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Rádio Observador, bem-vindo ao Decisão Benfica. Está com o podcast dedicado às eleições de 25 de outubro no Clube da Luz. Eu sou o Miguel Cordeiro e volto a convidar todos os candidatos às eleições do Sport Lisboa e Benfica. Na mesma mesa, discutimos o futuro das Águias. Nas últimas semanas, falamos de finanças, falamos de modalidades e de infraestruturas, episódios que estão disponíveis em podcast, em todas as plataformas e em observador.pt. Hoje debatemos futebol. Neste debate, contamos com a participação de João Diogo Mantegas, candidato à presidência do Sport Lisboa e Benfica, Martim Meier, candidato também à presidência do Benfica, Tomás Amaral, diretor desportivo na candidatura de João Noronha Lopes, Luís Lopes, candidato a vice-presidente para a área financeira na candidatura de Cristóvão Carvalho, e João Antunes, representante da candidatura de Luís Filipe Vieira. A candidatura de Rui Costa não se faz representar neste debate. Futebol, a grande modalidade. Nos últimos quatro anos, no mandato que agora chega ao fim, disputaram-se em Portugal 16 títulos. O Benfica ganhou quatro. Fazendo a comparação com os rivais, o Benfica ganhou tanto como o Sporting, quatro títulos, o Futebol Clube do Porto conquistou sete, o Sporting Braga, um. Mas quanto a campeonatos, o título mais importante, o Benfica conquistou um. Nessa comparação, o Sporting venceu dois, é bicampeão em título, e o Futebol Clube do Porto venceu um campeonato. Neste mandato que agora chega ao fim, o Benfica conquistou um campeonato, uma Taça da Liga e duas Supertaças. A nível europeu, o Benfica foi em três anos a melhor equipa portuguesa e quanto ao Mundial de Clubes, o Benfica chegou aos oitavos de final e foi também o melhor clube português, perdeu para o vencedor, o Chelsea. Neste debate, vamos tentar falar do que há para fazer no imediato e vamos tentar perceber também os planos que cada candidato tem para o Benfica, para a estrutura e até para a formação. Tomás Amaral, diretor desportivo na candidatura de João Noronha Lopes. No programa de Noronha Lopes, podemos ler que o primeiro ponto é um novo modelo para o futebol e abrindo esse segmento, há mais uma listagem e o primeiro ponto passa a recuperar a mentalidade vencedora. Isto é um trabalho para o imediato? Que trabalho há aqui a fazer? O que vai fazer esta direção no primeiro dia, se vencer as eleições?
Muito boa tarde a todos. Antes de mais, a primeira medida na recuperação da mentalidade é algo que tem que estar presente a partir desse mesmo primeiro dia. O Benfica, neste momento, vive no dividir para reinar, numa forma de liderança em que as pessoas não têm comunicação entre elas. Portanto, será parte importante da nossa candidatura entrar no clube e a partir daí criar sinergias e criar comunicação entre os elementos dos vários departamentos.
Mas há, pelo menos no projeto a 100 dias para Noronha Lopes, como prioridade, reorganização da estrutura para o futebol profissional. Isto é para fazer no imediato, logo.
Sim. Entraremos com uma nova estrutura, uma estrutura que tem como vice-presidente Nuno Gomes, que terá a cargo a visão e a liderança máxima do futebol do Benfica. Aqui dividimos o futebol do Benfica em três diferentes áreas, o futebol profissional, o futebol de formação e o futebol feminino. Abaixo do Nuno Gomes, teremos o Pedro Ferreira como diretor-geral para estas três áreas.
Nós já vamos a essa estrutura, só quero perceber é se isto não coloca em causa o trabalho que está a ser desenvolvido já para esta temporada.
Não, porque se queremos implementar ideias, tem que ser com pessoas que sabem como implementar as ideias. E os últimos quatro anos de Rui Costa mostraram claramente que o Benfica não consegue implementar ideias nem processo e daí resulta a falta de títulos do Benfica.
Muito bem, então Tomás, já vamos falar dessa organização, vamos falar da organização de cada uma das candidaturas. Martim Meier, o futebol é também o primeiro ponto do seu programa e dos eixos fundamentais da sua candidatura, aparece também na primeira posição, escreve que o futebol é o coração do Sport Lisboa e Benfica e é um dos grandes focos do programa desta candidatura. O seu primeiro ponto é estabilidade quando abrimos o segmento de futebol. Quer isso dizer que se vencer a presidência, nesta época, pelo menos, há pouco a mexer?
Estabilidade de plantel, não estabilidade na estrutura, porque nós entendemos que a estrutura tem várias lacunas. Mas deixe-me dizer primeiro, Miguel, agradecer muito esta série de programas e dar nota aos benfiquistas que nos estão a ouvir que eu fui o único candidato que veio debater todos os assuntos que trouxeram aqui. Eu acho que isso é não só demonstrativo do respeito que tenho pelos sócios do Benfica, pela Rádio Observador e por esta iniciativa, mas também de alguma capacidade e vontade de debater cara a cara, olhos nos olhos, com cada candidato, os dossiês mais importantes do Benfica. Sublinhadamente, parece-me que há aqui uma grande diferença.
Vamos a isso.
Relativamente à estrutura do futebol, primeiro, eu não concordo que haja uma vice-presidência no Sport Lisboa e Benfica Clube a distrito ao futebol, porque o vice-presidente do futebol é a SAD do Benfica, por isso é que se criou a SAD do Benfica, e isso vai diretamente ao presidente do Sport Lisboa e Benfica Clube. Por outro lado, entre a comissão executiva da SAD e as várias direções que estão no futebol, há muito espaço. É preciso alguém efetivamente operacional que crie aqui uma coordenação grande na estrutura do futebol do Benfica.
Martim, já vamos a esse nome, porque acho importante também perceber essa questão dos nomes e dos nomes que apresentam para o futebol. Mas para esta temporada, Martim vence as eleições, vamos imaginar esse cenário, no dia 25. No primeiro dia de trabalho, 26 ou 27, que é segunda-feira, o que vai fazer relativamente a esta equipa de futebol? Há coisas para mexer?
À equipa de futebol em si?
Sim, à equipa de futebol, à estrutura do futebol, à equipa técnica.
A equipa de futebol não será só uma decisão minha. Como disse ao longo de toda a campanha, José Mourinho é o meu treinador, Mário Branco é o diretor do futebol da equipa A e trago para cima da estrutura do futebol alguém com muita experiência em todas as áreas, na parte da academia, na parte de scouting e na parte de criar um só universo entre a equipa B sub-23 e a equipa A. Essa pessoa é Andries Jonker, como toda a gente sabe. E portanto, a primeira coisa a fazer será efetivamente reunir com José Mourinho, com Mário Branco, comigo e Andries Jonker e delinear, primeiro de tudo, como é que mantemos perfeitamente estável tudo aquilo que está a acontecer ao nível da equipa A e como é que criamos as dinâmicas e as alterações que estão previstas, desde já, criar na academia e no scouting para pôr estas áreas a funcionarem em pleno para a equipa A.
E para esta temporada, que está em curso.
Porque nós temos a melhor academia do mundo, mas a realização do talento na equipa A não acontece sem a certagem da academia.
Vamos tentar falar da academia também neste debate. João Diogo Mantegas, bem-vindo. No seu caso, o futebol não é o primeiro ponto do programa. Antes disso, coloca a parte do associativismo. Depois surge esse pilar desportivo e aí o futebol é o primeiro ponto. Na sua visão, o sucesso desportivo é o resultado de uma conta de somar em que as parcelas são qualidade, equilíbrio e compromisso. Escreve também que o principal objetivo é garantir urgentemente um aumento da competitividade e o contínuo sucesso do Sport Lisboa e Benfica. Urgentemente é o que está escrito. Pergunto por isso, o que há para fazer no dia seguinte às eleições, com urgência, caso vença?
Antes de mais, boa tarde, saudar todos aqui os presentes e também saudar o Observador, obviamente, pela disponibilidade para o debate. Quando fala de competitividade, nós temos uma visão mais transversal, não só em torno do Benfica. A competitividade também nasce do próprio sistema desportivo que existe em Portugal, que é pouco competitivo. A segunda liga é entendida como amadora e a primeira tem efetivamente competitividade entre os três primeiros grandes, portanto, entre o Benfica, o Porto e o Sporting, e há um problema nos clubes intermédios. Portanto, nós somos defensores da alteração dos quadros competitivos em Portugal. Relativamente à questão propriamente dita daquilo que é o futebol Benfica, o nosso modelo desportivo incide sim sobre essas três premissas, que é uma consequência dos três vetores do nosso modelo desportivo de otimização do mercado das equipas e que se consubstancia no seguinte: quando fala em mais qualidade ou maior qualidade, o Benfica tem que ter necessariamente os melhores jogadores a atuar em Portugal, sejam, obviamente, nacionais ou estrangeiros. Segundo, o maior equilíbrio significa que no futebol em concreto, mas também pode ser aplicado às modalidades, tem que haver pelo menos dois tipos distintos de jogadores para atuarem na mesma posição, para permitir modelos alternativos de jogo. Isso é criado depois ao longo da formação no Benfica e faz parte de uma questão mais técnica. E terceiro, o compromisso que para nós é essencial e que tem a ver também, obviamente, com aquilo que é a perda de identidade do Benfica, em todos os atletas que representam o Benfica, lá está, novamente, futebol e modalidades, mas aqui estamos a falar de futebol, têm que perceber, aceitar e promover aquilo que são a visão, os valores e os princípios do Sport Lisboa e Benfica, porque não é um clube como outro qualquer, como nós costumamos dizer, e isto é obviamente aplicável a todos nós. Isso significa que, pela especificidade que o Benfica tem em várias partes daquilo que é a sua atualidade, tem que ser promovido e tem que ser defendido nessa sua cultura muito específica. E portanto, nós não podemos continuar a ter o caso de jogadores que comunicacionalmente cá fora dizem que o Benfica é um trampolim para outros ou aceitam isso como um trampolim para outros. Eu percebo o drive de alguns atletas, o seu objetivo de carreira, obviamente, de progressão de carreira, mas eu quero que o Benfica seja visto como sendo não o passo final na sua carreira, mas como sendo o grande objetivo e sendo um caso de preservação, retenção de talentos.
João Diogo Mantegas, eu tenho que insistir na mesma pergunta que fiz aos restantes candidatos, que é: no dia a seguir, se vencer as eleições, o que é que há para fazer com esta equipa técnica, com este plantel? Há alguma mudança a aplicar?
É porque você está a falar de futebol, mas o futebol no Benfica não é só a primeira equipa.
Bem sei, mas aqui falaremos da questão da equipa A.
Obviamente que, e já disse isso várias vezes, tem que haver imediatamente, nos primeiros dias, uma reunião não só com o José Mourinho, mas também com o seu staff técnico, João Tralhão, etc., como tem que ter reuniões, obviamente, com Bruno Marote e Guilherme Müller Araújo no campus, porque, como eu disse, o nosso modelo desportivo passa exatamente por uma aposta na formação e na sua retenção e também numa maior e melhor eficiência daquilo que é a gestão do plantel principal da equipa B e dos sub-23. Aliás, só para terminar, veja-se que este ano, em último ano de mandato, por assim dizer, desta atual direção, a revolução que fez, coincidentemente, com o ano eleitoral da equipa B e dos sub-23. Isso está plasmado até no site do Benfica, podem ler.
João Antunes, representante da candidatura de Luís Filipe Vieira. O lema desta candidatura é voltar a ganhar e o programa nas primeiras páginas puxa precisamente dos galões para apontar os títulos conquistados durante a governação ou durante a liderança de Luís Filipe Vieira. Os objetivos são claros, já vamos falar um pouco deles, mas há aqui um ponto que surge em negrito: para vencer de forma sustentada, é necessário reforçar a cultura competitiva do clube. Logo depois, também em negrito: a escolha do treinador será um dos atos de gestão mais importantes. Se vencer as eleições, Luís Filipe Vieira vai operar alguma mudança na equipa atual ou na equipa técnica?
Obrigado, Miguel. É um prazer estar aqui novamente com estes benfiquistas, mas também dar aqui uma nota e agradecer à Rádio Observador pelo tempo dispensado ao nosso clube e não deixar aqui um lamento que o atual presidente Rui Costa nunca esteve aqui presente para debater conosco os problemas e o futuro do Benfica. Relativamente à pergunta, vamos ver. Hegemonia no futebol não se decreta, constrói-se. E, portanto, o primeiro passo a dar relativamente à equipa técnica e a todo o staff que existe no Benfica é dar-lhes uma orientação clara sobre o que a direção, o que o Benfica pretende para o futuro. Portanto, essa hegemonia que nós queremos retomar tem que ser trabalhada desde o primeiro dia que nós voltamos a estar na liderança do clube. E essa hegemonia só é conseguida se quem estiver no clube, além de uma injeção de capital humano
Valorizável, tenha uma estratégia muito clara como teve anteriormente.
Diz que isso tem que ser desde o primeiro dia. Então o que é que há para fazer no primeiro dia?
O que há para fazer no primeiro dia é dizer àquela gente ao que é que vai e o que é que nós queremos fazer com o clube, quais são os pilares estratégicos do clube, o que é que nós temos que fazer na formação para podermos voltar a ter jogadores com ADN Benfica, para que seja uma coisa sistemática, que nós não precisamos de vender jogadores porque estamos com deficiências de tesouraria num determinado ano, para termos os melhores, para que a formação também seja absorvida com qualidade e ter um plantel que jogue sistematicamente para ir a finais europeias, para ganhar títulos e que tenha sistematicamente um driver de competência e de longevidade. Nos últimos anos, ninguém pode estar descansado, que à quinta jornada nós não sabemos qual vai ser o nosso novo treinador. É o segundo ano consecutivo. Portanto, isto demonstra que não há uma estratégia sustentada no futebol. Isso, para quem são os profissionais, não pode existir. Eles têm que perceber que tem que haver longevidade no seu trabalho.
Luís Lopes, candidato a vice-presidente para a área financeira na candidatura de Cristóvão Carvalho. Esta candidatura coloca a fasquia alta com objetivos muito concretos. Já vamos também tentar falar um pouco deles. Vou tentar manter esta linha de trabalho prioritário para cada candidatura. Se Cristóvão Carvalho vencer as eleições, Luís Lopes, o que faz no dia seguinte em relação ao futebol? Mexe, muda, mantém, reformula, há alguma coisa a fazer?
Boa tarde a todos. É um prazer estar aqui a discutir o Benfica com estes ilustres benfiquistas e, portanto, agradeço mais uma vez o convite. Só duas notas muito breves. O Martin Meyer falou do respeito aos sócios. Infelizmente, a minha presença aqui, enquanto responsável pela área financeira da lista de Cristóvão Carvalho, significa que, no nosso entendimento, os problemas graves financeiros do Benfica têm condicionado as suas opções desportivas. E daí eu estar aqui. Outra nota muito breve, eu ouvi com muita atenção as candidaturas do João Noronha Lopes e também de Diogo Mont zegas e o que me preocupa enquanto benfiquista, enquanto alguém que se preocupa com o Benfica, é este vazio absoluto, esta ausência de soluções, um vazio programático absoluto. Em relação ao que me coloca, é evidente que no dia seguinte, alguém minimamente responsável deve sentar-se com o José Mourinho, com a equipa técnica e obviamente fazer um ponto de situação.
E Cristóvão Carvalho disse que Mourinho fica, mas tem que ser campeão e ter futebol espetáculo. Tem visto isto neste futebol?
Sim, a história está a vir ao nosso encontro. Quando nós avançamos com o nosso perfil de treinador, Jürgen Klopp, chamaram-nos imediatamente loucos e megalómanos. A verdade é que o Rui Costa fez-nos um favor, que foi contratar alguém com um currículo superior a Jürgen Klopp e com um custo muito idêntico. E, portanto, a história está a nos dar razão.
Muito bem. Na segunda parte vamos falar então dessa questão da estrutura e também desses objetivos que cada candidatura se propõe, não só para o futebol, mas também para a formação. Fazemos uma curta pausa, já voltamos ao Decisão Benfica. Segunda parte do Decisão Benfica. Neste debate estamos a discutir futebol. Que candidatura apresenta um plano de organização do futebol. Há soluções novas, há adaptações ao que já existe. João Diogo Mantegas, começo agora por si. Como é que ficaria o seu organograma para o futebol? Que pessoas estariam nessa estrutura, sendo que ainda hoje apresentou um novo para a formação, Julen Guerrero?
O nosso organograma para aquilo que é o futebol e também para as modalidades, está apresentado há muito tempo. Ou seja, nós entendemos que o futuro do Benfica passa por uma direção desportiva propriamente dita e por aproveitar aquilo que o Benfica tem de bom. O Benfica tem muitos trabalhadores e muito bons trabalhadores. E portanto, deve-se apostar nessas pessoas, deve-se lhes atribuir mais responsabilidade, sobretudo até no campus, propriamente dito, enquanto que na parte profissional, passa por um diretor desportiva que vai estar constantemente em contacto numa estrutura horizontalmente, por assim falar, em contacto com a formação, porque a nossa grande aposta passa exatamente por aí. Portanto, é descomprimir de alguma forma aquilo que é a estrutura hoje do futebol do Benfica, propriamente, através da SAD. O Benfica, ao longo dos últimos quatro anos, teve pessoas que passaram por lá sem saber muito bem qual o seu posicionamento. Recordo, por exemplo, Lourenço Pereira Coelho, que era uma pessoa que eu conheci até em 2005, quando estava no Benfica, que a progressão dele foi sendo passada por vários lados, teve uma progressão na carreira desde diretor geral, diretor desportivo, a outras coisas, até representante institucional do Benfica na liga e na federação. E, portanto, nunca houve uma aposta direta, nem numa fixação naquilo que eram os cargos propriamente ditos. E portanto, a nossa aposta passa por descomplicar isso, desconstruir isso. Há dois diretores desportivos, um para a formação e para o futebol profissional, nomeadamente as três primeiras equipas ditas de progressão de carreira, mas que vão trabalhar em constante contacto diretamente com aquilo que é o campus do Seixal e diretamente, obviamente, com os coordenadores e com as equipas técnicas. Isso é a estrutura propriamente dita do futebol.
Muito bem.
E portanto, poucas pessoas, muito trabalho, coordenação total.
E com muito envolvimento do presidente em tudo isto?
Não necessariamente. Repare, o pelouro que me é atribuído passa, obviamente, por estar a apoiar a parte do futebol, porque também é a minha área De trabalho desde aos 18 anos a esta parte, mas eu tenho a aposta nestas pessoas exatamente para tratarem dessas pastas. Eu sou um complemento daquilo que é o departamento do futebol, por assim dizer, tal como será, e há bocado foi levantada esta questão aqui muito bem, a questão da parte financeira, porque está ligada à parte desportiva. O vice-presidente e o diretor financeiro também já foi apresentado para a SAD, terá um papel também determinante aí. Não está nada relacionado com a questão obviamente técnica e tática, porque isso parte para os coordenadores, treinadores e para a direção desportiva.
Luís Lopes, o que faria Cristóvão Carvalho nesta estrutura atual do Benfica? Como é que isto seria remodelado? Se é para remodelar, o que defende esta candidatura?
Eu já lhe respondo a isso, mas só uma nota em relação ao João Diogo Mantegas. Depois do dia 25, eu vou solicitar ao Cristóvão Carvalho que convide o Diogo Mantegas para o responsável da comunicação, porque de facto ele consegue falar muitos minutos seguidos e consegue nos extrair do essencial e, portanto, esse convite será feito. Já agora, peço desculpa, eu não vou interromper. Já agora, em relação há pouco, fez uma observação que eu não consigo responder, teve a ver com quantificação e objetivos.
Sim. Três títulos de campeão em quatro anos.
Vêja, de todas as candidaturas, nós somos os únicos que quantificamos objetivos.
Não é verdade.
Diga-me outro.
Luís Filipe Vieira propõe-se a ser tetracampeão nos próximos quatro anos.
E eu proponho oito campeonatos em oito anos.
Meus amigos, peço desculpa estar a interromper, mas fala-se muito de títulos, mas não como é que se vai ganhar.
Exatamente, era isso que eu estava a falar.
Qual é o processo para ganhar?
Nós somos os únicos que falam nisso. Já agora, se me permite. Já agora.
Tenho tempo mais? João, vamos tentar ouvir o Luís e vou deixar espaço para todos, senão não vai ser possível.
Já agora, se me permite, ao fim do nosso mandato, podem perfeitamente avaliar se conseguimos atingir os nossos objetivos ou não. Isso para nós é fundamental.
Tem objetivos a 12 anos também.
Obviamente.
Não é no mandato que se avalia.
Não, mas ao fim do primeiro mandato pode-nos avaliar. Nós estamos aqui para ganhar três campeonatos em cada quatro, portanto, é muito fácil nos avaliar.
Muito bem. Portanto, a nível de estrutura do futebol, a questão que lhe fazia da reformulação que iria fazer, tem alguma coisa a apontar à atual estrutura e à reformulação que pode ou não fazer esta candidatura?
Para nós, há aqui um elemento muito simples, quem percebe o mínimo de gestão, e há aqui uma coisa que eu coincido com o Martim. A única coisa que nos diverge é que nós temos uma solução financeira para aquilo que defendemos e o Martim não tem. Não há nenhuma instituição, nenhuma empresa que sobreviva sem estabilidade nas equipas. Não há nenhuma. E, portanto, este interposto de jogadores e também treinadores em que se transformou o Benfica nos últimos anos torna impossível que haja uma cultura de vitória. Para nós é fundamental manter a estabilidade da equipa e mais, com isto permitir que em todos os anos subam dos nossos escalões de formação os melhores jovens para a equipa principal. Isso é fundamental.
Muito bem. João Antunes, Luís Filipe Vieira, tem alguma mudança estrutural para o futebol? Já conhece a estrutura, é certo, já esteve por dentro. A organização, na verdade, acabou por não alterar muito da anterior presidência para esta. Há algo novo a aplicar nesta estrutura de Luís Filipe Vieira?
Sim. Eu já disse no outro painel anterior que a vantagem que eu tenho aqui em representar esta candidatura é que o Benfica na década de 2010 a 2020 já foi hegemônico no futebol. Portanto, houve uma fórmula que resultou, que teve estabilidade, que teve a inclusão de novos talentos, que teve a construção do Seixal.
A ideia é repetir a fórmula.
A ideia é repetir a fórmula, corrigindo erros que foram feitos. Naturalmente, quem está no exercício da gestão e do poder, normalmente também comete erros, naturalmente. Terá que se corrigir esses erros e, por isso, tornar-se-á mais fácil voltarmos à fórmula de sucesso e, se calhar, com mais sucesso ainda. E por isso é que nós entendemos e quantificamos que nós temos que ser capazes de vencer. É uma obrigação o Benfica vencer sete campeonatos em 10. Agora, em termos de modelo de gestão, nós temos que ter os melhores profissionais do Benfica. Isso é que é a pedra de toque e dar-lhes estabilidade para poderem cumprir. Essa é a pedra de toque, profissionalismo, os melhores. Eu sei que o mercado árabe, acho que é importante nós discutirmos isto, o mercado árabe veio levar alguns dos bons quadros que o Benfica tinha, mas o Benfica tem que pensar como é que os repõe, como é que os traz de volta, como é que cria outra vez, inclusivamente na formação, capacitação de ter os melhores quadros. E os nossos rivais têm recuperado. Nós tínhamos os melhores quadros na formação e nós temos nos perdido. Nós temos que recuperar para termos os melhores quadros na formação, porque isso depois vai-se refletir à frente na equipa principal.
Muito bem. Tomás Amaral, representante da candidatura de Noronha Lopes, é uma das pessoas que faz parte dessa estrutura nova que Noronha Lopes apresenta.
Exatamente.
No caso, será diretor desportivo e vai trabalhar com um diretor técnico. Os dois respondem a um diretor-geral de futebol, que por sua vez responde a um vice-presidente para o futebol, que vai ser Nuno Gomes, que por sua vez reporta a Noronha Lopes. Não são camadas a mais?
Não são a partir do momento em que todos temos competência e todos sabemos trabalhar em conjunto. Fala-se muito no número de pessoas que estão. Vale relembrar as pessoas que até há bem pouco tempo o Benfica tinha Rui Pedro Brás, Simão Sabrosa, Mário Branco e o presidente Rui Costa. Na nossa organização vai ficar a faltar, e para quem esteve atento, vai ficar a faltar um cargo na equipa B. E nós ao juntarmos a equipa B ao futebol profissional, que neste momento a equipa B não faz parte do futebol profissional, faz parte do futebol de formação, nós vamos eliminar esse cargo, portanto, nós vamos ter mais uma pessoa apenas, que é João Noronha Lopes, que é um presidente que vai delegar
As funções às pessoas e que não vai estar constantemente a querer se meter no trabalho. João Noronha Lopes é uma pessoa que delega, que confia nas pessoas e, por isso, estamos todos no mesmo barco neste sentido.
Muito bem. Martim, no seu caso, propõe a criação do cargo de diretor-geral, que vai pensar e coordenar toda a estrutura do futebol. Alguém com perfil internacional e profundo conhecimento do jogo, na vertente técnica, gestão e relacionamento humano. Podemos ler também no seu programa que o diretor-geral de futebol do Benfica estará ao mesmo nível hierárquico que o treinador da equipa A e o diretor de futebol. Este nome é Andries Jonker. Ao colocar o nível hierárquico igual entre os três cargos diferentes, não teme que isso crie uma confusão na estrutura do futebol?
Pelo contrário, ele vai se focar no médio prazo. Ele vai trabalhar comigo durante quatro anos. O treinador de futebol do Benfica, desde 1904, que dura um ano e quatro meses. É uma posição de muito curta duração e o Benfica precisa ter uma estratégia e precisa ter uma organização que não dependam do treinador principal. A mesma coisa para o diretor do futebol da equipa A. Ele não tem tempo para olhar para a estrutura do futebol como um todo. Andries Jonker vem para o médio prazo e para ser complementar com estas pessoas. E há aqui uma estratégia bem definida. Repara, nós primeiro precisamos do oposto do que estas candidaturas defendem, nomeadamente a de João Noronha Lopes. Precisamos de uma coisa que se chama clarificação de responsabilidades. Isto é um hambúrguer de responsabilidades, tenha paciência. Eu não o interrompi, eu não admito que o senhor me interrompa. Se faz favor, esteja calado. Deixe-me falar. Deixe-me falar. Eu não o interrompi. Deixe-me falar. Eu não lhe admito que me interrompa, tenha paciência.
Martim e Tomás, vamos lá. Martim.
Definição de cadências de decisão. Outra coisa importantíssima, por causa de uma coisa que vai pôr todos os comentadores a falar na televisão, que se chama aceleração de talento. É isto que o Benfica tem que fazer. Isto é o último estágio do que o futebol do Benfica tem que fazer. Tem que conseguir atletas da formação, jogadores da formação, que estejam prontos para servir a equipa A aos 16 anos, como é o caso do Yamal no Barcelona. É isto que nós vamos fazer. É isto que nós sabemos fazer, por isso é que eu respondo ao como. E Andries Jonker é personificação do como. É ele que sabe fazer isto. Uma pessoa que trabalhou com Arsène Wenger, foi o número um da formação do Arsenal. Uma pessoa que trabalhou com Louis van Gaal, como adjunto no Barcelona. Ele conhece a pressão dos resultados de curto prazo.
Mas o Martim não coloca um número limite de jogadores no plantel vindos da formação. Tem algum limite?
Coloco, sim, senhor. Eu já disse, eu próprio, vim cá a Portugal e disse, com a presença de Louis van Gaal, 50% da equipe do Benfica deverá vir da formação. Do plantel, dos titulares do Benfica deverão vir da formação.
Dos titulares ou do plantel?
Dos titulares. Dos titulares, mas para isso temos que planear a quatro anos. Temos que olhar para os mapas sucessórios e ter a coragem de perceber que o talento que vem da formação não deve ser tapado com contratações. Só vamos contratar onde estão as nossas falhas e vamos vincular-nos a isso durante quatro anos. E assim vamos ganhar. Está explicado o meu projeto. Está explicada a minha proposta.
Vamos falar aqui de alguns objetivos, não é?
Posso só fazer uma pergunta? Só para eu não me esquecer. O modelo é esse, aceleração, para completar. Aceleração de talento.
Isso é o modelo do Diogo Gama, não é?
Não é o modelo Diogo Gama. É o modelo do Bayern de Munique, é o modelo do Barcelona. Quer que eu continue? É o modelo do Arsenal.
Da academia Spire.
A Spire. Não. É o modelo do senhor Andries Jonker. É o modelo do senhor Louis van Gaal. É o modelo de todos os clubes que querem ganhar Champions League e o meu Benfica quer ganhar Champions League. Ao fim de quatro anos, vamos estar nos oitavos de Europa até te tirar isso de cabeça.
Eu lembrei-me do nome e há um estudo sobre isso. Diogo Gama, que é um grande profissional da área, esteve ligado ao Benfica muitos anos. Tem um estudo de 30 páginas sobre isso, por isso é que eu perguntei.
Vamos falar de alguns objetivos. Tomás Amaral, obrigatório ganhar, é o que diz esta candidatura. O futebol é um motor financeiro, desportivo e identitário do Sport Lisboa e Benfica. Ganhar é uma ambição inegociável, ganhar sempre mais do que os nossos adversários, ganhar com os nossos e ganhar a jogar à Benfica, sem concretizar propriamente objetivos e quantos títulos querem conquistar neste mandato, apontam para esta intenção. Isto reflete-se em quê? O que os benfiquistas podem esperar da direção de Noronha Lopes a nível de objetivos? É ser campeão todos os anos, é no espaço do quatro ganhar três?
O ganhar acima de tudo. Já ouvimos aqui outros candidatos a prometerem que ganham vários títulos e estão no seu direito, porque todos queremos esses títulos. Mas é muito importante perceber qual é o processo que nos leva a ganhar. Com todo o respeito pelo Martim, mas uma questão de aceleração do potencial, com o que eu concordo, mas gostaria de saber como, porque não ouvi como é que é, como é que funciona, não chega.
Não ouviu como é que funciona? É a implementação do mesmo modelo de jogo desde o sub-13. Quer que eu continue a explicar?
Vou falar. Isto não chega. Nós temos que construir plantéis mais equilibrados, plantéis que tenham em conta não só a qualidade dos jogadores, mas também as suas personalidades. Porque para o adepto, o Benfica joga duas vezes por semana, mas para o jogador e para quem esteve já dentro de estruturas do futebol, sabe isto muito bem, o Benfica ou uma equipa de futebol vive diariamente junta. Nós falamos muito na qualidade do jogador A, do jogador B, mas nós não sabemos como é que ele se liga em termos de personalidade com os outros colegas. E isto é muito importante e é algo que o Benfica tem falhado, que é na análise e na avaliação da personalidade dos jogadores. Dentro desta política de transferências, nós queremos contratar menos, mas contratar melhor. E podemos falar muito de scouting. Apontamos muitas vezes, porque o scouting é bom, porque o scouting é mau. Não, o scouting, no final do dia, são consultores de opinião. Eles dão a opinião às pessoas que tomam decisões para que elas possam tomar as melhores decisões. Agora, quando não existe comunicação, essas decisões não são sustentadas. Portanto, nós queremos um projeto que tenha
Mais comunicação, que tenha as pessoas a trabalharem mais em conjunto e no final do dia nós acreditamos que esta é uma das várias medidas que temos que nos levará a ter mais títulos.
Isso todos queremos, isso não traz nada de novo. Eu quando escrevo ao Pai Natal também escrevo para pedir isso para o Benfica. Vamos lá ver.
Martim, já vamos aos seus objetivos. Juntando Luís Filipe Vieira propõe por ano. Portanto, esta época reconquistar o campeonato, próxima época consolidar a liderança interna através da conquista do campeonato, na época seguinte também conquistar o campeonato e na quarta época do mandato está mesmo escrito conquistar o segundo tetracampeonato e chegar, nesse caso, às meias-finais da Liga dos Campeões. Isto não é demasiado ambicioso?
Vamos lá ver, ele pode dizer isso, fez duas finais europeias. Só não ganhou por manifesto e felicidade da nossa parte. E, portanto, ele tem um track record relativamente ao que fez, que pode dizer que com trabalho nós conseguimos atingir essas metas. Mas deixe-me dizer uma coisa, que eu peço desculpa e com muito respeito pelos modelos dos outros países. Luís Filipe Vieira e a sua equipa criaram um modelo Benfica. Vinham-nos cá copiar a nossa formação, vinham cá ver a nossa formação. Portanto, o modelo não é o modelo do Bayern, não é o modelo do Real Madrid, não é o modelo do Barcelona, é o modelo do Benfica. E nós criamos isso. E nós temos que ter a inovação suficiente, continuarmos a inovar, atentos ao que se passa, as melhores práticas em todos os países, mas nós temos que ter um modelo próprio. Roger Schmidt teve uma frase fantástica quando chegou cá a Portugal: "Quem gosta de futebol, gosta do Benfica". E portanto, é isso que nós queremos continuar com esse imaginário, pelo mundo fora, pela Europa. Nós conquistamos aquilo que somos hoje porque fomos capazes de estar na Europa ao mais alto nível. E em Portugal éramos relativamente hegemónicos com uma certa facilidade, e nós perdemos isso. Portanto, esta ambição e do como, eu tenho aqui uma vantagem perante os terceiros. Ele já fez. Os outros ainda vão provar.
Não, podemos discutir isso. Em 18 anos ganhou sete campeonatos e em 18 anos foi duas vezes aos quartos-final da Champions e nós nos últimos quatro fomos três.
Muito obrigado.
Estatística discute-se.
Mas vamos discutir então estatística.
E já agora, quanto à questão que eu respeito da formação, na realidade desbaratou plantéis e plantéis da formação anos após anos, tirando 18,19, foi campeão com o Bruno Lage.
Muito bem. Deixe-me só dizer, eu acho que é excelente esta questão que foi posta. Todos nós sabemos como é que o Luís Filipe Vieira e a sua equipa encontraram o Benfica. Portanto, por isso é que eu disse, criar hegemonia não se declara, constrói-se. Para construir hegemonia é preciso fazer um percurso. Como todos vocês estão aqui a dizer, querem fazer um percurso para criar essa hegemonia. Eu não estou a desvalorizar aquilo que vocês estão a dizer. Pelo contrário, estou a valorizar. A única coisa que eu valorizo mais é porque anteriormente nós conseguimos fazer esse processo. Com erros, com certeza que fizemos erros. E o Benfica fez erros. Mas o Benfica, nos anos 90, ganhou dois campeonatos. Na primeira década, onde esteve Luís Filipe Vieira, que entrou em 2003, até 2010, ganhou dois campeonatos. E depois conseguiu ganhar cinco. Podia ter ganho mais.
Entrou em 2001, 2003 é presidente.
Ok, 2003 como presidente, mas mesmo sendo em 2001, nós só ganhamos dois campeonatos.
Fechou o departamento profissional de futebol.
Desculpe?
Fechou o departamento profissional de futebol, era assim que era.
Certo, mas isto constrói-se. Nós estávamos nas sendas X's. Portanto, nós não podemos é perder aquilo que foi construído.
João, vamos ouvir aqui os restantes candidaturas e vou aproveitar que estava a falar João Diego Mantegas, porque descreve o seu programa Obsessão Hegemonia.
Não me leve a mal, eu não fiz nenhuma intervenção nesta...
Não, leve a mal, já vou conversar consigo isto. João Diego Mantegas, Obsessão Hegemonia, escreve que no último mandato da direção santo ficou aquém dos objetivos com apenas quatro títulos conquistados no futebol profissional. Qual é o objetivo a que se propõe, se avança com um objetivo de títulos? Todos nós temos, obviamente, por mais objetivos que todos apresentem, queremos todos o mesmo e temos que ser humildes o suficiente para reconhecer que nós não temos a capacidade, não há forma de dizer o que é que vamos ganhar. Mas há uma coisa que estamos todos de acordo. O Benfica tem ou não tem condições para ganhar hegemonicamente em Portugal? Este ano, agora, nós estamos em eleições, não é preciso mente, o plantel do Benfica é mau, o treinador é mau.
Mas os rivais têm maus plantéis?
Eu não estou a falar só dos rivais, estou a falar do Benfica aqui nesta mesa. O que me interessa é o Benfica. Temos todas as condições para ganhar. O que eu estou a dizer é que agora ninguém vai inventar a roda. O que se precisa é de estabilidade e em mim, naquilo que é a nossa visão da nossa candidatura, um modelo desportivo que o candidato Martim tem o dele, João Naranjo Lopes tem o dele, eu tenho o meu, cada um defende um modelo desportivo para levar a essa hegemonia que o Benfica já tem condições de base para o fazer. No nosso entendimento, formação e o próprio plantel profissional hoje em dia.
Muito bem. Olhando aqui para as restantes candidaturas a nível de objetivos, Luís Lopes Cristóvão Carvalho já falou desta questão dos três em quatro, à questão dos três títulos europeus e chegar regularmente aos quartos-final da Liga dos Campeões. São objetivos mesmo muito concretos. Se não cumprir estes objetivos, Cristóvão Carvalho não se recandidata? Vai ser julgado pelos sócios. Mas agora, se me permite, só uma nota em relação ao Martim Meyer, focito por ainda ser mais ambicioso do que a minha candidatura. Ao fim de quatro anos quer ser campeão europeu, bem-vindo a uma nova ambição. Eu regozijo-me por isso. Já agora, outra nota, eu percebo o nervosismo da candidatura de João Naranjo Lopes, que de facto se transformou numa verdadeira central de empregos.
O senhor fala mais do João Naranjo Lopes do que do Benfica.
Vai me desculpar.
Fala mais do João Naranjo Lopes do que do Benfica.
Eu ouço com muita atenção.
Não, isso é os média, a mídia é que falam mais disso.
Apesar de não acrescentar rigorosamente nada, eu ouço com toda a atenção do mundo. A verdade é que há uma enorme falta de respeito por parte da candidatura de João Naranjo Lopes em relação a toda a estrutura, em relação a todos os funcionários que servem, e bem, o Benfica Gostava de perceber como é que a central de empregos de João Nuno Aranha Lopes vai conseguir compatibilizar isto.
Está enganado, senhor Luís. Está enganado porque o Benfica-
Eu não estou a conseguir.
Isto é um debate, temos de falar.
Eu teria todo o gosto.
Está a falar nas candidaturas de João Nuno Aranha Lopes, temos de dar resposta. Desculpe, agora o senhor está enganado. O senhor não tem noção-
Já agora, só uma nota final em relação ao João Nuno Aranha Lopes. O scouting de João Nuno Aranha Lopes é muito simples. Fala com o Bernardo Silva, amigo do Rúben Dias, fazem um pacote e vêm para o Benfica.
Muito bem. Só para determinar a secção dos títulos, Martim. Conquistar três títulos europeus, quando olhamos para esse tópico no programa de Cristóvão Carvalho, o que aparece é o símbolo da Liga Europa por três vezes. O título europeu.
Não, nós fomos claros. Nós pretendemos ser hegemónicos em termos nacionais para podermos ser fortes em termos internacionais.
Só queria clarificar porque está aí em cima no programa.
Bom, nós já dissemos isto n vezes. Nós propomos ganhar uma Liga dos Campeões nos primeiros seis anos enquanto responsáveis pelo Benfica. É isso que nos propomos.
Era isso que queria ouvir, Luís, para clarificar também aqui entre todos. Martim, objetivos, já deixou aqui alguns. O que quer do Benfica, se for presidente, no mandato que agora se segue?
Deixe-me dar nota, relativamente ao futebol, destes números. Nós temos que equilibrar o Benfica financeiramente para poder tomar as melhores decisões desportivas. Eu já expliquei como. Nós temos que recapitalizar a SAD. Eu já expliquei como é que recapitalizamos a SAD para passar de 150 milhões de euros de capitalização bolsista para próximo de 1000 milhões. Obviamente que um clube da dimensão do Benfica, com uma capitalização de 1000 milhões, não precisa nem de empréstimos, nem de não lutar por uma Champions League. Nós temos na nossa massa associativa, nos 20 milhões de adeptos e nos 400 mil sócios, uma vantagem, deixe-me dizer isto devagar, sobre todos os clubes da Europa e portanto, temos que saber aproveitá-la. Eu sou o único que tem coragem de apresentar um modelo para o desenvolvimento do clube, que passa por uma aposta nisto. Deixe-me dizer aos ouvintes, os dados de Luís Filipe Vieira são os do passado. Eu acho que deverá haver a coragem de deixar o Benfica passar. Obrigado Luís Filipe Vieira pelo que fez. Vamos para a frente com outra energia, com outros candidatos, com outros presidentes. É disso que o Benfica precisa e eu acho que eu sou esse candidato.
Martim, quatro anos terá o próximo mandato. Propõe-se algum objetivo concreto para estes quatro anos a nível de títulos?
Obviamente, um Benfica muito mais próximo dos sócios. Eu quero trazer de volta os 80% dos sócios que não votam e que não têm votado. Eu quero que eles venham votar, porque o Benfica que eu trago é um Benfica onde tudo aquilo que está escrito nos estatutos volta a ser prática no dia a dia do clube. Com isso, obviamente, quatro anos de campeão nacional, por uma simples razão: os nossos dois rivais têm metade do orçamento que nós temos. Acha que nós não temos a obrigação de ganhar sempre?
Quatro anos campeão nacional é o que promete para estes quatro anos. Muito bem. Ouvimos as candidaturas, mais uma vez, com a exceção da candidatura de Rui Costa. O Decisão Benfica, formato debate, chega ao fim com este episódio. Vamos continuar com o formato diário aqui na Rádio Observador. Agradeço a todas as candidaturas presentes.