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E o campeão é na Rádio Observador com João Castro, João Pinto e Pedro Henriques. Bom dia. Vamos começar pela vitória. Bom dia, João Pinto. Eu não sou de intrigas, mas vamos começar pela vitória do Benfica na Amoreira, vitória sofrida e já em tempo de compensação, gol de António Silva. João Pinto, de um a 10, como classificas a exibição do Benfica e por quê?
Quatro e meio, que depois dá cinco.
Vai à melhoria.
Exato, vai à melhoria de nota. Aquilo foi muito sofrido. Foi uma exibição fraca. Por quê? Porque Roger Schmidt decidiu mudar a minha equipe, porque apostou em alguns jogadores que depois acabaram por não entregar em campo aquilo que era provavelmente desejado pelo treinador e porque depois quando mexeu, mexeu tarde e não mexeu com as peças certas, ou pelo menos no meu entendimento, não foram as melhores.
Sobre o facto de ter mexido tarde, não sei se ouviste depois a conferência posterior ao jogo.
Ouvi.
E quando lhe perguntaram o porquê de ter mexido tão tarde, o Roger Schmidt respondeu ao jornalista: "Se um dia fores treinador, podes fazer diferente". Notou-se que estava incomodado, além de ser um bocado de respeito para com os jornalistas, notava-se que estava incomodado com o jogo e com aquilo que se viu ali.
Inexplicavelmente. Se fizermos aqui uma breve análise, o Roger Schmidt é campeão nacional depois de quatro anos em que o Benfica não ganhou. Ganha o campeonato ao Rúben Amorim ou Sérgio Conceição, que já cá estão há uns anos. Depois disso, ganha uma Supertaça, leva sete vitórias seguidas no campeonato. Portanto, neste momento, o Roger Schmidt devia ser idolatrado pelos adeptos. Neste momento não devia haver razão absolutamente nenhuma para eu não estar aqui a defender o Roger Schmidt com unhas e dentes. Das duas, uma: ou os adeptos do Benfica são extraordinariamente exigentes e ambiciosos de uma forma desmedida, ou então o senhor Roger Schmidt está a fazer qualquer coisa para que isto se torne possível, porque neste cenário é muito difícil com duas palavras estragar algo que devia ser absolutamente evidente, que era o Roger Schmidt ser um ídolo. E ele consegue, o Roger Schmidt consegue, mesmo conseguindo tudo aquilo que consegue desportivamente, consegue deixar sempre um certo mal-estar com os adeptos, quer pela forma como monta a equipa, pela maneira como depois não mexe no 11, como até depois, e esta foi a novidade, como não sabe ganhar. Já sabíamos que o Sérgio Conceição não sabia perder e estamos perante um treinador que maltrata a malta quando ganha, o que felizmente espero que aconteça mais vezes, que ele ganhe mais vezes, mas que saiba lidar um pouquinho melhor. E termino dizendo, relembrar apenas, que vem como atenuante ao Roger Schmidt o facto de, no ano passado, o Benfica ter um ciclo muito semelhante, em que joga com o Porto, joga com o Inter e depois perde com o Chaves. Ou seja, depois desses dois jogos com o Porto, que o Benfica perde, com o Inter, que o Benfica perde, o Benfica foi a Chaves e voltou a perder. E este jogo era essencial, era uma cicatriz muito grande que o Roger Schmidt tinha, e o Roger Schmidt ganha, e por isso é que eu acho que ele diz: "Seja como for, o importante foi que ganhámos e o resto é conversa". É um atenuante que ele tem, mas para muitas agravantes que foi somando.
João, mas diz-me só uma coisa, tu notas um Roger Schmidt diferente?
Ele diferente está. Agora, não sei se ele era assim e agora instalou o verniz e ele está se a revelar.
Exatamente. Há pouco eu tive essa conversa em off com o André Maia, no caso.
Ou se, por outro lado, ele se foi adaptando ao nosso campeonato em que isto de seca na estrão é o normal e quando as coisas correm mal, basta mandar dois gritos e agora a imprensa vai falar sobre ele ao invés de falar sobre a equipa e utilizar aqui uma série de fórmulas que já todos conhecemos para desviar atenções. Eu prefiro o Roger Schmidt do ano passado, mais polido, mais conversador, e não recebo com alegria esta nova versão do alemão.
João Castro, ontem, não sei se magoaste alguma mobília da tua casa no momento em que o Benfica marcou, porque é neste momento o rival mais direto do Sporting. Como é que foi reagir a essa vitória tardia do Benfica? E depois também, o que achaste melhor e pior deste jogo do Benfica? Mais um jogo sofrido, mas com António Silva a ser verdadeiramente o herói, a marcar e depois a salvar também, quase na linha, um gol do Estoril.
É verdade. Santo António. Deixa-me-te dizer que eu acho que os grandes estão a abusar um bocadinho da sorte, têm tido mais sorte do que juízo, têm deixado para os descontos.
E os grandes, exato, juntando aqui o Braga também.
Juntando o Braga aqui também, e repara, o Benfica e o Braga jogaram contra os últimos classificados da liga. Portanto, há aqui uma melhoria clara dos clubes pequenos, mais organizados, melhor taticamente, se calhar também com melhores condições, melhores jogadores também. Mas a verdade é que os grandes têm quase faltado àquilo que se exige, que é realmente que pratiquem melhor futebol. O Roger Schmidt, conforme o João disse e bem, decidiu mudar muita coisa e ia-lhe correndo muito mal. Hoje iria ser massacrado pelos adeptos do Benfica caso tivesse deixado pontos na Amoreira. Graças a António Silva, se calhar, não deixou. Eu acho que o Benfica teve muitas dificuldades nas transições defensivas, ou seja, o Estoril saiu sempre muito bem ou pela profundidade que o Heriberto dava, ou pelo Gitano francês, que eu acho que deixou boas indicações, porque recebia à vontade, virava-se e depois facilmente passava por o Iraoseki e ia por ali fora. Valeu ao Benfica, se calhar, a má decisão dos jogadores do Estoril nos últimos passos, ou quando o passe ia bem, por exemplo, o Rodrigo Gomes falhou ali duas boas bolas. O Benfica viveu muito à custa também da profundidade que o Ter Stegen foi conseguindo dar. O Benfica não conseguia entrar, mas depois o ataque à profundidade do Ter Stegen deu ali algumas oportunidades. O dinamarquês não estava em dia assim em termos de acerto de finalização e o Benfica não conseguiu marcar. Há ali também uma grande defesa do guarda-redes do Estoril, a um remate do David Neres. E depois teve que chamar alguns jogadores titulares, teve que entrar o Musa e depois os grandes têm tido sorte nos descontos, e quando digo grandes, digo mesmo todos. E acaba por chegar ao gol e depois acabou por sofrer no final também a pressão estorilista, que teve aqui o azar de apanhar um António Silva que muito bem, e se vimos a repetição por trás, dá um passe para o centro da baliza e consegue tirar a bola de cabeça quando já estava toda a gente a gritar gol do Estoril. Portanto, acho que o Benfica safou-se e o Roger Schmidt safou-se de hoje ser massacrado claramente pelos adeptos do Benfica e com alguma razão. Não percebo tanta variação na equipa quando agora vai haver uma paragem para as seleções. Não entendo. Os pequenos muito bem a jogarem e a complicarem a vida aos grandes. Está-lhes a faltar aquela ponta final, aguentar a pressão dos últimos minutos para tirar pontos aos grandes. Portanto, vamos ver. Está um campeonato deveras interessante. Qualquer jogo é difícil para os grandes e às vezes dormindo um bocadinho ou mudando muito, é verdade que os grandes estão-se a pôr a jeito para perder pontos.
Pedro Henriques, tal como disseste no grupo, acertaste. Aliás, o Roger Schmidt falhou quatro, certo? No teu 11.
Não, eu acertei em sete.
Tu acertaste certo, o Roger falhou em quatro.
É o lado positivo da coisa, exatamente.
Olha, antes de irmos- Não sei se queres já continuar, mas pronto. Obviamente, antes dos casos, ia só perguntar para ti, o homem do jogo.
Bem, o homem do jogo, até pela última coisa que eu vou dizer, foi claramente o Roger Schmidt. Primeiro, ressaca europeia, claramente uma problemática que o Ruben Amorim tem vindo a falar sistematicamente. Não é ao ir, mas é ao regressar. O Braga ontem viu-se em grandes dificuldades, por mérito também dos adversários. Não é só a questão do demérito, não é só o desligar ou desacelerar, ou qualquer coisa que emocionalmente torna diferente estares com o hino da Liga dos Campeões e depois, de repente, voltares à tua realidade, mas é um fato. E esta ressaca europeia viu-se tanto no Benfica como no Braga. Mudar, na minha perspectiva, rodar, na minha perspectiva, dar oportunidade a outros jogadores é um, dois por jogo, quando mudas quatro, cinco, e ontem foi mais, estava em 48 titularíssimos, mas é muito mais prejudicial do que benéfico, porque isto não é integrar. Integrar é pores um ou dois jogadores que não jogam tanto com os outros que normalmente jogam. Isso é que é mudar. Por isso, quando se diz: "Agora vamos dar oportunidade, vamos para a Taça de Portugal", isso é tudo treta, não funciona assim. Não há rotinas, basicamente. E depois não se compreende quando tens uma paragem para a seleção e a seguir Taça de Portugal com jogos relativamente acessíveis, então aí tens tempo para fazer descansar os teus mais titulares, para rodares o resto da rapaziada. Depois há uma coisa que eu não consigo entender. Por isso é que o Roger Schmidt é o homem do jogo, claramente. O jogador, o homem, tudo o que querem dizer. Quando se faz perguntas sobre a arbitragem e o futebol, sobretudo quando essas equipas são prejudicadas, elas gostam de falar, para dizer que foram prejudicadas. Quando são beneficiados, ficam ofendidíssimos com os jornalistas, ficam chateadíssimos com os jornalistas. A seguir, faz-se uma pergunta que é aquilo que as pessoas que verdadeiramente gostam de futebol querem saber é: por que jogou o Manuel, não jogou o Joaquim? Por que substituiu aos 10 minutos, aos 50, aos 70? Por que até fez aquela substituição? Isso é futebol. E é esta a obrigação, é que eles parece que estão chateados e vão ali à conferência. Não, eles têm a obrigação de ir à conferência de imprensa, não é só pelos regulamentos, é que faz parte da profissão deles explicar, não é só treinar, é explicar para os adeptos, porque quem sustenta o futebol são exatamente os adeptos, entre outros. E os adeptos têm a necessidade e eles têm a obrigação de explicar. Isto é futebol. E ele tem que explicar isso. E por que eu dou como man of the match o senhor Roger Schmidt? Porque claramente, a resposta dele, quando fores treinador, farás diferente, é só estúpido. Por isso é que ele veio dar ontem, em versão alemã ou coisa assim do gênero, razão àquela frase que eu gosto muito de usar. O que é infinite? A estupidez humana e o universo. Por esta ordem ou pela outra. E ontem foi só estúpida a resposta que ele deu. E portanto, por isso é que eu acho que talvez ele tenha sentido que muito do que se passou ontem no jogo ou daquilo que não se passou, a culpa, mais do que dos jogadores, foi dele. E a maneira como ele realmente reage tarde ao jogo que se estava a ver, era só ouvir a Rádio Observador, ouvir o João Pinto. Quer dizer, o João Pinto desde o intervalo que já estava a dizer para se fazer substituições, quer dizer, estava na cara, tinha que fazer mudanças e ele fez muito tarde. Claro que depois meteu A artilharia mais pesada e vem-se confirmar uma coisa que é: quando se dava três, quatro minutos de descontos, que era o normal, obviamente que as equipas pequenas, muitas vezes emocionalmente e psicologicamente, fechavam-se naqueles três, quatro minutos de dentes cerrados e normalmente conseguiam aguentar. Quando se dá, e bem, porque ontem até me perguntaram antes de acabar o jogo quanto tempo é que era, eu disse oito minutos e expliquei porquê, e deram oito minutos, emocionalmente as equipas pequenas não têm os mesmos argumentos, nem físicos, nem psicológicos, nem mentais, para aguentar esses tais oito minutos. E é por isso que as equipas grandes tiram bastante benefício de maior tempo de desconto. E termino com isto: quando um dia o jogo for cronometrado, e não há de ser assim tão tarde quanto isso, há ascendência, portanto, os tais 30 minutos de tempo para toda a gente, e quando o futebol tiver isso, as equipas ditas grandes vão ganhar mais vezes do que ganham agora.
Vamos esperar por essa altura. Ora o Benfica que com esta vitória sobe ao primeiro lugar, pelo menos à condição, tem 21 pontos, fica à espera de ver o que é que o Sporting vai fazer. É a única equipa que ainda pode aqui retirar o Benfica da liderança. Benfica 21 pontos, cinco vitórias consecutivas nos últimos cinco jogos. Vamos olhar para o Futebol Clube do Porto, que está neste momento em quarto lugar, também fruto da vitória de ontem sofrida do Sporting de Braga. Quarto lugar com 16 pontos. Hoje, em caso de vitória, pode igualar o Sporting se não pontuar a equipa de Rúben Amorim. Começo por ti, João Pinto, que expectativas é que tens para este Porto que recebe um Portimonense, também da ressaca da Europa? Um Portimonense que tem sido muito irregular, tem subido de rendimento nos últimos jogos. Esperas alguma surpresa hoje no Estádio do Dragão?
Não, espero sempre o Porto a ganhar em casa. Aliás, acho que até há uma música do Rui Veloso a falar sobre isso. Pode sempre acontecer uma surpresa, mas o normal será o Porto acabar este ciclo com uma vitória. Aliás, o Porto joga muito bem contra o Barcelona, tem realmente um jogo em que tem uma falha e sofre um gol, mas o Porto joga muito bem contra o Barcelona. Já contra o Benfica, o Porto tinha demonstrado ser uma boa equipa até ficar a jogar com menos um. E portanto, acho que o Porto está a subir de rendimento, está a encontrar o seu padrão para este ano e a cada jogo que vai fazendo, vai ficando cada vez melhor. Quanto a mim, é um jogo com 80% ou 90% de probabilidade que o Porto ganhe em casa.
João Castro, o Porto, que entretanto também pediu uma reunião ao Conselho de Arbitragem. Isto era aqui o morro na mesa que o Porto queria dar?
Acho que quando não se ganha ou quando não se está à frente, muitas vezes vai se desculpar com a arbitragem. A verdade é que se tem que olhar mais para dentro e ver também alguns erros cometidos, mesmo na preparação das épocas. Os clubes fogem muito com essa desculpa da arbitragem. Acho que mais do que a arbitragem, e apesar de ser falada por vários casos, acho que se deve ver primeiro os erros internos, e há muitos. E neste caso, também há alguns no Porto. Não consigo perceber como uma equipa como o Porto, por exemplo, tem dois laterais como o Varela e o Zaidu há mais de dois anos. Portanto, acho que são questões que os clubes tentam fugir à sua responsabilidade em termos de resultados e divisionais com a arbitragem, mas acho que não faz sentido. Acho que essas coisas devem ser faladas no início da época, não quando a época já está a decorrer.
Pedro Henriques, equipa provável ou equipa certa, no teu caso costuma ser certa. Pepe, Zaidu e Gabriel Verão, já sabemos, só voltam depois da paragem das seleções. Qual é que é a tua aposta?
Dá-me só 10 minutos para dizer o seguinte: eu não sei se eles pediram reunião com o Conselho de Arbitragem de Portugal ou da UEFA, porque os da UEFA é que deviam pedir, porque foram claramente prejudicados.
Quando é lá fora é diferente, não é?
Eu tive acesso aos clipes. Só para as pessoas perceberem, o Conselho de Arbitragem agarra nos clipes e nas situações de vídeo de todos os casos que vão ocorrendo e depois manda para os árbitros as resoluções. Isto é, diz o que é que foi bem feito ou mal feito. Deixem-me só dizer uma coisa, que o Conselho de Arbitragem, no fundo, vem ao encontro daquilo que eu, neste caso concreto, e outros comentadores, não foi só eu, em termos de arbitragem, disseram que foi que, por exemplo, o cartão vermelho ao Fábio Cardoso é exatamente isso e que o do David Carmo foi amarelo. E portanto, se eles forem ao Conselho de Arbitragem, vão ouvir ao vivo e, se calhar, vão ficar com os clipes onde as decisões do Porto-Benfica foram todas bem tomadas, ao contrário do que se tentou passar. Agora, a reunião que o Porto devia fazer era com o Conselho de Arbitragem da UEFA, esse sim, porque aí foram claramente prejudicados, mas aí calam-se que nem os ratinhos, como se calou o Benfica, atenção, e como se calou o Sporting, que foram ambos prejudicados nas competições internacionais. Calam-se todos. Muito fortes cá dentro. Em relação ao Porto, vou arriscar aqui mais uma das minhas invenções. Diogo Costa na baliza, Varela à esquerda, João Mário à direita, dupla de centrais, David Carmo e Zé Pedro. E o destaque o Varela, médios, digamos o seis e o oito, por assim dizer, e depois Galeno, Taremi, Evanilson e Pepe.
Portanto, temos aqui o regresso de Zé Pedro, capitão da equipa B, à equipa do Futebol Clube do Porto, também fruto destas várias ausências. Ora, o Futebol Clube do Porto que tem jogo marcado mais logo, a partir das 18h, frente ao Portimonense, para ouvir aqui relato em direto na Rádio Observador. Como sempre, é para ouvir a partir de um bocadinho antes das 18h. E hoje vai ter a voz do Ricardo Loureiro e também do Vítor Tomé, com os comentários do Filipe Coelho, Pedro Henriques e do Luís Pinto Coelho.
E às 20h30 é a vez do Sporting entrar em campo e recebe o Arouca.
João Castro ligou logo o microfone.
Ligou logo, pensou: "Ai, que preciso disso." João, há mais pressão este ano sobre a equipa. Aliás, o Rúben Amorim falou exatamente sobre isso e, neste caso, a pressão também de ser agora o último, de pontuar, de continuar, pelo menos à frente, ainda que seja por pouco, por um ponto, mas há sentido que também há mais pressão. Holofotes estão apontados este ano ainda mais para o Sporting?
Eu acho que há mais responsabilidade. Isto depois de uma época passada que não correu nada bem, eu acho que este ano existe mais responsabilidade sobre os ombros do Rúben Amorim e da equipa e, como tal, face também ao investimento efetuado e estar a correr bem este início da época, existe o aumento dessa responsabilidade, que tem que ser natural para uma equipa como o Sporting. O que não é natural foi o que aconteceu no ano passado, que o Sporting a esta altura já estava quase a perder o título, só um milagre faria com que o Sporting se aproximasse dos demais rivais. Hoje o Sporting tem a tal ressaca europeia. Acho que o Rúben Amorim não vai mexer assim tanto. Eu no grupo até já pus o 11, que eu acho que vai estar no Sporting. Acho que o Edwards vai ser titular, o esquerdo também vai regressar, o Paulinho vai para o banco. Acho que o Sporting hoje tem um jogo difícil. O Arouca é uma boa equipa, apesar da época não estar a correr nada bem no Arouca, mas tem bons jogadores, portanto, vai ser um jogo difícil outra vez. Vamos ver como é que o Sporting entra no jogo. Eu acho que é fundamental o início. Acho que o Sporting não pode deixar ou dar mais 45 minutos aos adversários, como deu na Liga Europa, nem que o Rúben Amorim, conforme falamos, demorou muito a mexer. Espero que o Sporting entre forte a tentar resolver o mais rapidamente possível. O Arouca está a passar por algumas dificuldades e o Sporting marcar poderá estragar desde logo a estratégia do Arouca, que também tem jogadores importantes que estão castigados. Acho que o Sporting terá que aproveitar hoje, jogando bem ou mal, terá que aproveitar sempre esta oportunidade de ficar na liderança com esta paragem. Eu acho que isso é fundamental, acho que era um dos primeiros objetivos. Se nós pudéssemos entrar no balneário do Sporting e ver lá um quadro de objetivos, eu acho que diria que estaria lá uma meta que é estar em primeiro lugar antes da paragem das seleções. Portanto, é isso que eu espero, uma boa casa em Alvalade, apesar do jogo tardio, mais uma vez em Alvalade, no fim de semana, mas uma boa casa em Alvalade e depois uma vitória com menor ou maior dificuldade, mas espero um Sporting que dê uma cara diferente logo na primeira parte desta partida.
João Pinto, muito rapidamente, já colocaste uma velinha para ver se hoje o teu Benfica vai dormir na liderança e se vai dormir na liderança na pausa das seleções?
Não, eu quero estar na liderança dia 12 de novembro, quando acabar o jogo com o Sporting, quero estar na liderança. Até lá, não faço questão disso.
Até lá tens esse limite, essa paciência maior. Pedro Henriques, muito rapidamente e depois podes avançar logo com o teu campeão e com a tua nota. Que equipa é que esperas hoje para este Sporting-Arouca?
O Sporting hoje vai ter que ser a mesma carne toda no assador. E o Rúben Amorim não pode surpreender nem a mim nem a ninguém, porque o campeonato é que é o objetivo. Adán, o trio central, porque sem Coates aquilo não existe, Gonçalo Inácio, Coates, Diomande, esquerdo à direita, Nuno Santos à esquerda, Maurito e Hjulmand, Pod, Gyokeres e Edwards. Relativamente à minha nota, vai para o José Mourinho. Vou manter, depois de ter já destacado aquele episódio depois do Roma com o Servette, em que ele fez aquela famosa entrevista com o Francisco D'Alessio, o tal jovem que aos 38 minutos entrou, 18 anos, e com toda aquela rabola. É Mourinho, sim Mourinho. Agora, mais uma que não é novidade. Ele, se calhar, estará mesmo em rota de colisão. Não sei se é com o Roma, se é com o Thiago Pinto, com quem quer que seja, o fato é que ele já começou a dizer e já começa a aparecer nas parangonas a dizer que muito provavelmente irá treinar na Arábia, porque é um desenho que ele tem, muito inspirado por aquilo que foi a tal perspectiva muito diferente que o Cristiano Ronaldo veio dar quando fez também essa mudança. Ainda por cima, para falar do Cristiano Ronaldo e a piscar um bocado o olho a alguém que de certeza que nas Arábias domina e de que maneira aquilo tudo. E por isso é mais uma grande figura de cartaz, que se as coisas não correrem bem este fim de semana ou qualquer que seja o próximo fim de semana, se calhar, não terminará mesmo o projeto na Roma, mas a Roma tem que perceber claramente que nos últimos dois anos teve duas finais, uma delas ganhou e com todo o mérito que todas as pessoas possam ter, o grande mérito é claramente do grande mestre que é o José Mourinho. Vai para a Arábia, pronto, vai agitar as águas. A minha preocupação é que dali levam o João Pinto e o João Castro, vai tudo para a Arábia. Não sei se o João Pinto consegue fazer piadas em árabe, mas pronto. Olha, João Pinto, vai treinando, que se calhar um dia desses também.
A gente tenta. Ali sopa, alaqueixe, alapão.
Olha, João Pinto, avançar já tu também com o campeão.
O meu campeão, ali entre o Max Verstappen e o António Silva, vou optar pelos Lobos, que têm hoje a sua despedida. Desejo-lhes o melhor e que sejam 20 numa saída em grande.
Para os Lobos, que mais logo a partir das 8 jogam com as Ilhas Fiji e Max Verstappen, tricampeão do mundo. João Castro, estamos a ouvir-te aí, não sei, a fazer um desenho na mesa. Estás a desenhar o teu campeão e a tua nota?
Estava aqui a desenhar, porque o João Pinto roubou-me aqui o Max Verstappen e portanto tive que escolher à pressa outro. O Max Verstappen merece, obviamente, tricampeão do mundo. O Piastri também merece, houve que vencer uma sprint race, mas também o Bellingham. Estava a ver aqui as fantásticas estatísticas. Dez primeiros jogos do Real Madrid, 10 gols, a bater números do Cristiano Ronaldo e de outros grandes jogadores que passaram com a camisola do Real Madrid. Portanto, é incrível o que o Bellingham tem feito no Real Madrid e portanto nota de campeão, nota 18 para ele.
Hoje a capa da Marca, jornal normalmente mais dedicado ao Real Madrid, tem Bellingham em grande e com Chico Bellingham 10 gols em 10 jogos. Realmente marca fantástica.
Incrível mesmo.
João Castro, João Pinto e Pedro Henriques, hoje ficamos por aqui. Muito obrigada aos três. Continuação de um ótimo domingo. O "Campeão" está de regresso amanhã.
Obrigado!