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Hoje com moderação do Júlio Magalhães, juntam-se a ele os comentadores Gabriela Alves, Filomena Martins e também o Carlos Alberto Dinis. Júlio.
Bom dia. Cá estamos para o "Campeão É". Hoje excepcionalmente eu, mas estamos na mesma todos. Bom dia aos três. Vamos começar a falar do Euro. Hoje há dois jogos e um deles, se vocês acharem ou não, não sei se acham isso, é mesmo o jogo destes quartos de final. Gabriela Alves.
Itália.
Exatamente.
Eu diria mesmo a final dos quartos de final. É um jogo que tem as atenções de todos, porque de facto são duas equipes muito fortes. Isto é interessante irmos também aos dados estatísticos que entre a fase de qualificação, fase de grupos e os oitavos de final, quer Bélgica quer Itália, somam 14 vitórias seguidas, naquilo que é o Campeonato da Europa. É um recorde de Joachim Löw na Alemanha entre 2010 e 2012. De resto, esta Itália tem 31 jogos sem perder e 12 vitórias seguidas. Bateu os recordes dos títulos mundiais de 34 e 38 e os Jogos Olímpicos de 36 de Vittorio Pozzo. Também tem Donnarumma, que bateu o recorde na baliza, sofreu um gol no último jogo, mas bateu o recorde de Dino Zoff de 1143 minutos entre 72 e 74. Posto isto, há que ainda referir que Rob Martinez, treinador da seleção belga, 60 jogos, tem 47 vitórias, nove empates e quatro derrotas. Estes números levaram a Bélgica a liderar o ranking da FIFA desde 2018. Estão aqui postos na mesa os dados destas duas formações que se encontram hoje, duas formações altamente potentes. E agora, há aqui um fator: todos nós gostamos do futebol italiano, aquele futebol bonito, coletivo, bloco sólido, mas cheio de música. Cannavaro, que é uma figura do futebol italiano, campeão do mundo, veio ontem a terreiro questionar se se deve conjugar a beleza do futebol italiano e o resultado. Portanto, o que é que Mancini hoje vai fazer? Vai ter uma equipe diferente face a uma Bélgica que é extraordinariamente pragmática, com todos os seus jogadores a saberem o que fazer sem e com bola, ou vai manter o seu perfume de futebol, não retirando identidade àquilo que é o perfil da equipe? É algo que naturalmente vamos estar atentos face a jogo, que é um jogo extremamente importante, mas há aqui um fator que eu queria dar já uma nota. É que Mancini, confrontado com o fato de De Bruyne e Hazard poderem não jogar, eles não treinaram até ontem, pelo menos ontem ainda não treinaram, Mancini foi taxativo: querer o melhor em jogo. Queremos os melhores em jogo, por respeito pelo futebol e pelo público. 18 para Mancini já, porque realmente não é com os fracos com que se bate, é com os grandes, com os maiores. Assim é a alta competição, o índice e de facto o respeito pela sociedade que adora o futebol.
Filomena Martins, qual é a tua aposta? Filomena, estás por aí?
Sim, conseguem ouvir-me?
Consigo.
Consegue.
Estava a perguntar qual é a tua aposta.
Eu estava desde o início pela Itália. Tinha aqui as fichas todas postas na Itália. Não sei porquê, agora estou um bocadinho virada. Nos últimos dois anos comecei a virar as fichas para a Inglaterra, mas ainda tenho algumas colocadas nesta Itália, não sei se vou mudar as minhas apostas. Mas talvez porque a Bélgica não esteja com o De Bruyne, não sei porquê, mas a Bélgica deixou de me convencer e deixou de me convencer no jogo com Portugal. E é preciso lembrar que nós podíamos estar hoje neste jogo a jogar com a Itália. E porque a Itália no último jogo deixou de me convencer. Em qualquer dos casos, a Itália é Itália e não deixa de ser a minha aposta desde o início. E eu queria lembrar também que no outro jogo, há um Suíça-Espanha. Há também uma curiosidade sobre este jogo, digamos, um evento de assinaturas recolhidas entre os franceses para que se repita o França-Suíça. Não sei se vocês já viram esse detalhe. Há quase uma recolha de assinaturas global para se repetir. Os franceses têm a perder para se repetir o França-Suíça. Eles ainda vão a um jogo, mas no Suíça e Espanha, os espanhóis estão muito confiantes na vitória depois do que fizeram no último jogo. Eu não estaria assim tão convencida, porque os suíços são um relógio e a qualquer momento eles são muito virados para o resultado e a qualquer momento pode acontecer aquilo que eles não esperam. O que eles não esperam pode ser uma vitória suíça. Eu, neste momento, apostaria muito nas fichas entre poder vencer aqui uma Itália, mas por um resultado muito curto e não daria nada neste Suíça-Espanha para que os espanhóis tivessem a vitória garantida. Não sei se é outro daqueles jogos de loucos em que a Suíça vai ali para o prolongamento e acaba por ganhar o jogo com os espanhóis neste prolongamento
Vamos aguardar. Carlos Alberto Dinis, eu tenho esta ideia por causa da Filomena Martins. Desde o início que aposto na Itália e a Bélgica, embora pragmática, como foi no jogo de Portugal, aquele pragmatismo foi um pouco caótico, porque acabaram por contar com alguma sorte. Os belgas perderam, de alguma maneira, um pouco do estatuto de grandes candidatos à vitória neste Europeu.
Talvez, porque realmente não foi convincente. E não foi só a Bélgica que não foi convincente contra Portugal, e já tinha sentido grandes dificuldades com a Dinamarca, por exemplo. Mas acredito mais um pouco na Itália, que tem sido mais consistente, apesar de também ter tido algumas dificuldades nos oitavos de final. Mas parece-me que neste jogo vai ser determinante quem marcar primeiro. Acho que aí pode estar a chave do encontro. Quem conseguir marcar primeiro vai ter uma vantagem grande. Não sei se vai vencer ou não, mas irá ter uma vantagem suplementar, digamos assim, porque parece que em função daquilo que o futebol apresentado e pelas características das próprias equipes, acho que isso tem algo a ver. Obviamente que temos aqui a dúvida do De Bruyne jogar ou não, e o Hazard, eventualmente. Acredito que o Hazard, no limite, mas há essa dificuldade. Mas vaticino mais pela Itália. Não com muita porcentagem, nem com toda a certeza, mas a Itália tem algum favoritismo na minha perspectiva. Relativamente ao Suíça-Espanha, fica também aqui as grandes dúvidas. A Espanha claramente em crescente e uma Suíça inesperada, digamos, de todo, mas que está a justificar a presença nos quartos de final. Apesar de tudo isso, a Espanha tem algum favoritismo, digamos, porque tem o melhor futebol, a melhor qualidade, melhores internos e tem mais favoritismo.
Gabriel Alves, a Espanha e a Suíça é, de facto, um confronto entre dois futeboles absolutamente diferentes. De resto, o futebol da Espanha é de todo outro.
É o futebol força e o futebol técnica. Mas eu ainda gostaria de dar aqui um toque neste Bélgica-Itália e chamo aqui a atenção para dois ou três pormenores que me parecem importantes. Quer a Bélgica, quer a Itália, são as equipes que têm desenvolvido o maior número de contra-ataques a par da Dinamarca. Mas como estão em confronto a Itália e a Bélgica, falemos, a Dinamarca tem 11 contra-ataques neste campeonato. A Itália é que tem mais 12 e a Bélgica oito. Este é um fator que é preciso ter em atenção. Depois há aqui um duelo Meunier-Spinazzola que é interessante de seguir. Spinazzola é o jogador mais rápido do torneio com 33.8 km/h. Não é só por isto, mas porque é de facto um jogador extraordinariamente rápido. Nas estatísticas, Courtois, se Donnarumma tinha, de facto, aquele recorde, e já referido aqui, nas estatísticas deste campeonato, Courtois em três gols possíveis só sofreu um. Isto quer dizer da grande qualidade e da grande forma do guarda-redes belga. E depois, há aqui um outro fator que também é importante, que é o atacar o espaço em velocidade entre o central e o ala, que nós temos visto em relação à equipe italiana. Daí que vamos ver quem é que Mancini lança no jogo, se Locatelli, Pessina e Chiesa, que foram quem terminaram o jogo anterior. Não. Mas eu penso que Chiesa é capaz de vir a entrar em vez de Berardi, já que Chiesa criou sete ocasiões. De resto, também para finalizar, olhos em dois jogadores que passam muito despercebidos, quer numa, quer noutra formação, são os jogadores da sala das máquinas. Cuidado com eles, Jorginho na Itália e Witsel na Bélgica.
Witsel.
Falando aqui da Suíça-Espanha, a questão que me levantaste. Esta Suíça é treinada, por exemplo, por um treinador bósnio com formação em Itália, muitos anos na Itália, portanto é um treinador com características muito especiais, em que assenta o seu futebol naquilo que é uma grande organização defensiva, muito forte mesmo. É um bloco acima de tudo que o treinador bósnio quer, com aquele cinismo italiano à antiga, poderemos aqui dizer. De resto, a Suíça só venceu por uma vez a Espanha e foi na África do Sul. De resto, os espanhóis têm 16 vitórias e cinco empates nos seus confrontos diretos. Daí que há aqui toda a situação de pensar que a Suíça quer, com todo o ânimo, porque é evidente esta vitória sobre a França trouxe-lhe uma alma muito especial. Não tem aquilo que se costuma dizer no futebol, que é preciso um fora de série. E o jogador que está nessas circunstâncias é Xhaka, que vai estar ausente por castigo. Isso naturalmente é uma situação que não agrada aos suíços e que traz algumas dificuldades em termos de perfume, não em termos de organização, diria assim, porque a equipe é de facto muito boa taticamente, dentro daquele futebol força, daquele poder de força. Tem Shaqiri, mas Shaqiri é um jogador um pouco irregular. Vamos ver o que é que faz nesta noite, se de facto vai ser capaz de dar essa dimensão à equipe suíça E temos Sferrovich que está, como se costuma dizer, Dolce. Está numa forma fantástica, está nos movimentos, é um jogador imprevisível na zona de tiro e há ainda um Gavrannovich que não sendo tão dinâmico, mexe bem na frente e acaba até por desestabilizar quando entra a equipa adversária. Quanto à Espanha, há só uma nota: Luís Enrique fez uma seleção contra os espanhóis. Os espanhóis estão contra a seleção que Luís Enrique combinou para este campeonato. A verdade é que Luís Enrique leva a dele à frente e tem os jogadores todos com ele. Todos. Nota-se até pela forma como jogam, como se entregam, pela intensidade, pela velocidade. E é essa velocidade, e essa intensidade que naturalmente, na minha opinião, para além do valor técnico da equipa, dão alguma vantagem para os espanhóis. E atenção, que gravita à volta de Busquets, que é um veterano, mas que a bola gosta de estar com ele, de Pedri, a tal pilha que te falei ontem, que é um jogador fabuloso, e atenção, Koke, que é o treinador dentro do campo. Koke é como se fosse um jogador a mais. Estamos no ataque? Olha, apareceu o Koke. Estamos no meio-campo? Olha, apareceu o Koke. Estamos em defesa? Olha, está lá o Koke. Parece o 12º jogador. De uma cultura tática fabulosa, aprendeu-a com Simeone, é um jogador de grande qualidade e muito importante na manobra da equipa espanhola, a par de Koke, e depois aquela juventude toda, na velocidade e na vontade. Vamos ver do que esta Espanha é capaz. Um futebol técnico, veloz, face a uma Suíça, corácia, poder, atlético, sabendo o que está a fazer dentro do campo. Não esquecer o Laporte, o central. Muito bom no primeiro passe.
Vamos aguardar. Até porque a Espanha e a Itália estão a fazer uma renovação nas suas seleções. Há aqui um fator que pode ser de alguma maneira importante nestes jogos, que é a Espanha ter muitos jovens e isto são jogos de alta intensidade e de muita pressão, e o fato de a Itália ter os jogadores também jovens e que não são jogadores habituados, por exemplo, à Champions. São muitos jogadores que vêm do Atalanta, do Sassuolo. Já não são aqueles jogadores que nós víamos da Juventus, do Milan, do Inter.
E do Real Madrid e por aí fora.
Real Madrid, Espanha, exatamente. Vamos ver se isto não tem custos no fim do dia. Rapidamente, em relação aos jogos de amanhã, veem alguma possibilidade da Ucrânia surpreender a Inglaterra e na República Checa-Dinamarca. É provavelmente o jogo menos cotado destes quartos finais. Filomena.
Não, mas agora o fato de Inglaterra ir a Roma já sem público, de não haver bilhetes, terá um peso. Os ingleses já lá estão, mas a verdade é que é o primeiro jogo de Inglaterra fora de casa, e isso terá algum peso.
E vimos a influência que o público teve no outro jogo.
Sim, muito. Por esse lado e também pela pressão de estar a seguir em frente. Isso terá um certo peso. Será o primeiro jogo fora de casa e terá o peso de continuar em frente. Nunca se sabe, porque eu acho que este Europeu está no nunca se sabe agora. A partir do momento em que não é o mata-mata, é o nunca se sabe. E depois de termos visto já algumas equipas, como as do grupo da morte, que tal grupo da morte em que se suicidaram pelo caminho, acho que agora pode acontecer muita coisa. Portanto, eu não apostaria jamais no fato da Inglaterra ganhar, apesar de ser claramente favorita. Pela Dinamarca, e eu aqui vou falar do coração, eu acho que a Dinamarca tem todas as hipóteses de ganhar e vai seguir em frente pela motivação com que está para este Europeu. Mas é uma questão mais de motivação do que de outra coisa qualquer pelo que aconteceu no primeiro jogo. Acho que aquilo foi um fator tão determinante que vai marcar todo este Europeu e vai levar a Dinamarca ainda mais longe, porque o jogo é teoricamente mais simples do que o da própria Inglaterra. Mas isto sou eu a falar.
Temos aqui, de facto, algumas curiosidades e começando pela Ucrânia-Inglaterra. Eu às vezes penso que a Inglaterra é que organizou este Europeu, mas acho que não.
Não foi?
Não. Parece que sim, mas acho que não.
O Platini qualquer coisa pode conseguir.
Isso é Inglaterra, voltando.
Isso também era eu a falar, às vezes sou maluca.
A Inglaterra, até ao momento, não sofrer golos. Tem essa grande questão. Foram duas equipas, a Ucrânia e a Inglaterra, que só nos oitavos de final é que utilizaram, curiosamente, esta famosa questão dos três centrais. Está a ser muito famosa, mas só nos oitavos de final é que eles aplicaram essa questão. Não deixa de não ser uma curiosidade, vamos ver o que é que acontece neste jogo. Acredito que a Inglaterra vai voltar à linha de quatro defesas, mas estamos cá para ver, naturalmente.
República Checa-Dinamarca.
República Checa-Dinamarca. Aqui a República Checa tem sido constante na sua forma de estar em campo, um 4-2-3-1. A Dinamarca tem sido uma equipa que tem se adaptado às circunstâncias, aos adversários e tem alternado a sua postura em campo em termos de sistema tático, apesar de as características dos seus jogadores ser a mesma. Por isso, temos o regresso, está disponível já o Bosan, o Dolberg está a ser a grande revelação. Dou algum favoritismo à Dinamarca, mas sempre percebendo que o Schick tem quatro gols e está a ser também uma das revelações da República Checa e do próprio campeonato.
Gabriel Alves, rapidamente em relação a esses dois jogos, qual é a tua perspectiva?
Olha, em relação à Dinamarca, é a juventude da Dinamarca, a alegria de estar. E de facto, aquilo que Eriksen conseguiu fazer com aquela sua situação muito má, mas conseguiu, obviamente, criar um espírito muito especial na juventude e o seu treinador, que naturalmente também, na onda, tem lançado uma série de jovens. Eu estava aqui a ler que já se pergunta pela Europa pelo Dansinho, o jogador que entrou logo a seguir àquele momento fatídico, que é Damsgaard, que é de facto um jogador maravilhoso. Falou bem o Carlos no Dolberg, que é também outro futebolista muito interessante e Malen também é outro futebolista. São jovens que fazem parte de todo um grupo e uma geração que procura, junta outros mais velhos, que é o caso de Kjaer, que é o central, Schmeichel também, Daniel Wass, jogadores mais veteranos e do próprio Braithwaite, procuram naturalmente um lugar ao sol no futebol europeu. Não esquecer Mathias Jensen, é um excelente jogador na marcação de livres e isto pela Dinamarca. A equipa da República Checa é aquela equipa sólida, faz lembrar de alguma maneira a equipa suíça. Aquilo é assim, é tudo com muita disciplina tática, muita concentração. Não dá para grandes espaços, mas é uma equipa muito efetiva. Tem bons jogadores, tem um guarda-redes que tem estado desempregado. Foi suplente no Sevilha a época toda, não teve baliza, está a mostrar uma qualidade fantástica, Tomas Vaclik. Depois, não esquecer na defesa dois homens, Kalas e Boril, e no meio-campo Masopust, excelente futebolista, não tem nada a ver com o Selmar Masopust, que foi um grande homem da Europa nos anos 60. Ainda tem Barak e Olese, que vale a pena olhar. E na frente, essa estrelinha que é de facto Patrik Schick, que é um jogador fabuloso. Talvez a partir daqui tenha que ser mais constante. Quanto à Ucrânia e Inglaterra, muito bem a nossa amiga Filomena. Pura o dedo na Inglaterra a jogar fora de casa. Out home. É verdade. E a Ucrânia está a jogar num ambiente que é evidente que esta Ucrânia é uma equipa que tem solidez, não tem aquilo que se pode chamar um futebol bonito. Isto é um milagre checo, quase poderíamos dizer. Chegar onde está a chegar, Malino. Mas tem jogadores capazes também, como Mykolenko, Matviyenko, Yarmolenko, que é um excelente futebolista, e atenção a Yaremchuk. Portanto, tem um conjunto de futebolistas que podem fazer a diferença na equipa. Agora, a Inglaterra à partida parte como favorita, até porque é o pau de dois bicos, como se costuma dizer, tem a obrigação de vencer, tem um país, uma nação de olhos nela. E depois tem a equipa que tem a obrigação de vencer, quer dizer, olhando para uma e para a outra, mas isto no futebol contam os 90 minutos e a competição num metro quadrado de raiva.
Vamos aguardar. Estamos quase no final. Carlos Alberto e Filomena, queriam dizer alguma coisa?
Queria só lembrar e levar isto para o futebol interno. Só porque ontem o Pinto da Costa foi o último dos três grandes presidentes, que em 24 horas se atirou às medidas do governo, com aquela frase mais uma vez, fica só para marcar o soundbite, de que o governo devia demitir-se e pôr a DGS a governar, porque depois do presidente do Sporting ter dito que era preciso medidas para o futebol e era preciso ajudas do governo, depois do Benfica ter vindo dizer, do Domingues Soares de Oliveira também ter vindo dizer que era iniciativa dele ter primeiro almoçado com o Pinto da Costa e também depois juntar a isto o presidente do Benfica para pedir medidas para ajudar os clubes. Começa a haver aqui uma onda, penso eu, dos clubes de futebol para medidas e ontem houve mais medidas onde não se falou do futebol. Isto começa a haver aqui uma onda e eu acho que também que os clubes, já critiquei de manhã no Vencedor as medidas do governo, não falei dos apoios e de facto o futebol viu-se com a Liga dos Campeões, estádios cheios, não se vê nada em relação ao futebol para a próxima época, onde supostamente vai haver adeptos nas bancadas, quando estamos com uma quarta onda e ontem nada se falou sobre o regresso dos adeptos às bancadas. Acho isto tudo tão estranho do que está a acontecer neste país com uma quarta onda crescente de casos e de contágios. O futebol está aí à porta, estamos a um mês quase praticamente do regresso do futebol, da Supertaça, e nada é dito, nada é pensado. Isto tudo começa a soar a medidas feitas em cima do joelho, novas medidas tomadas. Não há apoios para o futebol, há poucas movimentações ainda no mercado. O Porto apresentou ontem o primeiro reforço, mas os clubes já voltaram ao trabalho, vão começar a aparecer seguramente casos e contágios entre os jogadores. Está tudo muito em cima do joelho e isto tudo está a parecer feito, cosido assim com pontos muito largos e muito deslaçados. Tudo muito estranho e feito às três pancadas.
Temos que ficar por aí hoje. Gabriel e Carlos Alberto Inês, 15 segundos, quem é o vosso campeão? Se querem dar uma nota, o Gabriel já deu.
Roberto Mancini, volto a dizer pela sua frase ontem categórica em relação ao adversário apresentar-se na máxima força. Portanto, segue 2018.
E Carlos Alberto Inês.
Eu dava ao Sporting, só pelo ano desportivo que teve, de facto, e pelas comemorações do aniversário de ontem, dava uma excelente nota porque realmente foi uma fantástica.
Filomena, tu não dás nota.
Eu não dou, mas eu dou a primeira contratação do futebol clube do Porto ao Fábio Cardoso. Primeiro reforço oficial para 2021/2022.
Muito obrigado, fica aqui. Bom fim de semana, vamos ver os jogos e segunda-feira cá estaremos para penalizar tudo. Bom fim de semana.
Bom futebol.
E bom dia.
Bom dia.
Bom dia.
Rádio Observador