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Jorge de Carvalho. Carla, começamos com o ex-ministro da Economia do PSD, Carlos Tavares concorda que o governo não deve baixar o IVA sobre os combustíveis.

O gasóleo sobe ou subiu já hoje €0,065 por litro, a gasolina €0,05. Os combustíveis atingem preços nunca antes vistos em Portugal. Foi o tema do Explicador desta manhã com o antigo ministro da Economia. Carlos Tavares sai em defesa do governo, considera que o executivo não deve avançar com medidas para conter os aumentos, sob o risco de pôr em causa as contas públicas.

Penso que não pode e não deve, no sentido de que os preços apresentam um indicador para condicionar ou para determinar o comportamento dos agentes económicos. Seria errado alterar administrativamente os preços dos combustíveis de forma a tirar-lhes essa característica de indicador do que deve ser o comportamento dos agentes económicos.

Carlos Tavares sugere, por isso, que os consumidores sejam mais poupados. O antigo ministro do governo de Durão Barroso rejeita ainda que estejamos a passar por um momento dramático, no que toca ao aumento de preços, mas realça que é essencial fazer reformas.

Não sendo, em meu entender, uma situação dramática ou de risco iminente, é uma situação que exige muitos cuidados. Esta questão da subida dos preços petróleos reforça a necessidade, por um lado, de prudência do lado da política orçamental, mas por outro lado, também requer, a nível de Portugal e também da União Europeia, as tais reformas estruturais que elevem o produto potencial. E isso é fundamental que não se adie esse processo.

O ex-ministro da Economia pede, por isso, que em matéria de reformas, o executivo de Luís Montenegro passe do discurso à ação, tal como tem pedido Carlos Passos Coelho.

Eu vejo no discurso do governo a intenção de se fazer reformas e penso que têm sido apontados alguns pontos onde elas devem ser feitas. Agora, é preciso que essas intenções se traduzam em reformas efetivas. Eu escrevi recentemente um artigo que se chama Políticas, Reformas e Medidas. Nós não podemos viver permanentemente apenas de medidas, temos de viver, sobretudo, de políticas e de reformas.

É preciso reformas, é o que defende o ex-ministro da Economia, Carlos Tavares, foi o convidado do Explicador desta manhã.

Programa que chega entretanto às plataformas de podcast e ao site O Observador. A Associação de Médicos Tarefeiros recusa comentar os avisos da Ministra da Saúde e remete uma reação para depois de publicada a portaria com os novos valores destes profissionais.

Isto depois de a Ministra da Saúde ter defendido esta manhã, num artigo de opinião no Jornal de Notícias, que o SNS não tem de manter regimes especiais a pessoas ou empresas. Ana Paula Martins garante que vai continuar a fazer reformas. Destaca precisamente a lei dos tarefeiros. De recordar que os médicos prestadores de serviço não aceitam reduzir os honorários e têm acusado o governo de falta de diálogo. A 1 de julho entrou em vigor um decreto de lei que regula a prestação de trabalho médico à tarefa no SNS, mas a portaria com os novos valores ainda não foi publicada. Contactado pela Rádio Observador, o presidente da Associação dos Médicos Tarefeiros diz que só vai comentar as declarações depois de publicada essa portaria.

A CDU voltou a sofrer uma derrota nas eleições regionais na Alemanha. O chanceler alemão fala em desastre, mas garante que não se demite.

A AFD, de extrema-direita, venceu em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. Aqui a CDU, do atual chanceler, teve o pior resultado a nível nacional desde a Segunda Guerra Mundial e em Berlim, também a CDU perdeu a Câmara Municipal, mas para o Die Linke, partido da esquerda radical. Na reação, o chanceler alemão, Friedrich Merz, admite que os resultados são um desastre.

Hoje assistimos a duas eleições com resultados muito diferentes. Não podemos amenizar o resultado em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental. É um desastre. A CDU lutou, mas no final acabou por ser esmagada no confronto entre o SPD e a AFD. As reformas têm de avançar. É claro que isto nos coloca a todos numa situação difícil, mas assumimos essa responsabilidade. Eu assumo essa responsabilidade porque quero fazer o nosso país avançar.

É a reação do chanceler alemão aos resultados das eleições regionais. Garante, no entanto, que não vai abandonar o cargo. Anunciou até novas reformas a aplicar na Alemanha. A especialista em Relações Internacionais, Helena Ferro Gouveia, fala num terremoto político e explica que muito se deve à insatisfação dos eleitores com os chamados partidos tradicionais.

É um terremoto político para o governo alemão, e isto é, de facto, para o chanceler, um desastre, mas também para o seu governo, mas é um desastre também para a democracia alemã e para a incapacidade que os partidos de centro, seja ele centro-esquerda como o SPD, seja ele centro-direita, como a CDU-CSU, de darem respostas aos cidadãos.

Análise de Helena Ferro Gouveia na História do Dia. A distribuição de votos não resultou, no entanto, em nenhuma maioria absoluta e por isso os partidos ficam obrigados a negociar e a debater possíveis coligações.

É um tema em manchete a esta hora no site do Observador e em destaque na História do Dia desta segunda-feira. Já a seguir a Contracorrente, vamos olhar para as eleições legislativas na Rússia. Primeiro, Carla, outras notícias em destaque nesta manhã.

Um condutor alcoolizado atropelou dois agentes da PSP depois de fugir do local onde tinha sido autuado em Portimão. De acordo com a CNN Portugal, tudo isto aconteceu esta madrugada. O homem tinha sido notificado da inibição de conduzir, mas já depois de ser autuado, entrou no carro e fugiu. Durante a fuga, acabou por atropelar dois polícias que ficaram feridos. No Dia Internacional da Paz, o Presidente da República defende que a paz se pratica no gesto pequeno e no respeito por quem pensa de outro modo, no trabalho, em casa, na escola e na política. Numa nota publicada no site oficial da presidência, António José Seguro afirma que apesar de muitos optarem pela guerra, a paz são as pessoas que a fazem. Seguro considera que a necessidade de paz e da resolução pacífica de conflitos entrou no dia a dia com outro tipo de desafios e ameaças e, por isso, apela a que se invista na paz para todos, em todo lado, todos os dias. As defesas antiaéreas russas abateram 244 drones na última noite, de acordo com uma nota divulgada pelo Ministério Russo da Defesa. Os drones ucranianos foram lançados sobre 19 regiões e também sobre o Mar Negro. As Forças Armadas Russas, por outro lado, atacaram centros logísticos e portos ucranianos nas regiões de Kiev e de Odessa. Agora, uma coincidência daquelas que acontecem em muitas famílias. Muitas pessoas a fazer anos no mesmo dia. Conhecem casos?

Na casa deles, sim, senhora. Na minha, não.

Nas vossas, não.

Se não for nos gémeos, por exemplo.

É verdade. Bem visto. Não é o caso. Uma família do Iowa, nos Estados Unidos, tem um dia muito especial. No dia 14 de setembro, há cinco gerações a partilhar o mesmo dia de aniversário. A sequência começa em 1907 e depois aconteceu a última em 2025, com outra curiosidade: a sequência é sempre rapaz, rapariga.

São pessoas que festejam muito. Festejam em grande a passagem de ano. Sim, fazem contas para dia 14. Tem que ser feito nesta altura.

Repare.

Fechamos com uma família do Iowa, com esta curiosidade dos aniversários. O Jornal das 10, com edição da Carla Jorge Carvalho.