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Nos próximos minutos falamos de desporto na Rádio Observador, a edição de quarta-feira de "E o Campeão É...". Atenções viradas para a Final Four da Liga das Nações. Portugal joga hoje com a Alemanha. Em cima da mesa, um lugar na final desta prova que Portugal já venceu em 2019. É tema em destaque com direito a painel de luxo aqui na Rádio Observador. Dou as boas-vindas ao Gabriel Alves, ao Augusto Inácio, ao Pedro Henriques e também ao editor de desporto do Observador, o Bruno Roseiro. Como estão, campeões? Espero que bem, todos vocês. É um gosto contar convosco hoje. Um pouco mais curto, vamos falar sobre este Portugal-Alemanha. Arranca às 20h, em Munique, na Allianz Arena. Bruno Roseiro, vou começar por ti. A Alemanha é sempre um adversário complicado. Joga esta Final Four em casa, tem uma equipa renovada, um treinador com muita qualidade. O historial é também muito negativo para Portugal. É preciso recuar 25 anos para encontrar o último triunfo português contra a Alemanha. Perante todos estes sinais, que não são encorajadores, onde é que há boas notícias para Portugal?
Há boas notícias no Paris Saint-Germain, parece-me. Ontem ouvi a conferência de Roberto Martínez. Uma das frases que me ficou foi quando ele diz que as opiniões no futebol são subjetivas, recorreu aos números e, portanto, podemos entrar por aí. Recorrendo aos números, parece-me que as opções que Portugal tem não ficam em nada atrás das opções da Alemanha. O momento das unidades-chave das duas equipas, Portugal não fica em nada atrás da Alemanha. E perante esse contexto, aquilo que me parece é muito mais importante do que questões táticas, que foi algo que Roberto Martínez se agarrou muito, sobretudo por altura do Europeu de 2024, que me parece que é o momento em que marca uma pré-saída do comando da seleção. Aquilo que interessa é, sobretudo, a parte estratégica e perceber como potenciar o melhor que Portugal tem. Nesta altura, o melhor que Portugal tem chama-se Vitinha, chama-se João Neves, chama-se Nuno Mendes e chama-se Bruno Fernandes, se quisermos juntar também àquele meio-campo. E portanto, a partir daí, não é uma questão tática, é uma questão de estratégia e potenciar aquilo que Portugal tem de melhor.
Gabriel Alves, o passado não joga, mas acaba sempre por ter algum impacto. São 25 anos desde o último triunfo português contra a Alemanha. É tempo de matar este borrego alemão ou não?
Boa tarde. Estou de acordo com tudo o que o Bruno acabou de referir. Eu acho que os jogadores quando entram em campo não pensam nisso, pensam no jogo de hoje e obviamente que é o que está em jogo, não só a qualificação da seleção da final, mas também a sua presença, portanto, aquilo que são os seus desafios, que obviamente são postos ao serviço do coletivo, que neste momento é a bandeira nacional. Mas eu queria chamar a atenção aqui só para dois ou três aspetos que me parecem interessantes. Em relação à seleção alemã, ela tem uma média etária, embora renovada, ligeiramente superior à de Portugal, é de 26.8 a de Portugal e a Alemanha de 28.3. Estamos a falar de idades. Depois, há aqui um outro fator que me parece importante também dizer: Portugal tem 18 regionais, o que quer dizer que tem 18 jogadores a jogar dentro daquilo que é o seu grupo de trabalho, a jogar fora do país, enquanto que a Alemanha tem quatro regionais. Em contrapartida, ainda, Portugal no ranking da FIFA está em sétimo lugar, enquanto que os alemães estão em décimo lugar. Portanto, estes são fatores que me parecem objetivos e concretos, porque são números que estão perfeitamente desenvolvidos e são pragmáticos. Depois, em relação àquilo que pode ser o jogo, esta expectativa é esta: Portugal joga de forma muito, e falou bem o Bruno Roseira em questão de estratégia, aqui está muito o papel de Roberto Martínez e dos jogadores, obviamente, porque as duas equipas têm algo de bastante semelhante. Independentemente da equipa alemã ser uma equipa que joga melhor sem bola. Atenção à pressão forte e musculada, porque a Alemanha tem essa qualidade musculada. De resto, são duas equipas que gostam de ter bola. Portanto, Portugal tem que ser muito bom com bola hoje para poder fazer face àquilo que é a reivindicação alemã.
Gabriel Alves, ser sinônimo de bom com bola é Vitinha, Bruno Fernandes e João Neves?
Claro, são os jogadores que sabem muito bem fazer o enleio e sabem muito bem enlear a formação adversária. Que isso é que é? Enleá-la e, portanto, não deixar que ela lhes retire a bola e fugir a essa pressão musculada, porque vão ter pressão musculada, porque é normal, é muito mais atlética a equipa alemã. Mas atenção, o ser atlético não quer dizer que não tenha técnica. Cuidado, confundir técnica com habilidade é uma asneira tremenda. A técnica está lá. Agora, Portugal tem essa técnica e também lhe junta uma qualidade habilidosa que obviamente esse juntar é muito importante. Agora está aqui, e o Roberto Martínez falou disso, Portugal e Alemanha têm 16 gols de bola corrida, oito sofridos. Portanto, há uma boa situação também para Portugal estar atento, que é a questão dos lances de bola parada da equipa alemã. Quanto ao mais, Roberto Martínez e a estratégia, eu vou já terminar, que e muito bem o Bruno focou. A única coisa que aqui, e ele falou muitos números, de tudo que ganhou à frente da seleção, é que é de lamentar, Roberto Martínez hoje está no banco, quase como que demitido do cargo de selecionador, porque já se fala em Mourinho e Jorge Jesus, e não se fala do Roberto Martínez. Está na mão dos jogadores, neste momento, dar resposta, capitaneados pelo Cristiano Ronaldo, que certamente não deixará cair isso em saco roto.
Deixa-me só acrescentar, o Inter também tem a pressão musculada, o Inter também é das melhores equipas europeias sem bola. O Inter andou a cheirar o jogo do Paris Saint-Germain durante 90 minutos com Dembélé e Doué, que não são propriamente os jogadores no ataque que melhor defendem quando têm de o fazer.
Bruno, não te esqueças de uma coisa. O Dembélé, e repare que as câmaras foram mostrando isso, era o primeiro a fazer pressão sobre o guarda-redes contrário.
Mérito Luiz Henrique.
Sim, o próprio Roberto Martínez também consegue passar isso.
Luiz Henrique, na conferência de imprensa, também destacou
Parecia que ele ia disparar para uma corrida de 100 metros, aquela posição do outro. Muito interessante.
E o próprio Luís Henrique destacou precisamente essa pressão de Dembélé. Para já, mantemos foco no Portugal-Alemanha. Augusto Inácio, quero também ouvir-te sobre este encontro, onde o historial não é positivo. Desde 2000 que Portugal não tem sido feliz. Na altura foi com um hat-trick de Sérgio Conceição, um jogo de boa memória para praticamente todos os portugueses que acompanham o desporto, um hat-trick do ex-treinador do Futebol Clube do Porto. Acredito que hoje esperas que a história também seja positiva. A minha pergunta é: por quê? Que argumentos é que vês em Portugal para levar a melhor sobre esta Alemanha?
Bom dia a todos. Deixa-me dizer que a Matador Borrego foi aquela seleção portuguesa em 1986 que se apurou para o Mundial do México e ganhámos na Alemanha 1 x 0, golo do Carlos Manuel. Infelizmente, o Augustinho Inácio também esteve nesse jogo, por isso nós fomos primeiros a matar o borrego. Depois foi a seleção do Sérgio Conceição que marcou os três gols. Falando do jogo de hoje, de tudo o que foi dito, e bem, eu diria que Portugal só com a técnica não vai chegar lá. Portugal também tem que ser inteligente. O que eu quero dizer com isto? Tem que ser inteligente quando tem bola e se tiver espaços, não perder muito tempo a atacar a baliza do adversário. E se não tiver esses espaços, então reter a bola tecnicamente, nós temos jogadores a procurar com paciência o melhor caminho para o gol. Outro pormenor que eu acho que é importante é quando Portugal tiver a bola, for atacar e perder a bola, ter uma máxima rapidez na recuperação dessa mesma bola, porque se não tivermos e vierem os jogadores a vir para trás a passo ou ao trote e não vir com aquela dinâmica de tentar ajudar também os seus colegas a defender, Portugal pode sofrer consequências graves com isso, porque a Alemanha, na minha opinião, é uma seleção inferior a Portugal e Portugal, se quer estar nos grandes momentos, nos grandes palcos, tem que jogar com equipas fortes. A Alemanha é uma equipa forte, joga na sua casa e Portugal se tem os melhores jogadores do mundo, como muita gente diz, e é verdade, jogam em grandes campeonatos, muitos dos nossos jogadores, e é verdade, então também tem que pôr em causa aquilo que é as dinâmicas e a força que a Alemanha tem. Por isso vai ser um jogo interessante, acho eu. Portugal tem muito a ver também, não só com os aspetos táticos, tem muito a ver com a estratégia e aí o selecionador tem uma palavra muito grande a dizer em relação àquilo que vai ser o jogo de hoje. É só um jogo, quem perder fica fora, quem ganhar vai à final. Portugal já ganhou esta liga.
Esta Liga das Nações em 2019 com um golo do Gonçalo Guedes.
Exatamente. E eu creio que Portugal tem tudo também para poder passar. Já se sabe que é um jogo complicado, que é difícil, é tudo isso, mas as equipas grandes e os grandes jogadores gostam de jogar contra equipas fortes e por isso vai ser um jogo em que a inteligência, neste aspecto, vai ter muita influência, além dos aspetos que eu acho muito importante, que o Gabriel já disse aí, os lances de bola parada, tanto defensivas como ofensivas.
Pedro Henriques, antes da tua aposta para o 11, fica para depois. O que pergunto é: tendo em conta que muitas vezes és o homem dos números, das estatísticas, há aqui alguma que coloque a balança a pender para o lado português?
Em primeiro lugar, não joga o Rüdiger, não joga o Musiala, não joga o Kai Havertz, não joga o Angelico, não joga o Stolpe, não joga o Timy Klinstann. E isso para nós, queira quem não, é sempre um fator positivo. Por outro lado, vamos a números. Em 19 jogos, entre provas e jogos de preparação, Portugal apenas venceu três contra 11 da Alemanha. Os números e a história não entram em jogo, mas têm o seu peso. Uma Alemanha que joga em casa e o fator casa é extraordinariamente importante, que queiramos que não, mesmo para jogadores altamente rotinados e experimentados a estas andanças. E depois há outro número que joga a nosso favor. É lógico que temos bons jogadores em grande forma, jogadores que foram campeões da Europa. Podem continuar a dizer tudo o que quiserem, mas há um aspeto que a malta se esquece. Temos o CR 934 e enquanto lá tivermos, amigos, tudo é possível. Acreditem nisto que eu estou a dizer e amanhã voltamos a falar sobre isso. Última coisa antes de dar o 11, só dizer que não gostei da conferência de imprensa do nosso selecionador por um aspeto muito importante. Ele falou em todas as estatísticas, esqueceu-se da estatística mais importante de todas, é que ele tem zero títulos por Portugal. Não me interessa que ele faça o mesmo que fez na Bélgica. Eram os craques, eram os número um, eram a primeira equipa do ranking. Ganharam o quê? Com a Bélgica, zero. E com Portugal está no mesmo caminho e, portanto, eu acho que ele joga muito também nesta Liga das Nações, aquilo que possa ser a sua continuidade.
Vamos ao 11, Pedro, que eu daqui a pouco já vou fazer uma ronda sobre o futuro de Roberto Martínez. Portanto, para não estar já a esgotar o tema, diz-me a tua aposta, por favor.
Eu só digo que espero que realmente se cumpra até o final aquilo que é o final do mundial, porque eu acho que é assim que as coisas devem acontecer, mas tenho muitas dúvidas e acho que depende muito daquilo que vai acontecer esta jornada dupla, por assim dizer. Em relação ao 11, eu acho que nós não conhecemos aqui alguns fatores, como dizia o Bruno Fernandes, a responder a uma pergunta, se os campeões europeus bebem mais cerveja ou menos cerveja. Tudo isto na perspetiva de dizer que pode haver aqui algum fator que nos escape, de um jogador que está mais cansado, mais carregado, etc. Mas para mim, a seleção que eu concebo como a seleção do 11 é o Diogo Costa, é o Gonçalo Inácio com o Rúben Dias, pelo menos à esquerda, Diogo ao lado direito, o trio, obviamente, Bruno Fernandes, João Neves, Vitinha e depois atrás de Cristiano Ronaldo, Rafael Leão à esquerda e Bernardo Silva, sendo que também não sei qual é o momento do Bernardo neste momento e aí pode haver o tal lugar que pode ser outro jogador além dele.
São as apostas do Pedro Henriques para o jogo mais logo. Recordo, Portugal-Alemanha a partir das 20:00, jogo em Munique. Meus senhores, antes de irmos às notas e aos campeões do dia, já tocaram aqui um pouco na questão de Roberto Martínez, no futuro ao comando técnico da seleção e Bruno Roseiro, esta competição é, no teu entender, decisiva para o futuro de Roberto Martínez? Há aqui algum sério risco de ele poder sair? Roberto Martínez tem contrato até 2026, depois do mundial.
Eu acho que o principal risco que Portugal corria, infelizmente, já o tem, que é chegar com um selecionador que vai a prazo para uma competição de apenas dois jogos e que podia dar apenas o terceiro título grande da seleção A de Portugal. Ou seja, independentemente do resultado que Portugal consiga, parece-me que Roberto Martínez saiu muito fragilizado da fase final do Campeonato da Europa de 2024, porque as expectativas estavam muito lá em cima e Portugal, mesmo sendo eliminado nas grandes finalidades com França, esperava-se muito mais. Aquele jogo com a Geórgia, por exemplo, não existe, o próprio jogo de abertura com a República Checa também não existe.
A Eslovénia decidiria nas grandes penalidades.
O jogo com a Eslovénia esperava-se muito mais. Portanto, parece-me que Roberto Martínez ficou bastante condicionado e com a margem muito reduzida depois dessa fase final. Agora, olhando para a floresta e não para a árvore, aquilo que me parece é: se a decisão de Pedro Proença é dispensar Roberto Martínez depois da Liga das Nações, porque entende que não é a pessoa certa para comandar Portugal no Campeonato do Mundo de 2026, aí parece-me bem. Se for mais uma decisão que se prenda com a necessidade, isto é quase um pouco como o governo e quando existe uma substituição PSD, PS, etc, que existe quase uma necessidade obrigatória de limpar tudo o que era anterior, mesmo que algumas das pessoas que saiam sejam competentes. E é isso que me parece que não pode acontecer. Acrescentar-se-á só uma coisa, Pedro Proença já falou com José Mourinho, Pedro Proença já falou com Jorge Jesus. José Mourinho que estava na frente, ele se tivesse de escolher, seria sempre Jorge Jesus.
Ora bem, ficamos aqui com a leitura do Bruno Roseiro. Gabriel Alves, Augusto Inácio e Pedro Henriques, eu vou pedir-vos alguma celeridade para abordarmos este tema. Também já o foram abordando, já foram falando ao longo desta edição do "Campeão". Gabriel Alves, vou começar por ti. É um homem pressionado, Roberto Martínez?
Eu subscrevo na íntegra, com vírgulas, pontos finais, tudo o que o Bruno Roseiro acabou de dizer.
Até a parte de José Mourinho à frente de Jorge Jesus?
Até a parte do Jorge Jesus, completamente. Uno muito mais. Eu vou ficar por aqui, depois poderemos falar disso mais tarde.
Ora bem.
Só acrescento aqui só um dado. Senhor Martínez, já deve ter os documentos da indemnização a Mourinho tratados para recebê-la, ok?
Augusto Inácio, queria também ouvir-te de forma breve sobre esta questão. Roberto Martínez pressionado?
Eu diria que cada vez que há uma mudança, neste caso, de presidente, não foi o Pedro Proença que contratou Roberto Martínez. E naturalmente que o Pedro Proença deve ter na sua cabeça o seu treinador. É assim na seleção, é assim nos clubes, os presidentes quando são novos, têm na cabeça os seus treinadores. E naturalmente já se percebeu que o Pedro Proença não é o Roberto Martínez o seu treinador. E dentro dessa perspectiva, eu não sei se está à espera que aconteça hoje ou que aconteça amanhã o que tiver que acontecer. Eu acho é que ele vai mesmo sair de qualquer maneira, porque o Pedro Proença já percebeu que não é este o treinador para aquilo que ele quer para o futuro e por isso acredito que ele possa sair.
Pedro Henriques, vou fazer aqui dois em um. Quero também ouvir-te sobre o Roberto Martínez, há pouco já falavas, e depois também as tuas notas e os teus campeões do dia.
Sim, em relação à questão do Roberto Martínez, eu diria o seguinte: eu gosto sempre que os treinadores, selecionadores, neste caso, mesmo vindos de outros presidentes, cumpram, vamos dizer assim, os seus mandatos. Acho que deve ser assim, é a lógica, até porque se não cumprindo há questões de indemnizações. No meu ponto de vista, nunca fui morrido de amores por este selecionador naquilo que é a perspetiva de tirar os tais rendimentos da equipa que acho que nunca conseguiu tirar. No caso do Pedro Proença fazer essa substituição, seja agora, seja depois do Mundial, quase que subscrevo tudo aquilo que vocês disseram, porque eu gosto muito dos dois nomes que estão apontados, mas a minha paixão, entre aspas, entenda-se, é exatamente igual à paixão do Pedro Proença, que se chama-se José Mourinho.
Então vamos avançar para notas e campeões, 30 segundos a cada um. Pedro Henriques, estavas com a palavra, vou manter contigo.
Não, eu sou rápido. Portanto, ainda em modo de reflexão, fugindo aqui um pouco àquilo que é o normal. Há uma menina com 11 anos, a Inaya, que está com um cancro no cérebro, não se sabe quantos dias tem de vida. O pai dela apareceu a falar à comunicação social, porque a grande paixão desta menina, o sonho, enquanto ainda está viva, é poder conhecer o Cristiano Ronaldo. Não demorou muito tempo a que o Cristiano Ronaldo estivesse junto dela. É por isto que este homem é mesmo o maior e o melhor. Obrigado, Cristiano Ronaldo, por teres realizado mais este sonho a alguém que não sabemos quanto mais tempo vai estar entre nós.
Vamos ouvir então agora notas e campeão do Augusto Inácio para hoje.
Olha, claramente que é nota 20 de motivação, de força, de desejo também que Portugal possa ganhar à Alemanha hoje e por isso essa energia positiva de todos nós para que a seleção possa ganhar o jogo. Mas também queria dar nota 2 à seleção nacional feminina que desceu de divisão da Liga das Nações, perdeu de 3x0 com a Bélgica. Portugal já tinha perdido de 6x0 com a Inglaterra. Enfim, foram dois resultados muito negativos, mas este custou muito que descemos de divisão.
Bruno Roseiro, em 30 segundinhos, nota e campeão do dia.
Sim, depois da nota do Pedro, acho que qualquer nota que nós possamos dar é secundária. Eu tinha aqui duas notas, uma primeira, uma nota 15 para o Alcaraz e para o Musetti. Vão-se cruzar nas meias-finais. Acho que o jogo que o Alcaraz faz. Há muito tempo que eu não via um jogo tão bom em Roland-Garros de um jogador como ele, a forma como ele ganhou ao Tommy Paul. E uma nota 20 também ao Sérgio Conceição e agradecer que há 25 anos foi dos jogos que me deu mais prazer ver num estádio, saí mesmo de barriga cheia e, curiosamente, com alemães que nos andavam a ameaçar no início e que no final estavam de tal maneira rendidos que nos cumprimentaram e disseram: "Parabéns, vocês de facto são mesmo os melhores". Oxalá Portugal consiga fazer o mesmo 25 anos depois.
E vamos fechar com as notas do Gabriel Alves em 30 segundos, Gabriel.
Eu vi esse jogo delirando em Cabinda, em Angola. E também vi o do Carlos Manuel anos antes, que nos levou até Saltillo. Vai sair um livro em breve sobre Saltillo, estejam atentos. Olha, a minha nota é tal e qual como a do Pedro, naturalmente, e deixo aqui uma nota muito negativa para os presidentes das grandes instituições, sabendo que no futebol o treinador é do presidente, sabendo que têm os seus mandatos a acabar em determinada altura, que façam contratos que ultrapassem. Porque isso dá direito a indemnizações, a não ser que haja nas letras pequeninas alguma cláusula que desconhecemos, que isso é pessoal e da instituição.
Ora, muito obrigado, Gabriel Alves. Agradeço também ao Bruno Roseiro, Augusto Inácio e ao Pedro Henriques. Recordar Portugal-Alemanha, jogo marcado para as 20h. Há emissão especial aqui na Rádio Observador. Relato do André Maia e do Miguel Cordeiro, comentários do Gabriel Alves e do Luís Pinto Coelho. O Pedro Henriques vai estar atento aos lances de arbitragem. O Nuno Santos conduz a emissão. A emissão especial da Rádio Observador começa depois do Jornal da Sete.