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E o campeão é na Rádio Observador. Já sabe que é aqui que damos notas e escolhemos os protagonistas do mundo do desporto todos os dias. Notas de zero a 20 e merecem sempre nota 20 os nossos protagonistas, aqueles que vão escolher os campeões do dia. São eles, hoje, o Bruno Roseiro, o Pedro Henriques, o Gabriel Alves e o Augusto Inácio. Bons dias, como estão? Bem-vindos.

Muito bem, muito obrigado. Está sol, está fantástico.

Estás na praia, Gabriel Alves?

Não, não estou, mas estou assim como que.

Sinto falta de um som de ondas do mar, até para acalmar um bocadinho as hostes, porque hoje vamos falar aqui desta guerra de comunicados, podemos assim dizer, deste final da Taça de Portugal, que se prolongou para além do prolongamento e para além do levantar do troféu.

Há muitos escribas.

Sim, e vamos olhar para o comunicado do Benfica, obviamente, também para os supostos áudios de Rui Costa, captados à entrada do Seixal, do Centro de Estágios do Benfica. Vamos olhar primeiro para o comunicado que o Benfica divulgou no dia de ontem. É um comunicado que tem sete pontos, sendo que aqui destaco os principais: a participação disciplinar de Matheus Reis e também de Maxi Araújo, diz o Benfica, pelas múltiplas agressões a Andrea Belotti, exigir a divulgação imediata dos áudios entre o árbitro e o vídeo-árbitro na final da Taça de Portugal. Também uma exposição à FIFA, à UEFA e à IFAB, em face da ilícita aplicação do protocolo VAR. E ainda, por exemplo, a suspensão da participação nos grupos de trabalho da Liga Centralização, pedir uma reunião de caráter urgente ao governo e ainda, diz o Benfica, informa a FPF que enquanto a verdade desportiva não prevalecer nas competições nacionais, a Seleção Nacional não jogará no Estádio da Luz. Começo por ti, Bruno Roseiro, e diria primeiro a parte prática destas medidas que o Benfica anuncia neste comunicado. Por exemplo, olhando para esta questão de não ceder o Estádio da Luz à Seleção Nacional, de acordo com o artigo 72 do Regulamento Disciplinar da FPF, o clube, se recusar a fazê-lo, pode ter o seu estádio interditado entre um a três meses. Do outro lado, quanto à centralização dos direitos televisivos, já há um decreto-lei que também prevê que isso vai avançar. Ou seja, pergunto, do ponto de vista prático e da eficácia destas medidas, isto pode dar em alguma coisa? Estas medidas, principalmente mais sonoras, podem ter algum efeito prático na realidade?

O efeito prático que se tenta obter é um que não está aqui no comunicado, mas vou tentar também ser efetivo e resumir cada um dos pontos para termos tempo de falar de tudo à vontade.

Claro. Agradeço.

Pontos do comunicado onde o Benfica diz que vai fazer queixa, seja de árbitro, VAR, Matheus, Maxi Araújo, tudo isso, pedir para o Conselho de Arbitragem ter também uma palavra, etc. Tudo certo. Ponto em que diz divulgação imediata dos áudios e das notas, tudo errado. Por quê? Em 2022, quando o Sporting colocou a possibilidade de os áudios entre árbitro e VAR poderem ser utilizados nos processos disciplinares, o Benfica recusou. Portanto, não faz muito sentido.

Estou contra. Em nome do futebol do Porto.

Do futebol do Porto. Portanto, se na altura estes áudios não poderiam servir em sede de processos disciplinares, faz-me um bocado de confusão nesta altura agora pedir-se para esses áudios e as notas também serem reveladas. Em relação à liga centralização, é um processo que está em marcha, é um processo que tem prazos. O Benfica, enquanto provavelmente maior clube nacional, até em termos de receitas envolvidas, etc., que é muito, e adeptos, etc., que é muito importante nesta altura para definir como é que vai ser distribuído o dinheiro da liga centralização, excluir-se das negociações, acho que é um tiro no pé, porque isto é um processo em andamento que não vai parar. Em relação ao estádio, é uma opção, existem regras e da mesma maneira como o Benfica provavelmente vai querer que Matheus Reis e Maxi Araújo sejam avaliados à luz de regras, também sabe que ao não disponibilizar o estádio para a Seleção, está também sujeito às regras. Portanto, em relação ao comunicado, é isto. Uma nota final: este comunicado vem para fora, mas o Benfica este comunicado quer é falar para dentro, e isso aí é outra história.

Gabriel Alves, tivemos depois também aqui esta captação de áudio de Rui Costa, creio que à entrada do Centro de Estágios do Seixal, em que Rui Costa, entre várias coisas, diz que o Sporting domina nesta altura, diz até que se calhar Pinto da Costa tinha razão, não percebemos bem o contexto porque é imperceptível. Estes foram também áudios ou momentos captados pela CMTV à porta. Fala também, por exemplo, sobre os minutos de descontos que no entendimento de Rui Costa foram demasiado elevados. Pergunto também se te causa estranheza termos estes momentos captados do presidente do Benfica à entrada do centro de estágios numa conversa que foi muito facilmente passada cá para fora.

Olha, perguntar à CMTV, naturalmente, se alguém informou, podia escutar. Ou então, falar com a CMTV e dizer que a CMTV fez o seu trabalho, portanto, previu a situação e esteve lá no momento certo, como se costuma dizer, uma sigla na hora certa. Como é?

No local certo, à hora certa.

Não. No momento exato, na hora certa. Pronto, por aí. Quanto ao comunicado, há um oitavo comunicado e falou bem o Bruno Roseiro as questões para dentro. Mas para dentro, eu acho que é para os adeptos, para os sócios, como venho dizendo, para os acionistas. Eu pergunto, acerca da gestão. O oitavo ponto, a gestão com 20 títulos nos últimos anos para conquistar e só conquistou três. Foi tudo culpa da arbitragem? Foi tudo culpa de?

Isso pode ir ao encontro aqui, Gabriel, no último parágrafo, é mesmo a última frase do comunicado do Benfica, diz: "Nós assumimos sempre as nossas responsabilidades".

Exato, mas então certamente acho que vai haver uma assembleia geral em breve, que naturalmente estarão lá quem de direito, que são os sócios, e os acionistas, certamente, que não deixarão de fazer as suas interpretações, as aquelas que acharem por correto. Quanto ao mais, a questão de dizer à Pinto da Costa, mas afinal, então o Pinto da Costa ainda existe aí. Não sei por que se fala tanto e se diz tanto contra o antigo presidente, enfim, falecido presidente do Futebol Clube do Porto. Quanto à questão do Sporting, também já li há poucos momentos que há alguns que Varandas já respondeu com ironia, porque é isso, depois isso começa a ter os seus atos. É aquilo que eu costumo dizer, os adeptos pipocas, uns dizem isto, os outros dizem aquilo, os outros fazem assim, os outros fazem assado e vamos cair aqui numa situação.

O Frederico Varandas, o que disse foi em resposta às palavras do Rui Costa, que dizia que o Sporting dominava tudo, inclusive a arbitragem. Frederico Varandas diz que dominamos bicampeonatos e dobradinhas. À saída do jantar dele.

Fez isso com humor. A questão é esta: e depois vai pedir ao governo? Vai ter com o paizinho? Mais um que vai ter com o paizinho. Mas o que é que o governo vai queixar-se ao governo? Vai fazer queixinha? Este assunto é um assunto para tratar, e há muita coisa que está por tratar dentro daquilo que é o futebol português, mas é o governo que vai decidir e que vai decretar? É a Assembleia da República que vai legislar o que vai ser para o futebol português? É uma questão que fica aqui realmente no ar. E agora, porque também faz parte da agenda, a contratação de 10, 12 milhões para Renato Sanches.

Já lá vamos.

Não, é só pergunta. É um ato de gestão. Depois estou a ir, porque já está tudo dentro daqui do bloco. É um ato de gestão. Se calhar os sócios e os acionistas, eu não sei, eles é que sabem, perguntarão como é que foi a venda do João Neves, o que é que faz parte do pacote da venda do João Neves. Sessenta milhões foi quanto o Benfica vendeu, acho que era o que dizia na altura. Parece que só recebeu 48 no momento, com as comissões, etc. Não sei se são números corretos, mas andam por aí. E agora vai pagar mais 10, 12 milhões? Espera aí, há aqui qualquer coisa. Por quê? A efetividade, a rentabilidade, 18 jogos de Renato Sanches, aos poucos, mas com muito tempo para estar na enfermaria. Olha se iam milhões, em vez de sair à terça-feira ou à sexta, saiu à segunda.

Vamos ao Augusto Inácio e já vamos também ao Pedro Henriques para o Pedro também nos explicar principalmente esta parte mais disciplinar da coisa. Mas Augusto Inácio, eu gostava de te perguntar, o Benfica num dos pontos, no ponto sete, diz que informa que enquanto a verdade desportiva não prevalecer nas competições nacionais, o Benfica não está disponível para acolher os jogos da seleção. A minha questão é: como é que se vai medir esta verdade desportiva? Porque obviamente que o Benfica tem razões de queixa naquele lance do Matheus Reis. Acho que qualquer pessoa que goste de futebol consegue entender isso. O nosso Pedro Henriques também no "Se Falta" já o explicou. A questão é: como é que se mede esta verdade desportiva? Enquanto a verdade desportiva não prevalecer nas competições nacionais. Como é que se mede isto? Porque de resto, o Benfica queixa-se disso, o Sporting já se queixou, o Porto já se queixou. Há algum medidor de verdade desportiva que possa aferir esta questão?

Bom dia a todos. Este comunicado é o comunicado da frustração. É o comunicado de que o Benfica, mais uma vez, não ganha o campeonato, o Benfica não ganha a taça e agora misturou tudo e colocou tudo no mesmo saco. Ou seja, o Benfica, como o Bruno Roseiro disse e bem, se tem algumas razões de queixa do Matheus Reis, do Max Araújo, do VAR. Sim, senhor, deve ir às entidades competentes reclamar que isto ou aquilo não está certo e não está verdade. Agora, para o Benfica, qual é a verdade desportiva? É aquela do Matheus Reis que pisou a cabeça ao Welinton ou é aquela da decisão do título, que acabou por ser depois na última jornada, do Otamendi que tinha que ser expulso aos 10 minutos e que não foi expulso, e o Sporting estava a ganhar 1 x 0. Qual é a verdade desportiva do Benfica? A verdade desportiva, no fundo, cinge-se só àquilo que é os prejuízos. Quando são favorecidos, aí é que é verdade desportiva. Agora deixa-me dizer também que independentemente dos pontos todos que o Benfica focou, além daquilo que o Bruno Roseiro disse que o Benfica podia ter razão naquilo que é crítica, tudo o resto, para mim, é só chantagem. Chantagem, porque o Benfica é uma grande marca, toda a gente sabe que é uma grande marca, mas não pode, de forma alguma, misturar tudo no mesmo saco, porque o Benfica não ganha aquilo que pensava que ia ganhar. E então, no último dia ou após a final da Taça, o Benfica transportou tudo cá para fora. A grande decepção foi essa temporada do Benfica, porque o Rui Costa, é o ano das eleições, apostou tudo em janeiro, também para ser campeão, não conseguiu, o Sporting foi mais forte e agora dispara para todos os lados. Sinceramente, verdade desportiva, Benfica. Não me digas nada.

Vamos ao Pedro Henriques. Muito rapidamente.

Só cinco segundos. É preciso dizer, o Benfica não é maior que o país. É uma marca extremamente importante no país, desportiva, econômica, financeira, mas não é o país Porque marcas importantes no país, eu ponho já várias. Ponho a Autoeuropa, ponho a EDP, ponho toda uma série delas. Eu sei que o Pedro Henriques não se esquece. Ele fala dos 10 minutos, mas afinal parece ao Pedro Henriques, eu lembro-me bem de ouvir, eram 12 e meio que se calhar o árbitro teria que prolongar.

Vamos ao Pedro. Pedro, olhando aqui para esta questão.

Eu vou-te desmentir tudo em nove pontos.

Mas deixa-me só perguntar-te aqui, para os nossos ouvintes perceberem, o que é que pode haver aqui em termos de participações disciplinares? E depois, em segundo lugar, também a questão do Tiago Martins, porque tem-se falado que nas últimas horas pode ser afastado na próxima época. Estamos a falar de um árbitro especialista que foi convidado para ser também vídeo-árbitro na próxima época, pelo Conselho de Arbitragem. O que é que também pode acontecer aqui a Tiago Martins, nesse caso?

Vamos lá. Ponto um: artigo 62, se o Benfica se recusar, já foi dito, a ceder o estádio, para efeitos, neste caso, da seleção, a punição é de um a três meses. Ponto número dois, notas dos árbitros. Quem fez o comunicado, uma vez mais, não sei se foi o estagiário, se foi um advogado, quem foi, não sabe nada de arbitragem. Porque o Benfica pede no comunicado vai tentar saber as notas dos árbitros. Meus amigos, deixem-me só explicar uma coisa, não há notas de árbitros na final da Taça de Portugal. Nem sequer há observador, é o único jogo de todas as competições que nós temos com acesso às competições europeias, neste caso, Taça PINAT e Taça de Portugal, em que não há notas de observador.

E não devia haver, Pedro, tendo em conta a dimensão do jogo?

Não, espera aí, desculpa. Podes fazer essa pergunta, mas depois eu não tenho tempo para os outros pontos.

Sim, claro. Vamos a isso, então.

Só estou a dizer um fato concreto. Eu não vou fazer um comunicado em que o estagiário que fez, nem sabe que não há notas no único jogo, é a final da Taça de Portugal, não há observadores, não há relatórios. Portanto, a nota, se quiserem, é zero ou é 10. Zero é o mínimo e 10 é o máximo da nota. Isto mostra amadorismo. Ponto número três, centralização. Meus amigos, 2028 é a data limite, já está definido. Queira ou não queira, é uma atitude governamental, está em lei que não há volta a dar. Somos o único país da Europa que não tem os juízes centralizados. Os outros é que estão certos. Aliás, nós é que estamos certos, os outros estão errados. Ponto número quatro, participação disciplinar. Eu relembro o que é que diz, percebam que eu acho muito leis. Lei cinco, página 73, que diz claramente que os árbitros nunca podem ser penalizados em função de lesões, danos ou prejuízos que das suas decisões possam ocorrer. Porque senão, o árbitro em Inglaterra, o caso maior, em que o Aston Villa, por um erro do árbitro de interpretação do protocolo de ter apitado antes da bola ter entrado, o Aston Villa neste momento está a reclamar 60, 70 ou 80 milhões que ela não tinha direito a ir à Liga dos Campeões. Como não vai, por causa de um erro de árbitro, e um erro gravíssimo, ninguém ia para árbitro. Por quê? Porque eu, a partir do momento que cometo um erro e depois nenhuma sociedade, uma SAD, por causa de um dano ou de uma lesão provocada num jogador, resultado disso, há um prejuízo, eu iria passar a vida a pagar 70 ou 80 milhões, portanto ninguém ia para a arbitragem. E portanto, a justiça civil não anda ao mesmo ritmo, tem aqui uma justiça propriamente dita que é aplicada em termos desportivos para prevenir essas situações, senão é o caos. Como é óbvio, estamos a abrir aqui uma caixa de Pandora. Ponto número cinco, que é essa questão do internacional board. Vamos fazer queixa ao international board? Façam, não ponham o estagiário a fazer a queixa, ponham alguém que perceba de arbitragem, porque o próprio Rui Costa disse: "Há um pisão junto à linha de fundo". É que se no texto for colocar linha de fundo, que não existe, chama-se linha de baliza, se disserem que houve uma grande penalidade, que não existe, é pontapé de pênalti, chamarem auxiliar ou fiscal de linha, que não viu, tem que escrever árbitro assistente, o texto perde toda a credibilidade. E percebem onde eu quero chegar? É que se puserem as pessoas certas a fazer as coisas, talvez a voz lá chegue. Ponto número seis, os áudios. Ou seja, pôr o áudio cá fora ou não, não depende dos clubes, depende do Conselho de Arbitragem. Queriam ou não queriam fazer. Portanto, o anterior tinha aquilo de 25 semanas e este vai começar a fazer, agora parou e vai começar a fazer na próxima época. Portanto, o que foi rejeitado pelos clubes foi usarem esses áudios para efeitos de processos disciplinares. E aí foi rejeitado. Isso aí é uma problemática dos clubes. Agora, quem coloca cá fora os áudios ou não coloca, é o Conselho de Arbitragem que se calhar não quer. E eu sou completamente de acordo em que relatórios dos árbitros, assim como os áudios, têm que ser disponibilizados de imediato. Ponto final, parágrafo. Ponto sete, 10 mil descontos. Eu vou relembrar, de forma muito rápida. Samuel Soares teve dois minutos e quatro segundos a ser assistido. Coghu teve dois minutos e 40 a ser assistido. Mazariusz não foi assistido, mas teve 40 segundos preparados antes da substituição no chão. Belotti e Otamendi foram os dois assistidos, dois minutos e 46. Aqui temos oito minutos e 10. Se quisermos agora, somamos os três minutos e 45 das substituições, cinco paragens para substituições, é 45 segundos cada uma, dá 3:45, e o momento do VAR para anular o golo do Benfica, o segundo golo, foram mais dois minutos. Isto somado, já vai na módica de 13:55. E como ainda houve uma substituição, ainda durante os descontos, temos que meter mais 45 segundos. Eram 15 minutos, no mínimo, para não falar das outras coisas. Para terminar, já foi aqui dita a questão da verdade desportiva, obviamente, que o Benfica tem toda a razão. Aquilo é uma conduta violenta, se calhar até eram dois jogadores do Sporting expulsos, porque o Máxi Ruiz, com melhores imagens, se calhar era vermelho direto, mas se fosse amarelo por si só, como ele já tinha sido advertido, também era expulso. O Benfica tem toda a razão, há ali uma conduta violenta, há um erro brevíssimo de arbitragem, mas a verdade desportiva tem que servir para todos os lados. Não é só quando a BTV não mostra a mão do Florentino, que depois no dia seguinte ficamos a saber que realmente houve um pênalti que nós nem sequer comentamos, ou quando o Otamendi, ao minuto 70, num tal jogo Benfica-Sporting, houve um pênalti sobre o Otamendi, sim, do Zé Luis, que devia ter sido pênalti, mas antes disso, 10 minutos antes, houve o Otamendi a fazer uma falta ao Pedro Gonçalves, que era ligeiramente cartão vermelho. Portanto, a verdade desportiva tem que ser sempre, porque senão perde aquilo que é a linha de coerência. E agora sim, para terminar, também uma crítica em relação ao Conselho de Arbitragem. Quer dizer o seguinte: este Conselho de Arbitragem, que é novo, apostas fichas todas neles, tem medidas fantásticas que lhes pode tomar, mas só as vai anunciar depois do dia 1 de julho, que é quando vai entrar em funções o novo diretor técnico nacional. Se calhar, de forma proativa, já deviam ter anunciado que no dia 1 de julho iriam anunciar essas medidas. O que vai acontecer agora? Quando forem anunciadas essas medidas com o novo diretor técnico nacional

Se calhar vai selar um bocadinho a reação em função deste momento, quando na prática da realidade eles já tinham. E este é o grande problema, que eu espero que vai ser resolvido a partir de 1 de julho, que é: arbitragem, falem, abram portas, comuniquem, não tenham receio, relatório está fora, áudio está fora, justificação. Não é justificação ponto a ponto, é digam sobre os lances, assumam os erros, não tenham qualquer problema em relação a isto. Quanto maior for a transparência, melhor. Finalmente, Tiago Martins. Último ponto.

Mesmo para fechar.

O Tiago Martins realmente foi convidado a continuar como vídeo-árbitro. É mentira que tenham dito e tenham comunicado a ele, como também o Rui Costa disse, que ele ia ser, porque isso saiu cá fora como notícia, o formador dos vídeo-árbitros. É mentira. Quem vai decidir quem são os formadores que vão trabalhar no Conselho de Arbitragem é o novo diretor técnico nacional. Mais nada, ponto. E o Tiago Martins não faz parte disso. Ele vai continuar como vídeo-árbitro e não vai ser nada encostado. E obviamente que tem que haver sanções, mesmo sem notas, para uma prestação que não é positiva ao Luís Godinho, ao Tiago Martins, mas isso será parte do Conselho de Arbitragem e eles fazem isso normalmente quando existem erros condicionais ou competitivas, neste caso, mesmo sem nota.

Vamos avançar.

Prontos. Adeus.

Fica conosco, Pedro. Bruno Rosário, mesmo para fecharmos, antes de irmos às notas, Tiago Martins continuará como árbitro?

Sim, em relação ao Tiago Martins, a única coisa que me gera alguma preocupação é como é que é possível numa época 24/25, em que há 10 jogos grandes e o Tiago Martins é o VAR em sete, portanto, é sinal de que é o nosso melhor VAR, caso contrário, não estaria em sete jogos, como é que agora se pode colocar em causa a continuidade dele enquanto VAR, porque teve um erro gravíssimo na Taça de Portugal. Isso aí faz muita confusão. Em relação aos áudios, dizer o seguinte: em relação ao Pinto da Costa, explicar que quando Rui Costa diz aquela frase é porque Pinto da Costa, quando ainda era presidente do Benfica e quando estava em guerra com Frederico Varandas.

Do Porto. Quando era presidente do Porto.

Do Porto. Quando estava em guerra com Frederico Varandas, chegou a dizer a Rui Costa aquilo que ele quer é mandar no futebol português e daí o contexto daquela frase. Mas eu quero recordar o seguinte: este ano, que foi um ano-chave no futebol português, eleições da Federação, Sporting e Benfica votaram juntos em Pedro Proença. Liga, Sporting e Benfica votaram juntos no Canal Teixeira. Eleições da Associação de Futebol de Lisboa, Sporting e Benfica votaram juntos em Rui Rodrigues, que, salvo erro, acho que nem 30% chegou a fazer aos votos, foi 30 e poucos por cento e perdeu para Vítor Filipe. O que isto significa? Sporting e Benfica andaram sempre juntos em tudo e agora o Rui Costa lembrou-se que o Sporting, afinal, é que manda. Uma última nota para acabar esta silly season total que está a acontecer. César Boaventura, que é condenado em processos de corrupção ativa por aliciar jogadores a favor do Benfica, condenado em processos onde estava acusado de fraude fiscal e falsificação de documentos. Colocar junto à Procuradoria-Geral da República uma queixa contra Mateus Reis é o cúmulo do ridículo.

Vamos ter de ser mesmo muito rápidos. Gabriel Alves, nota e campeão, em 30 segundos cada um.

Olha, eu deixo só ficar uma nota de sugestão para os adeptos pipocas em geral. Abram os olhos. Acho que as pipocas ficam bem, sabem bem, é bonito, dá cor, mas abram os olhos, porque é preciso abrir.

Nota?

A nota é uma nota de atenção, só.

Sim, senhor. Vamos ao Pedro Henriques. Pedro, qual é o teu campeão do dia e que nota dás? 30 segundos também.

Sim, Cristiano Ronaldo, 25 gols nesta época, o melhor marcador do Al-Nassr, vai com gol 9/36, tem 40 anos.

E vai para onde?

E, portanto, 99 gols, 1961 jogos enquanto esteve no Al-Nassr, só ganhou realmente a Copa dos Campeões Europeus em 2023. Eu não tenho tempo nos 30 segundos, são neste momento vários clubes interessados nele. Eu só posso dizer aqui à malta, amanhã posso dizer os clubes, pelo menos tenho aqui na lista 10, mas são clubes obviamente que vão estar presentes no Campeonato do Mundo de Clubes e, portanto, vamos ter Cristiano Ronaldo no Campeonato do Mundo de Clubes. Amanhã se quiser eu digo os 10 clubes.

Sim, senhor. Vamos ao Augusto Inácio. Augusto, nota e campeão.

Olha, a nota 20 para o Paulinho, o melhor marcador do Toluca, foi campeão do Torneio Clausura, 17 jogos, 14 gols. Foi realmente um impacto muito grande no México e o Paulinho está de parabéns por continuar a ser também um bom goleador. E nota 2 para este comunicado do Benfica que não tem sentido nenhum.

Bruno Rosário, nota e campeão?

Eu queria dar uma nota 20 ao Jóckeras, porque se não fosse ele, nada disto que nós estivemos a falar na última meia hora existia, porque pura e simplesmente o Benfica tinha ganho a Taça de Portugal e um grande jogador vê-se assim, pode estar a fazer um jogo, passar quase ao lado, mas consegue decidir numa jogada que só ele é que conseguiria fazer. E também uma nota zero para tudo aquilo que nós fomos falando a nível de turbulência e um pequeno pormenor que também é importante. Marcar uma assembleia geral, mesmo que seja do clube e mesmo que seja de orçamento, para um dia onde se sabe que o estádio vai ter um concerto, é fugir àquilo que serão as responsabilidades do Benfica nos próximos meses.

Campeão é. Amanhã estamos de volta à mesma hora, como sempre. Um forte abraço e até amanhã.