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Sejam bem-vindos a mais uma edição de "E o Campeão É". Sempre na Rádio Observador. Olhamos para os protagonistas da atualidade no mundo do desporto. Hoje tenho comigo o Augusto Inácio, também o João Castro, o Gabriel Alves e o Pedro Henriques. Muito bem-vindos, campeões. O Braga falhou ontem a aproximação à parte mais cimeira da tabela da Liga Portuguesa. Perdeu esse jogo em atraso por 2 x 1 frente ao Estrela da Amadora, um jogo que decorreu no Estádio do Alverca. Ontem também tivemos uma quinta-feira com Champions, o que não é nada habitual. De resto, só vai acontecer nesta primeira jornada da Liga dos Campeões e foi muito produtiva, com 23 gols. Na atualidade por cá, olhamos para o regresso da Liga Portuguesa. Amanhã com o Futebol Clube do Porto a deslocar-se ao terreno do Casa Pia, um jogo em Rio Maior. Há Benfica-Gil Vicente no domingo, às 18h, e há um Famalicão-Sporting às 20h30. É um domingo com muito futebol nesta Liga Portuguesa. Augusto Inácio, começaria por ti também, só para um comentário a este Braga, que terá aqui falhado uma oportunidade frente a um Estrela da Amadora de Pepa, que parece-me que vem em crescendo nos últimos tempos.
Boa tarde a todos. É verdade, o Estrela da Amadora tem estado a crescer. Uma equipa consistente, uma equipa confiante, uma equipa bem organizada. E repara que o jogo ontem até foi em campo neutro, foi no campo do Alverca, não foi no campo do Estrela, por causa do relvado. Diria que o Braga entrou muito bem. Gabí Martínez fez um excelente gol, fantástico gol, e esperava-se que o Braga materializasse depois essa vantagem. O que é certo é que o Estrela começou a equilibrar as coisas e depois teve dois jogadores que foram determinantes para o resultado final. Estou a falar do Stoica, que fez um grande gol, o primeiro do empate, e depois aquele passe de letra, cruzamento de letra do Marcos, em que o Stoica de cabeça faz o 2 x 1. Mas foi um Estrela que não deu grandes oportunidades depois ao Sporting Braga. Fechou-se bem, organizou-se bem, jogou com muita organização, com muita raça e com muita intensidade. O Braga pareceu que ficou a quilômetros de distância e eu acho que sim, podia ter feito muito mais, mas eu quero dar aqui o mérito ao Estrela da Amadora. Fez realmente um grande resultado. É a primeira vitória, salvo erro. Diria que o Estrela da Amadora está numa boa classificação e o Braga atrasou-se um pouco. E isto às vezes acontece, estes acidentes, mas foi realmente um Estrela muito bom e um Braga que não conseguiu traduzir o seu jogo.
É a segunda vitória, Inácio, do Estrela.
Desculpe, é a segunda vitória, isso.
Estava aqui a confirmar.
Eles têm nove pontos.
Duas vitórias, três empates, zero derrotas.
Exatamente, não perdeu. Ainda não perdeu. É isso, João.
Não perdeu, é uma das poucas equipas que ainda não perdeu. Uma, duas, três, quatro. Só há cinco equipas que ainda não perderam. O Estrela da Amadora é uma delas. João Castro, de alguma forma, surpreendeu-te esta vitória do Estrela e, por outro lado, este Braga está em dificuldades para se assumir como quarto grande. Ainda estamos no início da liga, mas ainda assim os sinais não são muito animadores.
Sim, eu tive a oportunidade de ver, sobretudo a segunda parte, que foi a melhor parte do Estrela. E posso dizer que gostei muito do Estrela, desde o jovem Serra no meio-campo, ao Stoica, ao Marcos, o Antonelli na frente. É uma equipa mais vertical, apesar de não ter aquele jogo com muito posse de bola, é uma equipa muito vertical, chega muito rapidamente lá à frente, mas defende bem. E eu acho que este Estrela tem bons elementos. É capaz de ter sido, se calhar, uma das equipas que tem qualidade individual. Depois do Pepa ter feito um excelente trabalho, e não foi por acaso, se calhar, que o Sporting também empatou lá. A verdade é que o Braga, na segunda parte, pouco ou nada conseguiu. E digo-te mais, o Estrela esteve mais perto de fazer o 3 x 1 do que o Braga chegar ao 2 x 2. Se o Marcos define melhor lá dois lances em transição, o Estrela tinha ganho com uma margem mais confortável. Portanto, é uma equipa que ainda não perdeu. Soma nove pontos em cinco jogos, duas vitórias, três empates, tem realmente bons jogadores. O Braga desiludiu um bocadinho na segunda parte, sobretudo na reação. Achei que foi uma reação muito amorfa por parte do Braga à desvantagem, com mais posse de bola depois, mas também o Estrela a fechar-se bem, sem muita criatividade para entrar nos últimos 30 metros, a não ser através de cruzamentos. Portanto, foi uma vitória justa do Estrela, que realmente vem aportar um bocadinho de qualidade ao campeonato também. E a questão do relvado, eu acho que até beneficiou o Estrela, a forma como conseguiu sair e recuperar. Estando melhor o relvado, eu acho que os intérpretes jogam sempre melhor e, portanto, é bom para ambas as equipas. Fica só essa ressalva.
Já vamos falar de novo da Liga Portuguesa e também do que é o regresso da liga com os jogos deste fim de semana. Mas Gabriel Alves, queria também um comentário teu a esta jornada quase extra da Liga dos Campeões a uma quinta-feira. Só vai acontecer nesta primeira ronda, mas está a ser uma primeira jornada muito produtiva e muito interessante em termos de gols.
Sim, é uma jornada enorme, 67 gols nos 18 jogos. Boa tarde a todos. Vinte e três gols só ontem. Portanto, há dois empates a um gol, dois pôkers, uma manita. Portanto, é de facto algo interessante. E olhando aqui para os 18 jogos, tem dois pôkers, duas manitas, uma e meia dúzia, três vezes 3 x 2. Repara, equipas que foram ganhar fora, dois, três, com cinco gols, grande competitividade. Isto é de facto importante. E empates só há dois a um gol, esta é que é a verdade, e vitórias dois por 1 x 0. Agora, chamar a atenção para os ataques do Paris Saint-Germain, do Barcelona, do Bayern de Munique, do Manchester United. E desse menino chamado Kobo. Que bem que jogou ontem! Esse Kobo, não estejam de pestana aberta a ele. Estejam. Vitórias fora só de três ingleses, o City, o Arsenal e o Aston Villa. E também do espanhol Betis e dos franceses. Atenção, Portugal, Betis e Lens a ganhar fora. Atenção, equipas portuguesas. Portanto, há que dizer que é uma jornada extremamente interessante. Eu queria só deixar aqui uma nota dos gols, porque eu não vi todos, mas vi bastantes e deles tenho aqui alguns para falar Olise a marcar gols num para um, a sair de um para um e marcar. Mas que maravilha! Não foi só os gols, foi todo o resto. Depois temos o gol do Bruno Fernandes. Era uma boa jogada do United, excelente jogada de conjunto associativismo, com o Bruno Fernandes a aparecer no local certo. E agora vamos para os melhores. Eu vou para o do Baturina na COM, que é o primeiro gol, mas que grande gol deste croata. Vou para o do Zaragoza. Que grande gol de livre, mas assim, aquilo que é um golaço. Depois fico com a música, sinfonia, o que vocês quiserem, do Rafinha. Aquele gol do Rafinha, o primeiro. Não vos digo nada, é arte jogar futebol.
Uma Champions muito interessante nesta primeira jornada, que até teve jogos também ontem. Queria mudar a agulha também para o que será esta jornada da Liga Portuguesa e olhando aqui já um pouquinho de relance para o jogo de amanhã, que vai estar também em análise no Campeão de fim de semana. Mas Pedro Henriques, o Casa Pia recebe um Futebol Clube do Porto que tem ainda, pelo que percebi, Fróld em dúvida. Saberemos hoje, depois daquela lesão complicada na cabeça, como é que olhas para este regresso do Futebol Clube do Porto e também para o possível regresso de Fróld?
Muito boa tarde a todos. Em primeiro lugar, em relação à jornada que vem aí, até tinha feito essa referência, o City saiu para o Old Trafford, vai jogar com o United e o Porto sai para Rio Maior, portanto, são coisas parecidas e é isso que eu gosto sempre de realçar. Claro que o Porto não tem culpa, mas é a questão da competitividade. E até ligando com esta questão do relvado, que aparentemente os relvados não estão em grandes condições, o Pepa fartou-se de ficar muito chateado com o facto de ter que sair de lá. Até disse que: "Nós estamos a ajudar o futebol português, não chegamos a cobrar bilhetes e agora temos que ir para fora de casa". Se não fossem para aquele relvado, no relvado do Estoril, não tinham ganho o jogo, e tiraram benefício de ter individualmente jogadores muito fortes e muito bons e que tecnicamente são incríveis. E se calhar, por isso ganharam ao Braga, se calhar num relvado com outras condições não teriam ganho. Portanto, o relvado quando é bom, é bom para todos. Relativamente à questão do Porto, a questão do Fróld, o tal protocolo que vai de seis a 20 dias, seis no mínimo, podendo ir até 20 dias na questão da concussão cerebral, mas isso depende da evolução dos exames complementares e se há alguém que tem os exames todos em dia e de forma qualitativa, são os jogadores de futebol ao mais alto nível, que têm infraestruturas e estruturas médicas muito boas. O Fróld fará sempre falta, é um Porto que vem, vamos dizer, entre aspas, ferido na perspectiva de que perdeu. Claro que perdeu com o City. Não concordo com o Fariola quando ele disse que fizeram um jogo extraordinário, mas percebo o discurso para tentar dar uma maneira de manter a malta por cima, porque quem faz zero remates ao baliza ou zero remates enquadrados, não fez um jogo extraordinário, mesmo que seja contra o City. E vai querer ganhar, vai querer voltar à senda das vitórias. Neste momento, em termos de liga e campeonato, vai na frente, no sentido que não perdeu nenhum ponto, ao contrário do Sporting e do Benfica, que já cederam pontos, dois pontos cada um. E, portanto, antevejo o jogo tendo algum grau de dificuldade, um Casa Pia talvez um pouquinho motivado por empate no Vitória de Guimarães, e depois a continuação do Benfica-Gil Vicente. Acho que vai ser um Benfica a dar sequência, um teinho de mordidona no Gil Vicente, que eu acho que está mais fragilizado este ano, e o Sporting que tem sempre uma deslocação muito difícil ao campo do Famalicão.
O Famalicão também não tem feito grandes pontos neste arranque de campeonato com Carlos Carvalhal, mas queria também aqui questionar o Augusto Inácio sobre a renovação de Matheus Smith. Todos o apontam como um talento do futebol português. Deu que falar também nas camadas mais jovens do Porto e da seleção, com conquistas importantes. É o segurar de um possível diamante, achas que é isto que pensam os responsáveis do Porto para avançarem nesta renovação e para quando a sua chegada mais definitiva ao plantel principal, Augusto?
Olha, depois dos campeões da Europa de sub-17, dos cinco elementos do Futebol Clube do Porto, o Matheus Smith era aquele que ainda não tinha renovado. E que no princípio estava muito complicado e demorou este tempo todo até que chegou-se a um ponto final da renovação do Matheus Smith. O Porto esteve sempre interessado no Matheus Smith, talvez o Matheus Smith quisesse esperar mais alguma coisa, não sei o quê, mas o que é certo é que a coisa aconteceu. Eu diria que é daqueles miúdos em que todos nós, independentemente da cor clubística, olhamos para ele e vemos grandíssimas qualidades. Agora, tudo depois também vai depender daquilo que o treinador quiser dele. O dizer que só que é bom jogador, o dizer que só está integrado no plantel, eu acho que é curto, porque temos o exemplo sempre na cabeça do Rodrigo Mora, também é um excelente jogador, talentoso, mas que não se enquadrava naquilo que era as ideias do treinador. Eu estou a ver o Matheus Smith também a jogar, enfim, mais a 10. O João Castro talvez saiba melhor isto do que eu. Acho que mais a 10 é o lugar dele. Não sei se a 8 ele se adapta ou não, mas claramente, o talento está, o Porto acredita muito nele, mas vamos ver o desenvolvimento, porque estes miúdos já não podem jogar só na equipe B. Acho que já têm outros patamares, mas é difícil entrar na primeira equipe do Porto. Agora é esperar e ver o desenvolvimento do jogador e que oportunidades é que ele vai ter.
João Castro, estamos aqui a falar de Matheus Smith. Estava aqui também a conferir na última meia hora. Farioli falou sobre a intuição deste Casa Pia Futebol Clube do Porto, confirmando que Fróld estará de fora, está ainda dentro do protocolo e de forma a recuperar o mais rapidamente possível declarações de Farioli há poucos instantes e também deu conta de que era importante o Santi Gimenez não ir à seleção mexicana, confirmando que, na sua opinião, André Silva é o ponta de lança em melhor forma nesta altura no Porto. Ainda tem algum caminho para fazer este Gimenez no Futebol Clube do Porto?
Sim, ainda tem um caminho. Um caminho não só físico, mas também de perceber como é que a equipa joga, as dinâmicas e portanto percebo porque é que diz que o André Silva está em melhor forma. Aguardar que o Jiménez tenha uma integração rápida. Não ir às seleções é fundamental, porque é uma mini pré-época para o Santiago Jiménez ao serviço do Porto. São quase três semanas parado em termos de competições e portanto pode treinar, não indo à seleção do México, tem uma mini pré-época e eu acho que isso vai acelerar o processo de integração do Jiménez. É bom para o Porto se ele realmente não for à seleção mexicana. Em relação ao Mido, é realmente um grande talento. Depois o Inácio tocou no ponto, é saber se vai ser aproveitado ou não. Não joga numa posição muito favorável em termos de contexto Farioli, das duas dinâmicas e a maneira de jogar, mas o Porto tem ali grandes talentos, venceu o ano passado os campeonatos quase todos em termos de formação, os principais, mas isso não chega. E eu sou apologista. A formação pouco interessa os campeonatos, interessa os jogadores que chegam lá em cima e são integrados na equipa A. E nisso falta ainda um bocadinho ao Porto. Vamos ver se realmente o Mido consegue ser também dos primeiros desta geração a chegar, ver e vencer, mas qualidade está lá.
Pedro Henriques, queria questionar-te também sobre uma das capas dos jornais de hoje, a renovação de Scheldrup, que parece ser um dossiê importante para Rui Costa. Estamos aqui perante um jogador que poderá ser difícil de segurar para o Benfica. Estará a tornar-se num dos mais cotados deste plantel de Marco Silva?
Claramente, e parece que perceberam este fim de semana, em termos genéricos, porque as pessoas diziam que o Ébue para este ano e o Scheldrup, que afinal coabitam bem os dois, porque quando se tem qualidade e quando os jogadores são bons, não há esta questão que o outro ocupa espaço. Portanto, são bons, têm qualidade, aproveitam, rendem. E neste caso, este fim de semana, foi notório como Scheldrup e para este ano conseguem coabitar. E são dois jogadores que neste momento, claro que o Palhinha vai dar o equilíbrio, o Pavlídis continua a marcar golos. O Langlé, no meu ponto de vista, a afirmar-se cada vez melhor, mas estes dois jogadores, naquilo que nós olhamos, que é muito mais para quem desequilibra, para quem faz coisas de fantasia, quem flete para dentro e depois remata, é o Langlé e faz um grande golo, etc. E nesse aspeto, Scheldrup e para este ano, e estou aqui a incluir os dois, porque no fundo os dois têm uma questão de renovação ou pelo menos de continuidade ou de prolongar os seus contratos. Agora, é a tal questão dos planos que os jogadores também têm para as suas carreiras e muitas vezes os ambientes que os rodeiam, nomeadamente os empresários, como diz o Gabriel Alves, comissionistas e as pessoas que os rodeiam. Eu vejo com bons olhos que um Benfica olhe para este ou para estes jogadores e que queira meter mais qualquer coisa em cima de prolongação de contrato e de renovação, porque são jogadores de presente e futuro, porque sabe que com isso ou vai ter rendimento desportivo mais ao longe ou em continuidade, ou vai buscar rendimento financeiro, caso depois venha um tubarão para vir buscar. Agora também depende muito daquilo que é a perspetiva pessoal, individual dos jogadores, que sabemos, porque por muito amor que tenham às camisolas do Benfica, do Porto e do Sporting, e muitos deles, obviamente, quase todos quando passam, passam e sentem o clube, mas muitas vezes olham para os colegas que estão a despontar ou que têm valor e dizem: "Isto está em Espanha, isto está em tal, ou está na Alemanha ou está em Inglaterra, sobretudo no futebol inglês, e ganham o triplo que eu ganho e isso conta. E em campeonatos muitas vezes mais visíveis e com melhores relevados também.
Sim. O que dirá Trubino desta renovação? Porque segundo a imprensa, até lhe foi oferecido um contrato com menos rendimento. A ver vamos como termina também esse dossiê na equipa do Benfica. Temos de avançar para os campeões de hoje, mas Gabriel Alves, só um pequeno comentário a uma sexta jornada que tem um quarto versus um quinto classificado, o Arouca-Santa Clara.
É verdade, o Santa Clara e o Arouca. E Santa Clara que está a fazer um excelente campeonato. Ambas as equipas só têm três golos sofridos. Este é o fator que é importante. E quanto ao ataque, o Santa Clara um bocadinho melhor, mais dois, nove para sete. Santa Clara é uma das equipas que não tem derrotas. Esta é que é a verdade. É um jogo para ver com alguma atenção, porque sei, Benfica, Porto, Sporting, mas estes jogos também é importante olhar para eles, porque são equipas trabalhadas e em crescimento e que trazem obviamente competitividade a um campeonato fraquinho em termos dessa competitividade. Ainda há pouco o Pedrinho muito bem falou para onde é que vai o futebol com o Porto da Champions para jogar com o Casa Pia. É o último. E para onde é que vai o City? É uma grande festa em Manchester. Portanto, isto é importante ter em conta. E depois temos o Benfica-Gil Vicente e atenção ao Famalicão-Sporting. Aí está ao contrário. Um Famalicão que ainda não venceu, que está em restruturação, mas pensava-se que pudesse estar bem melhor do que aquilo que está.
E o Santa Clara tem o terceiro melhor marcador da Liga, Gonçalo Paciência, nesta altura com quatro golos.
Exatamente.
Gabriel, quem é o teu campeão de hoje e com que nota?
O meu campeão de hoje, vou ter aqui vários a dar muito rapidamente. Um é para os jogadores, portanto, aquilo que é a casa das máquinas, os tais jogadores importantes. Reparemos o Frau Outz, aquilo que é importante do Porto, o Palhinha, enfim, o Deus que chegou ao Benfica e com toda a razão, o Doumbia no Sporting, grande partida. E depois o Nico Paz no Como, o Rodri no Barcelona, o Enzo no Manchester City, para ficar por aqui. Mas há coisas que não têm, que é o caso do Real Madrid, que se discute os apupos que Vinicius está a sofrer. Faz-se uma zona de carreira, mas esquece que, e muitos homens no futebol a dizerem uma coisa, é aquilo que Vinicius joga, outra coisa é o comportamento dele. E, naturalmente, os assobios dos madridistas são para o comportamento e não para aquilo que eles jogam. Mas eu queria deixar uma nota muito forte para uma equipa que está na Champions, que eu acompanho na Série A de Itália e que acho que vai ser uma belíssima equipa. Treinada por um jovem, recheada de jovens, chama-se Como. Observadores, vejam a Série A de Itália, vejam os jogos do Como, não atirem para o lado. Vejam! Uma grande equipa, um expoente máximo chamado Nico Paz, assessorado por um tal de Maturina.
Agostinho Inácio, ficamos agora a conhecer o teu campeão nesta sexta-feira.
Claramente para o Estrela da Amadora, nota 17, para o Stoich e para o Marcos, que fizeram realmente um excelente jogo e ganharam um jogo que parecia complicado, mas ganharam a um Sporting Braga, que parecia que estava mais forte do que aquele que se apresentou. Também queria dar a nota 17 para o andebol do Sporting. Foi para uma jornada da Liga dos Campeões. O Sporting ganhou 43-33 ao GOG da Dinamarca. Começa bem o Sporting. E agora queria dar aqui nota zero, não sei se é justo ou se é injusto. Marrocos anunciou que a final do próximo mundial vai ser em Casablanca. A FIFA já veio desmentir. Será que Infantino prometeu alguma coisa?
Fica a questão. João Castro, quem é o teu campeão de hoje?
É uma semana europeia do Sporting. Venceu na Champions de futebol e no andebol, e a equipa do andebol do Sporting continua a dar grandes alegrias. Depois, obviamente para o Como e sobretudo para a atitude dos dirigentes, em que cederam os seus lugares aos adeptos mais velhos, aos sócios que acompanharam o Como desde a quarta divisão e portanto tiveram a oportunidade de ver o jogo na tribuna, no lugar dos diretores. É um excelente projeto e ao Fàbregas, que para mim é o treinador mais interessante a nível europeu neste momento. E depois vou dar nota 18 para um jovem português, Mzia Soares, do Lens, que entrou com 16 anos e fez uma assistência para o gol para a recuperação fantástica dos franceses nos últimos minutos. Atenção a este menino de 16 anos do futebol francês. A Federação Portuguesa de Futebol que esteja muito atenta.
Pedro Henriques.
Para a Champions League, gosto. Esta semana foi uma semana especial e diferente, porque em outubro, terça e quarta é só para a Champions League e quinta é que entra Liga Europa e Conference League. Mas essa semana foi muito especial, porque tivemos terça, quarta e quinta muitos jogos de altíssima rotatividade e qualidade. E por isso gosto deste formato, gosto deste modelo de uma equipa jogar contra oito diferentes, muito diferente do anterior. Acho que é mais competitivo, mais interessante. Combina os jogos e jogadores se calhar improváveis no modelo anterior e portanto a Champions League, que teve esta agridoce, obviamente. Por um lado, o Porto perdeu, mas também temos que olhar para o adversário e é um adversário estratosférico, também concordo que sim, mas também realçar a vitória do Sporting perante um Galatasaray reforçadíssimo e a entrar com o pé direito e portanto abre-se aqui também boas perspetivas para aquilo que agora, na sequência, Benfica, Braga e o próprio Torreense podem vir a fazer nas respetivas competições europeias internacionais, que é já para a semana.
E eu vou fechar com uma nota 15 para o Pedro Henriques, de força para essa Corrida do Tejo que acontece este fim de semana e onde ele vai competir. Um abraço, Pedro Henriques.
Um abraço, obrigado.
Bom fim de semana aos campeões. As edições de fim de semana de "E o Campeão É?" são sempre depois das 23h30. Bom fim de semana.