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1 de outubro de 2026, primeiro dia do resto da vida da seleção nacional sem Cristiano Ronaldo. Será esta uma decisão irreversível? E o que esteve, afinal, na origem de uma saída tão intempestiva? Tema para analisar na edição de hoje de "E o Campeão É". Num dia em que até tínhamos mais temas para analisar. Portugal joga mais logo frente à Dinamarca, em Copenhaga. Vamos falar disto, claramente, mas ontem os sub-21 carimbaram acesso ao próximo Europeu com uma bicicleta de Rodrigo Mora, 4 x 0 frente a Gibraltar, um jogo onde também brilhou Mesian Soares. E o Futebol Clube do Porto recrutou um veterano inglês, Chris Smalling, para o centro da defesa. Eu sou o Nélson Ferreira, tenho hoje comigo o Pedro Henriques, o Gabriel Alves, o Luís Pinto Coelho e o Bruno Roseiro. Muito bem-vindos, campeões. Bruno, vamos tentar falar do jogo de mais logo com a Dinamarca, a emissão especial de desporto aqui na Rádio Observador, mas vamos fazer também aqui uma ronda com este caso Ronaldo. O que é que disse, afinal, Jorge Jesus, que fez Ronaldo tomar esta decisão? Qual achas que foi a frase que funcionou de trigger? Foi claramente esta conferência de imprensa que o levou à decisão. Não foi o facto de não entrar na Noruega. Foi ontem qualquer coisa acumulada, um acumulado de situações, mas a decisão foi tomada depois de ouvir alguma coisa que Jorge Jesus disse.
Sim. Fazendo a síntese daquilo que já é a história do dia, que também é uma síntese de todo este caso, e indo concretamente a esse ponto, o trigger pode ter sido a conferência de imprensa, mas hoje sabemos que Ronaldo, na terça-feira, já colocou em cima da mesa a hipótese de abandonar o estágio. Portanto, quem coloca uma primeira vez, também não é assim tanto de espantar colocar uma segunda vez. Ronaldo fez questão de assistir à conferência no autocarro, porque a equipe iria treinar de seguida no Parken Stadium. E parece-me evidente que muito mais do que esta tentativa de explicação de Jorge Jesus, e às vezes algum discurso mais insuflado de quem não tem propriamente um ego pequeno, aquilo que Ronaldo não terá gostado de ouvir foi Jorge Jesus dizer: "Vai jogar o Gonçalo Ramos" e, em relação a Ronaldo: "Eu não sei o que é que vai acontecer, mas se ele tiver de entrar, entra. Se ele não tiver de entrar, não entra". E isto poderá ter sido o gatilho final para a decisão de Cristiano Ronaldo de abandonar o estágio, que me parece mais ou menos óbvio que é abandonar a seleção, porque a relação entre Ronaldo e Jesus nesta altura chegou a um ponto irreversível e como não me parece que Pedro Proença vá dispensar Jesus, acabado de contratar e sendo uma grande aposta para ganhar o Mundial, não me parece também que exista caminho nesta altura para Ronaldo voltar à seleção. Torna-se cada vez mais evidente que tudo isto é um assunto mal gerido e a figura de Pedro Proença cada vez mais terá de entrar também aqui, até porque Pedro Proença ontem de manhã falou com os dois, ouviu os dois e aquilo que saiu para fora é: está tudo tranquilo, está tudo resolvido. Afinal, não. E há aqui também um outro ponto importante que é perceber se isto não foi só uma série de equívocos e mal-entendidos. As últimas horas, como devem imaginar, foi tentar saber disto, daquilo, daquilo outro, de todos os lados e mais alguns. Aquilo que me parece é: se perguntares a Jorge Jesus se ele acha que pediu desculpa a Ronaldo naquela conferência, ele vai te responder: "Eu pedi desculpa, mas pedi à minha maneira". Se perguntares a Ronaldo se o problema foi não jogar contra a Noruega, ele vai dizer que não era. Mais, ele estava preparado pra ficar na bancada desse dia. E por isso há aqui uma série de equívocos que nunca tiveram um fiel da balança para conseguir criar o equilíbrio para evitar este tipo de situação.
O que poderia ter feito Pedro Proença? Esse fiel da balança.
Ele tentou. Ele na terça-feira, quando toda a gente, inclusive nós-
E parece-me que até ontem há iniciativas de uma tentativa de diplomacia de última hora.
Eu acho que já é uma diplomacia que resvala pra um desespero que eu acho que é inacreditável. Sinceramente, acho que é inacreditável, depois de uma decisão daquelas, chegarmos a um ponto de se colocar a possibilidade de entrar por um aeródromo para evitar que Cristiano Ronaldo entrasse no seu jato para vir pra Madrid. Acho que já estamos a passar o limite do normal. O problema foi a montante tudo isso e tudo aquilo que podia ser evitado.
Também não foi a melhor conferência de imprensa que já vimos. Pode até ser um case study. Há um contraponto entre o que diz Rúben Dias, no seu estilo, e depois, não sei se é a melhor palavra, mas entre aspas, algum "descontrole" de Jorge Jesus, que vai falando e diz muitas coisas que se calhar não devia ter dito.
Sim, em 10 segundos sobre isso, Rúben Dias mostrou porque é que vai ser o próximo capitão da seleção.
Exato.
Jorge Jesus mostrou porque é que nem tudo eram favas contadas quando chegou a altura de escolher o sucessor do Roberto Martínez. Mas dizer-te o seguinte: na terça-feira, quando toda a gente pensava: "Então, mas Pedro Proença está agora a viajar e entretanto eles já se reuniram E aquilo já está tudo bem, faz algum sentido ele estar a antecipar a viagem? Era porque Pedro Proença sabia que as coisas não estavam bem. Inclusive, Pedro Proença sabia que Ronaldo colocou ainda na terça-feira a possibilidade de abandonar a seleção. Quando nós miçarmos tudo isto, vamos perceber que as razões que levaram a esta decisão são muito mais pequenas do que todas as conjecturas que nós vemos por aí. Mais, e para finalizar, em agosto, até num encontro, num local que mostra a cumplicidade e a intimidade que existia entre Ronaldo e Jesus, existia, não existe. Jesus não só fez o tal plano que ele ontem mencionou na conferência de imprensa, como explicou a ideia que tinha para cada um dos jogos. E, provavelmente, numa das primeiras ocasiões desde que está na seleção, e já vão duas décadas, Ronaldo percebeu e aceitou que não iria jogar nem na Noruega, nem na Dinamarca.
Os jogos do meio.
O que mudou foi a manhã do jogo de Noruega, quando Jesus percebe: "Ok, se a Noruega estiver a ganhar, eu prefiro ter o Ronaldo no banco do que o Fábio Silva para lançar." E a partir daí há uma série de equívocos, mal-entendidos e situações que podiam ter sido geridas de outra forma, que terminam numa situação em que já temos primeiro-ministro a ligar para o presidente da Federação, para o selecionador e para o capitão, ou antigo capitão da seleção.
Luís Pinto Coelho, não te surpreende esta saída, tendo em conta alguns comentários que já ouvi teus, achas que era um filme prestes a acontecer, também tendo em conta outros episódios e a postura de Cristiano Ronaldo nos últimos anos na seleção?
Olá, boa tarde. Sim, acho que era um fim anunciado, conhecendo como nós conhecemos a questão do feitio de Cristiano Ronaldo, mas também o feitio de Jorge Jesus. E também a incapacidade de Pedro Proença para lidar com estas situações. Eu acho que a culpa, se fôssemos aqui dar uma percentagem e sabendo o que a gente sabe ao dia de hoje, eu diria que é 50% para Ronaldo, 25 para Jorge Jesus e 25 para Pedro Proença. Porque eu acho que Jorge Jesus também não comunica bem, e não estou a falar das questões de português e às vezes aqueles lapsos que ele tem. O ego que ele tem e a forma como muitas vezes se expressa, tem sido uma das razões para Jorge Jesus não chegar a outros patamares na carreira. E ele mesmo com 72 anos não aprendeu. E fugindo um bocadinho à questão de Ronaldo, qual é a necessidade dele estar, por exemplo, a dar lições táticas a Luís Henrique, qual é a necessidade dele falar da anterior equipa técnica. São tudo situações desagradáveis, e que depois, mesmo nesta gestão de Ronaldo, acho que ele ainda ontem naquela conferência de imprensa esteve novamente mal. E eu posso gostar ou não de um jornalista, mas a forma como ele se dirigiu a um jornalista não tem pés nem cabeça. E acho que a direção de comunicação da Federação também foi completamente inapta a preparar aquela conferência de imprensa. São equívocos a mais e acho que os três são culpados, obviamente que Ronaldo mais porque tem outra responsabilidade até perante os portugueses e não se abandona um estágio da seleção.
Ainda assim, Jorge Jesus, com a idade que tem, a carreira que tem, não deve ser fácil para dar um media training adequado para uma situação tão complicada. E para ti, Pedro Henriques, imagino que te tenha surpreendido um pouco mais este desfecho. Ainda há dias falávamos da forma que poderia levar a uma saída mais oficial e não tão triste da seleção portuguesa e queria também saber a tua opinião se esta suspensão e multa te parecem credíveis nesta altura.
Bom dia. Bem, em primeiro lugar, dizer que se ontem não tem havido a conferência de imprensa, imaginemos que a conferência de imprensa, por uma questão de horário, era depois. Hoje não estávamos a falar nada disto, porque o Cristiano Ronaldo estava pronto para entrar, para ir treinar. Era essa a convicção do Jorge Jesus e era isso que o Rúben também passou. E o post que o Cristiano Ronaldo escreveu, ou melhor, que alguém escreveu por ele e colocou, obviamente com a autorização dele, é logo a primeira frase: após a conferência de imprensa. Quer dizer que foi da conferência de imprensa que saíram as tais palavras que despoletaram, ou deram continuidade, ou agravaram aquilo que já seria algum desagrado por parte de Cristiano Ronaldo. E há quatro pontos que estão lá bem expressos na conferência de imprensa que fazem com que isso tenha acontecido e que já foram aqui também falados. Um, quando ele diz daquela forma de peito feito. Peito feito ali, porque depois a seguir, quando começou a perceber e a receber as telefonemas, estou a falar de Jorge Jesus, e a perceber que já havia qualquer coisa, quando ele está a dar as entrevistas, depois ali canal RTP1. Veja lá o body language dele, ombros pra frente, cabeça já baixa e já a pedir um bocadinho mais de desculpas em relação àquilo que foi o tempo de aquecimento, porque ele vem de peito feito e diz: "No clube manda o presidente, na equipa mando eu", mas dito pelo Jorge Jesus. É lógico que é verdade, estou a ver o Cristiano Ronaldo ouvir aquilo e começar a ficar quase a rir. Depois perguntaram da titularidade. É óbvio que o Jorge Jesus tem a sua forma de comunicar. Perante uma pergunta destas, a resposta não pode ser, percebam isto, que isto tem a ver com neurolinguística, que é, não se pode dizer, tendo lá o Cristiano Ronaldo a ouvir, amanhã, se não houver não sei o quê, é o Gonçalo Ramos. Não, a resposta é domingo, o Cristiano Ronaldo é o titular. Amanhã joga Gonçalo Ramos. Isso fazia toda a diferença na maneira como o Cristiano Ronaldo estava a ouvir. E depois, só venho aqui responder duas perguntas. Respondeu a seis, perdeu o controle da conferência de imprensa. Parece que, de acordo lá com o amigo dele, do Chinguito, que o Jorge Jesus iria pedir a tal desculpa publicamente. Como já foi aqui dito, se calhar, para o Jorge Jesus, ele pediu desculpas, da sua maneira de ser e de responder. Se calhar Para o Cristiano Ronaldo e para a maior parte de nós, não pediu nenhuma desculpa. Se há ali um compromisso que ele terá dito, eventualmente, que iria fazer esse pedido de desculpa, não o fez e portanto caiu muito mal. Termino com isto: entre a simplicidade de Jorge Jesus, na maneira como normalmente se expressa, nem sempre da melhor forma, a máquina que gera a imagem e a comunicação do CR7 e a falta de proatividade da Federação Portuguesa de Futebol, que nunca podia ter deixado acontecer e chegar ao ponto que isto aconteceu, há qualquer coisa que ainda falta aqui no puzzle. Portanto, eu acho que isto é um bocadinho complexo. Se calhar pode ser uma coisa muito simples, se calhar pode ser uma coisa mais grave, mas eu diria que ontem o resumo do final do dia é mesmo: o Jesus falou, a seleção treinou, o Proença assistiu, o Gulfstream G650 levantou voo e o CR7 bazou. Portanto, a ver se resolvem isto, porque este não pode ser o fim do Cristiano Ronaldo na seleção desta maneira. Seja um jogo de preparação amigável, o Cristiano Ronaldo, por aquilo que fez, por aquilo que representa em termos de Portugal, não pode.
Exige outra despedida.
Completamente. Isto é impensável. E aqui há uma responsabilidade da Federação Portuguesa de Futebol e do Pedro Proença, que continua a gerir os silêncios mal, que tem que fazer algo diferente para que o Cristiano Ronaldo saia de outra forma e de outra maneira. Isto é impensável. Não é pelo Presidente da República ou Primeiro-Ministro, é pelo povo português, pelas pessoas que o amam, por aqueles que são os adeptos, e é para os adeptos que o futebol existe. E os adeptos não merecem isto.
Gabriel Alves, depois de Saltillo, num ano tão recordado, já que tivemos mundial, este é o caso mais infame da seleção portuguesa, esta saída intempestiva do seu capitão em plena véspera de um jogo.
Sim, são coisas dispersas, diferentes, diversas. Eu ouvi todos os meus companheiros aqui no "Campeão", estou de acordo com todos. Mal gerido. Os detalhes às vezes são extremamente importantes, são marcantes, porque é no detalhe que, quer na política, quer no negócio, quer na ciência, é o detalhe que define muito daquilo que é o girar do mundo. Portanto, os detalhes não foram devidamente administrados. Deixo aqui uma nota. Estou de acordo com tudo, não vou acrescentar nada do Bruno, do Luís e do Pedro, mas quero aqui perguntar se este Jorge Jesus, nada contra ele enquanto treinador e profissional de campo. Mas é este treinador que queremos em termos de comunicação para representar Portugal ao mais alto nível? É o país, não é o clube A, B, C, por muito grande que o clube seja. É o país. É nesta comunicação, eu já fiquei isso aqui, o Luís ficou há bocado, que atira achas para o Luís Enrique, quase faltou dizer que é incompetente, atira achas para o seu anterior selecionador. É este tipo de comunicação? A comunicação que tem com o próprio Cristiano Ronaldo dentro deste caso, é este o treinador que Portugal precisa? É este o líder que precisa em termos de tomar conta da equipa que o presidente toma conta da instituição? É preciso que isso seja muito bem refletido. Eu só quero dizer aqui uma coisa, por acaso nem é minha, eu já falei do Ancelotti ontem numa intervenção e vou voltar outra vez a falar de Carlo Ancelotti, porque o senhor é o treinador mais tutelado do mundo. Disse algo daqui há uns anos, vejam lá, o futebolista na altura 38 anos e ontem quem trouxe isso a terreiro foi o Diamantino, jogador de futebol, capitão de equipa de um grande clube, e que pôs aquilo que Ancelotti disse: "Um jovem pode ser metido em jogo por substituição quase sem aquecer. Agora manter um jogador de 38 anos", vejam bem, isto já foi há três anos, estava no Real Madrid, "a aquecer 30 minutos e não o meter em jogo é uma falta de respeito", disse Carlo Ancelotti, a pessoa em causa era Luka Modrić.
Temos de avançar com os campeões. Gabriel, ficava já com o teu neste 1 de outubro, dia histórico também para Portugal.
Zero para todo este processo e espero que venha rapidamente o senhor Pedro Proença a terreiro falar, mas não lugares comuns nem vazios. A minha nota hoje vai para Messi, pela forma como está a sair. Eu vou lhe dar para já 16, porque espero ver toda aquela festa que vai acontecer para depois aumentar a nota. Para a Argentina, que acabou por ter um execrável do capitão de tudo, foi focado, mas que neste processo está a geri-lo bem. E para aquilo que é o sucessor da camisa 10 na Argentina. Portanto, é uma sucessão em paz, com paz, com paz ao futuro.
Nico Paz.
Nico Paz. 20.
Pedro Henriques, muito rapidamente, tens 11 para mais logo, com tantas incidências nas últimas horas na equipa portuguesa e a tua nota, por favor. Estamos hoje mesmo a ficar sem tempo.
Não foquei muito no 11, mas eu vou apostar no Diogo Costa, Dalot, Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, Pepe Netu, Palhinha, Vitinha, Bruno Fernandes. Aliás, Bruno Fernandes não, Bruno Fernandes não vai a jogo, estava aqui com esta nota. João Félix e Gonçalo Ramos. O treinador tinha dito que eram três a quatro mexidas. Não sei se vai mexer assim tanto, porque ainda por cima com isto tudo, acho que o resultado não sendo o mais importante acaba também por ser muito importante.
E a nota de hoje?
A minha nota de hoje vai efetivamente para toda esta situação que nós estamos a viver. Para mim, tem que ser claramente uma nota zero pela circunstância, mas eu diria o seguinte: quem quer o extraordinário precisa de parar de negociar como básico e se perceberem isso, percebem como o Cristiano Ronaldo está noutro patamar. Nota zero para toda esta situação, nota 20 para os adeptos portugueses, para a seleção portuguesa, para Portugal e nota 20 para o Cristiano Ronaldo.
Luís Pinto Coelho, tens nota para Smalling ou para esta situação de Cristiano Ronaldo?
Para os dois, zero para a Federação na sua globalidade. Cristiano Ronaldo, Pedro Proença, Jorge Jesus, acho que foi tudo mal gerido. E um 18 para o Porto, que continua sempre muito atento ao mercado, a todas as oportunidades para reforçar a equipa e mais uma vez atuou sem se saber nada e quando se falou, o jogador assinou passado duas, três horas.
Bruno Roseiro.
Vou dar uma nota 10. Primeiro, para te dizer que provavelmente poderemos ter uma surpresa na conferência de imprensa de Jorge Jesus a seguir ao jogo e pode haver algum trabalho de bastidores para pelo menos evitar que Ronaldo saia assim da seleção. E uma nota zero, por quê? Ainda agora estava a ver as imagens. Mundial de 2010, na África do Sul, estava lá. Mundial 2022, no Qatar, estava lá. Hoje, infelizmente, consigo perceber por que Roberto Martinez esteve três anos e meio na seleção. Hoje lamento ainda mais que Roberto Martinez tenha estado três anos e meio na seleção.
Está feita a edição de hoje de "O Campeão É".