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E o apito está dado. Arranca agora o "E o Campeão É..." das manhãs 360. Já sabe que até quarta eu e o Júlio Magalhães estamos em direto de Aveiro. E claro que, como habitual, não estamos sozinhos. A partir de Lisboa, juntam-se a nós o Gabriel Alves, o Bruno Vieira Amaral e o Pedro Henriques. Bom dia aos três, boa terça-feira.
Bom dia. Boa terça-feira por Aveiro e boa terça-feira para o país.
Para todos, exatamente. Hoje a seleção tem mais um jogo, esta tarde frente a Luxemburgo, mas Gabriel, ontem não tivemos tempo para uma vista de olhos rápida pela partida frente ao Catar. Achas que foi um passeio no parque?
Eu acho que foi um jogo sem saborão. Aqueles jogos para cumprir calendário, para ganhar uns trocos, mais uns, etc e tal, mas onde o Fernando Santos também um bocado enfadado, e eu acho que ele tinha razão no final do jogo, ele mostrou-se um pouco enfadado. Mas Fernando Santos pôde lançar alguns jogadores, muito questionados sobre esse lançamento, que era algo que estava previsto. Ele respondeu bem e naturalmente que depois, a partir de determinado momento, deu o jogo aos futebolistas que vai fazer alinhar hoje, para que naturalmente tivessem um momento de competição, não os 90 minutos, mas aqueles minutos que são necessários para, obviamente, fazer ali, passeemos a expressão, olear e pôr os jogadores nas rotinas e nos automatismos e a competir, no fundo isso, para a equipa que irá hoje apresentar frente ao Luxemburgo, um jogo bem mais importante. O Luxemburgo não defende só atrás, também é uma equipa que procura o golinho, procura ganhar. É uma equipa que não tem nada a ver com as equipas que eu tive a oportunidade de seguir aqui há muitos anos, daqueles jovens que trabalhavam na padaria e depois jogavam na seleção do Luxemburgo e de outras profissões, obviamente. Hoje é uma equipa que tem princípio, meio e fim, tem princípios de jogo e ideias de jogo bem definidas, portanto, é uma equipa em que Portugal não se pode distrair e tem que ser altamente competitivo e intenso para poder vencer. Há aqui o problema de J, quem vai jogar no lugar de J, que não pode alinhar. Bom, há aqui duas soluções, adianto já e deixo ficar à discussão: ou Gonçalo Guedes, para a profundidade, para a verticalidade, ou André Silva, para o jogo posicional dentro da área.
Júlio, o que é que esperas deste Portugal-Luxemburgo de hoje? Portugal, se vencer, pode recuperar a liderança do grupo A, mas para isso precisa que o Azerbaijão também roube pontos à Sérvia, não é?
Não espero nada.
Que descrença.
Não, não é que ou Portugal ganha ou não ganha. Acho que não ganhar ao Luxemburgo não está na cabeça de ninguém, no pensamento de ninguém.
Não sei, há surpresas, não é?
Hoje, no futebol, nunca nada é ganho antecipadamente.
Claro.
Portugal está no primeiro lugar.
Não se distraia.
Não se distraia, claro.
Exato.
Portugal não pode hoje perder de maneira nenhuma, nem sequer empatar. E não estou a ver o Luxemburgo com capacidade para isso, embora tenha melhorado bastante a qualidade do seu futebol.
Portanto, está tudo favorável para Portugal.
Portanto, no Algarve, com bom tempo e com a melhor equipa, Portugal hoje, o que eu espero é mesmo nada que é ganhar, porque não há outra possibilidade.
São acordos tropicais com aquilo que vamos ver.
Exato. Bruno Vieira Amaral, também estás assim otimista?
Sim. Não costumo estar. Mas hoje...
Mas hoje é mais cedo, pronto. Hoje acordaste mais cedo.
É verdade.
Isto é excecional. Isto é hoje só por causa do Orçamento do Estado, as coisas que nos fazem, não é?
Teve aqui influência no meu ritmo biológico e nas minhas emoções. Então tenho o prognóstico positivo para o jogo mais logo.
Mas achas que vamos ver mais do mesmo?
Vamos ver uma equipa claramente superior à outra, mas um Luxemburgo, como disse o Gabriel, já não é aquela equipa de talhantes e padeiros, já tem jogadores de qualidade, profissionais, um dos quais marcou um grande gol na vitória do Sheriff e para voltar a falar do Sheriff contra o Real Madrid.
Falamos pouco, não é? Ainda falamos pouco do Sheriff.
E eu insisto em trazer o Sheriff de volta ao palco e eu espero que hoje não haja nenhuma surpresa desse gênero, uma surpresa tipo Sheriff. Agora, o que espero é a equipa portuguesa a dominar o jogo e é importante conseguir desbloquear, desmontar a defesa do Luxemburgo. E daí que eu penso que a presença do André Silva será mais justificada do que do Gonçalo Guedes, porque uma equipa que se feche mais, eu creio que a presença do André Silva poderá ser a chave para ajudar a desmontar essa defesa. Eu apostaria no André Silva para titular.
Pedro Henriques, qual é a tua opinião para o jogo deste início de noite, 7h45?
Sim, bom dia. Começando pela equipa titular, o Portugal não vai alterar a sua forma de jogar e obviamente, disse o Fernando Santos, quando até lhe colocaram a questão de poder jogar até com três centrais ou três-quatro-três ou três-cinco-dois, e vincisto o Fernando Santos, ele também não vai alterar aquilo que é o figurino dos jogadores que ele aposta para este tipo de jogos, ou seja, aposta sempre nos mesmos. Portanto, o Patrício, o Nuno Mendes vai ter que jogar, porque o Guerreiro está lesionado, e o Cancelo à direita, e depois o Pepe e o Rúben Dias. E depois há de ser Palhinha, Bruno Fernandes, João Moutinho, Bernardo Silva, CR7 e André Silva, na minha opinião também. Portugal claramente favorito, não obstante o Luxemburgo e jogar com aqueles que são os dois melhores jogadores do Luxemburgo, o Leandro Barreira e o Gerson Rodrigues, mas quando ouvi o Fernando Santos a falar e elogiar a seleção do Luxemburgo, e obviamente tem que fazer esse papel, de repente pensei que íamos jogar contra a Itália ou contra a Espanha, porque realmente foram elogios demasiado exagerados para aquilo que continua a ser o desnível. E vamos jogar num estádio que começa a ser mítico para o Cristiano Ronaldo, onde ele mais gols marcou até agora São 13 e provavelmente hoje vai aumentar o pecúlio ao serviço da seleção. Espero um jogo em que Portugal vai ter algumas dificuldades, mas vai acabar por ganhar e com um resultado bastante, não digo dilatado, mas no sentido por dois a três, claramente. E já agora, só a título de curiosidade, é uma equipa de arbitragem francesa que vai lá estar, que é o Benoît Bastien, que vai arbitrar este jogo.
Desculpa, o Fernando Santos quando faz aquelas declarações, obviamente que são os mais recados para dentro para que não haja distrações.
É para não adormecerem.
É, exatamente.
Este Portugal x Luxemburgo vamos transmitir em direto aqui na Rádio Observador, numa emissão especial a partir das 19h15. O jogo, recordo, é 19h45. E já que falamos de seleções, eu sei que vocês não se aguentam. Vamos lá ao caso do Mbappé. O Pedro ontem já explicou que não foi fora de jogo, mas o lance que deu vitória à seleção francesa no jogo contra a Espanha continua a dar muito que falar. Júlio, tu tens dúvidas.
Posso dizer só uma coisa?
Sim, Júlio.
Posso dizer só uma coisa? O Iturralde González em Espanha, que é uma figura da arbitragem.
Sim, é o Jorge Croata de Portugal.
Está bem, mas é uma figura em Espanha. Uma coisa é o que é, outra é o que gostaríamos que fosse. Eu acho que explica tudo.
O que disseste, Gabriel? Não consegui perceber o final.
O Iturralde disse: "Uma coisa é o que é, a outra é o que gostaríamos que fosse."
Sim, mas não é preciso ir a Espanha, com esse árbitro cá em Portugal já tivemos vários, Eduardo Gomes, etc.
O Pedro Henriques já disse também.
Eu ontem só passei um bocadinho na televisão, também na Bola TV, a tentar explicar várias vezes que realmente uma coisa é aquilo que nós todos queremos e podemos achar em relação ao lance, outra coisa é aquilo que está na página 94 da Lei 11, que diz clarinho, parece que fizeram esta lei de propósito para aquele lance, porque ainda por cima o novo livro das leis colocou lá esse parágrafo que foi mesmo adaptado a isto. Ou seja, que no livro do ano passado não estava. Portanto, não há espaço para manobra nesse patamar. Pois há é para discutir se a lei está boa ou má. Aí, claro, todas as opiniões são válidas, como é óbvio.
E qual é a tua, Pedro? A lei está boa ou má?
A lei para mim está boa. Nós não temos aqui tempo. É só relembrar que esta lei do fora de jogo vem de 1848 e que o primeiro documento da lei de fora de jogo que existe é 1856 de Cambridge, e que já lá estava a situação em que quando a bola é jogada por um jogador e vai para o adversário, esse adversário se estiver fora de jogo, a sua posição é validada. E a tendência do fora de jogo tem sido a vir a evoluir, no sentido que cada vez há menos fora de jogo. Por quê? Porque em 1920 havia cerca de 40 fora de jogos por jogo, porque era preciso três adversários entre o avançado e o defesa, e depois é que passou para dois e foi isso que alterou o sistema tático. Começou-se no originário a jogar com três defesas centrais e só foi possível começar a jogar com dois defesas centrais à medida que o fora de jogo foi evoluindo no sentido de que não é três defesas, é dois, agora o penúltimo já não está fora de jogo. Não dá tempo para mais, mas é só para explicar que esta evolução do fora de jogo tem sido no sentido de cada vez se penaliza menos o fora de jogo, inclusivamente os fora de jogo posicionais. Agora, reconheço que há de haver aqui ajustes que podem ser feitos e neste caso concreto, poderia haver aqui ajustes. Deixamos isso para outras ocasiões, porque aqui não dá tempo, obviamente, para tudo.
Mas o Bruno Vieira Amaral está muito calado, não está?
Está.
Está a assistir.
Eu estou calado porque tive o privilégio, como todos nós que fazemos parte do grupo do WhatsApp, de receber a explicação do Pedro Henriques.
Na hora.
Na hora.
Na hora, exatamente. E fiquei descansado e fui assistindo de cadeirinha a todas as discussões sobre o lance, sobretudo da parte dos espanhóis, claro, que ainda não se reconciliaram com a realidade.
Ainda não engoliram.
Perderam o jogo por um lance que é legal. Agora, há uma questão que eu acho muito interessante no meio disso tudo, é que mesmo os jogadores e o treinador da França vieram dizer que não estavam a par desta regra, o que é estranhíssimo. O Didier Deschamps disse: "Eu não conhecia, não sabia que não era assinalado fora de jogo se acontecesse isto." Aquilo que aconteceu. O que é estranhíssimo. O Pedro no outro dia dizia que os clubes e as seleções se calhar precisavam ter o acompanhamento de alguém, de um especialista em arbitragem para lhes dar formação. E isso nota-se quando os jogadores vêm revelar esse desconhecimento gritante. Uma coisa é os adeptos não saberem, estarem revoltados, porque aquilo é um fora de jogo claro, mas que depois deixa de ser fora de jogo. Outra coisa é os jogadores, são os atores que estão em campo e os treinadores desconhecerem as regras do jogo. Isso é que é preocupante.
Mas olha, deixa-me só dizer uma coisa. Pronto, já ouvi e ontem o Pedro Henriques aqui explicou muito bem de manhã e, portanto, fiquei esclarecido quanto à lei que eu desconhecia, devo dizer. Aliás, o Pedro Henriques até falou isto: "O problema é os ignorantes que andam aqui à volta e eu sou um deles."
Aí te acusaste.
Não, a única coisa que eu estranhei mesmo, devo-vos dizer, foi depois ver o lance e até o fim do jogo não vimos mais nenhuma repetição. Ou seja, nós quando há lance destes.
Tão polêmico.
Depois as televisões passam as linhas ou repetem o lance para nós percebermos porque é que foi fora de jogo. E no jogo não houve mais, ninguém conseguiu ver mais repetições.
O árbitro explicou a todos os jogadores.
Pois, é claro.
Pelo menos todos eles disseram isso, mas os espetadores, de facto, ficaram sem saber o que é que se tinha passado.
Nós ficamos sem saber até ao fim.
Transmissão UEFA.
Pois, até ao fim não houve.
Mas a Premier League, nas transmissões dos jogos costumam ser muito mais claros.
Mas está esclarecido.
Vamos avançar. Bruno, sobre a venda do Newcastle ao consórcio da Arábia Saudita, os clubes da Premier League não estão nada satisfeitos
Não estão os clubes, mas estão os adeptos do Newcastle, que estão eufóricos.
Eufóricos, completamente. As imagens são muitas.
Há adeptos como o Alan Shearer, que têm responsabilidades até mediáticas, que vêm falar das questões dos direitos humanos, porque o clube está sendo comprado pelo fundo soberano da Arábia Saudita, mas nem estes adeptos conseguem disfarçar o entusiasmo, porque o clube está estagnado há cerca de 14 anos com a antiga direção e eles veem nisto uma oportunidade para o clube dar o salto. Por quê? Porque olham para o que está à volta. Olham para o percurso que o Chelsea fez desde que está lá o Abramovich, veem o que aconteceu no Manchester City, e agora o que dizem é: "Bem, chegou a nossa vez. A partir de agora as coisas vão mudar." E este fenômeno é muito interessante em relação aos fundos, de onde é que vêm, quem é que são os investidores, porque alguma resistência haverá sempre por parte dos adeptos, e estou a falar dos adeptos dos outros clubes, mas quando lhes toca, as coisas mudam um pouco de figura, porque percebem como é que funciona o futebol atualmente. E que sem este tipo de investimento, sobretudo na Premier League, os clubes não têm hipótese de competir ou de lutar pelos títulos. E no caso do Newcastle, estamos a falar de um clube que de fato tem atravessado o deserto nos últimos 14 anos, em que o objetivo é basicamente manter-se na Premier League para continuar a receber os valores de participação na Premier League, mas tem falta de investimento em infraestruturas, na formação, e isso agora pode mudar e vai com certeza mudar, o que gera esse entusiasmo nos adeptos. Depois, há a discussão sobre as questões dos direitos humanos, mas que não deviam ser só levantadas agora com o Newcastle. Temos o exemplo do Paris Saint-Germain, do City, do Chelsea também, para discutirmos de onde é que vem, qual é a origem do dinheiro. Mas, para mim, o mais interessante foi verificar esta reação eufórica dos adeptos do Newcastle.
Dos adeptos. Pedro Henriques, o "bitaites" do dia tem a ver com isto, com a venda do Newcastle.
Para mim, o "bitaites" do dia é do Courtois. Não sei se é esse que estás a referir.
Sim, é. O Thibaut Courtois. O guarda-redes do Real Madrid da seleção belga.
Exatamente, em que ele diz que eles, a UEFA, só se interessam com o dinheiro.
Só se importam com o dinheiro.
E só se importam com o dinheiro. E eu vou deixar aqui duas janelas. A primeira é que eu concordo que haja a necessidade de fazer uma revisão de tudo o que é calendários e provas, olhar para a densidade e quantidade de jogos e perceber até que ponto é que a proteção e a saúde física e mental dos jogadores pode ir, no sentido de haver uma fronteira que não pode ser ultrapassada. E nesse aspecto, não pode ser só negócio e tem que se perceber claramente que tem que haver aqui essa proteção. Eu aí estou de acordo, acho que estamos todos de acordo e há uma série de entidades e pessoas individualmente que já a semana passada estavam. Mas meus amigos, o Courtois é o último que pode falar sobre isto. Ele ganha €400 mil por semana. Portanto, uma pessoa que ganha €400 mil por semana, interessa-se por quê? Então se ele não se interessa por dinheiro, que baixe o salário e vá lá jogar para a terra dele. Aliás, ele não se interessa por dinheiro, que não precisa. Eu é que me interesso, porque eu não ganho €400 mil por fim de semana. Eu é que sou o desgraçadinho aqui. E, portanto, como é que ele consegue ganhar esse dinheiro por semana? Porque os clubes onde ele joga têm que entrar em competições, onde entrar na Champions League, o prêmio em 10 anos vale 21 milhões, 15 milhões para passar a fase de grupos, 2,8 milhões por vitória, passar aos quartos-final, aos oito, às final, 9 milhões, e depois 10 e 12 e 15 na final. Ou seja, se não for o negócio, se não for o dinheiro, se não for realmente a UEFA que organiza muitas dessas competições, e não só, a dar esse dinheiro aos clubes, os clubes depois com os direitos de televisão, de imagem, com esses financiamentos, é que conseguem pagar estes ordenados milionários a estes jogadores. E, portanto, é quase demagógico ser o Courtois a dizer isto. Um jogador mais pobrezinho que diga isto, o Courtois não. É só esta a questão, que há aqui uma certa demagogia vindo. Exatamente. Por isso é que eu acho que é o "bitaites" do dia, porque há uma realidade e uma verdade, mas ao mesmo tempo uma grande demagogia. Eu sei, ele não sabe quanto é que ganha. Eu sei, porque tenho que andar a contar os tostões, como é óbvio.
Gabriel Alves, 30 segundos para um comentário sobre isto. E depois vamos ao vosso calendário do dia.
€400 mil por semana, é o que ele ganha? E quanto é que geram estes €400 mil por semana como artista, como influencer, como jogador de futebol, que é ele que está lá, ele e os outros todos que lá estão? É que isto também tem que se ver o outro lado. O que o Courtois quis dizer, na minha opinião, não é o que ele trabalha nos clubes. Ele está lá e tem um contrato para cumprir. É aquilo que esta guerra entre a UEFA e a FIFA, cada um quer mais dinheiro. A FIFA tem campeonatos engendrados no papel para fazer, o Mundialito Clubes, os Mundiais de Seleção de dois em dois anos, etc. E a UEFA, por seu lado, também tem todos aqueles seus calendários, etc. É isto que o Courtois quer, obviamente, bater. É nisso que ele bate. Bateu o De Bruyne, o Guardiola, o Mourinho. O Mourinho, não me esqueci do que dizia quando estava em Inglaterra, agora anda calado ali da Itália.
O Gabriel Alves.
Digo eu. Os mapas dos calendários, nós vimos o que é que se passa com a questão da seleção. Tanto que quando se fala dos calendários da seleção, é o vírus FIFA.
Júlio, querias falar do Beira-Mar? É o teu campeão do dia. Temos de terminar.
Não, é o distrito de Aveiro. Queria dar aqui umas notas muito curiosas. Hoje estamos em Aveiro, o Bruno, o Gabriel e o Pedro lembram-se certamente disto. Neste momento, o clube mais representativo do distrito é, por incrível que pareça, o Arouca. Na segunda divisão está o Feirense também. Na nova Liga 3 estão cinco clubes e alguns de vocês lembram-se: Olivarense, Sadia, São João de Ver, o São Joãoense e o Lusitânia de Lourosa. Os dois mais fortes clubes da Associação de Futebol de Aveiro passam momentos dramáticos, o Espinho e o Beira-Mar. Já agora lembrar que o momento mais alto do Beira-Mar, que vocês lembram-se certamente, foi a final da Taça de Portugal, ganharam. O pai Sousa, que é uma das referências do Beira-Mar, era o treinador e o filho Sousa era o jogador e marcou o golo e valeu essa Taça de Portugal em 99, 2000 ao Beira-Mar. Os jogadores mais históricos, de facto, são o Sousa, o pai, e não sei se vocês lembram, claro, o Eusébio, que jogou aqui no Beira-Mar. Em 66, 77.
E o Dino.
E o Dino. E eu vi esse jogo entre o Beira-Mar e o Benfica e o Eusébio a jogar aqui no Estádio Mário Duarte, vim com um casal amigo, que me trouxe e vim cá ver o jogo. Para além do Manuel José, claro, que jogou no Beira-Mar e foi treinador do Espinho. E há um nome que vocês lembram-se certamente, se vocês também se lembrarem de mais algum, dizem, mas há um que vocês lembram-se. Lembram-se do Abdelghani, um egípcio que jogou aqui no Beira-Mar, que era um grande jogador.
Jogou uma final também da Taça de Portugal contra o Porto.
Jogou, sem dúvida.
Então o teu campeão do dia é o futebol do distrito de Aveiro.
É o futebol do distrito de Aveiro.
Que nota lhe dás?
18. Tenho pena que hoje não haja um clube como o Beira-Mar, ou mesmo o Espinho ou o São Joãoense.
Gabriel, para terminarmos mesmo em cima do tempo.
É só para dar uma nota aqui só ao Juca, ele que anda com o estado nervoso um bocado.
É dos ovos moles, é do excesso de açúcar.
É dos ovos, é dos combustíveis, é do aumento do preço dos combustíveis. Eu como ovos moles para me acalmar.
Vai ali a Arouca e pede uma morcela de ovos, meu caro. Grande abraço.
Foi mais um.
E eu não vos falei, desculpa, João, do basquete, que é a minha modalidade, o Galito, o Iliabo, o Sangalhos. Grandes equipas de basquete aqui do distrito de Aveiro. Está dito.
Está dito. Foi mais um "E o Campeão É?" com Gabriel Alves, Bruno Vieira Amaral, Pedro Henriques e Júlio Magalhães. É sempre um gosto. Obrigada a todos. Até amanhã, já no horário habitual, depois das 21h30. Até amanhã.