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O performance se calar é melhor.
É o início de mais um "E o Campeão É?" das manhãs 360. Hoje juntam-se a mim e ao Júlio Magalhães os comentadores Gabriel Alves, Luís Vilar e Carlos Alberto Dinis. Bom dia. Que painel de luxo.
Olá, bom dia.
Bom dia a todos.
Só luxo. Bom dia.
Luís, já estou a sentir um certo vazio musical. Só se ouvem grilos.
Hoje vou deixar as pessoas descansarem, não vão levar com a música, mas eu prometo o DJ Luís Vilar in the house muito em breve.
Hoje não há jogos do Europeu, só amanhã e sábado, mas há muito para falar. Já vamos ao mercado de transferências e não só. Mas antes, e ainda no Euro, Gabriel, queres destacar um nome que passou despercebido, o espanhol Pedri González, que afinal vai aos Olímpicos de Tóquio?
Sim, vai. E é um dos jogadores que neste campeonato tem sido, na realidade, um jogador a ter em atenção. Não só, porque ele já vinha no Barcelona com 18 anos, é um menino. Já vinha no Barcelona durante a campanha a dar nota de grande dimensão e tudo o que tem para crescer, porque ele vai crescer muito. Repare, há um artigo interessante num jornal espanhol, a Marca: "Pedri são as pilhas do comando" da equipa espanhola, porque ele de facto joga. Repare, deu 277 bons passes e tentou 365, portanto, um 91% de acerto ao nível do passe. Isto é muito importante num jogador. Setenta em curtos, 176 entregues a médio passe e 31 longos passes. Isto é, de facto, um jogador de grande categoria, com 46,8 quilómetros percorridos. Foi o segundo futebolista do Campeonato da Europa com mais quilometragem. É um jogador que deveríamos destacar. E ainda por cima, contribuiu, produziu e trabalhou para 6,48 dos gols. Isto é importante ter aqui atenção. Pré-assistências, quatro e as oportunidades que saíram dos seus pés, nada mais 12. Doze em passes que ele fez para as oportunidades. Este menino começou este campeonato com 18 anos e 215 dias. É um garoto, mas fantástico.
Mas é ele o teu campeão ou é o selecionador que apostou nele?
O Luis Enrique, para mim, é um campeão, porque não apostou só nele. Apostou nele e noutros, contra tudo e contra todos. Não ouviu nada, porque ele é o selecionador, é o líder, tem decisões, assume as decisões, obviamente que vai lendo tudo, mas as decisões são dele. E a verdade é que ele está a ter razão. Um comentarista tático de Espanha dizia: "Afinal, aquilo que falha na seleção espanhola, o Luis Enrique tem razão, porque a seleção está a funcionar." Esqueçam isto. Da pior em termos de marcação de gols, de concretização, a seleção espanhola é, neste momento, a campeã. Repare que tem 11 gols marcados.
Então que nota lhe dás?
Perdão, foi de 0 a 11. Ao Pedri? Ao Pedri dou 17, mas espero que ele chegue aos 20. Vai ser um grande jogador. Mas olha, eu só queria rapidamente falar aqui, já agora, é o contraponto. Eu ontem fui crítico com Mbappé. Hoje, um grande senhor do jornalismo espanhol, o senhor Alfredo Relaño, que é diretor do AS, que tem um artigo normalmente diário, sempre muito interessante, solta o seu hoje: "Mbappé se está Neymarizando." Está sambando isto, digo eu. Por que é assim? Neymar prometeu muito, mas a verdade é que o tempo vai passando, vai voando e ele, foca isto aqui o senhor Relaño, não vai crescendo. Porque ele diz: "Neymar é capaz de maravilhas, mas tem vícios de primadonna e falta-lhe ser constante." E explica aqui que no Real Madrid, Cristiano Ronaldo influenciou Benzema. Como? É que no Real Madrid não basta fazer o que te exigem, é preciso fazer mais. E isto disse-lhe Cristiano Ronaldo a Benzema. E Benzema cresceu. E Cristiano Ronaldo, nós sabemos, é uma referência. Ora bem, Mbappé tem 22 anos e falta-lhe tempo para responder, porque os anos passam. Reparem, Neymar tem 29, e eu estou a citar Relaño, ainda esperamos que ele seja um número um de verdade. Que ele fugiu para o PSG, saindo do Barcelona, para ser mais cômodo num star system e fugindo àquilo que eram os dois grandes, e são ainda, Messi e Ronaldo. Mbappé quer crescer. Pedri vai crescer.
O ponto que tu estás a pegar é super interessante. A Neymarização do Mbappé. Eu acho que nós vamos perceber este mercado de transferências, se realmente isso está a acontecer ou não, porque o Mbappé é um excelente jogador, ninguém põe em questão.
Não quer.
Mas ele não ganhou nada, ele não está a ganhar. Como é que é a Liga dos Campeões? Qual é a ambição que ele tem? Se ele quiser realmente ganhar uma Liga dos Campeões, ele tem que sair para o Real Madrid. E ele vai entrar no último ano de contrato. Portanto, eu diria que este verão ou ele renova ou ele sai.
Mas ele já disse que não quer renovar. A imprensa hoje tudo diz que ele não renova.
Se ele não sair este verão, é porque obviamente está à espera do prêmio de assinatura em junho de 2022 para ficar todo do seu lado e vai abdicar de mais um ano da sua carreira. Como tu disseste, 22 para só 23.
Estou de acordo. Mas há aqui um fator que é preciso ver que este mercado de transferências internacional, o tal que o Rummenigge diz que andamos todos a encher o monstro, os clubes, obviamente, eu estou só a citá-lo. Repara, para o ano, Mbappé, Goretzka, Varane, Pedri, Pogba, Ansu Fati, Kessié, Camavinga, Dybala, Dembélé, Insigne, Cristiano Ronaldo, Sabitzer, Brozovic, Pellegrini, Boubacar, Kamara, Zula, Belotti, Dani Carvajal, Stones, por aí fora. Estão todos livres a partir de janeiro
O que isso vai trazer é que os clubes não conseguem vender. O prémio de assinatura é para eles.
A questão não é vender. O grande problema aqui é que o futebol está a baixar a fasquia. O que eram os ordenados médios antigamente estão a baixar. Ou seja, neste momento é péssimo estar sem contrato. Por quê? Porque o próximo contrato já vai ser ajustado à nova realidade, que é a nova receita dos clubes, que é 35% sensivelmente abaixo do que está a acontecer. Ou seja, hoje estar sem contrato é um problema, a não ser talvez para o Pedra e para o Mbappé. Mas para todos os restantes, que já têm uma idade avançada, este é um problema. Daí que eu pergunto: o que vai acontecer? Eu acho que vamos levar até à última para perceber se renova ou não, mas eu acho que os jogadores vão acabar por renovar, porque aquilo que eles querem já não é aquilo que se paga hoje em dia e daqui para frente. Portanto, estou interessado, sobretudo, em perceber o que o Mbappé vai fazer, porque se o Mbappé não sai, então podemos falar na animalização.
O Coman, que termina em 23, para renovar, o Bayern propôs-lhe renovar e ele disse que queria 20 milhões por época. Imediatamente, o Bayern Munich disse: escolha o clube, até ao fim do contrato, cumpre, a partir do fim do contrato é livre. O próprio clube deu-lhe logo liberdade. O mesmo fez, atenção, o Ozula. E o Ozula é muito jovem.
Gabriel, mas já vamos olhar para o mercado de transferências mais em pormenor. Luiz, tu querias ainda falar sobre a baixa de, pelo menos, até agora, dois grandes selecionadores, o Frank de Boer, dos Países Baixos, e o Joachim Low, da Alemanha. Também se falava no Deschamps, mas pelos vistos vai continuar, pelo menos, até o mundial.
Sim, de facto, este Europeu trouxe-nos muitas surpresas. O grupo da morte que já morreu todo. Portugal, Alemanha, França, talvez os três maiores candidatos, a par da Bélgica. E sempre que alguma coisa de muito raro acontece, os treinadores e os selecionadores, neste caso, acabam por ser os primeiros a pagar, porque os jogadores continuam a ser tratados como primadonnas e, na verdade, à exceção daqui de uma ou outra postura do Bayern Munich, que pode e faz por poder, que tem um corpo diretivo com leverage sobre os jogadores, todos os restantes não conseguem fazer isto e o que acontece é que o treinador acaba sempre por pagar. Eu, sinceramente, estava à espera que o Deschamps não se aguentasse. Acho que uma eliminação nos oitavos para esta equipa, que já não ganhou em 2016 em casa, é pesado. E depois não é como no caso de Portugal, em que nós não temos ninguém à porta da Cidade do Futebol. Em França, toda a gente está à espera que o Zidane, depois de três Champions, pegue na seleção. Portanto, eu achava que o Deschamps não ia se aguentar. As notícias do L'Equipe dão informação contrária. Vamos esperar, que muitas vezes essas coisas mudam.
E neste caso, há campeões ou só há perdedores?
Eu acho que neste caso só há perdedores. Eu daria o grande derrotado, primeiro, o Deschamps, porque acho que a expectativa maior que havia era a França. Depois, o segundo derrotado, que já vinha como meio derrotado, o Joachim Low, porque o Joachim Low, desde a derrota por 6 x 0 em novembro de 2020 com a Espanha e posteriormente a apresentação do não cumprimento do contrato e a derrota 2 x 1 em casa com a Macedônia do Norte para o apuramento para o mundial, entrou já muito frágil neste Europeu e foi o que viu-se. E depois, Frank de Boer, talvez o menos dos culpados, mas que o objetivo da Holanda era chegar aos quartos, chegasse aos quartos, o contrato era automaticamente renovado, ficou nos oitavos também com alguma surpresa minha, confesso. A verdade é que temos aqui os três primeiros grandes derrotados.
E que notas darias?
Olha, daria um 10 ao Frank de Boer, daria um oito ao Joachim Low e daria um quatro ao Didier Deschamps.
Carlos, tu queres generalizar e olhar para as principais surpresas e desilusões do Euro? Como o Gabriel Alves Pedri também está na tua lista das notas positivas?
Obviamente que neste tipo de provas há sempre as desilusões, e as confirmações e as próprias surpresas, naturalmente. Mas parece-me que este ano, realmente temos que entregar a grande surpresa, provavelmente, à Suíça. Aliás, é estreante nos quartos de final. Nunca a Suíça tinha chegado aos quartos de final.
E vês uma Suíça capaz de derrotar a Espanha?
Aqui há uns dias eu diria que a Espanha ganharia claramente.
Agora está com dúvidas.
Neste momento tenho alguma dúvida, porque realmente aquilo que a Suíça mostrou enquanto coletivo e enquanto capacidade reativa às adversidades do próprio jogo, foram fantásticas. E depois tem os jogadores que realmente, provavelmente, não estão tão massacrados em termos de jogos. A Espanha teve, de facto, muitos problemas antes de começar o Euro e isso provavelmente refletiu-se na primeira fase da prova, mas no último jogo mostrou também que está a um bom nível e que pode claramente disputar a candidatura a ganhar o Euro.
Portanto, surpresa a seleção suíça e a desilusão. Qual foi a tua desilusão do Euro?
A desilusão, naturalmente, da França, que era apontada como a grande candidata a ganhar o Euro. Antes de começar a prova.
Onde é que fica Portugal aí na tua classificação?
Também há alguma desilusão, naturalmente, porque esperávamos que a seleção portuguesa chegasse mais longe. Por isso não deixa de não ser uma desilusão aquilo que aconteceu à seleção. Vir para casa, é uma desilusão, porque a ambição era chegar longe.
Ó Carlos, desculpa, a diferença é que Portugal perdeu com a Bélgica e a França perdeu com a Suíça. É só essa a diferença.
Pois, tem uma diferença substancial em tudo. Porque nós praticamente disputamos sempre finais.
A verdade é essa, os jogos foram decisivos e realmente não conseguimos. Mas é só essa a desilusão da não classificação. Mas no futebol essas coisas são perfeitamente compreensíveis.
Portanto, Carlos, campeã a seleção suíça e que nota dá?
À Suíça? Para já, um 14.
Um 14, com possibilidade de melhoria.
Marisa, gostaria de trazer-
Sim, Gabriel.
Queria trazer aqui uma nota que eu acho que é importante, já que estamos a falar. Repararam já, os meus companheiros, que o valor goleador deste Campeonato da Europa está no Atalanta. Pessina, dois gols. Maehle, Dinamarca, dois gols. Pessina, Itália. Gündoğan, Alemanha, um gol e duas assistências. Pašalić, Croácia, um gol. Aleksey Mirantšuk, Rússia, um gol. Malinovskyi, Ucrânia, uma assistência. Rafael Toloi, Itália, uma assistência. Portanto, a equipe tem, nesta altura, o maior valor goleador do Campeonato da Europa.
E o Maehle é defesa esquerdo.
Diz? Não percebi.
O Maehle é defesa esquerdo.
Exatamente. Mas jogou a médio, por questões de adaptação, houve um dos jogos que jogou a médio. Mas eu ponho aqui, reparem que isto antigamente eram os grandes nomes. Real Madrid em 2012, Barcelona em 2000, o Anderlecht em 1984. Mas bem, o Atalanta. Isto vem dizer qualquer coisa também, é preciso dar estes detalhes, está a mudar no futebol.
Júlio, e porque falamos aqui em gols, e corrijam-me se eu estiver errada, nos 44 jogos que já se realizaram, já foram marcados 123. Júlio, achas que algum dos próximos jogos dos quartos de final vai resultar em goleada?
Não, agora é muito mais difícil, porque as equipes nesta fase de eliminar arriscam menos, embora tenhamos visto alguns jogos que deram muitos gols, mas foi porque as fases finais dos jogos se tornaram quase caóticas, porque era preciso ganhar os jogos. Mas nesta fase da prova já é muito difícil marcarem muitos gols e acontecer alguma goleada, ainda que possa mesmo acontecer. De tudo o que foi dito, gostava de vos dizer que, apesar de tudo, a minha pontuação maior de todas as equipes que foram eliminadas vai para Portugal. Sem patriotismos, mas Portugal foi, das equipes que foram eliminadas, aquela que mais injustamente foi eliminada. Foi a que fez a melhor exibição nestes oitavos de final.
Totalmente de acordo.
E acabou por ser eliminada porque o futebol é assim mesmo. Como acho que o futebol também é mesmo assim, porque o selecionador espanhol nos dois primeiros jogos pediam a demissão dele. Arrasaram.
Aos gritos.
Ele depois com a Croácia, fez uma belíssima exibição. A verdade é que esteve empatado no fim do jogo, nos prolongamentos esteve quase a ir embora. E se fosse embora, tudo aquilo que estamos a dizer hoje da seleção espanhola, os espanhóis estavam a arrasar completamente a Espanha. Isso não aconteceu. O futebol é mesmo isso. E é isto que encanta também muito no futebol, é esta imprevisibilidade de hoje termos a Suíça nos quartos de final e ter eliminado a França, que era uma coisa absolutamente que não se esperava. Já agora, uma nota também para a questão do Mbappé.
Mas Júlio, então Portugal, que nota teria? A seleção portuguesa.
Portugal, de todas, teve 14 para mim, mas todas as outras abaixo do 14.
Sim.
Na verdade, para mim foi de facto uma injustiça Portugal ter saído deste Europeu, foi uma desilusão, mas foi uma grande injustiça. Sobre Mbappé, é o ciclo dos jogadores. O jornalista espanhol tem razão, se calhar, quando alguém num jovem como este falha um pênalti, sobretudo no momento decisivo, há esta tendência, de facto.
Mas não foi só o pênalti, foi todo o trajeto dele neste campeonato.
Certo, mas foi de muitos jogadores, não foi só dele.
Sim, claro, mas ele esperava-se muito.
O Cristiano Ronaldo passou por estes momentos, de falhar pênaltis decisivos, de o arrasarem, de acharem que o Cristiano Ronaldo estava mais preocupado com o penteado e com a vida cá fora do que com o campeonato. Todos os grandes jogadores passam por estes momentos, que são esquecidos rapidamente de quando começarem a jogar pelos clubes e depois voltarem à seleção e voltarem a marcar gols. O Benzema esteve cinco anos fora da seleção por um caso gravíssimo e agora voltou e marcou gols. Isto é mesmo assim o futebol. E vamos andando sempre nesta montanha-russa do futebol e é por isso que o futebol é o desporto que mais capta a atenção em todo o mundo, e sobretudo na Europa, e é aquele que mais audiências tem em termos televisivos, porque tem este sortilegio, como se costuma dizer, de ser imprevisível.
Temos seis minutinhos para ir ao mercado de transferências. Há muito para comentar. Gabriel, ontem terminamos a falar do Lionel Messi, que já não é jogador do Barcelona. E agora? Renova, não renova?
Pois, e agora Laporta diz que está tudo bem encaminhado, mas a verdade é que de Leo Messi não ouvimos uma palavra. Está muito preocupado, obviamente, na Copa América, onde está a fazer razia, continua a mostrar a sua arte. E ele está muito interessado nesta Copa América, em mostrar e ajudar a sua Argentina, naturalmente, a ir àquilo que é ser campeã. De resto, isto de Messi traz várias nuances em relação aos contratos, é preciso terem atenção. Não é só, e nós ontem tocamos nisso ainda ao de leve, a questão dos contratos com o Barcelona, é contratos também com a própria Liga Espanhola. O senhor Javier Tebas está preocupado, o presidente da Liga Espanhola, pois naturalmente a questão dos cachês, daquilo que a Liga Espanhola pode vir, até em mercado televisivo, falávamos de audiências, dizia o Júlio e muito bem há pouco, tudo isto pode baixar, porque as marcas estão todas à espera de saber se há Messi no Barcelona, mas mais do que isso, se há Messi em La Liga.
Gabriel, só uma nota. O Barcelona costuma faturar 30 milhões de euros ao ano só com as camisolas do Messi.
Claro. Vê bem.
É bom que cheguem à frente rapidamente.
Correto. Porque o problema do Messi eu penso que não está, nesta altura, só na questão monetária, como se vai lendo por aí. Não, eu penso que o Messi está mais em relação ao futuro. Ele quer segurar esse futuro com determinado tipo de cláusulas que, obviamente, o Barcelona vai ter que garantir. Se não garantir, não há.
E neste processo, quem é o campeão?
No processo de Messi?
Sim, na saída, não saída, é para o treinador que o pode deixar ir embora. É para o Messi?
O treinador aqui está sentado na bancada a ver o jogo. Pouco ou nada pode fazer. O Koeman aqui está sentado, à espera. Se tiver Messi, é uma coisa, se não tiver Messi, tem outra. O Koeman aqui não intervém. Aqui é só Laporta e Messi. Messi e Laporta. Agora, que eu acho que o Messi também quer saber de quem é que vai-
O jogo ainda vai demorar para ver já um campeão.
Eu acho que o Messi, acima de tudo, quer saber: "Senhor Laporta, qual é a equipa que o senhor tem para o ano? Senhor Laporta, diga-me lá, qual é o jogador, o que o senhor vai contratar, o que nós vamos fazer?" É isso que o Messi, acima de tudo, neste momento, também está a dizer. Portanto, eu acho que eu dou boa nota ao Messi, porque ele não é só arte sobre a relva, tem muita, e eu deliro em biliões, naturalmente.
Estiveram quantos anos ao serviço do Barcelona?
21.
E será que ele está preparado para sair da sua zona de conforto?
Logicamente que ele faz também o seu jogo, Carlos, naturalmente, eu estou de acordo consigo. Mas olhe, também parece que ele nunca dava nada para a Argentina e nós temos andado distraídos, porque temos andado com o nosso Campeonato da Europa, mas aquele lá para a Argentina, ele tem lá na Copa América feito uns estragos bem interessantes a Messi.
Eu diria que já não era sem tempo.
Claro, também é verdade.
Luís, queres falar do Nuno Espírito Santo no Tottenham?
Quero, porque é uma grande notícia para nós.
E depois ainda temos que ir a um breve comentário sobre o aviso do CEO do Benfica, está bem?
Vou dizer muito rapidamente aquilo que eu escolho. Obviamente, toda a gente conhece o Nuno Espírito Santo, o trabalho que ele tem feito, a confusão que foi no Tottenham. Mourinho que saiu a 19 de abril, Ryan Mason ficou como interino, o Paulo Fonseca que ia à última hora, os adeptos não aceitaram o Gattuso. Mas aquilo que eu destaco, e muito rapidamente, são as declarações de Daniel Levy, o presidente, e de Fabio Paratici, o diretor desportivo. Daniel Levy diz: "Temos que voltar ao Éden de jogar um futebol de ataque com entretenimento." E o Fabio Paratici diz que: "Queremos um estilo que traga sucesso e que permita aos jogadores que se desenvolvam." Ou seja, os grandes clubes não podem manter-se à tona só pensando nos resultados. E este é o ponto que eu quero fazer, é que o modelo de negócio dos clubes está sendo cada vez mais no espetáculo e na ligação com os adeptos. Não podemos ter um jogo ultradefensivo, demasiado frio e estratégico, focado apenas e somente no resultado, o tal estilo resultadista. E eu acho que esta é uma nova tendência que os treinadores cada vez mais têm que saber enquadrar, sob pena de não terem progressão de carreira.
E a terminar, um minuto para falarmos, um breve comentário sobre o aviso do CEO do Benfica, Domingos Soares de Oliveira, ao treinador encarnado. Gabriel, queres comentar?
Eu acho que ele veio a terreiro pôr, digamos, o dedo na ferida. E não se esqueçam.
Queres resumir para quem não estiver atento?
O Benfica precisa de se ajustar basicamente duas posições. Diz que o treinador tem muita confiança no plantel e que precisa de ajustar praticamente essas duas posições e que vai lançar um novo empréstimo obrigacionista de 35 milhões de euros e que, por exemplo, Pedrinho foi vendido e que para contratar jogadores tem que vender. A questão é a mesma. E quando Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira aparecem publicamente num almoço privado, em que está o presidente do Sporting, portanto, não é uma reunião dos grandes, é uma reunião de Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira, é porque ambos estão muito preocupados com o que se está a passar nos seus clubes.
Estamos a chegar ao fim. Amanhã vamos olhar para os quartos de final do Euro. Amanhã jogamos no Totobola. Pode ser? Combinado?
Sim.
Sim, e há jogos fantásticos.
Fantásticos. É grandes partidas para assistir. Foi mais um E o Campeão? Acontece sempre depois das 21h30 na Rádio Observador e a qualquer hora em podcast. Até amanhã às 16h.
Até amanhã.
Até amanhã.
Bom dia.