais à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos. O presidente do Chega recebeu apenas 760 € em donativos de particulares e gastou mais em cartazes. Já António José Seguro gastou mais em comícios e angariou 125 mil € de particulares. Hugo Fortunato de Oliveira.

André Ventura não ganhou a corrida a Belém, mas fica em primeiro. Na fatura, o líder do Chega apresentou uma despesa de €3.730 milhões, quase quatro vezes mais do que os €900 mil que previa gastar. A maior fatia foi para estruturas, cartazes e telas, seguem-se os brindes. Para financiar as despesas, a candidatura recebeu €1.030.000 de subvenção pública e €2.700.000 de partidos políticos. Já os donativos de particulares ficaram-se pelos €760. Mais poupado foi António José Seguro. O presidente da República gastou €1.220.000. Ainda assim, ultrapassou em cerca de €90 mil o orçamento inicialmente previsto. A maior despesa foi com comícios, que custaram quase €413 mil. A candidatura de Seguro recebeu também €1.030.000 de subvenção pública e conseguiu angariar €125 mil junto de particulares. Recebeu ainda €71 mil de partidos políticos, apesar de não ter previsto esse financiamento no orçamento inicial. Nas contas das restantes candidaturas, Henrique Gouveia e Melo gastou quase €985 mil, Luís Marques Mendes cerca de €880 mil e João Cotrim Figueiredo €745 mil. Entre os candidatos sem direito a subvenção pública, António Filipe gastou quase €330 mil, Catarina Martins perto de €90 mil e Jorge Pinto mais de €80 mil. As campanhas foram financiadas, nesses casos, em grande parte pelos respectivos partidos.

O jornalista Hugo Fernando de Oliveira com a fatura dos candidatos à Presidência da República nas eleições deste ano. Na atualidade internacional, Israel não vai atacar o Irão antes das eleições do país, marcadas para a próxima terça-feira. A garantia foi deixada pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel. A informação é avançada pelo Canal 13 israelita, citado pelo Times of Israel. Numa reunião privada, Eyal Zamir terá dito que não vê a necessidade de atacar o Irão antes das eleições. E no desporto, o Benfica venceu no Chipre por 4x1 para a Liga Europa. As Águias saíram vitoriosas do encontro com o Omonia, a contar para a segunda jornada da Liga Europa. No final do jogo, o técnico das Águias, Marcos Silva, destacou que, apesar da vitória, há coisas a melhorar.

Quem entra assim no jogo, depois não pode deixar o jogo andar da forma como nós deixámos o jogo andar, independentemente de não termos situações de ataque e de grandes oportunidades, temos de ter o controle do jogo com bola e depois criar. Tentámos muito forçar, chegou a bola ao corredor esquerdo e não fomos muito objetivos. Mantivemos a posse, mas não fomos muito objetivos. Faltou-nos rodar rapidamente o centro do jogo de um lado e ao outro. E nós sabíamos que quando o fizéssemos, íamos criar. A segunda parte de entrada foi forte. Marcámos novamente cedo na segunda parte e depois controlámos o jogo, estivemos bem.

As declarações de Marcos Silva à Sport TV no final da partida frente ao Omonia. O Benfica chega assim ao primeiro lugar da fase de liga, tem nove pontos. O Torreense também entrou esta noite em campo para a Liga Europa. A equipa de Torres Vedras sofreu a segunda derrota na fase de liga por 4x1 frente ao Ferencváros. Ocupam agora o 21° lugar e com apenas três pontos. Ponto final neste jornal das 02h. A informação está de regresso às 02h30.