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Está no ar mais uma edição de "E o Campeão É..." aqui na Rádio Observador. Todos os dias falamos de esporte e escolhemos os protagonistas do mundo do esporte. Damos notas de 0 a 20, sendo que sublinho, e vamos continuar a sublinhar isso durante esta semana, a partir desta semana, o "E o Campeão É..." passa sempre em direto na Rádio Observador, a partir da 13h10. Já não é 12h30. 13h10 é o seu novo horário para ouvir o seu programa preferido de esporte e sempre, quando quiser, em podcast. Hoje, conosco, temos o Augusto Inácio, a Mariana Fernandes, o Pedro Henriques e o Gabriel Alves. Boas tardes, bem-vindos, como é que estão?

Olá, boa tarde.

Vamos a isso. Numa altura em que ouvimos José Mourinho fazer a antevisão do Fenerbahçe a Benfica, amanhã vamos dar um bocadinho de tempo também para esse jogo. Hoje vamos olhar mais para o Futebol Clube do Porto. Os Dragões venceram por 2 x 0 o Gil Vicente, uma vitória segura da equipe portista, que continua também a mostrar este novo sistema e esta nova filosofia de Francesco Farioli. Mariana Fernandes, começo por ti. Vitória por 2 x 0, com Fróld novamente em destaque. Rodrigo Mora, de quem tanto falamos esta semana, chegou a jogar, entrou e até esteve muito bem no tempo em que esteve em jogo, quase marcou. O que destacas desta vitória azul e branca?

Um jogo diferente do jogo da primeira jornada contra o Vitória de Guimarães. Acho que o Porto, nesse dia e nesse jogo da primeira jornada, foi claramente superior e demonstrou tudo aquilo que falamos na altura, toda uma reação à perda de bola, uma agressividade, uma intensidade que não se via há muito tempo, se calhar desde os tempos de Sérgio Conceição, que não se via o Porto a jogar assim. Isso foi um bocadinho diferente neste jogo em Barcelos. Não por demérito do Porto e não porque o Porto não tenha tentado fazer exatamente o mesmo, mas por mérito do Gil Vicente. Ou seja, a maneira como a equipe de César Peixoto se apresentou em campo não permitiu também que o Porto tivesse esse domínio, essa superioridade, essa capacidade de recuperar bolas no meio-campo contrário ou até no último terço do adversário, como fez tantas vezes no Dragão contra o Vitória. Portanto, mérito para o Gil Vicente nesse aspecto. Se bem que há coisas ou há pormenores no futebol do Porto que vamos ter que perceber ao longo do tempo como é que Farioli vai querer abordar. E eu acho que um desses pormenores são os laterais, neste momento. A lesão de Martim Fernandes fez com que Zaidu entrasse pro 11, também porque Francisco Moura ainda está numa fase de recuperação de lesão, apesar de estar no banco e de estar apto. Eu acho que Francisco Moura é um jogador que encaixa muito melhor pelas suas características na forma de jogar de Farioli, naquilo que parece que Farioli pretende deste foco do Porto. Acho que Zaidu, dentro de todas as suas limitações, é um jogador que dá muito mais sacrifício e raça do que propriamente qualidade técnica e até qualidade ofensiva. E o Porto vai ter de encontrar aqui uma maneira também de adaptar Alberto Costa a tudo isso. E eu não sei até que ponto é que, estando Martim Fernandes bem e estando Francisco Moura bem também, não será essa a dupla de laterais, porque eu não consigo ver também, neste momento, o Alberto Costa muito bem.

Mesmo tendo em conta o investimento.

Mesmo tendo em conta o investimento. Eu não consigo muito bem perceber se Alberto Costa está entrosado, se estamos aqui ainda a falar de uma questão de adaptação, mas a verdade é que eu não vejo, por agora, Alberto Costa a dar tudo aquilo, por exemplo, deu no Vitória ou a ser a pessoa ideal para estar naquele lugar. Portanto, acho que há aqui uma questão lateral, passando a piada, que Farioli terá de resolver ou pelo menos terá de delinear. Quanto a Rodrigo Mora, eu mantenho a minha opinião. Eu acho que não existe caso Rodrigo Mora. Acho que existiu uma alteração profunda na forma como o foco do Porto joga. É um Porto muito mais vertical, muito mais vertiginoso, muito mais à procura da transição rápida e de lances também rápidos, e não tanto um Porto pensador do jogo que temporiza, e é isso que Rodrigo Mora oferece. Eu acho que Rodrigo Mora, com a idade que tem, vai tendo as suas oportunidades aqui mesmo e tem de mostrar, obviamente, aquilo que mostrou na temporada passada, todo o talento que tem e a qualidade que tem, mas a jogar muito mais como jogou ontem, ou seja, a ser uma substituição, se calhar, de segunda parte, a ser titular noutros jogos, mas em posições e em terrenos diferentes daqueles, provavelmente, que ocupava na temporada passada e com uma proeminência diferente também. Acho que não tem a ver com não apostar em Rodrigo Mora, com achar que Rodrigo Mora não joga. Não é essa a questão. Acho que o Porto deste ano não é o mesmo Porto da temporada passada, e isso nota-se ou tem como consequência também esta utilização menor e este protagonismo menor também de Rodrigo Mora.

Há aqui outra questão importante do jogo de ontem, Gabriel Alves, que é o fato de Samu ter saído lesionado e estima-se que a paragem seja entre as três e as quatro semanas, o que significa que o Futebol Clube do Porto pode ir ao Estádio José Alvalade, no clássico frente ao Sporting, jogar sem o seu principal avançado, sem a grande referência atacante. Esperas alguma mudança também de papéis, alguma mudança de estratégia, tendo em conta que Samu não estará disponível para esse jogo? Por exemplo, o Rodrigo Mora pode eventualmente encaixar ou Luuk de Jong, sendo o substituto natural, é provavelmente quem vai ser o substituto de Samu nestes jogos?

Olha, para quem acha que o Luuk de Jong é um coitado, porque apareceu ontem ali.

Um reformado, não é?

É, um reformado. A resposta do treinador foi ótima. Foi com algum humor e acho que ele esteve muito bem. Quilômetro zero, deixem lá o homem trabalhar e integrar-se. Pronto, eu fico por aqui. É evidente que Sim, o Samu tem uma característica muito específica, dado todo aquele seu poder, toda aquela capacidade que ele tem, todo aquele músculo que ele era para o Hugo nos duelos, aquela capacidade de pressão, aquela capacidade física e obviamente que isso vai trazer alguma modificação, porque o jogador holandês é um jogador de mobilidade. Mobilidade na transversal, é um jogador que vai aparecendo, vai jogando nos espaços e isto tem um pormenor extremamente interessante, aquele detalhe quando ele dá de bandeja ao Rodrigo Mora quase no final do jogo, uma bola que poderia ter feito o 3 x 0. Contem com o Ludion, inclusivamente, naquilo que é o jogo aéreo, no futebol aéreo, quer no primeiro, quer no segundo poste, quer em termos ofensivos, quer em termos defensivos. Quanto ao mais, este Futebol Clube do Porto, eu estou de acordo com a Mariana. Agora, eu não sei quem é que vão ser os laterais, mas para já é nos laterais e exatamente na profundidade, na largura. O treinador italiano aposta no jogo interior e exterior, isto é, o lateral por fora ou por dentro, o extremo por fora ou por dentro, a trabalharem naturalmente para os futebolistas, principalmente para o Gabri Veiga, que é um jogador que trabalha da posição atrás do ponta de lança, no espaço vazio e que tenta articular com os jogadores que aparecem exatamente nas faixas laterais. Eu acho que fica aqui um bom exemplo daquilo que é o Futebol Clube do Porto. É o segundo golo, a forma como ele todo foi projetado e como Gabri Veiga abriu na faixa para que a faixa funcionasse. E funcionou.

Vamos ao Agostinho Inácio. Agostinho Inácio, olhando aqui também para o outro lado, até porque como dizia a Mariana Fernandes, há aqui um Gil Vicente que a certa altura até esteve por cima na partida, ainda que o Futebol Clube do Porto tenha dominado o encontro na totalidade. Mas há um Gil Vicente que, para além de já ter vencido na primeira jornada, conseguiu a espaços deixar o Futebol Clube do Porto desconfortável. Mas, por outro lado, temos aqui um registo que nos diz que os grandes, até agora, venceram todos os jogos, marcaram vários golos e não sofreram nenhum. Ainda ninguém conseguiu marcar nem a Sporting, nem a Porto, nem a Benfica. Pegando aqui nestes dois pesos da balança, ou seja, um Gil que até pratica um futebol atrativo e pegando, por outro lado, que nem sequer ninguém consegue marcar um golo aos grandes, tu esperas um campeonato um pouco mais desequilibrado face aos grandes e aos, entre aspas, pequenos do que no ano passado?

Boa tarde a todos. Cada vez mais a diferença é maior entre os grandes, o Braga e os outros. Há uma diferença grande aí, até em termos de investimento. Quando tens investimento, normalmente compras melhores jogadores, ficas com melhores plantéis e melhores equipas. Agora, as oportunidades eles tiveram. Teve o Estrela, teve o Gil e o Arouca não tanto.

O Arouca menos.

O que dizia da 10, isso aí já não conta muito, porque o Arouca estava a discutir o resultado com o Sporting e a jogar muito bem até à expulsão. E depois, claro, o Sporting era superior contra 11, quanto mais contra 10. E daí a goleada. Agora, há uma coisa que eu aprendi enquanto jogador, e as pessoas também veem e também percebem se tu olham, que é: a equipa mais pequena, o que utiliza contra os grandes? A alma, a raça, a agressividade, a intensidade, o morder, como se costuma dizer. Se a outra equipa grande não nivelar esses níveis da agressividade que o adversário coloca, depois, naturalmente, como tem melhores jogadores e tem melhor equipa, acaba por ganhar. O anormal é quando as equipas grandes olham para as equipas mais pequenas e pensam: "Mais minuto, menos minuto, vamos acabar por marcar o gol e vamos acabar por ganhar." É aí que aparecem sempre as surpresas. O Gil Vicente realmente teve um momento em que o Porto entra bem na segunda parte, faz o resultado praticamente aí. O que eu vi no Estrela da Amadora, o que eu vi no Arouca, o que eu vi no Gil Vicente, estes três jogos dos grandes este fim de semana que passou, é que as equipas têm um fio de jogo, têm uma ideia de jogo, sabem o que estão a fazer dentro do campo. Não se amedrontam, são atrevidas, pressionam na frente quando têm que pressionar, recuam quando têm que recuar. Ou seja, há aqui uma diferença das equipas pequenas que às vezes querem discutir o resultado e querem, porque as individualidades são poucas nos clubes mais pequenos, é através do coletivo que se tornam-se muito mais fortes. E sinceramente, eu gostei do Arouca enquanto esteve com 11, eu gostei do Estrela da Amadora e gostei muito do Gil Vicente. Por isso, os grandes, para ganharem, têm que suar muito, têm que trabalhar muito, têm que jogar bem e têm que ser intensos. Foi isso que aconteceu. Não tanto o Estrela da Amadora e Benfica, porque parece-me a mim que o Benfica teve muitos furos abaixo daquilo que já tinha apresentado, mas os factos são esse que estás a dizer. Realmente, as equipas grandes têm marcado e não têm sofrido, mas o que é certo é que as equipas adversárias criaram oportunidades, simplesmente não foram capazes de fazer gols.

Pedro Henriques, há aqui um nome que se tem muito falado, e bem, porque é um grande talento. Falamos de Victorunächst Fróld. O dinamarquês ontem foi o melhor em campo, considerado o melhor em campo, marca o primeiro gol. Mas há aqui outro nome também que está em destaque neste início de época, que é Pepê. Pepê em dois jogos marca dois gols, na época passada inteira marcou três. Portanto, está a um gol de igualar o registo. Obviamente que isto não é só por gols, a estatística não diz tudo, mas é um jogador que está cada vez mais interventivo no jogo do Futebol Clube do Porto, tem um papel cada vez maior. Estamos a ver um Pepê como já não víamos há algum tempo. A minha pergunta é: por quê? O que detectas no jogo do Futebol Clube do Porto com o Francisco Farioli que faz com que Pepê tenha essa preponderância maior?

Bom dia. Ou neste caso, boa tarde. Eu penso que é a atitude e a cabeça, e depois os companheiros que estão à volta, que são todos melhores do que eram no ano passado. E portanto, se estiveres a trabalhar com companheiros que são melhores do que tu ou tão bons como tu, ou que puxam por ti, obviamente, provavelmente o teu produto também terá a ver.

Parece que até está mais feliz no campo, não é?

Eu próprio disse: "Tinha que voltar a ser o PP que sempre foi". Quando ele diz isso, percebe-se claramente que já se tinha entendido as últimas palavras. Mas deixa-me só dizer uma coisa. Para mim, o meu destaque não é o PP, embora compreenda a tua pergunta, até porque já se falou aqui. O meu destaque deste jogo é o Frahold. Não há outra forma de fugir. Nós aqui temos de dizer as nossas ideias e preferencialmente com palavras originais, mas quando alguém escreve, fala ou diz qualquer coisa sobre o Frahold, neste caso concreto, de forma tão eloquente, eu acho que reproduzir as palavras diz tudo aquilo que eu acho que é o que está a encher as medidas sob o ponto de vista do jogo do Futebol Clube do Porto, que é com todos os outros que estão à volta, todos melhores e cada um a produzir, os Gabri Veiga, etc. Eu acho que o Frahold, como alguém escreveu: "Bem-vindos ao mundo encantado do Frahold". Eu acho que quando alguém diz que o Frahold é um autêntico pulmão no meio-campo, joga, desarma, faz jogar, pauta ritmos, lança os companheiros, estica o jogo como quer, com passada larga, é um reforço na verdadeira ascensão da palavra, um motor que carbura com poucos, com enorme intensidade, sempre com o coletivo à frente do individual. Eu acho que diz tudo, marca um gol, evita um gol de uma bola que entra na baliza. Claro que ainda falta muito campeonato e muita taça e muita coisa, mas começamos a perceber que estes 20 milhões, quando a gente se pergunta, e se calhar vamos perguntar daqui a bocadinho: "E o Yeremy para o Sporting a 30 milhões." O dinheiro é importante, obviamente, quanto mais barato, melhor, mas mais importante que o dinheiro é a relação desportiva que o jogador tem, aquilo que ele produz, ou que defende, ou que marca, ou que dá a jogar, o que quer que seja. E eu lembro-me sempre disto: o Rúben Amorim por 10 milhões foi baratíssimo, o Vinagre por 10 milhões foi um dos piores investimentos que o Sporting fez. E o meu destaque, além do PP, que realmente está com outra cabeça e é um jogador muito importante, o Frahold, neste momento é para mim a grande nota dominante deste Futebol Clube do Porto.

Eu queria muito falar convosco sobre o mercado. Temos aqui hoje notícias, informações de que Yeremy está um passinho mais perto do Sporting, supostamente com contrato de cinco anos, é o que diz a imprensa desportiva nacional, mas também se fala muito do negócio Artur Coglo, sendo que neste momento tivemos a conferência de imprensa de José Mourinho, obviamente pelo Fenerbahçe, é o próximo adversário do Benfica amanhã, no playoff da Liga dos Campeões, e Mourinho deixou a garantia de que Artur Coglo, se jogar amanhã e se jogar depois no Estádio da Luz, será com a camisola do Benfica. Portanto, pelo menos durante uma semana, não se espera que Artur Coglo siga para o Fenerbahçe, nas palavras de José Mourinho. Vou vos pedir um breve comentário a isto e de imediato também as notas de campeão, porque só temos quatro minutos até ao final. Mariana Fernandes, comentário a esta questão, a estas palavras de José Mourinho e quem é o teu campeão do dia e que nota dás?

Sim, muito rapidamente. Eu acho que nunca esteve em questão, nem para o Fenerbahçe, nem para o Benfica, que Artur Coglo saísse do Benfica antes do playoff. Eu acho que o que aconteceu aqui é que provavelmente o Fenerbahçe não adorou esta jogada, esta estratégia que o Benfica acabou por utilizar, de o colocar a jogar aqueles 10 minutos. Eu acho que já se percebeu que o Artur Coglo já não está bem a ser opção, porque o Benfica está a tentar adaptar-se a jogar sem ele ou pelo menos a apostar um bocadinho mais em Scheldrup, e isso ficou claro no jogo contra o Estrela da Amadora, em que é convocado, está apto e não tem minutos. Acho que jogar aqueles 10 minutos foi um bocadinho uma posição de força do Benfica de dizer: "Mesmo que saia, não joga pelo Fenerbahçe." Não adoraram e acho que as coisas estão um bocadinho mais complicadas em termos de valores, por isso mesmo.

E o teu campeão?

O meu campeão, muito rapidamente, é o Alexis Mac Allister, que escreve um texto brutal no site The Players' Tribune nesta semana, já tem uns dias, chama-se "Beautiful Suffering", em português, "Um Bonito Sofrimento". Fala sobre a conquista do Mundial, claro, fala sobre ser amigo de Messi quando era miúdo, porque era filho de Mac Allister, que jogou com Messi. Fala sobre a conquista da Premier League e fala obviamente sobre Diogo Jota. É um texto brutal do jogador argentino que acho que vale a pena, por isso um 18 para Mac Allister.

Gabriel Alves, uma nota muito breve, segundos, sobre Artur Coglo e nota e campeão.

Olha, se o Artur Coglo quer ir embora, é deixá-lo ir ou negociar de forma que ele possa, obviamente, sair com mais-valias, naturalmente, para o clube e para o futebolista. Porque ter um futebolista ou um trabalhador contrariado não é simpático, não é produtivo, não dá rendimento. Olhe, e a minha nota vai. Para já, no Futebol Clube do Porto, vou dar um 15 à sala das máquinas com aqueles três jogadores que tem. Portanto, o jogador argentino, que é o seis, o Varela, o Gabri Veiga e o Viktor. Olha, eu chamo-lhe o Viktor Pipocas Adeptos e Analistas, porque de facto está a convencer, tem 19 anos e obviamente que o Futebol Clube do Porto, a sua estrutura está de olho nele. E vou dar 18 a outra situação, exatamente pegando a situação do Artur Coglo. Não tem nada a ver, mas em termos de futuro. Atenção ao caso de Arras, que está a correr, fazer correr tinta e está a pôr em sentido FIFA, UEFA, clubes. E para Portugal é preciso estar tudo muito atento, porque os valores dos clubes têm que ser defendidos, mas os valores dos futebolistas também têm que ser defendidos. Portanto, eu para já dou 18 a este caso de Arras. Espero que tenha um bom final.

Pedro Henriques, nota e campeão.

Olha, a minha nota de campeão vai para o Futebol Clube do Porto, este agora que se fala novo, mas no fundo é o novo que era o velho, porque era isso que o Porto tinha, o novo velho dragão, que realmente não vacila. Já não vou chamar Frahold, vou usar as palavras aqui do nosso grande master, Gabriel Alves, o Viktor. Portanto, realmente é uma máquina e o Porto está claramente no bom caminho e isso é bom sinal para a nossa liga portuguesa, termos aparentemente, pelo menos três candidatos para serem campeões nacionais.

Augusto Inácio, nota e campeão e já agora, olhando para o outro lado da segunda circular, Yeremy numa linha também, o que é que esperas? Vamos ter negócio nas próximas horas, dias?

Do Yeremy para o Sporting?

Sim.

Vamos ver, o investimento é forte, é grande. O Sporting tem uma confiança e uma crença muito grande, parece, neste jogador. Agora, a mim parece-me também que para entrar este jogador vai ter que sair um jogador do Sporting. E fala-se muito que o Gennaro Gattano tem pretendentes e que pode sair. Vamos ver se vai ser assim ou não, porque o Sporting pode estar bem financeiramente, mas também tem que equilibrar as contas nas vendas e nas compras.

Campeão.

O campeão. Todos nós temos falado aqui da grande aquisição que o Porto fez logo no primeiro jogo. Eu também tinha dito aqui que o Porto tinha contratado realmente um jogador, embora 19 anos, que era realmente um fantástico jogador e que no futuro iria não só desportivamente dar rendimento ao clube, como também financeiramente pode dar. E por isso eu também dou nota ao Porto e ao Viktor, não é? Como vocês dizem.

Viktor Frahold, exatamente.

Exato, porque o outro nome já é um pouco mais difícil de pronunciar. Fica o Viktor e nota 17, como é evidente, mas eu queria dar nota 15, sinceramente.

Tem que ser mesmo muito rápido, Augusto, sim.

Eu olho para as equipas e não vejo só pelos resultados. Eu dou nota 15 ao Gil Vicente, ao Estrela da Amadora, pela prestação que deram e pela imagem que deram de boas equipas.

Meus caros, está feito por hoje. Amanhã, certamente iremos falar, ou não, mas hoje há a entrevista do Luís Filipe Vieira na TVI e CNN, por volta da hora do jantar. Vamos perceber se vai ser quebrado o tabu, será ou não candidato à presidência do Benfica. Isso é para amanhã, tal como amanhã faremos a antevisão do Fenerbahçe-Benfica. Um forte abraço e até amanhã.