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Meio-dia. Jornal do Meio-Dia com a edição do Miguel Videira. Miguel, um morto, sete feridos, é o resultado do despiste de um autocarro de passageiros esta manhã em Baleizão, no concelho de Beja.

A vítima mortal é o motorista do autocarro de rede expressos. O acidente ocorreu na Estrada Nacional 260, por volta das 08h30. Houve um despiste, o autocarro capotou com as consequências aqui descritas por José Horta, segundo comandante da Proteção Civil do Baixo Alentejo.

Temos um total de oito vítimas, é o total do autocarro todo. Desses oito, temos dois feridos graves, três feridos leves e, lamentar, um morto.

Os feridos foram transportados para o Hospital de Beja. Fonte do gabinete de comunicação da Unidade de Saúde revela que os feridos são quatro mulheres e três homens com idade entre os 21 e os 70 anos. Os dois feridos graves tiveram que ser submetidos a uma intervenção cirúrgica.

E Miguel, já se sabe o que esteve na origem deste acidente?

Essa mesma pergunta foi feita há pouco no local do acidente a José Prates, militar da Guarda Nacional Republicana.

Neste momento, temos no teatro de operações o nosso núcleo de instigação de crimes e acidentes de viação, que está a recolher todos os meios de prova necessários para chegarmos a uma conclusão. O corpo da vítima mortal foi transportado para o Instituto de Medicina Legal. Será feito um relatório competente e será também introduzido no nosso inquérito e com os meios de prova recolhidos no local, mais a cooperação das entidades médicas, será chegada a uma conclusão.

Ainda estão a ser apuradas as causas para este acidente, sendo que o comandante dos Bombeiros Voluntários de Beja adiantava a possibilidade do motorista do autocarro ter sofrido uma doença súbita.

E Miguel, também desta manhã, a confirmação da morte de um cidadão português na sequência do acidente ferroviário em Toledo.

É isso que revela em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Adianta que a vítima mortal é um homem, membro da tripulação de um dos comboios acidentados. O ministério não esclarece se se trata do português que ontem foi dado como desaparecido. O Presidente da República já vai lamentar este desfecho e apresentar condolências a familiares e amigos.

Precisamente, o Presidente da República, que está esta manhã em Leiria. António José Seguro visita duas escolas alvo de obras de requalificação.

No rescaldo dos encontros que teve ontem em Belém com representantes dos partidos com assento parlamentar. E apesar das posições aqui e ali dissonantes, o presidente considera que o esforço que está a fazer na procura de consensos para responder à crise na habitação não está votado ao fracasso, esse esforço. Seguimos até Leiria, ao encontro do jornalista Vasco Maldonado Correia, que acompanha esta visita do Presidente da República. Vasco, António José Seguro promete não baixar os braços na procura de consensos. Foi esse o compromisso que assumiu perante uma plateia de alunos do ensino secundário.

Sim, a esmagadora maioria das pessoas que o ouviam ainda não terá idade para votar, mas assistiu aqui a um momento de pressão política, mais uma vez, do Presidente da República sobre os partidos. Seguro repetiu algumas das mensagens que tem passado ao longo da última semana. Diz que os partidos têm de largar a trica política e cumprir a sua função, que é resolver os problemas das pessoas. Ora, precisamente um dia depois de ter recebido os partidos em Belém, como dizias, Miguel, e de alguns terem saído da audiência com pouca esperança no sucesso da iniciativa, Seguro avisa que não vai parar.

Eu vejo alguns dizer: "Bem, mas o Presidente da República faz esses apelos, mas isso está tudo condenado ao fracasso". Isso deve ser motivo para o Presidente da República ficar de braços cruzados? Pelo contrário, eu olho para os problemas do país e é aí que eu sinto a urgência, sinto a responsabilidade e por isso vou continuar sempre a exigir que possa haver condições entre os partidos para encontrarem soluções, para resolverem problemas que possam contribuir para reforçar a nossa coesão social.

Mais um recado do chefe de Estado. Fica também a ideia de que talvez esta mensagem não estivesse no guião para hoje, que António José Seguro terá considerado necessário passá-la à última hora. Isto por uma razão muito simples, é que António José Seguro tem por hábito ler os discursos. Até começou por fazer isso mesmo, mas assim que começou a falar sobre o tema da coesão social, levantou os olhos do papel e assumiu mesmo que ia sair do guião. Minutos depois, voltou a baixar os olhos e a anunciar que ia voltar ao discurso. Fica essa nota de reportagem.

Vasco Maldonado Correia está a acompanhar a visita do Presidente da República a duas escolas requalificadas no distrito de Leiria, na sequência das tempestades do início do ano. António José Seguro convocou também um Conselho de Estado para debater a coesão social. É uma reunião que está agendada para a próxima segunda-feira.

E o Ministro da Administração Interna assume a responsabilidade política pelas cargas policiais nos protestos pela habitação. Luís Neves revela não ter falado com o Primeiro-Ministro antes das intervenções da PSP.

O ministro insiste na autonomia operacional da polícia, mas sublinha que depois de ter afirmado que as acampadas tinham de terminar, a orientação política estava dada.

Esta responsabilidade política é exclusivamente minha, que acompanhei a atividade daquilo que estava a ser preparado. A Polícia de Segurança Pública, como a GNR, tem total autonomia técnica, tática ou operacional. Não é o ministro que diz como e de que forma é que o faz. A partir do momento em que eu digo que as acampadas têm que terminar, naturalmente, é essa a posição política que foi expressa, não só para as forças de segurança, como para todo o cidadão. Mal seria que o ministro tivesse que dizer a uma força de segurança ou à sua liderança que tinha que cumprir a lei.

Luís Neves, interpretado por Líbero. O Ministro da Administração Interna está a ser ouvido a esta hora no Parlamento, no âmbito da discussão, na especialidade, do Orçamento do Estado para o próximo ano. Ainda em resposta ao Líbero, o ministro Revelou que não falou com o Luís Montenegro antes das operações policiais. Ainda assim, garante que o chefe de governo legitima a atuação do governante.

Senhor deputado, é muito claro: não falei com o senhor primeiro-ministro por duas razões muito simples. Primeiro, o senhor primeiro-ministro é também um zelador cumpridor da lei. Portanto, não é preciso perguntar se se cumpre a lei, deve-se cumprir a lei. Segunda questão, o senhor primeiro-ministro conhece a linha de pensamento do atual Ministro da Administração Interna, que foi absolutamente claro relativamente àquilo que disse.

Luís Neves continua a ser ouvido na Assembleia da República, como disse, no âmbito da discussão, na especialidade do Orçamento do Estado para o próximo ano. Vamos, na edição da 13h, tentar o contato precisamente com a Assembleia da República e com o nosso repórter Hugo Fortunato Oliveira, que acompanha esta audição de Luís Neves.

Vamos olhar para o ranking das escolas. Neste jornal do meio-dia, o presidente da Associação Nacional de Diretores Escolares, Filinto Lima, lamenta que alguns critérios não sejam considerados para a elaboração da lista.

O mais recente ranking, com base nas classificações dos exames nacionais, coloca mais uma vez na liderança os colégios privados, sobretudo a norte do país. A primeira escola pública da lista surge no lugar 44. O convidado do "Explicador" desta manhã é o presidente da associação que representa os diretores escolares. Filinto Lima considera que a forma de realizar este ranking tem vindo a melhorar.

Este ranking que diz respeito àquelas escolas tem sido aperfeiçoado, reconheço isso perfeitamente. Está muito diferente de há 25 anos para cá. Melhorou, com certeza, mas ainda há critérios que eu acho que se quisermos comparar as escolas, devem ser tidos em conta. Por exemplo, o número de alunos estrangeiros que as escolas têm. Não têm em conta, por exemplo, que na escola pública, como sabemos, nós recebemos todos os alunos. A escola privada, que eu saiba, não recebe todos os alunos, desde logo há uma seleção para critério de matrícula.

As reservas de Filinto Lima, embora também reconheça que tem sido um esforço no sentido de fazer este ranking, tendo em consideração mais critérios, sugere que se utilize como método comparativo a avaliação externa realizada pela Inspeção-Geral de Educação.

No fundo, sugere aperfeiçoamentos, é o que também sugere o investigador Pedro Freitas, que avança com algumas explicações para o fato de as escolas do norte do país continuarem a liderar o ranking.

São três os motivos invocados por Pedro Freitas.

Essa questão da falta de professores a sul, como o professor Filinto Lima disse, até porque muita da formação inicial de professores está concentrada a norte. Eu acho que é uma discussão a ter sobre a descentralização de algumas responsabilidades na educação, porque houve alguma descentralização para as autarquias, e eu acho que nem todas as autarquias assumiram esta responsabilidade da mesma forma. E terceiro fator, e isso, por exemplo, a professora Luísa Loura do Parlato aponta muitas vezes, se nós olharmos para as vagas do ensino superior, do ponto de vista de proporcionalidade em relação ao número de alunos, o norte tem menos vagas proporcionalmente em função do número de alunos, ou seja, o norte tem menos vagas no ensino superior em relação ao número de alunos que estão a estudar no ensino secundário. E o que isso cria? Isso cria uma pressão para ter melhores notas para poder entrar na universidade a norte.

O investigador na área de educação, Pedro Freitas, foi convidado do "Explicador" desta manhã, precisamente sobre o ranking das escolas em 2025, ranking conhecido esta sexta-feira.

12:09, Miguel, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?

São dados provisórios do INE. O Instituto Nacional de Estatística aponta para um crescimento da economia portuguesa de 2,4% no terceiro trimestre do ano. Isto em comparação com o mesmo trimestre do ano passado. No trimestre anterior, o crescimento homólogo foi de 2,6. Na comparação do segundo para o terceiro trimestre, registrou-se um crescimento de 0,2%. Do primeiro para o segundo, o crescimento tinha sido 0,9. Outros números: inflação. Os preços aumentaram em outubro. Taxa de inflação de 3,8%, mais 0,2 pontos percentuais face a setembro. A contribuir para esta subida da taxa de inflação, a subida do preço da energia.

Miguel Vilar, Jornal do Meio-Dia.