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Campeonato da Europa feminino é para acompanhar aqui na Rádio Observador, todos os dias com "E A Campeã É?", em que escolhemos os protagonistas de cada dia e também as campeãs de cada jornada deste Euro 2025. Hoje, para isso, juntam-se a mim o Pedro Henriques, o João Pinto e o Luís Pinto Coelho. Boa tarde, bem-vindos, meus caros. Como é que estão?
Boa tarde. Viva.
Olá.
Vamos falar desta segunda jornada ainda para o grupo D, e hoje temos o arranque da terceira e última jornada de fase de grupos para o grupo A, ou seja, vamos ter mais logo em ação, à mesma hora, Finlândia, Suíça, Noruega e Islândia. Mas vamos primeiro aos jogos de ontem. Tivemos uma França praticamente apurada para a próxima fase, para os quartos de final. Basta até um empate, por exemplo, para seguir em frente e até para conseguir o primeiro lugar. Mas tivemos, principalmente, uma derrocada dos Países Baixos frente à Inglaterra, 4 x 0, sendo que estamos a falar da atual campeã da Europa e também a anterior campeã da Europa. Começo por ti, Luís Pinto Coelho. Surpreendido com esta superioridade, com esta derrota por 4 x 0 dos Países Baixos frente à Inglaterra? Estamos a falar de uma equipa dos Países Baixos que tem nomes como Vivianne Miedema, Esmee Brugts e podíamos continuar a lista. Quatro a zero, uma derrota muito pesada.
Sim, sem dúvida. Surpreendente. Foi um atropelamento e fuga. E é uma surpresa, até porque na primeira jornada os Países Baixos tiveram uma vitória tranquila.
Inglaterra perdeu com a França.
Inglaterra perde com a França e antevia-se aqui um confronto muito equilibrado, mas foi completamente ao contrário. Acho que a Inglaterra mostrou poderio, reagiu muito bem à derrota que teve com a França e os Países Baixos afundaram-se aqui um bocadinho, mas vai ser uma última jornada muito interessante, porque vamos ter aqui os Países Baixos com a França. Este é um grupo que nunca se sabe muito bem o que é que se pode contar.
É o grupo da morte. À partida era o grupo da morte.
Um grupo muito aberto, embora, obviamente, que o País de Gales há aqui uma diferença muito grande para as outras três seleções, mas foi surpreendente. Estava à espera de um jogo completamente equilibrado, possivelmente a ser decidido pela vantagem mínima, e há aqui uma goleada muito surpreendente e uma resposta muito afirmativa da Inglaterra.
Em destaque Lauren James, que marcou dois gols, a avançada do Chelsea, irmã de Reece James, aqui a marcar dois gols, a passar também bem para cima na lista de melhores marcadoras deste campeonato. Por enquanto, ainda pertence a Esther González e também a Alexia Putellas, de Espanha, com três gols. Do outro lado, Luís, o jogo entre França e País de Gales. Muitas poupanças do lado francês, se quer até demasiadas, pelo que vimos na primeira parte. Foi para o intervalo a ganhar por 2 x 1, mas apenas com o pontapé de penalty no último minuto da primeira parte. Quando entrou a realeza, foi outra coisa.
Sim, mas o melhor do jogo foi a narração.
O narrador repetiu várias vezes que França já estava apurada e foi-se a ver e afinal não estava. Fica aqui também as desculpas do narrador. Pedro Henriques já nos vai explicar o que aconteceu para a França afinal não estar apurada.
Sim, mas era um jogo que se esperava, obviamente, uma vitória até fácil da França, mas rotação na equipa, aquela primeira parte um bocadinho desgarrada, pouca intensa. Depois, na segunda parte, quando a vantagem vai para dois gols, normalmente uma equipa que sabe que é inferior quebra animicamente e depois a França ainda consegue aqui um resultado confortável. Mas estou muito expectante para ver o França, Países Baixos. Acho que vai ser um jogo bastante interessante, é uma final e os Países Baixos vão ter que reagir e a França, na minha opinião, está no top três das melhores seleções neste campeonato.
João Pinto, começando por Inglaterra, Países Baixos, esperavas uns Países Baixos tão baixos, neste caso, aproveitando aqui o nome, tendo em conta que é uma equipa que atropela quase o País de Gales, que tem suas fragilidades, 3 x 0 na primeira jornada e aqui completamente dominada pela campeã da Europa.
É uma equipa que tem aquela matriz de ataque. Tentou fazer uma pressão alta, tentou jogar sempre dessa maneira e de repente foi um lançamento da guarda-redes que acabou por isolar uma avançada. Estava feito o primeiro, desbloqueado o jogo e a partir daí a Holanda nunca mais conseguiu abanar o comboio. O segundo gol à cair do intervalo. Está ali uma série de coisas que nós sabemos que quando acontecem, desmoraliza quem sofre os gols. E acabou por acontecer tudo junto a uma Holanda que realmente nunca se encontrou. Depois, vais perguntar também pelo França-Gales?
Sim.
Não sei se é exatamente. Mais que tudo, foi um prazer. Aquele mar de sorrisos, quase ninguém ligou ao resultado final, porque aquelas mulheres de Gales estão de tal forma felizes por estarem ali, que quase nem se dá pela diferença em relação às francesas. E depois marcaram gol.
É o primeiro gol da história do país em competições quase finais.
Claro que se notou o que era, exatamente. E se tivesse ali um pub ao lado, não tínhamos como parar. São objetivos diferentes, seleções que vêm com objetivos diferentes. E realmente foi qualquer coisa de muito bonito ver a alegria daquelas senhoras quando fazem o gol e para elas o Europeu estava feito, depois todo o resto que aconteça vem por acrescento.
Claro. Pedro Henriques, vamos lá corrigir o narrador então, porque França ainda não está apurada, tem seis pontos. Inglaterra tem três, Países Baixos tem três, ou seja, pode-se dar o caso de no final da próxima jornada termos três equipas com seis pontos, exatamente. É que o narrador achava que tendo em conta que a França ganhou a Inglaterra, já pelo confronto direto, já estaria pelo menos com o segundo lugar.
Não, porque isto é assim. A França, neste momento, tem seis pontos. Obviamente que as probabilidades de passar são muito grandes, não só pela qualidade, como bastando um ponto para o fazer. Se a França perdesse com os Países Baixos, os Países Baixos ficavam também com seis pontos, tal como a França. E se a Inglaterra ganhar
Suspeitamos que sim, ou Gales, ficavam os três com seis pontos e aqui entra o confronto direto entre os três a nível de pontos. E o que é que acontece? Para isso a Holanda tinha que ganhar a França. A Holanda tinha uma vitória, só, sobre a França. A França tinha uma vitória sobre a Inglaterra e a Inglaterra tinha uma vitória sobre a Holanda. No fundo, todos tinham o mesmo número de pontos entre eles. E é aqui que entra a questão dos gols. Estávamos dependentes da última jornada. Vamos agora imaginar que a Holanda, eu agora não tenho aqui as contas certas, ganhava 5 x 0 para arrumar a casa à França e que a Inglaterra, que também ganhava 5 x 0, aliás, os Países Baixos ganhavam 5 x 0 à França e a Inglaterra 5 x 0 ao Gales. Obviamente, como entrávamos na fase dos gols, a França ficava de fora. O que está aqui em causa é que se a França perder, e os Países Baixos, obviamente, ganhando à França, com a vitória quase certa da Inglaterra, ficavam todos com seis pontos e todos com uma vitória sobre os outros. E esse primeiro critério de desempate ficava de fora e entrava-se na questão dos diferentes gols marcados e sofridos. Convenhamos, também temos a noção que a Inglaterra muito dificilmente não ganha aos Gales e também acho que a França, no mínimo, e já estou a deixar muito por baixo, não consegue o tal ponto enfrentando os Países Baixos.
Achas que não consegue?
Não, consegue. Eu estava a negar no sentido, acho que é muito difícil não conseguir esse ponto. Eu diria que deste grupo, a minha lógica diz-me que a França e a Inglaterra vão passar, juntando-se a quem já passou, Espanha, Suécia, Alemanha e Noruega. Porque o que vai acontecer no grupo da Noruega é que a Suíça e a Finlândia vão jogar entre elas e estão as duas com três pontos, o que significa que a Suíça e a Finlândia não conseguem fazer também seis pontos. Ou faz uma, ou faz outra, ou ficam as duas com quatro. Isto para dizer o quê? Para dizer que a Noruega também já passou. Podem não passar em primeiro lugar, se perdesse com a Islândia, que é muito difícil também, que está com zero pontos e que também já está fora, já não tem hipótese. E eu também acho que nesse grupo, para além da Noruega, vai passar a Suíça. Diria eu.
A anfitriã.
Neste caso, eu teria a Espanha, Suécia, Alemanha e Noruega, quatro já estão passadas. Juntaria a Suíça, quinta, embora a Finlândia seja obviamente um adversário de respeito e vai ser um confronto direto muito giro. Juntaria a França e a Inglaterra, que acho que a lógica nos diz isso. E depois, falta o grupo de Portugal, onde não sendo fácil, é preciso que a Espanha ganhe, que Portugal ganhe e mesmo assim pode não chegar. Eu, como português, vou dizer que Portugal passa em segundo lugar, mas as probabilidades maiores são de passar a Itália.
Ficam aqui esclarecidas então as dúvidas e dizer apenas que quanto a esse grupo D, os gols estão desta forma: França seis gols marcados, dois sofridos, Inglaterra cinco marcados, dois sofridos, portanto, tem aqui vantagem de um gol França e depois Países Baixos é que as coisas estão mais complicadas, três gols marcados e quatro sofridos, tem uma diferença negativa de um gol e isso pode vir a beneficiar França. Vamos ver o que é que vai dar a última jornada deste grupo D. Última jornada começa hoje, é para ouvir, claro, aqui na Rádio Observador. Amanhã, "Campeã", em que já vamos dar conta desse primeiro grupo que fica fechado. Vamos ter, como disse o Pedro Henriques, Finlândia-Suíça e Noruega-Islândia. Começo por ti agora, João Pinto, quem é que são para ti as favoritas, não só a passar o grupo, mas hoje a saírem vencedoras deste duplo duelo que começa à mesma hora, finalmente, hoje às 20h?
As vencedoras fica fácil. A Noruega já lá está. Depois entre Suíça e Finlândia, eu também apostava na Suíça. Acho que são mais fortes e depois aquela coisa de estarem a jogar em casa, de ter o apoio do público nestas coisas conta muito, traz muito às jogadoras, traz realmente aquela força extra, aquele 12º jogador. Eu se tivesse que apostar, e não aposto porque o Pedro Henriques leva os multins todos, eu diria que era a Suíça que passava. Depois da Noruega e Islândia, dará à Noruega, certamente, mas já tem o primeiro lugar no bolso.
Por acaso vi o jogo entre a Noruega e a Finlândia e gostei muito da seleção da Finlândia.
Eu também. E a Noruega passou mal bocado.
Sim, muito mal. Aliás, tem estado uns furos abaixo coletivamente. Luís Pinto Coelho, quem é que te parece que hoje vai acompanhar a Noruega em frente?
Sim, também aposto na Suíça. Parece-me ligeiramente superior e o fator casa aqui também pode ter peso para empurrar a seleção para a frente. Diria que se tivesse que apostar, apostava no segundo lugar do grupo para a Suíça.
Pedro Henriques.
Noruega-Islândia, mais de 3,5. Na Suíça-Finlândia, 1. Vitória da Suíça.
Sim, senhor. Vamos ver se está certo mais logo. Duplo jogo, finalmente vamos ter dois jogos ao mesmo tempo. Vai ser sempre assim agora, já não vamos ter jogos às 17h, vão ser sempre às 20h, claro, no dia 11, daqui a dois dias. Aliás, amanhã vamos ter então Portugal-Bélgica com a conferência de imprensa de Francisco Neto, mais logo, por volta das 16h e alguma coisa. Vai falar o selecionador nacional e também uma jogadora na antevisão a este jogo. Vamos ter relato amanhã aqui na Rádio Observador, novamente com os comentários da Patrícia Gouveia, também com a análise do nosso Pedro Henriques. Agora vamos avançar para as notas e também as campeãs. Começo por ti, Luís Pinto Coelho, quem é a tua campeã do dia e que nota dás?
Vou dar à seleção inglesa, porque perde na primeira jornada contra uma teórica adversária direta, a França, e depois reage muito bem contra uma seleção que também tem peso no futebol feminino dos Países Baixos. Por isso, reagir desta forma, golear os Países Baixos depois de uma derrota é uma resposta de caráter, de atitude, por isso um 18 para a seleção inglesa.
Pedro Henriques, nota e campeã.
Sim, não vou fugir muito daquilo que são as duas vitórias de ontem. Penso que a França, embora de forma mais fácil, e obviamente a Inglaterra acabaram por ter duas prestações extremamente positivas e acabam por ser as minhas campeãs, até porque eu acho que são as duas seleções que vão passar por esta ordem, França em primeiro lugar e Inglaterra em segundo no grupo e por isso nota 17 para aquilo que foi o jogo de ontem, as vitórias de ontem e a minha perspectiva, que eu acho que elas vão passar.
João Pinto, campeã e nota.
Tem que ser o sorriso das galesas. Desde o túnel antes de entrarem, durante o hino, durante o jogo, no momento do gol, no fim do jogo. Um sorriso assim significa desporto e, portanto, um 20 para essa atitude desportiva.
Sem dúvida. Estavam muitos galeses, apesar de França ser ali mesmo ao lado da Suíça. Os galeses fizeram uma viagem um bocadinho maior, mas estiveram lá em grande peso também a apoiar. Meus caros, amanhã estamos de volta para fazer principalmente a antevisão do jogo de Portugal. Relembro, Portugal-Bélgica às 20h, com relato em direto aqui na Rádio Observador. Um forte abraço e até amanhã.