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Está na hora de avaliarmos e pontuarmos os principais protagonistas do mundo do esporte. Começa agora o "E o Campeão É". Hoje juntam-se a mim e ao Júlio Magalhães, os comentadores Gabriel Alves e Luís Vilar, sem viola, mas ao vivo e em estúdio comigo.
Pois é. Bom dia.
E a partir de hoje estão também conosco o humorista e habitual comentador das nossas emissões de esporte, o João Pinto, e o Pedro Henriques, autor do podcast "Sem Falta" e nosso comentador habitual de arbitragem. Bom dia a todos. Bem-vindos, João, João e Pedro.
Bom dia.
Bom dia.
"It's coming Rome", 53 anos depois e numa final decidida aos pênaltis, os novos campeões europeus são italianos. Todos apostaram em Itália, menos o Luís. Por isso, Luís, começo por ti. A pergunta é: O que falhou na equipe de Gareth Southgate? Colocar dois jogadores com poucos minutos a marcar grandes penalidades?
Agora é fácil falar, passa por aí, mas passa por mais também. A Inglaterra até começou muito bem. Inventou um sistema outra vez de três centrais que tinha feito com a Alemanha. A coisa correu bem, começou muito bem, a defesa italiana também não estava muito bem à espera daquilo. Entrou logo um dos gols mais rápidos, aliás, o gol mais rápido de sempre numa final do Europeu. Depois foram 30 minutos, eu acho, avassaladores para a Inglaterra. A Itália, a partir da meia hora, começou a equilibrar e na segunda parte, com a paragem, eu acho que o Mancini acertou umas peças. E foi notório aquele minuto 55, onde realmente o Mancini mexeu no jogo, tirou o Barella e o Imóvil e pôs o Berardi e o Cristante, e de repente a equipe ganhou uma intensidade e uma mobilidade diferente na frente. E o que aconteceu foi que uns 10 minutos a seguir, já o Bonucci estava a marcar o gol do empate com a Itália a empurrar muito. Dali até o final do jogo foram substituições, ocasiões um bocadinho para cada lado, acho que um jogo dividido. E o jogo, como tu disseste, Maria João, acaba por ficar decidido, porque o Gareth Southgate acaba por fazer a substituição dos dois jogadores para bater os pênaltis. O Marcus Rashford e a Jadon Sancho acabaram por entrar para bater as grandes penalidades e a coisa voltou a correr mal para o Gareth Southgate.
Achas que foi o que falhou ao colocar aqueles dois jogadores para marcar?
Não, eu acho que não. Acho que essas coisas acontecem. Se tivesse marcado, eu lembro-me que o Van Gaal há um tempo tirou o Silencio e pôs o Krul.
O Jorginho também não falhou, não é?
Sim, o Van Gaal, acho que foi nas semifinais do Mundial 2014, tirou o Silencio e depois o Krul. Foi ou não foi, Juca?
Foi no Brasil.
E o Krul com 2,02 m acaba por defender e garantir o apuramento. Portanto, às vezes com facas matas, com facas morres. Não é bem assim, mas é parecido. Mas na verdade, correu mal. O Gareth Southgate acaba por estar associado a duas eliminações ou duas derrotas em Euros caseiros. Portanto, em 96, o Gareth Southgate falhou o pênalti nas semifinais com a Alemanha, que acabou por ditar a não passagem à final da Inglaterra em casa. E agora volta a estar associado também aos pênaltis por uma decisão que não correu bem, mas a vida é assim. Pena que a educação e os resultados desportivos, infelizmente, no futebol andam associados. Quando se ganha, somos todos muito elevados e quando se perde, vê-se estas acusações e racismo que é de uma ignorância tremenda.
Gabriel, disseste ontem que a equipe da casa foi demasiado cautelosa e que no fim ganhou o futebol.
Pôs-se a jeito. E eu penso que aí Southgate tem responsabilidades enquanto treinador. Aliás, eu li, já disse e volto a frisar, o Jorge Valdano dá um bom título para esta equipe inglesa. Sendo uma equipe de grande talento, portanto, tendo grandes talentos, ela tem o sentido do dever, mas falta-lhe o sentido do prazer. E esta, de fato, é uma boa imagem para justificar esta Inglaterra.
Freud no futebol, Gabriel. Agora, assim de repente a esta hora.
Não.
Mas eu percebo, eu acho que está impecável a tua ideia.
Está impecável. Eu, aliás, sou um admirador de Jorge Valdano, de Johan Cruyff, de Guardiola, portanto, são pessoas que me ensinam. Eu gosto de pessoas que me ensinam com o que sustentam. E a verdade é que Jorge Valdano teve esta e há, de fato, muito bem, porque uma equipe que marca aos dois minutos, entra rompante, tem a alegria do jogo com ela, tem um público, tem um estádio, tem tudo, fica atrás da linha da bola. Estando outra equipe que está à procura, sofreu um gol, era uma coisa que nem sequer lhe passava pela cabeça ter um gol aos dois minutos, surpreendida com uma tática bem desenvolvida, há que dizer, de Southgate. Embora com Trippier a fazer uma assistência, toda mundo sabe que o último passe de Trippier é mortal, mas deixá-lo completamente sozinho. "Mete lá a bola onde queres." Portanto, a Itália estava perdida e fica atrás da linha da bola. Há qualquer coisa que, de fato, não. Entretanto, em relação aos pênaltis, eu estou de acordo com o que disse o Luís, mas também estou de acordo com o Raí Queiroz. Porque o Raí Queiroz, e foi um grande campeão, disse: "Por que pôr um menino de 19 anos no pênalti decisivo?" E depois daquele falhanço Porque o treinador pode alterar naquele momento. Por quê? Por que é que Grealish e Sterling ficaram sentados na relva a ver os outros marcarem? Não se chegaram à frente, sendo os jogadores mais experientes. É evidente, qualquer um que veja a terreno dizer: "Não, tenho eles nos treinos." Sim, tudo bem. Mas acho que para determinados momentos, se os mais experientes, e o caso de Jorginho é evidente, um garoto de 19 anos, naquele momento as pernas certamente lhe tremiam e a mente também, porque a maturidade emocional é muito importante. Eu trago aqui o Cristiano Ronaldo, porque de facto nos pênaltis que ele marcou, e ele é o melhor marcador do campeonato, os três pênaltis foram em situações de grande pressão e Cristiano Ronaldo não falhou. A tal pressão, a tal maturidade que é preciso ter, porque todos falham, até o saudoso Maradona falhou tantos.
João Pinto, estavas a torcer por que equipa? Já conhecemos aqui as escolhas do Luís e do Gabriel, e do Júlio também. Estavas a torcer por que equipa?
Por Itália. Era todo azul ontem.
Mas isto qualquer um agora torce contra mim. Isto é uma coisa impressionante. Porque é que é sempre tudo contra mim, João? Tu também. Não estrague isso.
Mas não, acho que o grande vencedor de ontem, então a gente tem que dizer, foi o Papa Francisco. Num dia limpou dois. Limpou o da América do Sul e da Europa. O melhor em campo foi o Éder. É sempre o Éder.
Estás na entrada?
Foi uma maravilha. Aliás, eu estava aqui e estava a dizer: "Eu acho que ele a meio do caminho devia mudar de ideias e dizer: 'Não, afinal ficamos com isto.'" Obviamente, o destaque CR7. Trinta e seis anos, o melhor marcador do Europeu. E os outros a ver. Os Kanes da vida e os Lewandowskis e essa gente a olhar para ele e dizer: "Pois, o velhote limpou mais uma."
Sorte a nossa que os pênaltis não contaram, não é?
Que os pênaltis não contaram? Os pênaltis do desempate?
Sim, que não contaram para a classificação.
Aliás, eu acho que se contasse, nós tínhamos ido a pênaltis mesmo na fase de grupo. O Ronaldo fazia por isso. Gostei muito da exibição do Chiesa. Deram o prêmio a Donnarumma, ficou bem entregue, mas se tivessem dado ao Chiesa, acho que também era bem entregue. Acho que o momento do jogo foi o puxão ao Bukayo Saka. Aquele puxão do Kaelin é qualquer coisa.
Completamente extraordinário.
Aquilo é quem quer muito ganhar.
É de quem sabe.
Desculpa, rapazes.
É de quem sabe.
O Gabriel só diz: "É de quem sabe." Pedro Henriques, foram vários os momentos de bom futebol. O que destacas na liderança de Mancini?
Olha, muito bom dia a todos.
Bom dia, Pedro.
Eu destacaria aqui alguns aspectos, agarrando até naquilo que já foi dito aqui por algumas pessoas e levando sempre um pouquinho para a questão da arbitragem. Quando muitas vezes perguntam se arbitrar um Benfica-Sporting é a mesma coisa que arbitrar um outro jogo qualquer, e eu respondo que não, e às vezes vejo o árbitro português a dizer que é só mais um jogo, é completamente mentira, porque independentemente da competência que cada um tem, vem nesses jogos muito especiais, e este agora do Europeu era um jogo muito importante e especial, vem ao de cima exatamente a questão emocional, que o Gabriel estava a falar, a questão da experiência e da maturidade. Vale o que vale, mas a propósito dos pênaltis, os cinco jogadores que conseguiram meter a bola dentro da baliza, três italianos e os dois ingleses. O Sassoli tem 26 anos, o Benedetti 27, o Bonucci 34, o Maguire tem 28 e o Kane tem 27. E agora reparem nos três jogadores que não conseguiram meter a bola dentro da baliza. Pela parte inglesa, o Saka 19, o Sancho 21 e o Rashford 23. É lógico, depois diríamos: "Ah, mas o Jorginho é mais velho e também falhou." Sim, mas a probabilidade de falhar nesses momentos em que para quem vai marcar a baliza torna-se pequena é muito grande. E portanto, está estudado, sabe-se isso, e eu estou ligado a esta área da parte da psicologia. É fundamental ter pessoas muito mais maduras e experientes, e acho que aí os ingleses não estiveram, no meu ponto de vista, tão bem. E depois de realçar, acima de tudo, e já foi dito aí também, que há três coisas importantes. É um facto que a seleção nacional não esteve presente, mas tivemos no final o Éder e sempre onipresente o Cristiano Ronaldo, uma vez mais, como o melhor marcador e a dar cartas. E esta comparação que eu não consigo deixar de fazer, também ao nível da arbitragem, entre aquilo que foi as duas finais, a de ontem e a do Campeonato da Europa e da Copa América, em que em termos de qualidade, realmente o Europeu está 50 furos acima e obviamente que um árbitro ontem, em tempo útil de jogo, nos 90 minutos, o Björn Kuipers marcou 23 faltas contra as 41 que houve na véspera, mostrou quatro amarelos contra os nove amarelos e estou a falar em tempo útil, portanto, há aqui grandes diferenças. E depois, termino com esta questão que é: este Europeu trouxe-nos coisas boas. Realmente tem duas coisas que a gente não consegue compreender. Uma delas é este modelo que começou e acabou aqui. É bom relembrar que os quatro semifinalistas jogaram a fase de grupos todos em casa. E é bom também perceber um aspecto muito interessante, é que os dois finalistas, Inglaterra e Itália, são aquelas seleções, que mais jogadores têm a jogar nos seus próprios países, o que revela aqui algumas alterações. Todas as outras equipes, Portugal, França, Espanha, etc. praticamente é tudo legião estrangeira, no sentido que jogam fora. E isso vem mostrar também uma grande diferença ao nível do que é o jogo. E depois Dizer só isto: tempo útil de jogo deste Europeu para o Europeu anterior, 2016, melhorou em dois minutos. Passamos de 56 minutos para 58 minutos e 21. Reduzimos o número de cartões amarelos, de 3,6 para 2,7, o que é muito significativo, menos um cartão amarelo por jogo, e melhoramos também ao nível das faltas, reduzindo de 27,4 para 25,3. E então se compararmos o número de faltas, de cartões e tempo útil com o futebol português, é uma loucura. O futebol português tem 50 minutos de tempo útil por jogo e nós tivemos, neste Europeu, 58 minutos e 21. Por isso é que, ao nível da intensidade, da condição física, enfim, de tudo que é sempre o jogo andar, há grandes diferenças, inclusivamente para a maior parte das competições nacionais. E portanto, isto são dados muito interessantes de análise, até para aquilo que é quais os jogadores é que devem jogar, quais são os jogadores que, estando em forma, devem jogar, e não aquilo que são as apostas e os jogos, e daríamos para alguma crítica interna para o futebol português.
Vamos ouvir o Júlio também.
Pedro Henriques, só para dar aqui uma nota. Acho que a nossa liga devia de olhar para esses dados estatísticos que acabou de dar.
Júlio, por falar em jogadores em forma, o Bonucci disse que vai de férias com o Chiellini para o convencer a continuar até o Mundial.
Sim, e vai e é merecido. Para já, bom dia a todos.
Bom dia.
Mais uma vez, bom dia. Mais uma vez obrigado a todos e a todos muito obrigado. Eu não apostei na Itália ontem, eu apostei na Itália no início do campeonato.
É verdade.
Eu tinha que dizer isso.
É verdade.
Não estava nada à espera.
E dar os parabéns ao Luís Vilar, que hoje foi aí ao estúdio dar o peito às balas, também é justo fazer um reconhecimento.
Porque perdi, porque se eu ganhasse tinha ficado no quentinho de casa. Quando se perde é que se dá o peito, não é?
Agora, sobre este campeonato e a final de ontem, só para dizer, espero que o Southgate não fique na seleção inglesa como selecionador. Aquilo de ontem não foi nada, Luís Vilar. Aquilo não é o futebol inglês. Ainda bem que o futebol não voltou a casa, porque esta seleção inglesa não personifica aquilo que nós vemos desde sempre no futebol inglês. Um futebol alegre, vertiginoso, um futebol ofensivo, um futebol de ataques. Os ingleses não ganharam, durante muitos anos, competições europeias e campeonatos europeus e mundiais. Não só por isso, porque tinham um futebol muito ofensivo e portanto apanhavam equipas estruturadas ofensivamente e tinham dificuldades nisso, mas também não queriam entrar nessa fase. Mas não ganharam também porque os ingleses deram sempre muito mais importância às competições internas que às internacionais. Para eles, a Premier League é que é importante, para eles o futebol inglês é que é importante. Só nos últimos anos, quando a capacidade económica e o conceito económico dos campeonatos, das competições europeias e até dos mundiais e europeus começaram a ter relevância, é que os ingleses começaram a preocupar-se com isso e beneficiaram com o facto de terem lá treinadores estrangeiros e jogadores estrangeiros.
Júlio, tu ganhaste. Festeja, não tragas isso agora.
Nada, a final de ontem estava à vista. A Inglaterra não tinha tido um teste a sério.
Com a Alemanha.
Com a Alemanha?
Tiveram um teste a sério com a Alemanha. 2 x 0 para a Inglaterra.
Sim, com a Alemanha, mas a Alemanha em crise, claro. Uma Alemanha que estava doente. Mas o grande teste foi ontem e o que aconteceu ontem foi os ingleses marcarem um golo. Tiveram azar, o azar dos ingleses ontem foi marcar um golo aos três minutos. Se marcassem mais tarde, ainda tinham tempo para aguentar um zero. Aos três minutos ia ser muito difícil. E portanto, não gostei de ver a Inglaterra jogar daquela forma ontem. Não gosto de ver a Inglaterra, sou apreciador, gosto dos ingleses e da forma como jogam futebol, daquela forma não, porque isso nós já estamos habituados.
Júlio, achas que a Inglaterra jogou à Itália e a Itália jogou à Inglaterra?
Eu tinha-vos dito aqui que iam jogar uma equipa, a equipa que era de branco ia jogar de azul e a que era de azul ia jogar de branco.
Vamos então ao vosso campeão e nota.
Isso foi o que aconteceu.
Deixa eu só dar aqui uma nota, porque eu acho que está aqui o Gary Lineker. Vou só tirar aqui uma frase. Eu acho que ele também faz aqui um bom: "Temos talento para assustar os adversários, mas agora mesmo parecemos assustados para libertar esse talento." Vai de encontro às palavras do Júlio.
Exatamente, Júlio. Bonucci foi considerado o grande herói da final. Donnarumma foi eleito o melhor jogador da Europa. E para vocês, quem é o campeão desta final ou até mesmo deste Europeu? Júlio.
Olha, para mim o Mancini é o melhor treinador. O Sterling foi o melhor jogador deste Campeonato Europeu. Ontem não jogou tão bem porque a seleção não jogou para ele jogar bem. O Bonucci e o Chiellini foram os melhores jogadores da final de ontem. A Itália foi a melhor equipa. Nota máxima também para as arbitragens. Foi uma bela demonstração de como o jogo pode ser corrido, não se deve perder tanto tempo com o VAR e nota negativa para o facto destes campeonatos em várias cidades não fazem sentido nenhum. E por isso, ainda me falta falar do Ronaldo. Continua a ser a maior estrela do mundo, juntamente com o Messi. Não vejo no horizonte alguém que possa substituir Cristiano Ronaldo nos próximos anos.
Que nota dás a Ronaldo?
Por ser o melhor marcador do Europeu, 15, não vai mais longe, porque nós também não fomos mais longe.
Gabriel Alves, o teu campeão e nota.
Olha, o meu campeão é o próprio futebol e eu aqui vou voltar a socorrer-me do Jorge Valdano, porque ele disse uma coisa extremamente importante antes do jogo com a Inglaterra e da Itália. Portanto, numa análise. Este campeonato trouxe-nos novos conceitos, mas este, acima de tudo: descobrimos que sair a ganhar é melhor que sair a não perder. Portanto, este campeonato trouxe-nos esta filosofia bem atestada na equipe italiana, que é campeã, por isso dou-lhe nota 20, de que trouxe um ar fresco a tudo que é o futebol. Sair a ganhar, é isso que se quer, sair a ganhar, sendo uma equipa combativa, sendo uma equipa capaz, sendo uma equipa que sabe sofrer, pode ser dominada, mas não é submetida. Portanto, para a Itália, 20 valores, e para Mancini, obviamente, que é o seu líder, com a sua equipa Sampdoria, construiu, de facto, uma nova filosofia bonita para o futebol, sem equipas queEstado nos jogadores, mas sim na transversalidade. Muito bem os jogadores que jogam dentro do país, que naturalmente sentem esta camisola de uma forma bastante diversa e não como verdadeiras multinacionais, que são as grandes estrelas que ficaram a ver o campeonato em casa, sempre.
João Pinto, o teu campeão.
O meu campeão é o Mancini. É exatamente isso, um selecionador que tem a coragem de ir buscar jogadores que mesmo sendo quase quarentões continuam a ter ambição, mas também não tem medo de ir buscar os jogadores aos Sassuolos, às Fiorentinas e às Atalantas. E que também é uma nota de aprendizagem para o Fernando Santos, que por exemplo, não tem medo de ir buscar os jogadores que jogam no Granada, mas não convoca o Fábio Cardoso só porque era do Santa Clara. Este tipo de visão para além dos três grandes, e também há grandes na Itália, também era importante de se ter por cá, mas a nota máxima vai para ele, vai para o Mancini.
20?
Sim, 20. Tem que ser. Acho que quando se ganha um campeonato europeu, tem que ser. E também essa nota para o regresso do Mancini e do Vialli a Wembley, depois de lá terem perdido uma final da Liga dos Campeões.
É verdade.
Pela Sampdoria, esse momento que a história dá-nos sempre estes doces, estas maravilhas. E foi muito bonito ver aqueles dois senhores abraçados um ao outro naquele relvado.
Pedro Henriques, quem é o teu campeão e nota?
Os meus campeões são diversos. Para já, os números que apresentei há pouco daquilo que foi a melhoria significativa nos dados do futebol propriamente dito. Nota positiva, naturalmente, para a arbitragem de uma maneira geral, que se adaptou bem a esta nova realidade, que é o primeiro Europeu com o VAR. Nota positiva para o Cristiano Ronaldo e também para o Éder. Nota negativa para o modelo que foi apresentado e que realmente não resulta. E para a reflexão tem que ser feita, tivemos 15 jogos a eliminar a partir dos oitavos final, oito foram ao prolongamento. Isso são dados muito interessantes para reflexão, para a questão das cinco substituições, para a sexta extra, para a questão da condição física. E finalmente, a minha nota, não podia deixar de ser, dois mundiais, três europeus, uma final de Liga dos Campeões, uma final de Liga Europa, Bion Cupers ao mais alto nível, nota 20.
Luís, no teu caso precisas de música para te inspirar.
Tinha que levar com esta, mas eu assumo que-
É o teu campeão, hein?
Assumo que fui o grande derrotado. Para já, o grande derrotado sou eu. Zero valores para o Vilar, não acertou uma o Euro todo.
Não, de todo. Deste muito valor a este Euro.
22 valores para o Júlio.
Luís, para tu não ficares triste, estamos empatados, tu com a Inglaterra, eu com o Sérgio Oliveira.
Sérgio Oliveira, sim, senhor. Olha, para mim, para os italianos e para os escoceses, eu acho que o grande campeão é Robert Wallace Mancini, pegando ali na capa do Daily National da Scotland. Portanto, salvou toda a gente como a capa pediu, preveniu também 53 anos de mais fanfarronice, como a capa pediu, desceu pelos verdes campos das Islands e fez uma verdadeira equipa. Foi verdadeiramente uma grande equipa. Acho que a grande estrela era Mancini. Apesar de ter grandes jogadores com grandes currículos, já bastante experientes, não se notava uma equipa na dependência do jogador. A centralidade da equipa não era exacerbada ao ponto de perceber-se que havia um superior aos outros 10. E eu acho que isto é mérito do Mancini. Tinha ficado fora no Mundial de 2018. Leva neste momento 33 jogos consecutivos sem perder. Acho que são 12 vitórias. Construiu uma verdadeira equipa, acho mesmo que o todo foi superior à soma das partes, como se diz na gíria. Tem a primeira equipa a vencer duas eliminatórias em grandes penalidades, nunca isso tinha acontecido no Europeu e por isso para Roberto Wallace Mancini vão os meus 20 valores.
E ficamos com o José.
Eu queria só dizer em rodapé e que na sequência do que diz o Luís, 17 dos 26 convocados para este Campeonato da Europa estrearam-se num grande certame.
E Maria João, posso dizer só mais uma coisinha?
Sim, depois temos de ir rapidamente à Copa América.
Sim, ainda temos a Copa. Deixa-me só dizer sobre isto, a propósito do Mancini e do Southgate. Eu não acredito que um jogador como o Rashford, que é uma estrela do futebol inglês e joga no Manchester United, entre satisfeito a um minuto do fim para ir marcar um pênalti. E a grande diferença é que o Mancini tinha os jogadores do lado dele. Não acredito que o Southgate tivesse os jogadores todos do lado dele.
Estamos conversados em relação ao Euro 2020, venceu a Itália. Vamos agora até à Copa América rapidamente, temos pouco tempo. Todos apostaram em Messi e na Argentina. Gabriel Alves, os argentinos venceram a final com gol de Di María, mas a estrela foi mesmo o Messi que conquistou o título que lhe faltava.
Melhor jogador, melhor marcador, campeão da Copa América. Eu vi o jogo. Eu resumo assim, é a minha opinião. Messi tinha uma equipa com ele e ele fazia parte dessa equipa. A equipa de Tite, do selecionador brasileiro, é um bando de estrelas. Portanto, entre a equipa e o bando, venceu a equipa.
Então vamos já ao campeão em nota para este jogo. Quem é que é para ti o teu campeão?
Para mim?
Da Copa América, sim.
Para mim é a própria Argentina, tendo Messi como expoente e tendo um treinador que consegue liderar todo aquele processo, e viu-se nas substituições, na forma como foi gerindo a partida. Portanto, para a Argentina, 20, campeã da Copa América, 20 eu.
Júlio, no teu caso?
Olha, dou 18 à Argentina e 19 ao Luís Dias. Foi o grande jogador da Copa América, marcou gols espetaculares e é do Porto, claro.
Olha, e subiu no mercado. Ai, mercado.
Só quem não viu, só quem não quis ver.
Luís Vilar, quem é o teu campeão da Copa América?
Eu tenho que dar 16 valores ao Messi, porque entrou para a história dos grandes jogadores da história do futebol, que também conseguiu títulos ao nível da seleção. O Cristiano já o tinha feito. Estávamos constantemente também a apontar para Messi esta limitação. E Messi desta vez foi um jogador que estava absolutamente imerso na equipa. Concordo aqui com o Gabriel. A Argentina foi uma equipa, muitas vezes deixou algumas estrelas de fora. O Brasil
Continua a ser um bando de jogadores e, como dizia também outra vez o Van Gaal: "As equipes ganham sempre sobre as estrelas."
Pedro Henriques, quem é o teu campeão na Copa América?
Sim, naturalmente que a Argentina, porque fez uma competição bastante consistente, no meu ponto de vista. Todos em torno do Messi, isso foi uma espontaneidade, a maneira como assim que acabou, os próprios colegas foram ter com ele, cantaram a canção dele. E obviamente, aqui o destaque também muito interessante pro Luís Dias, que acabou, como já disseram, aí vai prosseguir na sua própria cotação. E é interessante que é uma competição onde eu vi tantos jogadores que já tinham passado por Portugal a jogar nos nossos clubes, o que não deixa de ser interessante também. Portanto, o campeão argentino está de parabéns e vou dar a nota 17. Enfim, até podia dar mais, mas há alguém que, neste momento, só está em comparação no mundo de futebol com o Cristiano Ronaldo. Estamos a falar do Messi, obviamente.
João Pinto, surpreende-nos.
Surpreendo. Vamos a isso. Para mim, a nota mais alta vai pro homem da sombra, o Di María, que foi o homem da sombra do Ronaldo. Muitas vezes, no Real Madrid, o ouro ia pra um, mas os gols eram de outro, e a mesma coisa pro Di María na Copa América. E depois dizer que se na Europa foi uma confusão de cidades, lá foi uma confusão de países em que só decidiram onde é que era a Copa no último momento. E, portanto, estes modelos móveis transformaram a Copa América na Sopa América, ou algo que era aquilo, que foi uma confusão desgraçada.
Vamos às despedidas. Amanhã estão comigo o Júlio Magalhães, o João Pinto e o Pedro Henriques. O Gabriel Alves volta no início de agosto, vai gozar umas merecidas férias. Faz ele uma pausa.
Obrigado.
Luís Vilar, gostamos muito de ter contigo no programa. Esperamos por uma próxima oportunidade.
Espetáculo. Para mim foi um gosto tremendo fazer rádio, nunca tinha feito.
Com ou sem viola, não é?
Sem viola, neste caso.
Não te ouvimos cantar. Temos imensa pena. Estamos em déficit.
Não se pode dar tudo de uma vez.
Pronto, espero que ponhas um espetáculo ao vivo, tá bem?
Estarei sempre. E obrigado à família Observador por me acolher com tanta amizade.
Beijinhos e abraços a todos. Até amanhã.
Beijinhos e abraços.
Adeus. Obrigado.
Olhe que já tem idade pra ter filtros. E pra lhe pôr um travãozinho, não? Afinal, que idade é que acha que tem?
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