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E o Sporting voltou às vitórias no Campeonato Nacional. Um triunfo sofrido ontem em Rio Maior por duas bolas a zero diante do Casa Pia, onde o herói improvável voltou a ser Pedro Lima. Nesta edição de "E o Campeão É?", analisamos o momento do Sporting, mas também fazemos uma pergunta: Rui Borges pode voltar a respirar de alívio ou continua sob pressão? Vamos ainda ao jogo de hoje do Futebol Clube do Porto e à Assembleia Geral do Benfica, que decorre esta manhã. Eu sou o Miguel Gato, hoje estou na companhia do Luís Pinto Coelho, do João Pinto, do João Castro e também do Pedro Henriques. Bom dia, bem-vindos a todos. Começo, João Castro, por ti, naturalmente. Pergunto como é que viste a exibição do Sporting ontem à noite. Rui Borges disse na conferência de imprensa que a equipa nunca esteve insegura em campo. Tens essa ideia?
Ora bom dia a todos. O Sporting fez aquilo que mais precisava, que era vencer. Sem nota artística, com uma primeira parte aceitável, porque não permitiu nada ao Casa Pia e teve várias oportunidades. O guarda-redes do Casa Pia esteve bastante bem. E depois uma segunda parte medíocre, com muitas dificuldades, muita transição, cedeu a bola muito cedo também ao Casa Pia, mas o Casa Pia não criou nenhuma oportunidade. Isso aí o Rui Borges tem razão quando diz que eles não criaram nada, mas o Sporting pôs-se ali um bocadinho a jeito. Até porque é uma equipa débil a defender a área em termos de cruzamentos e tudo, e o Sporting recuou em demasia. Acaba por depois também ter oportunidades, mas mais em transição. Podia ter resolvido o jogo antes e acaba por resolver quase naquele último lance com o Gênesis de baliza aberta.
E lá é muito perigoso para o Casa Pia, não é?
Sim, exatamente. É uma equipa do Sporting que se sente que obviamente não está tranquila, que não está confiante em alguns jogadores. Mesmo o próprio treinador sente-se obviamente que está a sentir o momento, porque é humano também. E, portanto, o Sporting cumpriu os mínimos, que era vencer, obviamente, e eu acho que aqui o fundamental nesta altura é vencer todos os jogos até ao Dragão, e depois no Dragão disputar um jogo que parece-me de caráter decisivo. Ou o Sporting reentra na luta com uma vitória no Dragão ou diz adeus, ou mais uma vez definitivo, ao título. E depois tem aqui um jogo fundamental já nesta semana, em Londres, contra o Shakhtar, em que o Rui Borges pode dar realmente uma alegria aos adeptos do Sporting e praticamente qualificar-se via playoff para a fase seguinte. Eu acho que é fundamental esta vitória em Londres. E, portanto, vêm aí jogos decisivos, obviamente, para o Sporting e também para o Rui Borges, que eu acho que continua ali com uma data de validade que está um bocadinho prestes a expirar.
Era essa a pergunta que eu também ia fazer ao Pedro Henriques. Bom dia, Pedro. Já sabemos a tua opinião sobre o Rui Borges, não é? Tens sido claro nas últimas edições de "O Campeão É?" e desde o início da época. Ainda assim, pergunto se o treinador do Sporting pode agora respirar um pouco de alívio depois destas duas vitórias para o campeonato e para a Taça da Liga, ou se sentes como o João Castro, que há ali um prazo de validade e que Frederico Varandas está a gerir com pinças este dossiê.
Eu só vejo aqui uma hipótese de o Rui Borges continuar. É o Sporting, no que falta agora até ao jogo do Dragão, inclusive o jogo do Dragão, o Sporting ganhar, ou seja, focando internamente, ganhar ao Moreirense, que é o próximo jogo interno, e depois ir ao Dragão e ganhar. Portanto, é a única hipótese. Mesmo o empate cheira-me que não o deixa em boas condições. E depois, na Champions League, obviamente pelo meio, tem esta questão do Shakhtar, se não estou em erro, também tem o United. Não tenho agora aqui o quadro comigo. Portanto, é o Sporting, eventualmente, em campo neutro contra o Shakhtar, ganhar ou eventualmente depois com o United, que também não parece estar nos seus melhores dias, poder eventualmente sacar ali um ponto e, de repente, o Sporting ao obter ali nove, 10 pontos, que não sendo completamente fiável, permite dar uma margem já de 70 e tal, 80% de possibilidade de ir ao playoff. Aliás, o Benfica o ano passado, se se recordam, com nove pontos, nem sempre é assim, mas foi a última equipa a ser apurada com nove pontos para o playoff. Portanto, eu acho que há aqui um momento também importante para o Sporting e nesse aspecto, acho que o Rui Borges fez bem, que é quando, por vezes, o coletivo está mais inseguro, é aparecer uma individualidade. O Pedro Lima deu boa conta de si na Taça da Liga e deu continuidade aqui neste jogo. Não sei bem se é nove, se é 10, se é nove e meio, mas o certo é que joga ali numa zona.
Perto do ponta de lança, não é?
Exatamente. Muito confortável, com gol, que é importante, que às vezes os jogadores jogam ali, fazem tudo bem feito e depois não têm gol, para já têm. E pode ser que esteja aqui, às vezes, um ou outro jogador que mentalmente esteja melhor, a compensação daquilo que falha no coletivo ou que falha também individual, por exemplo, o caso do Gênesis, que nitidamente, para aquilo que a gente sabe que ele faz, está menos bem. Eu acho que ele está um bocadinho a prazo. O Frederico Varandas não quer se precipitar, porque há aqui uma série de jogos relevantes, importantes, e agora não iria se calhar adiantar nada estar a retirar o treinador. Jogos três em três dias ou de quatro em quatro dias. E vamos ver o que é que o Sporting, quer na Liga dos Campeões, se consegue ir buscar os tais pontos e, sobretudo, internamente, ganhar ao Moreirense e tem que ir ao Dragão fazer um jogo bem conseguido e ganhar, porque penso que até o empate pode ser curto.
Luís Pinto Coelho, falamos aqui também de Pedro Lima, em grande destaque pelo segundo jogo consecutivo. O Sporting parece ter diferentes nuances táticas a cada jogo e também mudanças de jogadores. Pergunto se está Rui Borges a tentar ainda encontrar a fórmula para o sucesso com tantos jogadores novos esta temporada.
Olá, bom dia. Sim, obviamente que também está a tentar encontrar as melhores dinâmicas. É normal quando chegam tantos jogadores novos. E uma coisa é conhecer o jogador atuando noutra equipa, outra coisa é trabalhar com o jogador diariamente e perceber as suas lacunas, o que pode acrescentar numa posição, noutra posição. E acho que o Rui Borges está um bocadinho a apalpar terreno também, a perceber como é que a equipa pode render mais. Só que está a fazer isto sobre brasas e isso é sempre complicado para qualquer treinador, seria para o Rui Borges como para qualquer outro. Isso parece-me mais ou menos claro. E eu tenho dúvidas que ele já não saiba que se calhar vai sair. Até pode já saber que vai sair.
Notas isso pelo discurso que ele tem tido nas conferências de imprensa?
Sim, acho que se nota. Penso que o João Castro até já referiu também aqui no "Campeão", que se nota até na expressão corporal dele, parece-me um bocadinho já derrotado. Sim, e até não sei se ele próprio não quer sair, porque já percebeu que será difícil tirar mais qualquer coisa desta passagem aqui no Sporting. Percebe-se que ele está muito pressionado, está ali com um peso nas costas enorme. Obviamente que a direção do Sporting estará a negociar com outros treinadores ou com outro treinador, neste caso, que me parece que é a aposta do Sporting.
Qual é esse treinador, Luís, já agora?
Pelo que eu sei é o Paulo Fonseca. O Paulo Fonseca também está empregado, por isso é preciso fazer aqui negociações com o Lyon, com o próprio treinador também. Há esses timings que é preciso cumprir. Obviamente não se consegue fazer isso num dia, e o Rui Borges enquanto isso vai treinando. Ontem ganhou, que era o principal objetivo, mas parece-me claramente que ele sabe que vai sair. Já toda a gente sabe o que vai acontecer. Só se está à espera de qual será o dia e a semana.
Do quando. João Pinto, é mesmo esta a situação para Rui Borges? Quando é que vai sair do Sporting?
Bom dia. Parece que sim, mas ele está a ser muito empurrado, porque realmente se olharem para os números, para aquilo que ele fez no Sporting, não há assim nenhuma razão, uma evidência grande que suporte isto, portanto aquilo que o Rui Borges fez. A única mancha grande que ele tem no currículo é mesmo a derrota na final da Taça e mesmo para isso teve que lá chegar e eliminar o Futebol Clube do Porto. Portanto, acho que é um bocado injusto quando lhe tiram a equipa toda, quando lhe tiram os craques todos e lhe pedem para fazer uma equipa nova. E aliás, é isso que continuamos a ver. Mesmo no jogo ontem com o Casa Pia, tivemos a ver um Pedro Lima que é utilizado 11 minutos até ao jogo com o Marítimo, depois joga com o Marítimo e joga agora com o Casa Pia. Portanto, é uma espécie de pré-época que vai durar até novembro e que é normal quando mudas tanta gente. Se o Sporting acha que este não era o homem certo para começar este projeto, devia ter pensado nisso no verão. Se achou que era o homem certo, tem que continuar a achar. Não acho que seja nada justo este tipo de atitude com o treinador.
João Castro, para terminar aqui o tema Sporting, queria perguntar-te se achas que o Paulo Fonseca era a melhor opção para o Sporting numa eventual saída de Rui Borges.
Acho que é uma boa opção. Gosto do que o Paulo Fonseca tem.
O Castro acha que é ele a melhor opção.
Exato. A melhor opção seria eu, não sendo possível, até porque depois não conseguia almoçar em casa. Claramente, o Paulo Fonseca é uma excelente opção. Tem estado muito bem no ano passado. Acho que evoluiu muito. Acho que ele tem um desejo profundo e interno de vingar no futebol português, porque não conseguiu no Futebol Clube do Porto. Acho que era muito inexperiente nessa altura para pegar numa equipa com tantos egos. Faltava ali um bocadinho mais de liderança, mesmo do staff dele. E portanto, acho que depois cresceu muito, tem boas passagens, tem bom futebol, tem bom conhecimento. Acho que é uma boa solução, como seria, por exemplo, o Vítor Matos, também do Swansea, que eu gosto bastante. E portanto, acho que há bons treinadores. Agora, claro que existe um timing e o Luís tocou no ponto. Ele está empregado no Lyon. Claramente, existe aqui também uma vantagem do Sporting, porque o Lyon ainda deve dinheiro ao Sporting pelo Alfonso Moreira e, portanto, pode estar envolvido nessas negociações também. Esse montante, vamos aguardar, mas eu acho que mais cedo ou mais tarde haverá fumo branco em relação a algum treinador, porque eu acho que até o próprio Rui Borges, eu já tinha dito e o Luís confirmou, até acho que ele já sabe que está à praça.
Avervamos o futuro de Rui Borges no comando técnico do Sporting, os leões que aproximam-se assim do Benfica, estão agora a um ponto das águias, à condição, e a seis pontos do Foco do Porto, que entra hoje em campo diante do Estoril Praia. Luís, primeiro lugar contra o último, o Estoril tem apenas dois pontos nesta edição do campeonato. É um jogo que tem tudo para o Porto vencer tranquilamente?
Espero que sim, mas convém não olhar para a tabela, porque as tabelas não ganham jogos por si só, é preciso fazer o trabalho dentro do campo e muitas vezes acontecem surpresas neste estilo de jogos, em que a equipa relaxa um bocadinho, olha um pouco para a debilidade do adversário nos últimos jogos e também começa-se já a pensar no jogo decisivo para o Porto contra o Nápoles a meio da semana e às vezes esse relaxamento pode ser fatal. Tem que ser foco total. Obviamente que o Porto é favorito, é muito melhor que o Estoril, está num bom momento. O Estoril não atravessa um bom momento, mas é preciso pôr isso em prática, porque teoricamente as tabelas e os momentos de forma não ganham jogos, é preciso meter a bola dentro da baliza.
João Pinto, Fariola diz que vão jogar os melhores, mas a verdade é que o Porto tem uma verdadeira final durante a semana frente ao Nápoles. Achas que o técnico italiano vai gerir o plantel e rodar alguns jogadores ou vai jogar com tudo hoje?
É arriscado gerir, mas por isso é que esta questão da Liga dos Campeões se torna mais difícil do que a Liga Europa, porque se tu arriscas na liga portuguesa em função de um jogo da Liga dos Campeões, que realmente é decisivo, é o primeiro match point do Futebol Clube do Porto na Liga dos Campeões, arriscas-te a perder com o último e, portanto, é sempre arriscado. Agora, acho que não, acho que ele vai jogar com todos os que pode, vai querer resolver o jogo nos primeiros 20 minutos e depois, sim, fazer gestão, até porque com cinco substituições e um banco com toda a gente que faz parte do plantel a poder sentar, é mais fácil de o fazer. Portanto, acho que o Porto tem tudo para ganhar. O Estoril não está realmente numa boa fase, dois pontos no campeonato, mas o Porto vai querer resolver cedo para depois gerir.
A mesma pergunta, João Castro, vão jogar os melhores de Francesco Farioli, vai haver essa gestão no plantel do Futebol Clube do Porto para preparar depois esse jogo frente ao Nápoles?
Olha, o Porto tem um plantel bastante equilibrado, pese embora, obviamente, nos extremos, e por causa das lesões, fique um bocadinho mais difícil. Eu acho que ele vai gerir duas ou três peças, claramente. Vai jogar contra o último. Teve atrás esta estrelinha em termos de calendário e, portanto, eu acho que dois ou três jogadores que ele sinta que estão mais cansados, ele vai geri-los, até porque ele confia tanto no Varela como no Rosário, Alberto Costa, no Martim.
Ia perguntar-te que gestão é que vai ser essa, que jogadores é que achas que ele pode-
Eu acho que tem a ver muito com a questão física dos jogadores. Eles sabem quais são os jogadores que estão mais cansados e, portanto, eles conseguem medir isso. E eu acho que dois ou três ele vai fazer descansar para estarem fresquinhos contra o Nápoles, porque como disseram aí bem, é um match point. Aqui não há volta a dar e o Estoril é o adversário ideal para fazer gestão. Eu acho que o Farioli, em dois ou três jogadores, vai mesmo fazer gestão.
Pedro Henriques, qual é o 11 do Futebol Clube do Porto para esta noite?
Duas notas rápidas, uma em relação ao que nós estamos aqui a brincar, entre aspas, com a questão do João Castro ser treinador do Sporting. Estamos a pedir autógrafos ao melhor humorista de Portugal, que é o João Pinto, mas daqui a uns tempos é o João Pinto e eu que andamos a pedir ao melhor treinador de Portugal, que é o João Castro. Portanto, isto fica aqui bem referido. Relativamente ao 11, eu estou muito na linha do que disse o João Pinto, que é, se bem entendi a ideia dele, que é o Porto vai com os melhores hoje ou quase todos, e depois em função de um resultado que teoricamente pode vir a fazer com substituições, gerir, porque o Porto, claro que tem o match point, a Liga dos Campeões é extremamente importante, mas o Porto não pode, contra o último, perder a oportunidade de manter a distância que tem para os seus adversários. Diogo Costa, Alberto, Benedek e Özaydu, Pablo Rosário, Fábio Veiga, Pepê, Samu e Borges Santos.
E depois essa gestão pode vir na segunda parte, eventualmente, com o resultado, não é, Pedro?
Não, é isso. Não quer dizer que não haja aqui uma ou outra alteração. E o Luís Pinto, que está mais presente até do mundo do Futebol Clube do Porto, pode ajudar nesse aspecto. Mas ele acredita e confia em todos os jogadores que tem e tem feito isso, e ano passado fez muito isso. Mas eu acho que neste momento é segurar a vitória contra o Estoril. Até porque não há jogos fáceis, como diz o Luís muito bem, isto das tabelas vale o que vale. E depois, se a coisa começar a correr bem, com cinco substituições, então sim, fazer a gestão, até porque hoje em dia já nos apercebemos que o descanso é importante, mas competir sequer ainda é mais importante e há tempo para preparar o próximo jogo. E da mesma maneira que se faz treinos, faz-se treinos em competição. Depois podes é não fazer 90 minutos com todos os jogadores e, sim, gerires isso.
Luís, concordas com o Pedro? O Futebol Clube do Porto vai entrar com tudo e depois, se for o caso, na segunda parte, gere os jogadores para esse encontro frente ao Nápoles.
Sim, parece-me que sim, embora eu tenha aqui uma dúvida. Eu acho que o Porto vai manter o sistema tático que jogou a meio da semana. Acho que o Porto vai jogar com uma linha de três, até porque não tem os dois melhores extremos. E não tendo os dois melhores extremos, se calhar, vai jogar como jogou na Taça da Liga. E essa é a dúvida que eu tenho, se ele volta ao 433 ou se continua no 352. Eu acho que ele hoje vai para um 352 com o Neón Pérez a titular juntamente com o Quivior e com o Bernarec.
A ver vamos como vai gerir Francesco Farioli e o plantel do Futebol Clube do Porto para o jogo de hoje frente ao Estoril Praia. A esta hora, dizer que está a decorrer a Assembleia Geral do Benfica e João Pinto, vou ainda a tempo de perguntar nesta edição do Campeão É, o que achas do novo símbolo do Benfica, muito diferente do antigo, e já agora, das declarações de Rui Costa, que admite aos sócios que a última época ficou aquém das expectativas.
Bom, em relação à alteração dos símbolos, faz lembrar um bocado aquela coisa de quando alguém chega a casa e diz: "Viste, o que achas daquilo que eu fiz ao cabelo?" É sempre difícil, é uma pergunta complicada. Mas aqui a alteração é esta questão da águia voltar a segurar uma faixa onde se lê "E Pluribus Unum" e a questão do ar da roda da bicicleta que passou a dourado. Portanto, é difícil, mas para quem quiser jogar as diferenças, as diferenças são estas, fica já a dica. De resto, o Rui Costa vir dizer que a época passada foi má, já nem me lembro da época passada. Estou focadíssimo na segunda-feira.
Vamos então às notas dos nossos campeões. João Castro, começo por ti.
Olha, vou dar nota 16 ao Pedro Lima e ao Fresneda. Pedro Lima pela sequência, obviamente, dos golos e ao Fresneda pelas duas assistências de ontem. Acho que está a ser menorizada essa situação, mas a verdade é que foi importante e, portanto, vou dar nota 16 para os dois.
João, o Fresneda que parece que tem vindo aqui a subir de forma nos últimos jogos, ao contrário do Sporting, ou seja, é um pouco contra corrente.
É contraciclo, sim. Mas é preciso ter realmente dois ou três jogadores, como o Fresnedo, Pedro Lima, a subir de forma. O Silas Anderson também a aparecer. É fundamental quando a equipa está numa fase destas, portanto, é bom que apareçam alguns jogadores em boa forma.
Pedro Henriques
Eu vou fazer uma coisa que nunca fiz aqui no "Campeão", que é dar, pelo segundo dia consecutivo, a mesma nota, ou seja, à mesma pessoa e à mesma situação. E por que vou repetir? Porque ontem não estava cá o Luís Pinto Coelho, nem o João Pinto, e hoje estão cá. Então como estão cá o João Pinto e o Luís Pinto Coelho, eu vou manter a minha nota. Nota 20 pro hat-trick do Cristiano Ronaldo e pro gol 985. Espero que tenham ouvido bem, é só isto. Boa tarde.
Nós estamos todos a empurrar pra chegar rápido aos 1000. Nós estamos todos a empurrar, a ver se termina.
Exato.
Faltam 15. Só faltam 15.
Exatamente, faltam 15.
Vou dar uma nota ao Pedro Lima, neste caso concreto, que foi o jogador em causa, mas também olhando um bocadinho pro estilo de contratação. É que muitas vezes os clubes grandes em Portugal começam a entrar nesta onda que é preciso pagar 15 e 20 milhões por jogadores que podem ajudar a formar um bom plantel, e isso é uma mentira, e o Pedro Lima é prova disso. É um bom jogador, é um jogador com uma boa formação de Palmeiras, tem qualidade, pode ser muito útil no Sporting e custou quatro milhões, ou quatro milhões e meio, uma coisa desse valor. E acho que é um bocadinho o caminho que os clubes grandes em Portugal têm que fazer, e não entrar nesta loucura dos 20, dos 15 e dos 25 milhões por qualquer jogador, que depois a maioria deles, até quando se paga esse valor-
Só pra colaborar com a tua política. O Morita também só custou quatro milhões na altura ao Santa Clara.
Sim, e fez um trajeto incrível no Sporting, foi um pilar. Por isso acho que os clubes em Portugal podem ter esse trabalho de scouting e isso vai ajudar muito as contas e depois nas mais-valias que podem criar com esses jogadores, porque se a gente olhar e vir as grandes transferências feitas nos clubes portugueses, a taxa de acerto é pequena quando se normalmente paga muito dinheiro. E se calhar, por exemplo, o Zalazar vai se perceber que ao longo do tempo foi um exagero o que o Sporting pagou. Por isso acho que os clubes portugueses têm que olhar muito pra este estilo de jogadores. Não serão todos contratados por quatro milhões, mas acho que pode haver uma boa fatia que seja dentro desses valores.
João Pinto, a nota vai pro símbolo do Benfica ou tens outra nota pra dar?
Absolutamente, nota 20 pro símbolo do Benfica, embora não saiba muito bem por quê, mas sim, claramente. Nota 15 pro Pedro Lima. Reitero absolutamente aquilo que o Luís acabou de dizer sobre as contratações. Nota 18 pro Rui Borges e pra estrutura do Sporting por arriscar a jogar três jogos em cinco dias e ainda assim correu bem. Mas um risco grande. E depois nota 18 para os três belos jogos de hoje, United e Chelsea, Bayern e Dortmund e Milan e Inter. E ainda uma nota final, nota 15 pro novo Football Manager, que lançou a edição deste ano, que tá dentro da norma do franchise, é sempre o melhor jogo de sempre, mas quanto mais dioptrias tens, mais difícil fica de jogar.
E não sei se são três ou quatro dias gratuitos pra quem quiser jogar.
Exatamente.
E depois, provavelmente pros fãs vão acabar por comprar.
Exatamente.
Muito bem, e o "Campeão É" fica por aqui. Damos novamente notas e fazemos a análise ao mundo do desporto amanhã, à mesma hora.