O primeiro-ministro, Luís Montenegro, sublinhou esta quarta-feira o “sinal importante” dado pelo PS em relação à eventual viabilização do Orçamento do Estado para 2027 e elogiou o “sentido de responsabilidade” dos socialistas.
Em Fafe, durante umas jornadas subordinadas ao tema “Portugal – Que ambição?”, Montenegro lembrou que a estabilidade política é fundamental para a afirmação do país no mundo.
“Hoje [quarta-feira] mesmo foi dado um sinal importante [para a estabilidade política]”, referiu, aludindo à eventual abstenção do PS na votação do Orçamento do Estado para o próximo ano.
Montenegro vincou que o PS tem estado “mais disponível para isso do que outros partidos”, mas reiterou que o diálogo é com todos os partidos e que já houve matérias, como as relacionadas com a imigração, em que o acordo foi conseguido com o Chega.
“Tem sido possível noutras alturas contar com esse sentido de responsabilidade [do PS]. Nós tentamos que ele possa vir de todas as áreas das oposições, mas evidentemente não deixamos de dizer que o Partido Socialista tem estado mais disponível para isso do que outros partidos”, referiu.
O chefe do Governo destacou a importância da estabilidade como fator de afirmação de Portugal.
“No caminho da afirmação de Portugal, a nossa estabilidade financeira, económica, social e política é um fator fundamental”, reiterou.
Para Montenegro, Portugal tem “todas as condições” para ser “um país líder na Europa e no mundo”.
Referindo-se, concretamente, ao tema das jornadas, o primeiro-ministro manifestou o desejo de Portugal começar a ser, “de uma vez por todas, contribuinte líquido da União Europeia”.
Para a prossecução desse objetivo, apontou a aposta nos recursos humanos, a ligação entre o conhecimento e as empresas e a gestão da imigração.
À chegada a Fafe, Montenegro foi recebido por uma manifestação promovida pela União de Sindicatos de Braga, contra a subida do custo de vida e em defesa dos serviços públicos.
Uma manifestação que, no seu discurso, desvalorizou, dizendo que se trata de “uma campanha quase diária de 20 pessoas”, que são ou são sempre as mesmas ou dizem sempre as mesmas coisas e que querem que nada mude.