Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Mais uma edição de "E a Campeã É". Já sabe que é aqui na Rádio Observador que todos os dias damos notas às campeãs de todos os dias deste Campeonato Feminino da Europa de 2025, que hoje começam os quartos de final. Vamos falar disso, obviamente, nesta edição. Juntam-se a mim para isso a Edite Fernandes, também o João Pinto e ainda o Pedro Henriques. Boa tarde, como é que estão, meus caros? Bem-vindos.

Muito boa tarde. Boa tarde.

Vamos lá a isso. Vamos dar o pontapé de saída com os quartos de final. Vamos começar hoje com o Noruega contra Itália. Podia ser, eventualmente, o jogo em que Portugal estaria, caso tivesse apurado em segundo lugar. A Itália sai do grupo de Portugal. O grupo B conseguiu, na fase de grupos, quatro pontos no total dos três jogos, sendo que a Noruega venceu o grupo A com nove pontos, três jogos, três vitórias, oito gols marcados, cinco sofridos. Vamos começar por este jogo e vamos fazer uma breve antevisão. Começo por ti, Edite Fernandes, bem-vinda. O que esperas para mais logo, oito da noite, relembro, agora os jogos são sempre às oito da noite. O que esperas deste Noruega e Itália? Quem destacas de cada um dos lados e quem achas que vai vencer?

Primeiramente, digo que para este jogo a Noruega parte como favorita, mas isso na teoria. Obviamente que sim, tendo em conta também a fase de grupos, fez os nove pontos, três jogos, venceu, ainda que não tenha convencido, é um fato, mas parte para esta partida como favorita. Também é duas vezes campeã europeia e obviamente que tem alguma porcentagem favoritismo, tem jogadoras que já foram melhores jogadoras do mundo, a Ada. A Noruega é campeã do mundo olímpica e europeia, portanto, tem os três títulos. Mas para ver a Ada surgir mais nas partidas, falta uma Ada Hegerberg ao seu nível, um nível altíssimo, uma Caroline Hansen, que nos dois últimos jogos já mostrou algo mais, a sua magia. É uma das melhores, esta época ficou no top três da melhor jogadora do mundo. É a jogadora do Barcelona. Mas de qualquer das formas, do lado da Itália, vejo uma Itália também crescendo neste Europeu, no grupo de Portugal. Tem jogadoras que acabam por ser uma mescla de juventude com alguma veterania, jogadoras experientes. A sua capitã à cabeça, Cristiana Girelli, uma das principais jogadoras de destaque, a Sofia Cantore também, e a própria jogadora Arianna Caruso, que marcou o primeiro gol, também acabam por ser as jogadoras de destaque. É uma Itália que pode ser sempre perigosa nesse sentido, tendo em conta que está em crescendo neste Europeu e pode também surpreender. Mas à partida para este jogo, creio que a Noruega parte como favorita.

Estavas a falar um bocadinho da Hegerberg. Tu esperas que ela seja titular? Ela está, como dizias, com alguma performance um bocadinho abaixo e tendo em conta que há outras jogadoras da frente de ataque que têm estado em boa forma. O caso da Caroline, em princípio, terá lugar assegurado, mas a Guro Reiten e a Sine Gauseth também têm feito boas exibições. Esperas que a Hegerberg, apesar de tudo, seja titular?

Tendo em conta a craque, a experiência e a qualidade da Hegerberg, eu creio que sai sempre como titular. Dificilmente não entra como titular. Depois, com o decorrer do jogo, isso pode ser uma possibilidade das jogadoras que têm vindo a destacar neste Europeu, como tu falaste, a Gauseth também. São jogadoras que acrescentaram bastante no último jogo, estiveram a um nível muito alto, mas eu creio que a Hegerberg continua a ser a capitã e a entrar de início e uma das referências. Creio que ela poderá disputar também, sendo um jogo mata-mata, é um só jogo, digamos assim, que dá passagem às semifinais, eu creio que seguramente entrará em jogo no 11 titular e poderá se destacar também neste tipo de jogos, quando pedem essa qualidade para virar o de cima ou levar a equipe para frente ou transportar a equipe às costas, muitas vezes a Ada Hegerberg é uma dessas jogadoras.

João Pinto, curiosamente, nos últimos confrontos entre as duas equipas, a Noruega até tem tido mais dificuldades. Vem de uma derrota e dois empates consecutivos. Perdeu na Algarve Cup, aqui em Portugal, em 2022. A Noruega, estou a falar da Noruega. E depois dois empates para a qualificação precisamente deste Campeonato da Europa. Um empate a zero na Noruega e um empate a um em Itália. De resto, praticamente só vitórias da Noruega. Estamos a falar em 16 jogos, 11 vitórias para a equipe norueguesa. Hoje esperas novamente mais um jogo com dificuldades da Noruega frente às italianas?

Boa tarde, antes de mais. Aquilo que temos visto da Noruega é realmente essa nota 12, nota 13, mas é uma nota 13 que dá a ideia que é de um aluno que estuda pouco, porque quando o aluno se aplica, depois sobe muito as notas. E a Itália tem sido o contrário, tem sido aquele aluno que nós sabemos que não é grande espingarda, mas tem tido umas notas porreiras. Portanto, aquilo que estamos à espera, realmente as odds estão todas a favor da Noruega. Tem uma equipe muito mais experiente, muito mais batida, muito mais rotinada, muito melhores jogadoras. Mas depois vimos uma Itália com uma cara que é capaz de pôr isto em causa nos dias em que as coisas lhe correm bem. Ainda ontem, fiz esse vaticínio que a Itália era capaz de ganhar o jogo. Eu tenho alguma esperança que a Itália ganhe o jogo

Não é por mais nada, é só porque gosto mais da Itália. Mas realmente, olhando factualmente e pragmaticamente para as norueguesas contra as italianas, o favoritismo tem que ser dado às norueguesas. Agora, é tudo uma questão de atitude. Elas não passavam da fase de grupos há dois Europeus e portanto, tendo passado esta primeira barragem e passado com mérito, com nove pontos, pode ser que agora elas acordem, até porque têm essa previsão de não se encontrar com a Espanha, a não ser na final. E portanto, querem muito essa desforra do oito a zero contra a Inglaterra da última vez que se encontraram nestas andanças, e isso pode acontecer já nos semifinais.

Pedro Henriques, quero te ouvir obviamente sobre o jogo, mas quero também perguntar-te sobre a árbitra que vai estar hoje em campo, porque é uma árbitra com uma experiência muito grande, já até no futebol masculino. Estamos a falar de uma árbitra que, por exemplo, fez 16 jogos na Liga Francesa, na Ligue 1, na Liga Francesa masculina e também Liga dos Campeões, na qualificação. Tem sido um nome presente nas últimas grandes competições a nível de clubes, também de seleções e curiosamente, tem mãe portuguesa, portanto tem sangue e passado em Barcelos. O que é que nos pode dizer também sobre esta árbitra que vai estar hoje e obviamente, quem é que achas que vai ganhar?

Posso começar pela questão da arbitragem, porque acima de tudo, nos quartos-final, prevê-se aqui, tivemos o jogo da Espanha com a Suíça, que em teoria, também que a Suíça joga em casa, será o jogo menos equilibrado, num plano teórico. Eu acho que todos os outros jogos podem ter algum equilíbrio, embora ontem tenhamos feito aqui as apostas e dado. No meu caso concreto, dei a aposta claramente na seleção da Noruega, no jogo hoje contra a Itália, em termos de quem sai vencedora. Estes jogos, por terem equilíbrio e até por circunstâncias diversas, como foi dito, por exemplo, a Noruega faz nove pontos, mas parece que falta qualquer coisa. Parece que não está a decorrer. A Itália passa com quatro pontos e também como disse, foi o João Pinto que acho que ontem disse e acho que caracteriza muito bem a Itália, que é viver a Itália nas três faces. Ou seja, esteve muito bem contra a Espanha, embora a Espanha não tenha apresentado a sua melhor equipa inicial. Contra Portugal parece que de repente vacilou, mas também esteve muito imperativa perante a Bélgica. Ou seja, não temos bem a certeza que Itália é que poderá hoje vir ao de cima. E para estes jogos, ou neste caso concreto, deste jogo específico, convém em termos de arbitragem, claro que a competência é sempre o mais relevante, acertar nas decisões, mas é sobretudo a experiência. São jogos em que mais do que às vezes estares muito bem preparado, é a questão da experiência e a experiência para controlar o próprio jogo. E nesse aspeto, este era um dos jogos que se eu tivesse que colocar alguém tão experiente como a Frapart, iria colocar. Era claramente neste jogo ou neste ou no de Inglaterra. E por isso, nesse aspeto está assegurado à partida uma boa arbitragem. Relativamente ao jogo, como disse, acho que continuo a manter este favoritismo relativamente à seleção da Noruega, mas obviamente que a Itália pode fazer alguma surpresa, não acredito muito. E tenho para mim que se calhar em termos de jogadoras, claro que é a marca de gol, depois é que fica sempre em evidência, mas se calhar, tem esta curiosidade que as duas guarda-redes, que é da seleção da Noruega e que é da seleção da Itália, jogaram em Itália. E há duas guarda-redes, a Laura Gilheani, que joga no Milan, e a Cecil, que é da seleção norueguesa, que joga só tem-

Na Fiorentina.

Fiorentina, exatamente. E portanto, esta curiosidade, mas de qualquer maneira, eu penso que também de todos os setores do futebol feminino, aqueles que eu acho que ainda têm muita margem de manobra para evoluir, está exatamente na questão das balizas, guarda-redes. E se calhar hoje, o jogo nas balizas pode ser relevante, importante e decisivo, quando a gente pode olhar para todos os jogadores que estão lá, importantes, das equipas que marcam golos. Eu hoje apostaria nestas duas guarda-redes que curiosamente jogam ambas em Itália.

Para mim, a Cecil Fischer Strand, a guarda-redes da Noruega, tem sido a melhor guarda-redes até agora, das várias exibições que vi. Faz grandes jogos e com defesas absolutamente fantásticas. Por falar em jogadoras individuais, vamos aqui muito rapidamente, antes de irmos às notas e aos campeões. Vamos aqui fazer também uma retrospetiva para vocês, quem é que são as jogadoras que estão com mais interesse em ver agora nesta fase a eliminar, que começa hoje. Começo por ti, Edite Fernandes. Um nome para acompanhar nesta fase final do campeonato.

Um nome é pouco.

Podes dar mais do que um. Desde que não sejam 17.

Eu à cabeça vou ter que destacar uma jogadora que não esteve presente no último Campeonato da Europa e que por dias não conseguiu estar no Campeonato da Europa em 2022, que é a Alexia Putellas, e tem-se apresentado a um nível altíssimo, motivadíssima. Tem levado e carregado a sua Espanha às costas. Não digamos às costas, mas digamos que tudo ao leme da sua capitã. E de facto tenho que destacar a Alexia Putellas, três golos, quatro assistências e a jogar e a fazer jogar a sua seleção. É de facto extraordinária e acho que tenho que destacar a Alexia por isso mesmo e pela motivação que ela está, depois de não ter estado presente no último Europeu. E depois também quero destacar, são mais duas, mas estes pontos são mais pequenos. A Cascarino, da França. Atenção a esta jogadora, porque de facto já vimos o que vimos na fase de grupos e depois o que poderemos ainda ver no jogo dos quartos. É de facto uma jogadora extraordinária, está a passar por uma época fantástica nos Estados Unidos também e de facto a apresentar-se a um nível também muito alto neste Europeu. E por fim, a Esther González também, a avançada da seleção espanhola, que tem golo e tem o sentido de oportunidade extraordinário. Não é uma avançada muito refinada, mas é matadora, tem instinto matador e de facto tenho que destacar a Esther González, que está a fazer já não só por si, são campeonatos nos Estados Unidos também muito bom, mas neste Campeonato da Europa também a destacar-se pelos golos e pela qualidade.

João Pinto, faço-te a mesma questão. Quem é que vais ter debaixo de olho nesta fase final, nesta altura dos quartos-de-final do Campeonato da Europa?

Vou te dizer duas que jogam hoje. A Signe Gaupset, da Noruega, uma miúda de 20 anos que apareceu e está realmente a dar muito nas vistas. E do lado italiano, a Sofia Cantore. Tem sido muito sublinhada a sua participação. E depois uma que já saiu, mas que ficou realmente a marca bem forte, a Mariam Toloba, avançada da Bélgica.

Que muito trabalho nos deu no último jogo.

Muito trabalho nos deu e cuidado com ela. Vamos ouvir falar muito desta jogadora.

Tem 25 anos, do Standard de Liège. Pedro Henriques, vamos a ti. Quem é que destacas ou quem é que vais ter debaixo de olho?

Não vou acrescentar muita coisa daquilo que já foi dito, porque já tinha feito o trabalho de casa e tinha tirado aqui duas jogadoras, das muitas que há. Realmente há aqui muita qualidade. Tinha tirado a Alexia Putellas, porque é uma jogadora de 31 anos, do Barcelona, que realmente está fortíssima. É a questão da liderança, é a questão daquilo que joga e sobretudo daquilo que faz jogar. E acho que depois é aquela questão da auréola, que é quando tu tens uma determinada jogadora ao teu lado que joga na tua equipa e que tu próprio cresces e te tornas melhor no jogo jogado propriamente dito, não é só na evolução ao longo do tempo, é no próprio jogo. E acho que há uma questão de liderança claramente associada. E também um efeito sobre as adversárias, porque as adversárias quando jogam perante um nome e uma jogadora que está a jogar tão bem, realmente acho que também de alguma maneira se assustam, entre aspas. E depois, o facto do João Pinto ter uma pronúncia em francês que é muito melhor que a minha, aliás, eu ontem sublinhei isso, que é a Delphine.

E bem, sublinhaste e bem.

Exatamente. Que é a defesa francesa, uma jogadora já com 28 anos, mas também que está, acima de tudo, pelo momento de forma, daquilo que ela fez nesta fase do grupo e pelo seu grande momento de forma. Acho que é neste momento uma das jogadoras em grande evidência e que vai dar cabo completamente da defensiva e da cabeça, neste caso das alemãs, porque vamos ter França e Alemanha, se não estou em erro. E portanto, esta Delphine Cascarino era exatamente a outra jogadora que eu tinha aqui como destaque, sobretudo pelo momento de forma.

Muito bem, igual a mim, Pedro.

E com uma pronúncia muito boa.

Tinha tirado estes dois nomes. Pronto, eu tinha feito esta referência.

Com uma pronúncia muito boa também, devo dizer.

O João Pinto diz-lhe isso outra coisa.

É isso, ele ensinou. Ora vamos escolher as campeãs e vamos dar notas. Começo por ti, Edite Fernandes, quem é que é a tua campeã do dia e que nota é que dás?

Eu vou dar, porque falamos dela e porque eu sou superfã desta jogadora e acho que ela ainda tem muito para dar e acho que pode ser hoje o momento dela. A minha campeã é a Ada Hegerberg, da Noruega, para hoje, e vou dar um 16 como motivação, porque eu acho que ela hoje pode ser uma jogadora desequilibrante e pode vir a decidir o jogo para o lado da Noruega.

João Pinto, nota e campeã.

A minha nota é 19 para esta nova fase que hoje começa, a fase do "tuer tué" ou "tue tue".

Cá está, ele está mesmo.

Do mata-mata, exatamente.

Já ninguém te para.

"Sto in gran". Exatamente, a nota 18 para isso. É realmente uma fase diferente deste Europeu e agora é que começa a contar.

Ora bem. Pedro Henriques, nota e campeã.

Também para algo que já falámos aqui, é para a árbitra, para a Stefani Frappart, de 41 anos. Ela é árbitra internacional há 14, portanto desde 2011, com todo esse percurso que já fez também no futebol masculino. Viemos quebrou todas as barreiras que havia para quebrar e também uma árbitra muito experiente. E hoje, num jogo que eu acho que vai ser muito interessante e se calhar até equilibrado, embora, como já disse, destaque para a Noruega, no meu ponto de vista, vou dar então uma nota de 17 para a Stefani Frappart, que estou convicto que vai fazer também uma grande arbitragem e, portanto, o meu destaque é para ela hoje a minha alta campeã.

Muito bem, mais logo vamos ter 20h, Noruega-Itália, neste que é o primeiro jogo dos quartos de final. Amanhã faremos o resumo, o escaldo dessa partida e vamos também estar com os olhos no Suécia-Inglaterra, que é amanhã às 20h. Meus caros, Edite Fernandes, João Pinto e também Pedro Henriques, muito obrigado e até amanhã.