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Campanha autárquica, dia 2, um dia que começou cedo, uma manhã muito agitada também, feita de viagem de comboio com José Luís Carneiro, líder socialista. João Gama, por onde é que andam agora?

Estamos à espera, Paulo, do secretário-geral do Partido Socialista, que tem agenda para daqui a perto de uma hora no Mercado da Ribeira. José Luís Carneiro que teve essa ação de madrugada, às 5h, a apanhar o comboio.

Ninguém merece 5h, João.

Éramos apenas nós e as senhoras da limpeza que iam trabalhar àquela hora, mas o secretário-geral do PS vai ter daqui a perto de uma hora, vai participar na conferência anual do Centro de Arbitragem Administrativa, vai acontecer aqui no Mercado da Ribeira e depois parte de Lisboa. Tem agenda às 16h, na aldeia do Pisão, depois em Campo Maior e Elvas, para acabar a noite. Portanto, o dia começou muito cedo, vai acabar apenas às 21h, com o jantar em Elvas.

Conta-nos um pouco dessa viagem de comboio, muito cedo, como diz, às 5h. Imaginamos que essa hora ainda não é aquela hora de ponta em que os comboios suburbanos vão apinhados de pessoas que vão trabalhar.

Exatamente. E terá sido uma das razões para a escolha do horário por parte da campanha do Partido Socialista, não só porque queriam apanhar as pessoas que se levantavam mais cedo. O comboio que nós apanhamos partiu às 5h20 da Portela de Sintra, em direção ao Rossio, mas também por ser um horário em que o comboio está mais vazio e permitiu a José Luís Carneiro saltitar entre carruagem e carruagem, falar com algumas das pessoas que estavam lá presentes. O secretário-geral do PS nunca esteve sozinho. Partiu de Sintra, por isso trouxe consigo a candidata Ana Mendes Godinho, que vinha com uma energia difícil de competir logo às 5h, e depois foram-se juntando quer a candidata a Oeiras, Ana Sofia Antunes, o candidato à Amadora e, por fim, a candidata a Lisboa, Alexandra Leitão, que se juntou precisamente no Rossio, onde acabou esta viagem, que teve como lema os direitos laborais. José Luís Carneiro escolheu Sintra não por acaso. Fez-se acompanhar com Ana Mendes Godinho, que foi ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, para fazer uma comparação aos ouvidos destes trabalhadores e também dos jornalistas, do que era a Agenda do Trabalho Digno, aprovada pela antiga ministra Ana Mendes Godinho, e agora esta reforma laboral, a deixar vários alertas e várias acusações ao governo de querer dar passos atrás. Acabou por ser o tema dominante de José Luís Carneiro nesta viagem, que aconteceu, Paulo, como já disseste, mas importa repetir, muito cedo, às 5h. Nós às 6h já estávamos no Rossio e José Luís Carneiro já estava a resumir, em declarações aos jornalistas, o que tinha falado com as pessoas e a falar também sobre outros temas a marcar a atualidade, mas foi tudo isto antes do sol nascer.

João, esta escolha de José Luís Carneiro, de Sintra, também revela que está aqui uma das apostas mais fortes do PS para estas autárquicas. A Câmara de Sintra pode ser uma daquelas autarquias cuja conquista pode fazer balançar a avaliação do sucesso ou insucesso das eleições.

Sim, sem dúvida. E as sondagens têm mostrado que é uma autarquia que está em empate técnico, quer com o PSD, quer com o Chega. Portanto, o PS tem que estar na rua, tem que ter uma campanha galvanizadora, não só em Lisboa, mas também em Sintra. José Luís Carneiro, o que procurou fazer nesta ação de campanha foi, numa única viagem, reunir os principais candidatos em zonas onde estão melhor ou pior posicionados, Alexandra Leitão em Lisboa, mas também Ana Sofia Antunes em Oeiras, onde o PS não é favorito, pelo menos nessas eleições, contra Isaltino Morais, mas procurou juntar todos os autarcas da Grande Lisboa para passar uma mensagem de união. Ainda há pouco tempo vimos Luís Montenegro almoçar com os autarcas sociais-democratas. José Luís Carneiro procurou fazer um pouco a mesma coisa, numa ação de campanha, reunir todos os candidatos para passar uma mensagem de união e pôr as fichas em cima da mesa, não só em Sintra, mas em toda a região de Lisboa.

Muito bem, João Gama, a acompanhar a campanha socialista e o líder socialista José Luís Carneiro, num dia que começou particularmente cedo e que vai acabar mais tarde. Da Grande Lisboa para o Porto. Ontem foi dia de sondagem, divulgada pela RTP e pelo Público. Foi também dia de debate, a doze, na RTP. Mariana Lima Cunha, tu que estás a acompanhar muito de perto as candidaturas de Pedro Duarte, da coligação liderada pelo PSD, e de Filipe Araújo, independente, que leitura fazem estes dois candidatos do dia ontem que foi preenchido?

Bom dia, Paulo. Eu acho que é interessante porque a sondagem de ontem dá algum alento a Pedro Duarte, que tendencialmente costuma aparecer atrás de Manuel Bizarro. Neste caso tem uma diferença muito curtinha, mas aparece um pouco à frente do candidato do PS, mas revela uma dinâmica que tem sido interessante de assistir, porque não é assim tão comum. Há momentos da campanha em que parece que o principal adversário de Pedro Duarte é Filipe Araújo, que é um candidato independente, ele é uma espécie de herdeiro do movimento de Rui Moreira.

Vice-presidente de Rui Moreira.

É, obviamente, sem apoio de partidos. Exatamente, vice-presidente de Rui Moreira. E, na verdade, é um candidato que aparece ainda nesta última sondagem com 4% dos votos, até igualado pelo LIVRE, neste caso. E, portanto, intuitivamente, não deveria ser propriamente um arquiinimigo de Pedro Duarte, mas revela muito de como a corrida está tão renhida, pelo que percebemos nas sondagens, que são os dados que temos, que Filipe Araújo seria quase uma espécie de joker, cujos votos, e se for eleito cargo no executivo poderia servir tanto ao PS como ao PSD. Se tivesse havido uma coligação pré-eleitoral, como Pedro Duarte tentou, até Luís Montenegro foi pedir a Filipe Araújo que se juntasse ao PSD e que se integrasse nas listas do PSD. Filipe Araújo nunca aceitou e nunca esteve disposto a alinhar nessa solução e, portanto, não só essa pequena porcentagem que lhe é apontada nas rondagens podia, na verdade, virar o jogo um bocadinho pra direita e há aqui uma guerra surda entre as duas campanhas. Às vezes não tão surda. As duas campanhas da direita às vezes fica um bocadinho mais revelada, como mesmo para o pós-eleições, se estes cenários se confirmarem, se ninguém tiver a maioria, e se de fato Filipe Araújo estiver ali um bocadinho entre o PS e o PSD no executivo, será sempre uma voz importante. Portanto, apesar de ter uma porcentagem muito pequena, temos visto esta dinâmica interessante. Até nos debates muitas vezes há uma fricção muito evidente entre os dois que mostra que, de fato, há aqui um passado entre os dois.

Mariana, isso não poderá prejudicar, em primeiro lugar, Pedro Duarte, porque parece que ele se está a desdobrar aqui num combate duplo, em que por um lado tem de dar atenção a Filipe Araújo e aos votos que Filipe Araújo poderá retirar à candidatura liderada por Pedro Duarte e ao mesmo tempo, não se pode esquecer que o principal adversário é Manuel Pizarro. Esta concentração, este despique, muitas vezes com Filipe Araújo, pode ser prejudicial a Pedro Duarte?

Eu tento acreditar que sim. Havia uma fonte que me dizia uma coisa curiosa aqui no Porto. Dizia que Filipe Araújo tem do seu lado os argumentos que foram do seu lado. O fato de ser o herdeiro mais direto do moreirismo, embora toda a gente queira reclamar essa herança pra si, de alguma maneira. Mas Filipe Araújo seria, obviamente, o candidato mais evidente a esse título. E é também uma figura que tem uma fama de responsabilidade, de ter se apresentado nos debates, como dizia a minha fonte, o bom rapaz que não quer loucuras, que não quer contas incertas, etc. E o que me diziam era: "Não fica bem a ninguém bater no bom rapaz". Pedro Duarte, de fato, tem gastado bastante energia com uma candidatura que é muito mais pequena do que a sua. Eu diria que ele tem algumas preocupações maiores que enfrentar. Por exemplo, uma das pistas que nos dá a sondagem, que é divulgada ontem da Católica, é que a habitação é a grande preocupação dos portuenses. E realmente Pedro Duarte tem sufocado numa preocupação que não surje tão alta nas preocupações dos portuenses, que é a segurança. Ele tem feito um discurso que se compreende, que é previsivelmente anular parte do atrativo do Chega e tentar roubar algum eleitorado que poderá tender a votar no Chega, em Miguel Corte Real, mas de fato ele tem aqui algumas dificuldades, acho eu, em moldar o seu discurso, seja em acertar no alvo em quem quer acertar, seja em termos de temas, porque ele tem feito este discurso que, na verdade, não era muito natural ao Pedro Duarte que nós conhecíamos antes, que não era propriamente um PSD da ala mais à direita e que tem aproveitado todas as oportunidades pra dizer que vai ser implacável na segurança, que é a prioridade das prioridades, etc. Falta saber se o eleitorado, de fato, está alinhado com esse discurso e com essas prioridades de Pedro Duarte, embora a sondagem de ontem de fato lhe dê um alento que ele ainda não tinha tido até agora durante a campanha.

Com esses pozinhos de uns pontos, que é um empate técnico, mas com alguma ligeira vantagem de Pedro Duarte em relação a Manuel Pizarro. E o tema da segurança também nos dá aqui entrada para a conversa com a Inês André Figueiredo, está a acompanhar as candidaturas de Manuel Pizarro, do PS, de Miguel Corte Real do Chega, também no Porto, obviamente. Inês, como é que estas duas candidaturas estão a digerir os números da sondagem de ontem e o debate a 12 também?

Parece-me que essas duas últimas sondagens, como dizia a Mariana, mostram aqui os dois principais candidatos muito empatados. Há uma semana tínhamos Pizarro à frente, esta semana com Pedro Duarte nesse lugar. Claro que este empate técnico não dá aquele embalo animador e motivador que muitas vezes se vê nas campanhas que seguem à frente, mas se é verdade que não estão a contribuir para o acelerar de uma campanha em específico, também é verdade que mantêm uma esperança constante em ambos, tanto em Pedro Duarte como em Manuel Pizarro, e isso pode ser um bom indicador para os próximos dias e pra haver uma campanha mais animada.

Mais competitiva, não é? Claro.

Exatamente. Ao contrário de Pedro Duarte, que como a Mariana explicava, tem estado muito focado em Filipe Araújo, Manuel Pizarro tem estado focado naquilo que realmente importa, que é no combate ao seu principal adversário, o próprio Pedro Duarte, ainda que mesmo nos debates vá fazendo alguma questão de picar Filipe Araújo aqui e ali, de desmenti-lo. O candidato do PS está centrado naquele com quem vai decidir a vitória da Câmara Municipal do Porto e talvez isso possa ser relevante para as próximas semanas e para perceber quem é que vai estar mais nesse confronto direto. E faz mais, na verdade, cola todos os ataques ao governo a Pedro Duarte. Voltou a acontecer no último debate a 12, na RTP, aquele que referias que aconteceu esta terça-feira à noite. E esta é uma estratégia traçada, no fundo, desde o início da campanha, porque Manuel Pizarro lançou aquela ideia, aquele soundbite que Pedro Duarte era um delegado do governo, não deixou esquecer que no dia do Conselho de Ministros, Pedro Duarte foi confirmado como candidato à Câmara Municipal do Porto e toda a polêmica que isso criou. E de fato, sempre que tem a oportunidade, ataca o adversário e de fato isso não tem sido visto no sentido contrário. A narrativa de Miguel Corte Real é completamente diferente, obviamente. É o candidato do Chega, assenta na ideia de que existe uma continuidade a Rui Moreira Que pode ser assegurada pelas outras três candidaturas, tanto a de Pedro Duarte como a de Manuel Pizarro, mas também a de Filipe Araújo, que como já dissemos, é vice-presidente de Rui Moreira. Na verdade, ao longo do período de construção de listas e antes do período oficial de campanha, todas estas candidaturas, cada um à sua maneira, foram mostrando que eram detentores desse legado. Portanto, Corte-Real tem aqui uma tarefa muito facilitada. A verdade é que tenta mostrar que é alternativa a tudo isto, ainda que também seja proveniente, e é importante dizê-lo, do próprio PSD.

Inês, e isso tem feito alguma diferença na apreciação relativamente ao candidato? Temo-lo visto com uma postura menos exaltada do que o líder do partido. As sondagens apontam para um crescimento em relação às últimas autárquicas no Porto, mas também longe dos valores a nível nacional que o Chega obteve. Como é que isto está a ser entendido? Como um objetivo alcançado, ficando um pouco aquém das expectativas?

Parece-me que as sondagens até têm dado algum alento ao Chega, porque de facto, como dizias, o Porto é um território difícil. Fui recuperar ontem pra outro trabalho. Há quatro anos escrevíamos que o Porto era o calcanhar daquiles do Chega, não só porque estava ferido na altura por causa de uma distrital instável, que continua um pouco assim, já não tanto, mas pelo pecado original do Benfica, que André Ventura, como sabemos, tem, por ter sido comentador do Benfica. Mas na verdade, o Chega tem estado aos poucos a conquistar a região do Porto. Mas mesmo assim, podemos ver nas últimas eleições legislativas, no círculo eleitoral do Porto, o Chega consegue quase 21%, são 20,67%, e no Porto só consegue 14,14. Portanto, esta discrepância também poderá ser tida aqui em conta e provavelmente também vai prejudicar Miguel Corte-Real, mas como dizias, o candidato do Chega aqui no Porto tem mantido uma postura muito mais sóbria, eu diria muito mais com a sua costela de PSD do que com aquilo a que estamos habituados no Chega. Um bocadinho também à imagem do que tem feito Bruno Mascarenhas, apesar das declarações mais fortes em Lisboa. Vou repetir, mas parece-me que descreve bem isso. São dois candidatos muito sóbrios e isso, dentro da campanha, nas pessoas que estão à volta de Miguel Corte Real, está a ser visto como uma boa estratégia para tentar colar-se o máximo possível às campanhas de Pedro Duarte e Manuel Pizarro. Agora, já vimos, está em terceiro lugar, é a terceira força política. Esse será obviamente o objetivo. Claro que se conseguir eleger dois vereadores será considerado provavelmente uma vitória, mas mais do que isso, não sei se será possível. A própria candidatura duvida um pouco disso. Mas mais uma vez, esta é uma estratégia, é uma narrativa de moderação que a campanha de Miguel Corte Real acredita que pode funcionar melhor no Porto do que no resto do país.

Muito bem, e depois no dia das eleições tiraremos tudo isso a limpo do Porto para Lisboa. Ontem deu-se o arranque da campanha oficial, se quisermos, de Carlos Moedas e Miguel Viterbo Dias vieram, ou veio, uma estrela internacional.

Sim, Moedas ontem foi um bom dia pra fotografia, porque almoçou com Luís Montenegro, atual primeiro-ministro, e à tarde esteve com Isabel Díaz Ayuso, a presidente da comunidade de Madrid. Enfim, é uma figura que à direita é muito popular, tem um histórico também de combate ao socialismo em Espanha, mas também de respostas mais assertivas à extrema-direita pra tentar secar o crescimento do Vox e por isso é uma figura muito popular à direita e veio estabelecer um bocadinho o tom do discurso de campanha que Carlos Moedas quer imprimir nestes dias finais, estes dias em que o discurso tem que ser mais polarizado pra também mobilizar mais as bases. Houve só um pequeno senão. A sala não esteve propriamente preenchida, era uma sala grande no Centro de Congressos de Lisboa, com cerca de 1400 lugares. Enfim, uma terça-feira, dia de semana, às 18h não é fácil, mas ficou essa imagem de meia casa num arranque de campanha que se cria mais vigoroso e mais galvanizador.

Miguel, deixa-me só fazer-te uma pergunta, se tens uma ideia, uma opinião acerca do impacto de ter uma convidada para este arranque de campanha como Isabel Díaz Ayuso. Isso ao eleitor médio lisboeta dirá alguma coisa?

Pois, se eu tivesse que apostar, apostaria que não dirá muito, mas para mobilizar as bases é capaz de funcionar porque é uma figura que conquista um grande apoio no eleitorado social-democrata, também nos liberais e no CDS que compõem esta coligação e por isso, nessa medida, terá sido um bom exemplo.

E atrai mais os media também, não é?

Exatamente. E também a atenção internacional, que Carlos Moedas gosta sempre de destacar e de dar também essa imagem cosmopolita de uma Lisboa aberta ao mundo, e Isabel Ayuso veio também ajudar nisso. E o que é certo é que resultou na questão de estabelecer o tom do discurso, porque Isabel Ayuso veio um bocadinho defender aquela ideia de socialismo ou liberdade, que os socialistas nunca querem grandes eventos, nunca querem que as pessoas possam florescer, possam ser empreendedoras, veio estabelecer um bocadinho esse tom dessa frase que ela mesmo disse, que é socialismo ou liberdade, e estendeu depois a passadeira para Carlos Moedas tentar polarizar o discurso. Carlos Moedas que procurou dar um bocadinho de dramatismo à campanha, uma campanha que nesta fase de debates que tivemos nas últimas semanas, contou com João Ferreira a intrometer-se na luta e, portanto, tirar um bocadinho a polarização entre PSD e PS. E Carlos Moedas quer procurar polarizar novamente a campanha, porque isso será o caminho para conquistar mais votos do que há quatro anos. E colou o PS ao Bloco de Esquerda nessa tentativa já.

É essa a estratégia de Moedas para estes 10 dias de campanha?

Ele ainda não pediu maioria absoluta, mas ficou muito subentendido. No final do discurso, o Carlos Moedas disse que governaram com minoria e que precisam de mais votos. Ora, o que está subentendido é que para que o projeto possa ser mais efetivo, é preciso uma maioria à direita no executivo municipal. Enfim, estas eleições, e isto é sempre dito, são diferentes das legislativas. Quem tiver mais um voto é que fica a governar a Câmara Municipal. E portanto, Carlos Moedas já foi deixando essa mensagem nas entrelinhas, acusando também o PS de estar mais radical. Falou, por exemplo, das ocupações ilegais de casas, colou Alexandra Leitão a uma postura do Bloco de Esquerda de que as ocupações, por vezes, podem ter alguma justificação e, portanto, procura radicalizar o PS para mobilizar o eleitorado moderado e para criar estes dois polos que lhe podem ser vantajosos. Há quatro anos, Fernando Medina ia dizendo em surdina que a falta de entusiasmo e de polarização da campanha podia ser prejudicial pra ele. E o que é certo é que depois, no dia das eleições, foi mesmo, e será isso que Carlos Moedas vai querer evitar no dia 12 de outubro.

Muito bem, e depois nesse dia lá estaremos, ou aqui estaremos todos para fazer essas contas. Miguel Viterbo Dias a acompanhar a campanha de Carlos Moedas em Lisboa, num Direto à Campanha, onde também contamos com a participação da Inês André Figueiredo, Mariana Lima Cunha e o João Gama. Amanhã voltamos com mais Direto à Campanha.