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Tudo pronto para mais uma semana de "E o Campeão é". Eu sou a Maria João Simões, hoje estou comigo e com o Júlio Magalhães na análise aos protagonistas do mundo do esporte, os comentadores Gabriel Alves, Luís Vilar e Carlos Alberto Inês. Bom dia a todos. Boa semana.
Bom dia, boa semana.
Isso é tudo tosse, Gabriel?
Bom dia.
Estavas a afinar a voz.
Afinar a voz. Bom dia.
Bom dia. Começamos pelas notícias do mercado de transferências. A grande novidade é a possibilidade de João Mário assinar pelo Benfica. Chegou a dizer que baixava o salário para ficar no Sporting, mas, afinal, Carlos, podemos dizer que esta ida para o Clube da Luz só acontece porque Rúben Amorim não fez questão de ficar com o jogador?
Sim, eu penso que sim, fundamentalmente esse. E também acredito que relativamente à permanência do João no Sporting, julgo que tem a ver com as questões de ordem do próprio plantel e das questões de ordem financeira, naturalmente, porque o valor é elevado. Às vezes há aqui algumas contradições. O Sporting teima em fazer contratações pagando cláusulas de rescisão e depois desiste de jogadores que, na minha opinião, foi fundamental e foi importante em termos da conquista do título, mas penso que tem esses dois fatores.
E agora estamos a falar de quatro milhões de euros por época.
Pois, acredito que se o Rúben fizesse muita questão de ter o João Mário, que ele provavelmente o interesse do Sporting era diferente.
Júlio, és da mesma opinião? Achas que o que levou o treinador a abdicar do jogador foram as questões financeiras ou acreditar que tem alternativas no plantel?
Acredito que não foram as questões financeiras, Maria João. Acho mesmo que foi o Rúben Amorim que não quis o João Mário. Rúben Amorim quer uma equipa, e viu-se pela equipa do Sporting, que corra muito, que jogue, mas corra muito. O João Mário não é o jogador que corre muito, mas é um jogador que joga bem. Foi importante para o título do Sporting, mas era sempre o jogador que era substituído também, e às vezes nem jogava titular e jogava e quando jogou, normalmente era dos primeiros a ser substituído. Portanto, claramente, Rúben Amorim não quis João Mário no Sporting e tem aqui um ponto positivo, que espero que, apesar de tudo, se concretize, que é muito difícil em Portugal. É os jogadores entre os grandes poderem passar de um grande para o outro. Isso é um problema que existe em Portugal e que parece que não é solúvel. Ou seja, há um problema enorme de um jogador do Benfica passar para o Porto, do Porto passar para o Sporting, do Sporting para o Benfica. Os adeptos não gostam, os clubes também não querem que isso aconteça. Hoje já vi que o Sporting vai acionar a multa de 30 milhões ou cláusula de 30 milhões para ele não ir para o Benfica.
Cláusula antirrival, antirrivais, não é?
Cláusula antirrivais, que é uma coisa que existe em Portugal e que limita muito os jogadores, limita muito o futebol português também, porque depois os jogadores, o João Mário se não puder ir para o Benfica, vai embora para a Arábia, para o Catar ou para outro sítio qualquer. E é uma pena, apesar de tudo, Portugal e o nosso campeonato perderem jogador com a qualidade do João Mário.
Gabriel, qual é a tua opinião? O Benfica avançar mesmo sem acordo do Sporting?
Isso não sei. São problemas jurídicos, naturalmente, que têm que ser resolvidos e cada um está em sua casa e sabe quais são os direitos que vai reivindicar, quer o Sporting, quer o Benfica, no caso presente de João Mário. Agora, eu acho é que os jogadores, e eu penso que isso está a acontecer a nível global, os jogadores começam a ter que ter mais consciência do que assinam quando assinam os contratos. E não é vir só depois com o presidente do clube ou com o diretor para uma fotografia a dizer que são muito felizes. Não, isto é mercado de trabalho. Seja clube for, não estou aqui a pintar, clube for e estou a falar à escala global. Global, Portugal e estrangeiro. E estamos a ver o que se está a passar lá fora. Portanto, por exemplo, em Barcelona, o Barcelona precisa rapidamente de baixar a folha salarial, pôs o Umtiti e outro jogador no mercado e eles não aceitaram. Portanto, deu-lhes a carta, vão-se embora, porque eles, de facto, valem muito dinheiro salarial mensal, o mesmo com o Coutinho nesta altura. E depois, na praça, não os compram, não os querem. E os jogadores agora estão a dizer: "Ah, mas nós não nos vamos embora, porque também não queremos perder o contrato que temos". Portanto, isto dos contratos vai mudar bastante em termos de futuro, e eu diria, não é médio, é curto prazo, e os jogadores têm que ter isso em atenção. De resto, eu ponho aos sócios de um e de outros clubes, como é que é possível, são trabalhadores. Como é que é possível o sócio que é trabalhador estar numa empresa hoje e amanhã não poder mudar para outra empresa porque esta empresa não quer que ele trabalhe naquela empresa? Isto aqui há qualquer coisa ao nível do direito do trabalho que me parece também importante ter em fator e em jogo. Portanto, eu lembro que em Itália, já há muitos anos, estamos a falar de Itália, onde as massas associativas são, de facto, também muito fortes, uma paixão enorme. Jogadores que passaram do Inter para o Milão e do Milão para o Inter, que andaram a circular de um para o outro clube. Mas isso não é de agora, de há anos. E atenção, a jogarem no San Siro. Portanto, eram aplaudidos numa época pelos vermelhos e negros e na época seguinte pelos azuis e negros. E tudo funcionou e nunca se soube que houvesse. Não, eram os jogadores que eram precisos para construir o grupo de trabalho, o plantel, que não serviam àquele grupo, serviam ao outro, e naturalmente os clubes têm que se entender nessa questão e obviamente gerir os seus ativos. Portanto, eu não vejo que o futebol português vá crescer se continuar assim. Não vai, não.
Luís, qual é a tua opinião? Estás muito caladinho.
Sim, estou aqui a prestar muita atenção aos meus colegas deste painel. Isto é uma lição. Olha, ponto um, só dizer que o negócio do João Mário o ano passado nada tem a ver com o negócio deste ano, portanto. Só para as pessoas terem um bocado de noção, uma coisa é vir por empréstimo, em que o clube que empresta está sedento de emprestar, porque tem uma folha salarial alta para pagar e até assume parte do ordenado. Agora, aqui não. Aqui é quem é que vai assumir essa diferença de ordenado, porque eu não acho que o João Mário venha ganhar para Portugal o que ganhava em Itália. Não acredito que o Benfica assuma, como estou a dizer, eu acho que vai ser o jogador. O jogador vai ter que assumir parte do ordenado e vai ter que, no fundo, abdicar e vai ter que reduzir o seu salário. Eu acho que ele estava preparado também para fazer isso no Sporting e estou curioso para perceber por que realmente não ficou no Sporting, porque para mim não é discutível que o João Mário é melhor que a concorrência do meio-campo. É verdade, não oferece tanta intensidade e é verdade que não tem o potencial de valorização que alguns dos médios que lá estão conseguem ter. Não obstante, isto não dá só para jogar com potenciais de valorização. Alguém tem que também segurar a barra quando a barra pesa. Eu acho que o João Mário era desses e era importante. Temos o caso do Koate. Relativamente à cláusula de concorrência, eu acho que não vai colher. Já foram muitos os juristas que vieram a lume, realmente todos de uma forma muito consistente, a dizer que não tem por onde colher. Eu acho é que vai ter outra implicação interessante. Eu não sei se as pessoas têm reparado, mas de há uns tempos para cá, nas modalidades, no hóquei, no andebol, no futsal, não há ninguém a mudar de Benfica para Sporting, nem de Sporting para Benfica. E alguns jogadores já vieram a lume dizer que há aí um acordo que faz com que baixe muito a folha salarial das concorrências, por assim dizer, das modalidades. O que é que acontece? Eu acho é que nas modalidades vai haver aqui um desaguisado. Eu acho que vamos começar a ver outra vez o Sporting a ir buscar jogadores ao Benfica. Porque o Sporting tem orçamentos superiores.
Diz, Júlio.
Não, estava a dizer ao Luís que já está a acontecer nas modalidades. No andebol, o Porto e o Sporting, no hóquei também.
Não, eu estou a dizer que o Benfica e o Sporting têm um pacto de não concorrência, por assim dizer. É tácito, mas existe. E eu acho é que isso vai acabar com esta transferência.
Aqui são os números, não sei até que ponto estes números estão corretos, mas 27,5 milhões é o valor global da operação do Benfica para garantir João Mário. 7,5 milhões da transferência, mais 20 milhões em salários, 4 milhões brutos, 2 líquidos, por cada um de cinco anos de vínculo. O Sporting pretendia investir 19 milhões, oferecendo 3 milhões, mais 2 por objetivos pela contratação e 16 milhões pelo bolo salarial, isto é, 4 milhões brutos vezes quatro anos de vínculo com o médio. Portanto, há aqui uma diferença de 6,5 milhões.
Rúben Amorim deixa sair o João Mário, se isto se vier a verticar, mas o plantel volta a contar com o Jesaiaio, que estava no Braga.
É o voltar a casa.
É este o reforço.
Olha, não sendo eu a começar, vou dizer o que eu acho. Acho interessante a política desportiva do Sporting, mais do que voltar a ter o Jesaiaio ou não. Há aqui dois temas interessantes. Primeiro, o Sporting vai ficar com dois bons defesas-direito.
Muito bons.
E isto deixa-me pensar um pouco. Mas até que ponto o Sporting não está a ter uma política desportiva diferente do ano passado, mesmo, se calhar, para alimentar alguma presença na Liga dos Campeões. E mais do que alimentar essa presença, é não deixar que essa presença traga prejuízos para o campeonato nacional e vir assim, no fundo, a perder as duas corridas. O facto de ter dois bons defesas-direito faz-me acreditar que também vai ter que ter dois bons defesas-esquerdo e vai ter que ter quatro médios-centros a uma rotatividade grande. Ou seja, eu acho que o Sporting ainda está longe de ter o plantel concluído. Acho que o Jesaiaio vem confirmar exatamente isso. E o segundo tema que me traria o Jesaiaio à memória é que o Sporting continua a financiar o crescimento do seu mais direto rival, o Braga, que agora parece não ser o mais direto rival, mas que em termos de receita e números de adeptos, a médio e a médio prazo, vai tender para que seja. Continua a financiar a alteração do Sporting Clube Braga e isso é algo que o próprio Sporting Clube Braga e o próprio Sporting têm que perceber bem o risco que estão a assumir, porque da mesma forma que o Sporting financia a operação, também o Sporting Clube Braga está a capitalizar, no fundo, a performance desportiva do seu rival, aquele que lhe tira o lugar da Liga dos Campeões, porque vão três e o Braga, ao dar os jogadores do Braga para o Sporting, no fundo, está a assumir que vai ficar mesmo em quarto e que não entra na Liga dos Campeões e que vai ser o eterno quarto classificado e que não poderá ser um grande. E eu acho que isso é uma política que António Salvador também tem que rever.
Carlos, como é que olhas para este reforço?
Eu pegava um pouco naquilo que o Luís estava a dizer e agora não tenho tanta certeza se o Braga, da forma como está a ser financiado pelo Sporting, em várias situações e de uma forma bem consistente, não cria capacidade para cada vez estar mais estruturado. Porque o Braga tem conseguido realmente, nas infraestruturas, na organização, no plantel e em tudo o que tem feito, tem consolidado a sua posição. Obviamente que muitas vezes para por as segundas linhas depois. Mas o que é facto é que tem dado grande luta, grande trabalho a todos os outros. E o Sporting sistematicamente insiste em ser o financiador privilegiado do Braga. Essa é que é a grande verdade. Indiscutivelmente. Não está em discussão o valor do Jesaiaio ou não, mas haveria, com toda a certeza, outras alternativas.
O mercado de transferências vai continuar a dar muito que falar. Ainda estamos praticamente no início. Até agora, nesta saga, neste filme que é o mercado, quem é o vosso campeão e qual é a nota, Gabriel?
Nesta altura do mercado? Está muito cedo, está muito fresco ainda. Isto ainda não tem dimensão, Maria João.
Concretizando se esta ida do João Mário, o que já se sabe até agora.
Esta ida do João Mário vai dar nota alta aos chefes, porque as pessoas vão estar todas interessadas. Em vez de se estar interessado do projeto, do plano de uma, outra e aquela outra equipa, vai estar tudo centrado numa guerra Benfica-Sporting por causa do João Mário. Isto vai dar as audiências, porque vai tudo estar preso na guerra jurídica. Se o Sporting deixa, se o Benfica é capaz, o que é que o João Mário vai dizer, o que é que o João Mário vai fazer. E vamos ter múltiplas opiniões e vamos ter um encharcar completo acerca do João Mário, quando o facto, o que é mais importante é como é que o Sporting está a construir o seu plantel, como é que o Benfica está a construir o seu plantel, como é que o Futebol Clube do Porto está a construir o seu plantel, como é que o Sporting Braga está a construir o seu plantel, como é que o futebol português se está a preparar para uma próxima Liga, para ter uma liga decente e capaz de sombrear e crescer no âmbito das ligas europeias. Isso é que é importante. Portanto, eu não tenho, para já, no mercado de transferências, que está, em termos globais, em termos internacionais, todo ele indefinido, em que tirando o Manchester United, que comprou um jogador por 85 milhões, praticamente há só notícias. Eu diria, há muita parra e muito pouca uva no mercado internacional, porque toda a gente fala, toda a gente diz, toda a gente quer manter aceso, toda a gente quer umas expectativas, mas não há nada. Zero.
Então seguimos em frente. Já temos a lista dos 10 nomes candidatos a melhor jogador do último campeonato. Não temos lá nenhum do Benfica, quatro são do Porto, três do Sporting, um do Tondela, um do Paços de Ferreira e um do Portimonense. O vencedor vai ser anunciado na quinta-feira. Temos apostas, Luís?
Eu sim, eu tenho uma aposta muito clara para mim. Eu acho que vai ser o Pedro Gonçalves, do Sporting, por razões muito óbvias. Para já, porque foi o melhor marcador. Depois, porque foi o melhor marcador sem ser um avançado claro, um ponta de lança claro, e depois porque conseguiu pôr o Sporting a ser campeão. Não obstante, a minha escolha não ia para o Pedro Gonçalves, a minha escolha ia para o Sebastian Coates, porque desde que o Rúben Amorim desenhou uma linha com três centrais, o Coates subiu assim três ou quatro patamares e eu acho que ele é que foi o verdadeiro pilar do Sporting, que lhe permitiu este título. Depois há aqui um outro jogador que eu gosto muito e acho que para o ano vai ser um jogador muito interessante, ou melhor, há aqui dois. Um deles é o Mário González, que saiu do Tondela para o Sporting Clube Braga. É um jogador muito interessante, já vinha aqui a segui-lo há muito tempo. E depois acho que ainda vamos fazer aqui uns programas, vamos ver até quando é que a bomba vai arrebentar, porque o Beto do Portimonense vai estar no centro da polémica, porque vai-se perceber muito em breve que há aí uma disputa muito grande entre dois clubes e que há empresários que já assinaram de um lado e empresários que já assinaram do outro e coisas assim. E o Beto tem passado nos pingos da chuva, mas não vai ser fácil continuar a disfarçar o erro de gestão de carreira que já fez.
Júlio, na tua opinião?
Maria João, não é difícil, Luís, os meus companheiros já sabem.
Sérgio Oliveira!
Exatamente. Vais escolher um do Futebol Clube do Porto, por que será?
Sabes que os melhores jogadores do mundo são escolhidos em função daquilo que fazem no campeonato, mas sobretudo o que fazem na Champions e nos campeonatos da Europa de futebol. Se calhar este ano o Kanté do Chelsea vai ser considerado o melhor jogador do mundo. O Chelsea não ganhou o campeonato, mas fez uma Champions e o Chelsea venceu a Champions. Em Portugal, o Sérgio Oliveira marcou golos, de penalty, de livres, de fora da área, foi o motor da equipa do Futebol Clube do Porto, fez uma Champions extraordinária, esteve entre os jogadores do 11 da Champions, fez uma época estrondosa. E, portanto, eu não tenho dúvidas que para mim, o melhor jogador do campeonato é o Sérgio Oliveira.
Quinta-feira cá estaremos.
Agora não tiro o mérito, claro, aos outros.
Mas acreditas que a Liga vai dar ao Sérgio Oliveira, são coisas diferentes.
Pois, isso é outra coisa. Agora, o Sérgio Oliveira fez o dobro dos jogos destes jogadores todos que estamos a falar.
Gabriel.
Vocês não se esqueçam daquele jogo com a Juventus. Pronto, mas os outros têm mérito. Se não for o Sérgio, quem for tem mérito na mesma.
Gabriel, qual é a tua opinião?
Eu acho que dentro daqueles que estão neste momento indiscutidos, são tudo jogadores que podem obviamente vir a ter a coroa. Mas eu vou pelo Pedro Gonçalves, porque é um jogador que, não sendo o mordedor da área, foi um jogador importante. Mas estou de acordo com aquilo que disse o Luís, completamente. As equipas não se fazem só com meninos. E mesmo olhando para este campeonato da Europa, que temos muita juventude e boa, e certamente iremos falar disso, todas as equipas, e a Itália, e a própria Espanha, e a própria Inglaterra, e a Dinamarca, têm lá gente madura. Têm os jovens todos, mas têm gente madura que, como diz o Luís e bem, seguram a barra quando é preciso. Pronto. Mas eu dou ao Pedro Gonçalves pela animação que ele trouxe.
Maria João, deixa-me só dar uma nota que é: já houve três votos e os três votos foram para jogadores que depois na seleção não tiveram expressão nenhuma.
Vamos ver o que é que diz o Carlos.
Sim, mas isso são projetos. E portanto podemos falar amanhã, por exemplo, do projeto da Itália e do projeto da Espanha. O da Inglaterra já vem de trás, mas o da Itália e o da Espanha surgem neste campeonato da Europa muito bem definidos, diferentes daquilo que vinha a acontecer. E a própria Dinamarca, que também tem a ver, de alguma maneira, com tudo o que se passou com Eriksen e que naturalmente também despertou na equipa dinamarquesa outro tipo de situação. Mas isso poderemos falar, são os semifinalistas, poderemos falar amanhã disso, porque não é por acaso que estão lá.
Eu não vou votar em nenhum dos que já foram falados, porque esses têm suporte para serem dos melhores. Mas eu vou dizer o meu, não é aquele que vai ser eleito, naturalmente.
Era o que tu escolhias, se tu escolhesse.
O Steven.
Do Paço de Ferreira.
Sim, porque para mim é um jogador fantástico. Superinteligente, digamos que é o capitão e o treinador dentro de campo. É ele que suporta toda aquela equipa e que comandou a equipa do Paço.
E já não vai para o Porto por alguma razão, Carlos. Não percebi bem o que aconteceu, mas já não vai para o Porto.
Pois, mas vai para o Braga, provavelmente.
E agora temos quatro minutinhos, um olhar rápido pelos quartos de final. E Luís, começamos pelos 4-3 da Inglaterra?
Eu pensei que não íamos ter música, Maria João. Espetáculo!
Esta com patrocínio do DJ Luís Vilar.
Exatamente. DJ na house. Portanto, a minha Inglaterra, que eu sou um claro assumido pela Inglaterra, fez quatro gols. O meu Harry Kane esteve em altas. A Ucrânia não teve qualquer hipótese, é verdade. O Shevchenko parece-me a mim que também inventou um bocadinho ali do ponto de vista da articulação do sistema de jogo. Não obstante, esta Inglaterra promete.
Se for um gol aos dois ou três minutos, é tremendo.
É, absolutamente.
Metataticamente em tudo.
Mas nós temos que trazer outra vez o futebol inglês aos grandes palcos. A Inglaterra, neste momento, é a única em prova que nunca foi campeã europeia. Portanto, eu parava aqui só para ouvir um bocadinho a música, não vá a gente daqui uns dias já não ter Inglaterra. Maria João, dá lá o gol.
Achas que a Dinamarca vai fazer frente à Inglaterra? Achas que tem equipa?
Eu acho que não vai ser nada fácil. Acho que têm mesmo uma verdadeira equipa.
O jogo é em Wembley, portanto a Inglaterra está com mais uma vantagem, outra vez.
A Dinamarca acelera o jogo, joga muito direto, tem muito físico no jogo, tem bons jogadores na frente. Eu acho que vai ser um jogo muito aberto, muito atípico. E se a Inglaterra não estiver bem concentrada do ponto de vista tático e estratégico, pode ver ali uns dissabores, porque a Dinamarca leva o jogo para um patamar de desequilíbrio tremendo.
E há Damizinho na Dinamarca. Esse menino.
Damasgarde.
É, exatamente. Esse menino que não brinca. Olha, só isto, ele nesta altura tem as suas participações na seleção, sete gols. Nas únicas seis partidas que disputou, apontou três, assistiu quatro. Cuidado com este Damizinho. E também, o treinador, que eu gosto muito do treinador dinamarquês. Acho que ele bebe muito Cruyff, e eu acho que estudar Cruyff é sempre bom. E mais, teve uma frase para mim lapidar: "As táticas e as projeções dos jogos não se podem fazer com medo."
Estamos a terminar. Destes quatro jogos, quem é o vosso campeão em nota? Júlio.
Itália. E a Itália vai ser campeã europeia. É a melhor equipa, é a que joga melhor.
Este estão aqui com o Luís Vilar.
A Inglaterra do Luís Vilar ainda não foi verdadeiramente testada neste campeonato europeu.
É verdade.
E nem estou muito de acordo sobre o Portugal de volta à casa por isto. Porque a Inglaterra de volta à casa era aquela Inglaterra dos jogadores que jogavam ao ataque com futebol ofensivo. Esta Inglaterra mudou um bocadinho isso, é mais pragmática, defende quando tem que defender. Ao contrário da Itália. Jogava sempre à defesa. Os italianos tinham o catenaccio e os italianos têm uma vertente ofensiva que não tinham, e a Inglaterra tem uma vertente defensiva.
Portanto, Júlio, Itália e nota.
É o meu campeão. A Itália, 16, foi uma exibição magnífica frente à Bélgica, deu gosto. Acho que foi o melhor jogo até do campeonato.
Gabriel, o teu campeão e a nota.
O meu campeão é a Itália, por azar tática, cheia de música. Aqueles violinos são fantásticos.
Eu não acredito nisto.
Mas eu sou o único. A Inglaterra é muito boa para ser campeã.
Sinceramente, Itália.
Também vais para Itália?
Esta Itália acabou com aquele mito do catenaccio italiano, acho eu.
É verdade.
Então só vou dizer o seguinte: eu vou dar à Inglaterra, porque a Inglaterra está para mim como o Sérgio Oliveira está para o Júlio. E vou dizer uma coisa: se a Inglaterra calha ganhar isto, eu vou comer francesinhas até setembro. Não tenho mais nada a dizer.
Foi mais um. É em Londres. Foi mais um e o campeão é amanhã. Olhamos para as meias-finais do Euro e claro, para o mercado de transferências que continua a dar que falar. Beijinhos e abraços. Até amanhã.
Andes abraços.
Beijinhos. Bom dia.