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É hora de mais um ator secundário, uma conversa com quem trabalha de perto com os candidatos a Belém. Hoje conhecemos melhor Mateus Araújo. Com 21 anos, é um dos jovens que tem animado a campanha de António José Seguro. Nos próximos minutos, vamos conhecer os militantes de várias juventudes partidárias, de esquerda a direita, que seguem a caravana do candidato apoiado pelo PS e que a animam com cachecóis, autocolantes e muitas músicas criadas durante as longas viagens da campanha eleitoral, que está a ser acompanhada pelo jornalista da Rádio Observador, o João Gama.
Mateus Araújo, 21 anos, na campanha de António José Seguro. É a primeira campanha eleitoral da qual faz parte?
Não. Fiz parte da campanha para as europeias com a Marta Temido. Foi uma campanha também belíssima, mas uma candidatura presidencial é sempre uma coisa diferente, a emoção é diferente e principalmente nestas eleições, onde são verdadeiramente eleições a cinco e portanto isso dá emoção à campanha.
Nota alguma diferença, Marta Temido na estrada e António José Seguro na estrada?
Eu acho que o professor António José Seguro tem sido, na estrada, uma pessoa que tem sido afável e as pessoas têm reconhecido isso. Confesso que acho que a campanha do professor António José Seguro está em crescendo e isso é positivo, no meu entendimento, obviamente, que apoio o candidato António José Seguro, e acho que tem sido bem recebido pelos portugueses por ser a candidatura da moderação.
A voz já está rouca. O Mateus tem sido uma das vozes mais recorrentes da campanha nos cânticos. Não está sozinho na campanha, é um grupo de jovens que tem seguido a caravana de norte a sul do país. Quantos são? Como é que se conheceram?
Curiosamente, o nosso grupo de jovens é um grupo de jovens que vai para além das fronteiras do Partido Socialista, que como se sabe, apoia António José Seguro. Tenho partilhado quarto com malta do CDS, com malta do PPD e curiosamente somos sete, fazemos letras e músicas para algar a campanha, uma vez que é preciso, dizia-se antigamente que Soares era fixe, hoje é preciso dizer aos portugueses que Seguro é fixe também.
A ideia foi vossa, do Seguro é Fixe?
Foi, sim senhor. É verdade que na sociedade portuguesa pode ter gerado em alguns setores alguma celeuma, mas Seguro é fixe hoje, tal como Soares era fixe em 86.
Quantas músicas é que são? Têm mais ou menos ideia, porque além há uma interpretação da Bella Ciao, quantas músicas é que vocês já criaram e como é que é esse processo criativo?
Pronto, nós temos mais ou menos quatro músicas e curiosamente, quando estamos no hotel já cansados, naquela parte do check-in, que é sempre morosa, costumamos fazer aquilo que são letras e músicas de apoio e incentivo a António José Seguro, para mostrar que António José Seguro não é um candidato à antiga, para mostrar que António José Seguro é também um candidato da juventude e nós precisamos também dos votos da juventude para passar à segunda volta.
Por falar nessa juventude, o Mateus faz parte da Juventude Socialista. É um movimento de apoio que vai além das fronteiras partidárias, também nas juventudes. Como é que se conheceram?
O professor António José Seguro era um conhecido professor universitário. Eu sou senador da Universidade de Lisboa e já tive a ocasião de privar no ISCSP com o professor António José Seguro.
Foi seu professor?
Não foi meu professor, mas já lhe ouvi algumas palestras. Estive também na sua apresentação de candidatura para perceber aquilo que seria, obviamente que eu sendo do Partido Socialista, cumprirei maioritariamente aquilo que são as indicações de voto, mas tentei estar presente na sua candidatura e acho que como se viu hoje com as declarações de Inês de Sousa Real, acho que a candidatura está a ganhar espaço à direita e à esquerda.
Portanto, apoios nas juventudes partidárias da JP e também da JSD. Já se conheciam antes e concentraram-se nesta candidatura ou conheceram-se no apoio de António José Seguro?
Um bocadinho dos dois, ou seja, há casos e casos. Há casos onde de facto já nos conhecíamos por questões da Universidade de Lisboa, onde estudamos, e há outros casos em que efetivamente nos conhecemos na candidatura de António José Seguro, o que é sempre bom. Quer dizer, visitar o país de lés a lés tem este ponto positivo, que é conhecer novas gentes, novas pessoas, novas formas de vida e mostrar a um quase lisboeta que Portugal não é só Lisboa.
Não estão a faltar às aulas para estar nesta campanha?
Não estou. Eu estou na Faculdade de Direito de Lisboa e já tinha feito quatro das cinco cadeiras em avaliação contínua e já tinha feito um exame antes de ingressar na candidatura.
Das músicas que vocês criaram para a campanha do António José Seguro, se tivesse que escolher uma favorita, qual seria?
Eu acho que é exatamente aquela que diz que Seguro é fixe, porque a mensagem é conteúdo político, mas também aquela que diz que o professor é um candidato íntegro e um candidato ético. Hoje não diria, como outros, que a política precisa de um banho de ética, até porque acho que é uma visão antropológica um pouco negativa, mas diria que hoje a política precisa de se solidificar junto das pessoas e de se credibilizar. E eu acho que o professor António José Seguro cumpre esse propósito.
Ainda há uns dias, talvez tenha sido ontem, ofereceram um presente ao António José Seguro. O que foi?
Sim, nós para simbolizar a candidatura do professor António José Seguro e em jeito de brincadeira com o professor, que é também uma pessoa que tenta cultivar essa proximidade, nós oferecemos-lhe aquilo que é mais tradicional de Amarante. Eu acho que é a verem, ficou registado. Aliás, foi na presença dos senhores jornalistas e espero que não façam nenhuma peça quanto a isso, que nos pode pôr em más lençóis.
Quer exemplificar alguma das músicas que já inventaram para o António José Seguro, não rebentando os decibéis da Rádio Observador?
Podemos, sim, senhor. É aquela do "um candidato íntegro, um candidato ético, és a nossa fé, força Seguro, alé".
Ator secundário da Rádio Observador, um programa com as figuras que marcam a campanha dos candidatos a Belém.