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Uma hora. Está a começar o Jornal da Uma, com a edição do Miguel Vilar. Miguel, um problema de saúde súbito do motorista pode ter estado na origem do acidente que ocorreu esta manhã em Baleizão, no Conselho de Beja.

É essa a possibilidade admitida pela Rodoviária do Alentejo, proprietária do autocarro de passageiros que estava ao serviço da Rede Expressos. A viatura despistou-se na Estrada Nacional 260, acabou por capotar. A empresa sublinha, em comunicado, que pelas informações prestadas pelos passageiros, o motorista foi vítima de uma doença súbita que o levou a perder o controle da viatura, despistando-se em seguida. O motorista acabou por morrer, sete pessoas ficaram feridas, duas em estado grave, foram transportados para o Hospital de Beja.

Acidente ferroviário em Espanha. Está confirmada a morte de um cidadão português.

Informação revelada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, em comunicado. A vítima mortal é um homem, membro da tribulação de um dos comboios acidentados. O ministério não esclarece se se trata do português que ontem foi dado como desaparecido. O presidente da República já vai lamentar o desfecho e apresentar condolências a familiares e amigos.

Presidente da República que acusa os partidos políticos de inação e avisa que não vai parar de exigir um entendimento para resolver a crise na habitação.

António Seguro esteve hoje de visita a duas escolas requalificadas depois da destruição provocada pela passagem da depressão Christine. Num discurso dirigido aos mais jovens, assumiu que está preocupado com a falta de coesão social no país e responsabiliza, Vasco Maldonado Correia, a classe política pela ausência de soluções.

Diante de uma plateia de jovens estudantes e depois de ter acusado os partidos de estarem demasiado preocupados com o passa-culpas, o presidente da República aconselha não sigam o exemplo.

Envolvam-se na política, na política do P grande, porque é a política que resolve os problemas das pessoas. Não é a política da trica, do passa-culpas, do adiar constante. Assim não saímos da cepa torta.

Com a crise na habitação em mente, Seguro garante que não se vai calar.

Eu vejo alguns dizer: "Bem, mas o presidente da República faz esses apelos, mas isso está tudo condenado ao fracasso". Isso deve ser motivo para o presidente da República ficar de braços cruzados? Pelo contrário, eu olho para os problemas do país e é aí que eu sinto a urgência. Sinto a responsabilidade.

E volta a pressionar uma.

Eu ontem convoquei os partidos para irem a Belém, porque considero que os partidos são essenciais em democracia. Eles têm divergências. Mas faço-vos uma pergunta: a divergência deve ser uma desculpa para a inação?

E outra vez.

Então não é responsabilidade dos partidos políticos, do Parlamento, dos governos, de contribuírem com soluções em conjunto para resolver essa situação? Sobretudo numa área em que ninguém tem a solução de criar casas de um dia para o outro.

Sem balas de prata, o presidente da República continua a exigir entendimentos duradouros.

Precisamos de anos. E esses anos ultrapassam legislaturas, mudam governos. Então os partidos não têm o dever e a obrigação de se pôr de acordo em soluções que possam ajudar os portugueses, designadamente os jovens, a ter esse acesso à habitação.

Até porque avisa que a consequência é um descrédito da política em toda a linha.

E o deslaçar social começa precisamente aí, quando as pessoas sentem que não fazem parte, que não beneficiam da riqueza que é gerada, do progresso que é gerado.

Novo aviso do chefe de Estado, desta vez diante uma plateia de alunos do ensino secundário em Leiria, num discurso em que quis sair do guião para abordar o problema da coesão social.

Vasco Maldonado Correia, a acompanhar esta visita do presidente da República ao distrito de Leiria, precisamente para debater a coesão social no país. Está marcada uma reunião de Conselho de Estado para a próxima segunda-feira.

E o ministro da Administração Interna assume a responsabilidade política pelas cargas policiais nos protestos pela habitação. Miguel?

Fui eu que te apaguei agora aqui esta linha, João. Que não teve qualquer conversa com Luís Montenegro, o primeiro-ministro, sobre quaisquer orientações a dar à Polícia de Segurança Pública. O ministro insiste na autonomia operacional da polícia, mas sublinha que, depois de ter afirmado que as acampadas tinham de terminar, a orientação política estava dada.

Esta responsabilidade política é exclusivamente minha, que acompanhei a atividade daquilo que estava a ser preparado. A Polícia de Segurança Pública, como a GNR, tem total autonomia técnica, tática ou operacional. Não é o ministro que diz como e de que forma é que o faz. A partir do momento em que eu digo que as acampadas têm que terminar, naturalmente, é essa a posição política que foi expressa, não só para as forças de segurança, como para todo o cidadão. Mal seria que o ministro tivesse que dizer a uma força de segurança ou à sua liderança que tinha que cumprir a lei.

Luís Neves interpelado pelo Livre, ainda em resposta ao partido ministro da Administração Interna, diz que não falou com Luís Montenegro antes das operações policiais. Ainda assim, garante que o primeiro-ministro cauciona a atuação do governante.

Não, senhor deputado, é muito claro. Não falei com o senhor primeiro-ministro por duas razões muito simples. Primeiro: o senhor primeiro-ministro é também o zelador cumpridor da lei, portanto, não é preciso perguntar se se cumpre a lei ou se se descumpria a lei. Primeira questão. Segunda questão: o senhor primeiro-ministro conhece a linha de pensamento do atual ministro da Administração Interna, que foi absolutamente claro relativamente àquilo que disse.

Um excerto das declarações de Luís Neves ouvidas esta manhã à Assembleia da República, no âmbito da discussão na especialidade do orçamento do Estado para o próximo ano. Audição que ainda decorre.

Uma hora e seis minutos. Vamos às reações ao ranking das escolas conhecido hoje. O presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares, Filinto Lima, lamenta que alguns critérios não sejam considerados para a elaboração da lista.

O mais recente ranking, com base nas classificações dos exames nacionais, coloca mais uma vez na liderança os colégios privados, sobretudo as instituições de ensino do norte do país. A primeira escola pública da lista surge no lugar 44. O convidado do Explicador desta manhã é o presidente da associação que representa os diretores das escolas. Filinto Lima diz que reconhece que a forma de realizar este ranking tem vindo a melhorar, mas acrescenta mais.

Este ranking se diz que as escolas têm sido aperfeiçoadas, reconheço isso perfeitamente, está muito diferente de há 25 anos pra cá, melhorou com certeza, mas ainda há critérios que eu acho que se quisermos comparar as escolas, devem ser tidos em conta. Por exemplo, o número de alunos estrangeiros que as escolas têm. Não têm em conta, por exemplo, que na escola pública, como sabemos, nós recebemos todos os alunos. A escola privada, que eu saiba, não recebe todos os alunos, desde logo há uma seleção para critério de matrícula.

É preciso ter atenção à leitura que é feita destes rankings, sugere Filinto Lima. O ministro da Educação também reagiu há pouco para salientar esta ideia: há uma competição desigual entre escolas públicas e privadas. Primeira reação de Fernando Alexandre, em declarações aos jornalistas durante uma visita à Escola Secundária José Macedo Fragateiro, em Ovar. O ministro da Educação opôs-se a leituras simplistas da classificação. O ministro diz que a competição entre ensino público e ensino privado é desigual, porque as escolas públicas trabalham em condições muito mais difíceis. Uma declaração que haveremos de escutar em futuros espaços informativos aqui na antena do Observador.

E também o investigador Pedro Freitas defende que é preciso aperfeiçoar os rankings e avança com algumas explicações para o fato de as escolas do norte do país continuarem a liderar o ranking.

São três os motivos invocados por Pedro Freitas.

Essa questão da falta de professores a sul, como o professor Filinto Lima disse, até porque muita da formação inicial de professores está concentrada a norte. Eu acho que há uma discussão a ter sobre a descentralização de algumas responsabilidades na educação, porque houve alguma descentralização para as autarquias, e eu acho que nem todas as autarquias assumiram esta responsabilidade da mesma forma. E terceiro fator, e isso, por exemplo, a professora Luísa Loura do Parlato aponta muitas vezes, se nós olharmos para as vagas do ensino superior, do ponto de vista de proporcionalidade em relação ao número de alunos, o norte tem menos vagas proporcionalmente em função do número de alunos, ou seja, o norte tem menos vagas no ensino superior em relação ao número de alunos que estão a estudar no ensino secundário. E o que é que isto cria? Isto cria uma pressão para ter melhores notas pra poder entrar na universidade a norte.

As razões invocadas por Pedro Freitas para esta desigualdade entre o desempenho dos alunos no norte e sul do país. Pedro Freitas, investigador na área de educação, foi convidado do Explicador desta manhã, centrado no tema do ranking das escolas do ano passado.

Uma hora e nove minutos. Miguel, olhamos aqui pra folha de cálculo deste jornal. O INE avança esta sexta-feira com estimativas de crescimento da economia e também da taxa de inflação.

Começamos precisamente por aí, pela taxa de inflação. Os preços aumentaram em outubro taxa de 3,8%, mais 0,2 pontos percentuais face a setembro. À luz destas previsões, as portagens das autoestradas devem aumentar no próximo mês 3,8%. A estimativa tem por base a taxa de inflação, precisamente, divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística. O valor definitivo vai ser conhecido a 11 de novembro.

E quanto à evolução da economia no terceiro trimestre, quais são as expectativas do INE, Miguel?

O Instituto Nacional de Estatística aponta pra um crescimento da economia de 2,4%, isto em comparação com o mesmo trimestre do ano passado. No trimestre anterior, o crescimento homólogo foi de 2,6. Há, portanto, aqui uma desaceleração. Na comparação do segundo para o terceiro trimestre deste ano, registou-se um crescimento de 0,2%. Do primeiro para o segundo, o crescimento tinha sido de 0,9. Portanto, há aqui uma desaceleração tanto na comparação homóloga como na comparação em cadeia.

Uma hora e 10 minutos. Miguel, que outras notícias marcam a atualidade?

A afirmação não é nova. Donald Trump diz que a guerra com o Irã vai acabar em breve. Citado pela agência Reuters, o presidente norte-americano admite ainda que os Estados Unidos não vão atacar o Irã até às eleições intercalares, agendadas para a próxima terça-feira, dia 3 de novembro. Trump reforça que os Estados Unidos têm de garantir que Teerão nunca vão ter uma arma nuclear. Dois navios petroleiros que navegavam no sul do Estreito de Ormuz foram interceptados pelo Corpo da Guarda Revolucionária Iraniana. A informação é avançada pela Al Jazeera, explica que as embarcações procuravam abandonar o canal marítimo através de rotas não autorizadas com o apoio das forças militares americanas. De acordo com a informação divulgada, os petroleiros ignoraram os avisos da Guarda Revolucionária.