Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"E o Campeão É" está de volta e hoje é um programa muito literal, porque e o campeão é a Espanha, a Argentina, Carlos Alcaraz e vamos falar de muitos campeões durante o programa de hoje, mas os nossos são o Augusto Inácio, o Luís Pinto Coelho, Pedro Henriques é o nosso plantel de luxo para hoje. Meus caros, muito bom dia, bem-vindos, que saudades que eu tinha vossas. Algumas.
Bom dia.
Algumas. Vou admitir, é verdade.
E bom regresso.
Obrigado. Afinal, sempre voltei dia 15 de julho. Não voltei com a taça, essa deixei pelo caminho. Deixei ali em Madrid pra eles celebrarem mais logo. Ora, vamos falar precisamente isso. Espanha campeã da Europa, não é propriamente algo que seja surpreendente. Augusto Inácio, eu vou começar por ti. Sete jogos, sete vitórias, a equipa com mais gols, com mais remates, a primeira seleção de sempre a ser campeã ao derrotar quatro campeões do mundo e acima de tudo a praticar bom futebol. Alguém pode dizer que Espanha não é a justa vencedora deste Campeonato da Europa?
Ora, bom dia a todos. Bem-vindo, André Maia, a Portugal, a Lisboa e aos estúdios aí do Observador. E agora a pergunta é: queres que eu fale em português ou em alemão?
É assim, o alemão só aprendi poucas coisas. Aprendi o "alles gut", que é tudo bem. Aprendi o "tschüss", que só passados uns dias é que percebi que era adeus. E pouco mais. Portanto, se puderes falar em português.
Vou falar em português que é melhor.
É melhor.
Eu acho que não deixa dúvidas a ninguém que desde o princípio até à final, que a Espanha foi realmente a melhor equipa. A equipa que teve sempre um rendimento muito regular, muito consistente, muito competitivo e quase poderia dizer, inovador. Inovador porque joga com dois meninos nas alas, joga um futebol sempre, como costumo dizer, para a frente, sempre com objetivo do gol, joga simples. A simplicidade fizeram desta equipa um futebol muito vistoso no sentido prático da palavra. E eu diria que a Espanha foi arrasando ao longo do torneio e chegou ontem à final. E eu fiquei com pena, porque eu disse que o resultado era 4 x 1 para a Espanha, e eu acho que isso teria acontecido perfeitamente bem, já que a Espanha foi muito superior à Inglaterra, que foi realmente também uma equipa muito pragmática, que também queria ganhar o jogo.
Certo.
Foi talvez os jogos que eu gostei mais da Inglaterra, embora parece ter sido goleada pela Espanha. Parece um paradoxo aquilo que eu estou a dizer, mas foi realmente uma das melhores exibições que a Inglaterra fez. Agora imagina só que a Inglaterra chega à final assim. Mas diria que a Espanha realmente tem uma equipa, não só do presente, também do futuro, uma equipa ganhadora e também La Fuente, que é realmente um treinador que muita gente não conhecia. Eu também conhecia pouco, mas foi realmente também um campeão das camadas jovens. Chega à parte mais profissional, mais senior, e também é campeão à custa da base daquilo que foram os meninos que ele foi trabalhando ao longo destes anos todos. Por isso, Espanha está de parabéns e realmente merece. E se não fosse assim, ficava um sabor amargo, no sentido de que a melhor equipa não ganharia o campeonato, mas claramente desta vez o futebol foi justo àquilo que foi a melhor equipa sempre ao longo do torneio.
Houve ali um ponto que tu disseste, Augusto, e que me parece interessante. E tu como treinador, gostava de perguntar: cada vez mais olhamos para o futebol e principalmente para a parte tática, como cada vez mais uma ciência quase aeroespacial, com muitos sistemas novos, com estratégias novas, o que também é bom, mas tivemos aqui, neste caso, em Espanha, parece que voltamos às origens, ou seja, extremos rápidos, miúdos a correr, bola para frente, o avançado até ali meio tosco, vamos assim dizer, com todo respeito pelo Álvaro Morata, mas não estamos a falar propriamente daquele jogador que agora se diz que consegue jogar tão bem de costas para a baliza ou consegue inventar isto e aquilo. Um 10, que é mesmo um 10, um médio defensivo que é um todo-o-terreno, centrais que sabendo jogar melhor com os pés ou não, neste caso até sabem bastante bem, são os jogadores que estão lá para defender. A simplicidade foi a chave aqui neste caso, ou não?
Quando não se inventa e quando se tem os jogadores nos sítios certos, nos lugares certos, e aquilo que eu achei mais a Espanha foi que além do rigor na perda da bola, que realmente foram fantásticos, é também a liberdade que o treinador dá aos jogadores de também poderem pôr a sua magia em campo ao serviço do coletivo. Isso foi aquilo que mais me agradou na Espanha. Tivemos uns extremos, dois meninos que partiam a loiça toda quando tinham a bola, mas quando não tinham a bola, tinham sempre a preocupação também de fechar o seu flanco e não deixar os laterais adversários subir. Esse tipo de equilíbrios, juntamente com aquilo que é a criatividade e a técnica de cada jogador, fazem com que realmente se possa conjugar aqui e se possa dizer que afinal o futebol é quando não se tem a bola, termos de defender bem e quando se tem bola, liberdade aos criativos para poder desenvolver o jogo dentro daquilo que é uma dinâmica de jogo que está enraizada, já se sabe, quando os extremos iam para dentro, o lateral sobe, o Carvajal subia, o Cucurella também subia quando podia. E sinceramente, eu acho que foi uma coisa tão simples, que às vezes não se entende o que os treinadores inventam. Eu, por exemplo, nos clubes onde eu treinei também inventei algumas coisas, porque não tinha pedras para isso, tinha que inventar. Mas quando é uma seleção, não é preciso inventar muito, é escolher os jogadores para aquele lugar, escolher um sistema, ritmatizar esse sistema e dar corpo e dar competitividade a esses jogadores. E não foi preciso mexer muito na equipa e quem estava fora e quem entrou foi sempre para ajudar. Um ambiente fantástico. Tudo isso somado faz com que as coisas pareçam simples
Quando as coisas são inventadas é que se tornam complicadas.
Exato. Já dizia o Cruyff: "Jogar futebol é muito simples, mas jogar futebol simples é difícil". E tivemos aqui a Espanha a demonstrar isso. Luis Pinto Coelho, olhando para o jogo, para esta final, a Espanha teve o controle praticamente do jogo todo. Aliás, a Inglaterra só entra na grande área por volta do minuto 15, isto com bola mais controlada. Na segunda parte andou também longe da grande área até praticamente o final. Onde é que Southgate falhou desta vez? E pergunto também, já agora, se na tua opinião deve continuar à frente desta seleção dos Três Leões, porque muito se falou aqui da geração perdida da Bélgica, também da geração perdida de Portugal, mas e esta de Inglaterra? Tem duas finais, mas zero títulos.
Olá, boa tarde. Sim, mas eu sou um bocadinho sempre defensor dos treinadores, porque acho que é sempre complicado alguém que vai a duas finais consecutivas dizer que não cumpriu os objetivos ou que podia ter feito mais. Podia, podia ter feito mais, mas eu acho que se a análise for feita sem ser na espuma dos dias e com mais profundidade, se calhar vamos perceber que Southgate fez dos melhores trabalhos de sempre das seleções inglesas. A seleção inglesa nunca foi campeã da Europa, por isso não é o problema de Southgate, é para trás. E campeã do mundo foi, como foi, em 66, com um gol que não devia ter sido validado. Por isso acho que a análise profunda que deve ser feita no futebol inglês, se calhar, é muito para além de Southgate. É muito giro jogar o "Boxing Day" e ter três e quatro jogos numa semana naquele período, enquanto, se calhar, muitos dos outros jogadores estão a descansar, mas depois chegam às grandes competições sempre além da fadiga física, parece-me uma fadiga mental. Acho que isso foi notório.
E Harry Kane que o diga, não é?
Sim, parece.
Dá pena, coitado do homem.
Sim, e é preciso ver que a grande maioria dos jogadores da seleção inglesa, tirando dois, são todos da Premier League. E é interessante para o campeonato inglês ter jogos competitivos todas as semanas, mas depois, se calhar, uma Taça da Liga já não faz sentido. E depois isto vai-se pagando. E é difícil muitas vezes aos treinadores gerir tudo isso. A Espanha aqui ganhou um bocadinho, além de muita juventude, de jogadores que vêm de um Athletic Bilbao, de uma Real Sociedad, que se calhar não estão o ano inteiro com uma pressão de jogar em grandes clubes e que ganhar todas as semanas, porque uma coisa é jogar no Real Madrid, outra coisa é jogar no Athletic Bilbao. A pressão diária é completamente diferente. E se calhar essa Espanha beneficiou um bocadinho com isso. Jogadores muito mais libertos, muito mais frescos. O Fabián Ruiz é suplente do Vitinha no Paris Saint-Germain e apareceu em grande neste-
E foi talvez o melhor desta Espanha.
Sim. E tudo isso, além de todo o mérito do treinador, e uma outra coisa que é: este treinador já trabalhou com muitos destes jogadores ao longo dos escalões de formação da seleção espanhola também. Por isso, há aqui um conjunto de fatores que eu acho que contribuíram para isso, muito mérito da Espanha, mas eu acho que não podemos sempre que uma seleção não ganha, Deschamps não ganha, tem que ir embora, Southgate não ganha, tem que ir embora, Roberto Martínez. Nem sempre quando se perde, está mal, e nem sempre quando se ganha, está tudo bem.
Acho que aqui é mais a questão da qualidade do futebol. Não é, Luis? Ter de apontar quem construiu.
Mas tirando a Espanha, pouca gente jogou bem.
Sim, isso é um facto. Vamos passar aqui ao Pedro Henriques. Pedro, Lamine Yamal voltou a estar em destaque, Nico Williams também. Oyarzabal é o herói improvável. Como disse aqui o Luis Pinto Coelho muito bem, jogador da Real Sociedad, a mostrar que também há espaço para aqueles que não jogam no Manchester City, no Paris Saint-Germain desta vida, têm espaço também na equipa. Mas em prémios individuais tivemos Rodri, melhor jogador do torneio, isto dado pela UEFA, Lamine Yamal, melhor jogador jovem. São escolhas merecidas, na tua opinião, ou escolhias por outro lado?
Muito bom dia. Essas escolhas, além de terem sempre alguma carga de subjetividade, mas normalmente são sempre apontados os jogadores que são campeões. É normal, por isso é que são campeões. E neste caso, acho que ninguém vai discutir esses prémios, desde os juventudes, mais que entrega, obviamente, mas o jovem ou inclusivamente o melhor jogador, dentro da Espanha, porque foi realmente a seleção que desde o primeiro momento até ao último, melhor jogou. E isto leva-nos para vários aspetos de reflexão. Eu sei que estamos agora a falar do por que a Espanha fez bem ou mal. Eu, para mim, prefiro é refletir em termos de Portugal, quer dizer o seguinte: primeiro lugar, só há uma lei das 17 que fala de golo. As outras não falam em avançado que pressiona lá à frente, porque agora temos a mania que os avançados a primeira coisa que têm que fazer é saber defender e pressionar. Não. O avançado é para encostar a bola à baliza. Depois falamos que os guarda-redes têm que ser todos muito bons a jogar com os pés. Não, o guarda-redes a primeira função é defender a baliza e evitar que a bola entre. E isto vai ao encontro daquilo que tu estavas a falar exatamente sobre a seleção espanhola, ou seja, de coisas muito simples. Agarrar no mesmo sistema de 4-3-3 e levar até ao fim, praticamente não rodar muitos jogadores, ou seja, coisas básicas que o futebol, de repente, com tanta invenção tem tido, começamos a: "Não, agora vamos experimentar três centrais". Não, o Sporting foi campeão com três centrais, mas foi fiel a esse processo e treinou todos os dias esse processo. Agora temos um Campeonato Europeu, que é uma competição curta, e agora vamos umas vezes jogar com quatro em linha, depois vamos jogar com três centrais. Eu acho que esse tipo de invenções normalmente têm tendência a ficar mal. E mais do que isso, eu acho que o futebol está de parabéns pelo seguinte: nós tivemos uma Grécia que foi campeã da Europa, como a gente sabe. Tivemos Portugal que foi campeão da Europa, fomos pelos braços mais simples e jogámos e depois só no final aquele gol. É que a Espanha é campeã da Europa a marcar gols, a jogar melhor, a ganhar à Alemanha.
O melhor ganhou, sem dúvida.
A ganhar à Espanha, a ganhar à Itália, ou seja, à Espanha, não, à Itália, à Inglaterra, à Alemanha. Ou seja, é ir pelos braços mais difíceis da competição e limpar tudo. E, portanto, eu acho que aqui o futebol está de parabéns, porque foram as estatísticas, foram os números, foram os resultados, tudo a contribuir para aquilo que realmente a Espanha conseguiu. E com este aspeto, para terminar, quem é realmente o selecionador espanhol Ainda bem que vêm eleições da
Ora bem, Portugal que termina este campeonato da Europa de 2024 nos quartos de final. Ainda assim, fica aqui apenas essa nota, que pode ser também de reflexão e como dizia o Pedro Henriques, agora é refletir sobre nós. Portugal sai deste torneio como a equipa com mais posse de bola média de todo o Europeu, 64,8%. Nem Espanha, nem Inglaterra, nem os outros países que foram um bocadinho mais à frente, França, também Países Baixos, conseguiram. Portugal foi quem teve mais bola, mas não foi quem a pôs mais vezes lá dentro e, portanto, sai nos quartos de final. Espanha é campeã da Europa completamente de forma justa. Ora vamos olhar para a Copa América e muito rapidamente, porque já não temos muito tempo, ainda temos de falar de outros campeões. A Argentina vence, mais uma vez, vence a seleção da Colômbia. Um jogo que fica muito marcado também pelo atraso. Começou com uma hora e 20 de atraso este jogo da final, com falhas absolutamente lamentáveis, vergonhosas da organização e já vamos falar disso mais à frente. Mas olhando para o jogo, Augusto Inácio, eu começo por ti. A Argentina nem teve o controle do jogo durante grande parte do jogo. A primeira parte, por exemplo, foi completamente da Colômbia. Na segunda parte tivemos um jogo um bocadinho mais dividido. Tivemos também a lesão muito visível de Lionel Messi, o tornozelo no banco de suplentes, foi bem visível como estava inchado. Foi uma justa vencedora esta Argentina, daquilo que viste?
Eu vi a primeira parte, porque começou uma hora e tal mais tarde e já eram 3h e tal da manhã.
Depois deu-te o sono, não foi?
O João Pestana estava a convidar-me para ir para a cama. E depois vi as notícias, vi o resumo. Mas claramente tu tens razão. A Colômbia na primeira parte foi muito melhor que a Argentina. Teve realmente o ponto de lance, teve ali um bom remate que a bola ainda bateu um pouquinho no poste ou beijou o poste.
Sim, o Jan Oblak.
Exato. E eu vi realmente uma Colômbia muito mais perto do gol do que a Argentina.
Sim, mas no final tem mais remates, tem mais posse de bola.
Mas a Argentina é uma equipa feita, é uma equipa que sabe sofrer e sabe depois tentar dar o golpe final, como deu com o gol aos 112 minutos. Marcou o gol de uma distração do defesa central da Colômbia, mas a Colômbia já não perdia há 28 jogos, salvo erro, e perdeu esta final. Mas a Argentina dominou o futebol sul-americano, é verdade. Mas temos que ter atenção a esta Colômbia, que está a ficar uma seleção também muito boa e muito forte. Não estranha-se a vitória da Argentina, mas sinceramente, por aquilo que eu vi e pelas notícias que eu tive, eu acho que a Colômbia merecia muito melhor do que acabou por fazer.
Luís Pinto Coelho, concordas? A Colômbia devia ter sorrido no final, tendo em conta tudo o que aconteceu, tendo em conta principalmente o que se passou no jogo, com uma Colômbia muito mais criativa, muito mais ofensiva do que uma Argentina que parece que estava a jogar a velocidade cruzeiro.
Sim, concordo plenamente, porque fazendo o contraponto para o Europeu, era como se a Inglaterra tivesse ganho o Europeu. Acho que a Colômbia foi muito mais equipa ao longo de toda a prova do que a Argentina, foi mais espetacular, foi mais apelativa para o adepto. Agora, a Argentina é uma equipa muito madura, muito experiente, já tinha ganho uma Copa América com esta geração, já tinha sido campeã do mundo e fez valer isso. Mas o trabalho feito na Colômbia é fantástico. A seleção está muito bem, está a jogar muito bem e pode ganhar a qualquer seleção mundial. É uma seleção para o próximo mundial a ter em conta, até porque também vai ter muito apoio, sendo nos Estados Unidos também vai ter muito apoio dos seus imigrantes. Mas acho que ontem merecia um bocadinho mais. Acho que foi uma seleção que jogou bem, que foi sempre equilibrada em todos os momentos do jogo. Mas a Argentina é o que é, é muito madura, muito inteligente na abordagem aos jogos. Parece-me que aqui foi o final também de um ciclo. Di Maria sai da seleção, Messi também, daqui a dois anos, parece-me que também será complicado, se calhar, estar no mundial ou se estiver já não é o Messi que a gente conhece. Há ali um ou outro jogador também já um bocadinho em final de carreira.
Oatalhi também está em final de carreira.
Otamendi também, o capitão. Acho que há aqui um ciclo a terminar, por isso eu até diria, prevendo já para o próximo mundial, acho que a Espanha parte como o principal favorita.
Pedro Henriques, muito rapidamente, olhar para este jogo e também principalmente quanto à situação que tivemos no início, com muitos adeptos a entrar sem bilhete. Vimos imagens como nunca tínhamos visto, pelo menos eu, na história do futebol, com adeptos a entrarem pelas condutas de ventilação para entrarem no estádio, com depois a Conmebol a deixar um comunicado a explicar, como se ninguém soubesse, que só podia entrar no estádio quem tivesse bilhete. Tivemos um espetáculo de intervalo de meia hora, portanto um intervalo maior do que o habitual. Tanta coisa a acontecer, isto deixa-te com água na boca para o mundial nos Estados Unidos ou com medo?
Não, é assim, a organização péssima, por todos os motivos e mais alguns. Estamos em 2024. Nunca vi tanta coisa estranha como agora ao nível de comportamento humano. E eu sei qual é a solução. Eu sei. Eu vivi numa instituição que a gente solucionava esses problemas todos. É penalizar individualmente, a sério, as pessoas que individualmente têm comportamentos e condutas essas. Mas andamos a branquear, andamos com as ditaduras das minorias, andamos preocupados com os assuntos que realmente não têm interesse e depois esquecemos do mais importante, que é o respeito uns pelos outros, as pessoas terem o mínimo de inteligência emocional e quem não tem, tem que ser penalizado por isso. Se forem penalizados, aprendem todos, garantidamente. Organização péssima, mas quem vai entrar nessa organização agora para o mundial é a FIFA. Portanto, acima dos americanos, que são péssimos a organizar, exceto concertos. Portanto, concertos ainda resolvem. Por isso, quer tragam para Portugal que nós organizamos tudo. Organizamos europeus, mundiais, o Papa. Vai haver é buracos financeiros por todo lado, não há problema. Os tugas depois levam com os impostos e a gente paga tudo. Isto para dizer: Argentina fantástica, no meu ponto de vista, a Colômbia ainda mais fantástica. Duas seleções fortíssimas, sendo que a Argentina está em fim de expiração sob o ponto de vista de uma série de jogadores. Vamos ver como é que vai correr, naturalmente, a renovação. Atenção ao Uruguai, também gostei muito daquilo que vi. O Brasil foi muito dececionante e o árbitro brasileiro muito bem, no meu ponto de vista, dentro daquilo que é aquele estilo de arbitragem, aquele estilo de jogos que a FIFA, muito bem, no meu ponto de vista, em termos de arbitragem. O mundial, para as pessoas ficarem descansadas, quem vai meter a mão naquilo, independentemente do país onde se vai organizar, é a FIFA. E a FIFA, nessas coisas, não há qualquer hipótese.
Meus caros, muito rapidamente vamos aos campeões e antes, sem apenas passar para esse ponto, sem mencionar a grande vitória de Carlos Alcaraz, mais um motivo para a Espanha hoje estar em festa. Derrotou novamente Novak Djokovic na final de Wimbledon, uma vitória por 6x2, 6x2 e 7x6. Grande jogo que tivemos ontem em Wimbledon com Alcaraz, a mostrar novamente o porquê de ser esta estrela do ténis e também com uma grande menção para João Almeida e também para Pogačar, que ontem deram espetáculo no Tour de France. Certamente que vamos continuar a falar deles no "Campeão É". Muito rapidamente, Augusto Inácio, quem é o teu campeão do dia?
Olha, há três campeões e não é difícil de adivinhar. Eu não costumo ver ténis e ontem fiquei pregado à televisão a ver aquela grande final do Alcaraz, que é um menino que tem 21 anos e que tem uma maturidade a jogar ténis. Vou-te dizer uma coisa. Eu dizia assim: "Este homem vai-se cansar dos pulsos, vai-se cansar dos braços, porque vai ter tanta força". São duas horas e tal a jogar, quase três horas.
E uma maturidade emocional espetacular.
Muito grande. Eu não costumo ver ténis, como eu estava a dizer, fiquei colado à televisão para ver a final e gostei muito. E o Alcaraz merece nota 20, que temos ali um campeão por muitos anos. Nota 20, claramente, também para a seleção da Espanha, foi campeã da Europa com toda a justiça. E também, por que não dizê-lo, nota 20 também para a Argentina, que ganhou a Copa América depois de ter sido campeã do mundo. Realmente, ontem foi o dia da língua espanhola que esteve em evidência.
Muy bien. Ora, Luís Pinto Coelho, quem é o teu campeão e que nota dás?
Já que estamos na onda dos nossos hermanos, vou dar aqui um 20 para o desporto espanhol, que depois dos Jogos Olímpicos de Barcelona de 92, de um grande investimento feito, neste momento é uma potência global impressionante e é difícil encontrar uma modalidade onde os espanhóis não sejam fortes.
Ora bem.
E isso foi feito com cabeça, tronco e membros. Fizeram um grande investimento para os Jogos Olímpicos na altura, agora mantêm esse investimento, limam algumas arestas e continuam fortíssimos em todas as modalidades.
E lembrar que os países do Sul da Europa continuam a dominar o Campeonato da Europa. Depois de Grécia, Espanha, Itália, Portugal, volta a ganhar uma equipa do Sul da Europa. Pedro Henriques, muito rapidamente para fechar, quem é o teu campeão e que nota dás?
Três campeões, dois 19, que deviam ser 20, mas como a nota 20 é muito mais importante. Portanto, dois 19, campeão Espanha, obviamente. Outro 19 para a campeã Argentina, obviamente. E a nota 20 para ti, o teu regresso, regresso de André Maia, até que merece 20.
Ora bem, eu não sei se concordo, que eu ainda ficava lá mais um tempo, mas pronto, sim, senhor. Vou aceitar. Meus caros, foi um gosto voltar a fazer isto convosco. O "Campeão É" está de regresso amanhã à hora habitual. Um forte abraço.