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Edição de domingo de "E o Campeão É?". Amanhã o Benfica vai a Barcelos defrontar a equipe sensação deste campeonato, o Gil Vicente. Mourinho já falou aos jornalistas para lançar esse encontro, disse algumas coisas interessantes e vamos detalhar isso mais daqui a pouco. Villas-Boas também decidiu escrever e já vamos também saber o que disse. Vamos também olhar para os jogos de ontem no campeonato, saber o que nos espera o dia de hoje. Contamos com o Pedro Henriques, o João Castro e também o João Pinto. Eu sou o João Costa e Silva e vamos começar pela conferência de imprensa desta manhã de José Mourinho. Voltou-se a falar de racismo, do caso que é conhecido entre Prestianni e Vini Jr. O treinador do Benfica garantiu que normalmente antecipa até as perguntas que lhe fazem e quis antecipar-se e garantir que repudia qualquer tipo de discriminação, preconceito e ignorância. Garante que se Prestianni for efetivamente culpado, não vai voltar a olhar para ele como tem olhado e garante que acabou, é essa a expressão que diz, caso se comprove realmente que houve esse caso de racismo. João Pinto, como é que olhas para a comunicação de José Mourinho nesta conferência de imprensa, que teve ainda mais temas, já lá vamos também. Comunicação eficaz, veio no tempo certo. O que é que tens a dizer? Bom dia.
Bom dia. Em relação ao tempo certo, foi a altura que lhe fizeram a pergunta, portanto a conferência de imprensa foi hoje e ele hoje respondeu às perguntas de hoje. Aquilo que podemos falar sobre o Prestianni e as tomadas de posição antecipadas que se podiam ter, eu acho que o José Mourinho foi cauteloso. Na altura, não quis defender ninguém, não quis tomar partidos, disse o suficiente para garantir que protegia os seus e que, por outro lado, se houvesse alguma situação mais incorreta. Não se meteu nem do lado do Real Madrid, nem do lado do Benfica, como ele disse, e eu acho que isso foi precavido. Acho que o Benfica não agiu da melhor maneira, mas, pra mim, o José Mourinho fez tudo bem feito. Portanto, em relação à parte comunicacional.
Ele até fala da questão de Álvaro Arbeloa, que tem uma boa relação e que garante que teve a atitude certa, tendo em conta a questão e o momento que o Benfica estava mergulhado nessa altura.
Claro, e o Benfica estava ali no meio de uma eliminatória com o Real Madrid. Era realmente um momento de muita nervoseira e de muito calor. Toda a gente meteu achas na fogueira, toda a gente meteu gasolina na fogueira e foi um momento conturbado e difícil. Agora, o José Mourinho quis meter uma pedra sobre o assunto, disse tudo aquilo que tinha para dizer e as suas tomadas de posição são definitivas. E portanto, o Prestianni, caso venha a ser considerado culpado, já tem o seu destino traçado no Benfica e portanto ficou absolutamente óbvio qual é que é a posição dele.
Vou avançar aqui pro João Castro, até porque temos aqui também outra questão, que foi muito falada durante a semana. A questão de Sidney Lopes Cabral ter pedido a camisola a Vinicius Junior no final dessa partida no Bernabéu, entre Real Madrid e Benfica. Mourinho diz que a situação não é criticável, mas era evitável. João, o Sidney não devia ter pedido essa camisola a Vinicius Junior e por que não o deveria ter feito?
Ora bom dia a todos. Pensava que íamos falar da outra Sydney, mais bonita, que esteve em Alvalade.
Estás à vontade pra falar sobre o que tu quiseres.
Não, estava brincando.
Essa é a Sydney Sweeney.
Exatamente. Em relação ao Sidney Cabral, é que devia ter tido um bocadinho mais de inteligência emocional e percebo que posso ser o ídolo pra ele. Ele podia ter pedido a camisola no balneário, no túnel, e ninguém ficava a saber. E se passava logo uma pedra sobre o assunto. Claro que atendendo ao que se passou, que é normal pra alguém que vem de baixo do futebol e tem, se calhar, o Vinicius também como ídolo e teve aqui a oportunidade de fazer um confronto. Portanto, eu entendo o lado do jogador naquela emoção de querer a camisola e de estar ali no palco. Decidiu pedir e cometeu um erro, obviamente. Cometeu esse erro que depois teve que se retratar, porque senão teria a vida também difícil no Benfica. E, portanto, eu entendo o lado jogador, o lado emocional de querer a camisola, se calhar, do seu ídolo, nós não sabemos, porque os jogadores também têm o direito a ter, obviamente, só que escolheu mal o timing, foi à vista de todos e depois teve que se retratar, obviamente, porque senão ficava mal visto dentro do plantel, e sobretudo pelos adeptos do Benfica. E, portanto, temos que também saber perdoar aqui um bocadinho o jogador, porque obviamente vem de um meio mais...
Recebeu muitas críticas nas redes sociais de adeptos do Benfica.
Claro. Lá está, é um jogador humilde, que vem de baixo, tem aqui a oportunidade de estar no Benfica, depois tem a oportunidade de estar na Champions, de jogar no Bernabéu, jogar contra grandes jogadores e cometeu esse lapso. Há que preparar o jogador pra estas situações, mas lá está, há que também saber perdoar, porque os jogadores também são humanos, também erram nessa situação. E neste caso, faltou-lhe aqui esta inteligência emocional de perceber que não era o momento pra pedir a camisola ao Vinicius.
Sim, e apesar de toda a situação, é um palco que nunca se sabe quando é que vai voltar a pisar, não é? E ter à frente um jogador que pode ser pra ele um ídolo. Pedro Henriques, partilhas também desta opinião do João Castro?
Não.
Então.
Não. Não partilho destas opiniões de uma maneira geral, é porque os clubes são pouco profissionais. Os clubes têm que ser proativos. Vocês lembram-se quando tinham 20 anos e 21 e 22 anos? Sabiam tudo, faziam tudo bem feito Ainda por cima, não tínhamos nas nossas vivências os mediatismos e a projeção que estes jogadores têm, de milhões de pessoas a estarem a ver. Então os clubes têm que trabalhar estes jogadores. Acho que foi o Geovanni que no final do jogo mete um post por causa do penalti do Porto, depois teve que tirar. Já se teve que tirar é porque realmente não correu bem. O Prestianni fez o mesmo em duas ou três situações, depois teve que tirar. Agora o Sidnei, que depois, por não ter ficado com a camisola, percebeu que não devia ter pedido. E, portanto, o que os clubes têm que fazer é perceber que têm miúdos, são miúdos, têm uma diferença em relação à maior parte das pessoas, são milionários e acabam por ter, se calhar, pela responsabilidade que a vida lhes acaba por lhes dar, por muito dinheiro que têm e a gestão que têm que fazer, de repente têm que fazer uma gestão num patamar um bocadinho acima. Agora, têm que saber fazer a gestão, lá está, como foi que disse e bem no final, destes jogadores. Ser pró-ativos em relação a estas situações. E aquilo que está a acontecer sistematicamente é que os clubes estão a comunicar mal para o exterior, já lá vamos, e estão a fazer outra coisa, que para eles o profissionalismo é: "Agora temos aqui um grande departamento médico, olha as lesões todas. Agora vamos ali, fazemos hora e meia de treino e já está. Agora vamos ali a uma ação de formação qualquer, fazem ali umas assinaturas, umas camisolas, visitamos o hospital". E não pode ser só isso, tem que ser muito mais que isso. Inclusive esta questão, que hoje também é um problema que nós temos com a arbitragem, e que estamos a tentar fazer coisas nesse sentido, que é a gestão das próprias redes sociais. Tem que se ensinar, tem que se explicar que tu não és um cidadão normal. Tu és alguém que tens milhões de pessoas a ver.
Media training também.
Como é óbvio, mas o problema é que os clubes não fazem. Sabe por que os clubes também não fazem isso? Porque os próprios dirigentes nunca fizeram uma formação de neurolinguística, por isso é que comunicam mal, nem sabem do que eu estou a falar. Se os dirigentes não sabem e não sabem fazer, como é que os jogadores também vão fazer? Portanto, estes grupos têm que ser muito bem trabalhados exatamente nesses aspetos, porque repara, depois: "Ah, mas o importante é o 4-3-3 e o 4-2-2 e marcar golos". É, mas na prática, o que nós temos assistido nas últimas semanas é que ninguém fala do 4-3-3, nem 4-2-2. Fala do comunicado X ou Y, fala do jogador que meteu na rede social não sei o quê, depois teve que tirar. É isso é que se está a falar. Então se é isso que se está a falar e isso depois é que assume o protagonismo e infelizmente, com danos reputacionais, quer para a instituição, quer muitas vezes para os clubes em termos individuais, então temos que aqui resolver as coisas de maneira diferente, preparar esta malta para que isso não aconteça. É lógico que eu percebo que o Sidnei, com a sua juventude, vê ali um ídolo, quer pedir a camisola, mas é exatamente isso que precisa saber, que quando se vai ao Real Madrid: "Atenção, meus amigos, passa-se isto assim". Atenção ao que vão colocar nas redes sociais, atenção àquilo que vai ser a relação com os dirigentes que lá estão dentro. A começar exatamente por isso, porque nós também vivemos este problema, felizmente agora já não acontece com a arbitragem, que era um árbitro em três ou quatro anos ascendia a um top qualquer e de repente via-se num palco internacional. "Olha, eu vou fazer o City ou o Liverpool". Pedir uma camisola, e isso acontecia também. Não, tu estás no mesmo patamar, estás no mesmo nível, estás numa competição que é a Champions League. Sejas árbitro, sejas jogador, vocês estão todos no mesmo nível. E tu não podes, pelo menos em termos públicos, estar-te a expor a dizer: "Eu sou um coitadinho, tu é que és o meu ídolo, dá-me cá a camisola". Não, não pode acontecer isso. Até porque depois os clubes não perdoam, em termos de adeptos.
Para avançar na despedida.
E têm reações completamente adversas. Por isso, não concordo, obviamente, com esta situação, da maneira como está a ser gerida, assim como, e termino com isto, já falaste sobre isto aqui, como o Benfica, na reação que devia ter tido imediatamente em relação ao caso Prestianni. Já dissemos aqui várias vezes. Primeira coisa é: contra o racismo, ponto final, parágrafo. Acreditamos nos nossos jogadores e acreditamos que o nosso jogador se não está a dizer isto é porque tem razão. Mas, atenção, se provar que há isto, assim, nós, instituição Benfica, não vamos perdoar, porque não aceitamos que seja adepto, seja jogador, o possam fazer. Ponto final, parágrafo. E com isso, defendiam o jogador, até que o processo fosse para frente, e defendiam aquilo que o Benfica não conseguiu defender e teve danos reputacionais em relação àquilo que é a defesa do racismo ou, neste caso, contra o racismo.
Muito bem, vamos avançar. Vamos ter esse Gil Vicente x Benfica amanhã em Barcelos. Jogo que vai contar com relato aqui em direto na Rádio Observador. Entretanto, vamos ao Futebol Clube do Porto, até porque Vilas-Boas decidiu escrever um editorial sobre os jogos de fevereiro do clube. João Castro, o presidente dos Dragões, falou aqui de casos ligados a Sporting, Benfica, no editorial da Revista Dragões. Falou de manobras para, e aqui estou a citar, "fabricar suspeitas e reduzir o Futebol Clube do Porto à caricatura que lhes parece conveniente". Pergunto-te se é assim mesmo?
Eu acho que estamos na era dos comunicados e agora editoriais. Tudo serve para tentar esconder o que foi evidente neste fim de semana, que o Porto foi beneficiado. E não há aqui volta a dar, por mais que o presidente do Porto queira relembrar outros casos que aconteceram para os outros clubes, mas conforme eu e o Pedro já dissemos, todos vão ser beneficiados, todos vão ser prejudicados. A maneira como se comunica pós isso é que é diferente de um clube para outro. E neste caso, não lendo na totalidade o editorial que foi publicado, mas pelo que eu li, claro que fala também da derrota contra o Casa Pia, de várias situações que ocorreram nos jogos, a forma como reagiram, a situação do Borges e tudo. Mas depois continuam a falar, obviamente, da arbitragem, a tentar passar as culpas para os outros, mas é normal, eu acho que é um bocado a maneira de comunicar do Porto neste momento. Há quem goste, há quem não goste, mas a verdade é que, ao fim e ao cabo, e o que eu acho que devemos contar é que todos vão ser prejudicados e todos vão ser beneficiados. A forma como se comunica é que é diferente. E neste caso, este fim de semana, o Porto foi beneficiado e, portanto, está a tentar obviamente esconder um bocadinho aquilo que se passou, que é futebol, quanto a mim. Acontece, já aconteceu para os outros lados, mas é mais uma manobra do Porto a tentar desviar agora a atenção deste lance, porque de resto é comunicar um bocadinho para dentro e é um bocado a comunicar para reunir outra vez as tropas para o que aí vem
Já sabemos o que é que aí vem. Vêm dois clássicos para a taça, vêm jogos fundamentais, vem o clássico na Luz. Portanto, foi mais um toque a reunir por parte do André Villas-Boas.
João Pinto, Villas-Boas escreve: "Rui Costa vai ter um podcast e Varandas um canal YouTube para falar também sobre os problemas que se passam no futebol português". Rui Costa tem a rádio agora também.
Exato. Não sei, aquilo que me parece, o João Castro disse bem. Eu acho que o Futebol Clube do Porto de André Villas-Boas, já nem falo no Futebol Clube do Porto anterior a André Villas-Boas, mas o Futebol Clube do Porto de André Villas-Boas perdeu toda a credibilidade do ponto de vista comunicacional quando fez aquilo no jogo com o Sporting. Todas as atitudes que tinham tomado já na questão do balneário e da televisão em loop, já tinham parecido mal, mas podiam ter sido casuísticas. Depois daquele jogo em casa com o Sporting, em que esconderam bolas, fizeram aquelas vergonhas todas, a partir daí perdeu a moral toda. Já se percebeu, o Futebol Clube do Porto voltou àquele registo anterior e agora tudo que possa vir a ser escrito fica por baixo daquilo que foi feito. Para mim, o Futebol Clube do Porto é o Porto das ações e não é o Porto dos comunicados.
Pedro Henriques.
Assino por baixo.
Não, mas a questão deste editorial é ainda bastante grande e há aqui uma frase que também salta à vista, que diz que o Futebol Clube do Porto não se cala, preferimos expor os oportunistas, falsos moralistas e hipócritas. Que tipo de comunicação é esta, tendo em conta, e sabemos disso, o André Villas-Boas, quando se assumiu enquanto candidato à presidência do Futebol Clube do Porto, não parecia ser esta a imagem que queria para o Futebol Clube do Porto. Aliás, queria se distanciar da última imagem que nos levava muito a associar ao Futebol Clube do Porto de Pinto da Costa e uma comunicação mais incisiva.
Sim, eu assino por baixo os dois Joões, porque realmente disseram tudo. Nós na tropa fazemos muito isso. Temos um problema do flanco direito, o que é que a gente faz? Lança-fumos do lado esquerdo e cria ali umas viaturas de um lado para o outro, que é para o inimigo, inimigo aqui em termos militares, obviamente, aqui não se trata de inimigos, o Porto não tem inimigos, tem adversários, pensarem que está a acontecer alguma coisa do lado esquerdo. Na prática, não está a acontecer nada. Nós estamos é a fazer uma moral de diversão para evitar que se perceba que no lado direito temos uma fragilidade. E essa fragilidade do Porto foi aquilo dito e muito bem. Televisão em loop, tirar bolas, todas aquelas coisas que o Futebol Clube do Porto fez, tirou qualquer, primeira, autoridade moral, que é das coisas mais relevantes e importantes para quando tu queres assumir uma moralidade, um comportamento e uma atitude. É preciso que eu, para dizer que façam, é preciso que eu também faça. É assim, até na educação dos filhos tem que ser assim. Não me interessa dizer ao meu filho: "Não bebas Coca-Cola", se eu beber Coca-Cola, e falo exatamente de uma bebida que eu e o Cristiano Ronaldo não bebemos, que é para não haver dúvidas. Automaticamente, eu tenho que ter exatamente essa autoridade moral. E o que o Porto está a fazer são duas coisas. Seguir um pontapé de pênalti que foi mal assinalado, ponto. Que acontece, como disse o João Castro, e muito bem, acontece a todos. Acontece que os árbitros erram e erram em todos os sentidos. Acontece que o Sporting e Benfica já foram prejudicados, tal como o Porto, e também já foram beneficiados. Numa semana extremamente difícil para todos, não é só para o Porto, obviamente que o Porto tem uma excelente equipa e tem todas as condições para passar na taça, ganhar na Luz, tal como o Benfica e o Sporting o podem fazer em relação aos mesmos jogos. Só que é uma semana extremamente difícil, se calhar muito decisiva para aquilo que se joga no final desta competição, ir à final da Taça de Portugal e a questão do campeonato e dos pontos. E é uma moral de diversão que perde toda a autoridade moral quando o Futebol Clube do Porto realmente acabou por ter atitudes reais que não se coadunam exatamente ao que não tem a ver com o discurso. Se eu lesse só o discurso, concordaria. Olhando para o discurso, fazendo a relação com as ações, 0,0. Para discurso interno é porreiro, para aqueles que ainda acreditam nestas coisas, mas para o futebol, que é onde ele devia ter impacto, vale zero.
E vamos ter esse clássico entre Sporting e Futebol Clube do Porto para as meias-finais da Taça de Portugal. Primeira mão já esta terça-feira, a partir das 20h45, também com relato aqui em direto na Rádio Observador. Olhando para os jogos de ontem da Primeira Liga, tivemos AVS zero, Estrela da Amadora também zero. O Braga conseguiu vencer mesmo nos minutos finais, com Rodrigo Zalazar em destaque, a vencer o Nacional por 2-1. Um jogo sofrido, mas o Braga acabou sempre por ser superior e venceu aqui nos minutos finais. O Vitória Sport Clube distancia-se dos lugares da Europa com um empate frente ao Alverca, em casa. Já hoje temos Tondela-Santa Clara às 15h30, Casa Pia-Moreirense às 18h, Rio Ave-Famalicão às 20h30. O Benfica só joga amanhã. Queria ainda aqui olhar e de forma muito rápida para um jogo lá fora que hoje se calhar vai ter mais atenções. O Arsenal recebe o Chelsea. O City venceu ontem também com alguma dificuldade por 1-0. Chegamos a esta parte da época, João Castro, em que é sempre difícil olhar para o Arsenal, porque parece estar sempre tão bem encaminhado e às vezes nesta reta final acaba por sofrer um bocadinho. Este ano vai ser mesmo o ano do Arsenal? Hoje tem aqui um teste difícil frente ao Chelsea.
Olha, é um teste muito difícil. É um dérbi londrino, atualmente o dérbi mais forte de Londres, claramente.
Com Pedro Neto em destaque também.
Com Pedro Neto, com Estêvão, não vai ser fácil. Deixa-me dizer que o Arsenal parece-me daqueles carros elétricos. Vais na autoestrada Porto-Lisboa e vais acelerar por ali fora. Mas chega à parte final e começas a olhar para a bateria e a bateria está a começar a fraquejar. E portanto, tens que diminuir um bocadinho a velocidade, tens que controlar a bateria. Vamos ver.
Entra no modo poupança.
É o modo poupança, sim, o modo eco. E vamos lá ver se o modo eco não será mesmo o Nkunku, que está a subir de forma. A verdade é que isto pode ser a salvação do Arsenal, ou seja, a subida de forma do Nkunku pode dar aqui ao Arsenal o boost necessário ainda para aguentar. Porque olhando para trás, Manchester City também vem com alguma pujança neste momento e vai ser um final incrível na Premier League, ontem com grandes jogos, com grandes gols.
Castro, e já é um Arsenal a pensar no Sporting, já com o Sporting no horizonte.
Gosto da tua ideia, João. Gosto da tua ideia. A pensar no horizonte e a pensar como é que podem evitar um gol de chapéu do meio-campo do Pedro Gonçalves. Mais uma vez. Mas vamos ver. Mas lá está. Vamos ver se o Nkunku poderá ser aqui a força que eles não tiveram no início da época para aguentar esta fase final, mas que vai ser difícil, vai.
João Pinto O Arsenal vai entrar no modo eco, como dizia o João Castro, ou vai ter forças ainda para segurar este lugar na Premier League?
Continuando na alegoria do carro elétrico, o problema é que eles têm muitas competições, portanto tinham o ar-condicionado, o rádio, tinham tudo ligado. E agora o problema é esse, com o campeonato por resolver, com uma vantagem muito curta sobre o City, vão ter que começar a gerir melhor a rotação dos jogadores. Todos os jogos vão ser mais difíceis em todas as competições e podemos ver mesmo um Arsenal a fraquejar ou a escolher uma competição na qual focar.
E parece que o campeonato deve ser a prioridade.
Tem que ser, não é aquilo que mais lhes falha. Eu diria que isso podem ser boas notícias para o Castro.
Muito bem. Pedro Henriques, em 30 segundos, ganha hoje o Arsenal e mantém-se com esta distância para o City ou o jogo também é difícil e não é possível fazer grandes previsões?
Como não tenho carro elétrico e o meu carro é a gasóleo, normalmente há muita economia do processo, embora depois há o problema dos carbonos e essas coisas. É muito simples, a aposta certa para hoje é mais de 2,5, portanto, é ver pelo menos três gols no jogo, porque é um jogo-
Com o Ødegaard a marcar?
Estamos em Inglaterra. Sim, o Ødegaard está a subir de forma e está-se a ver isso, é o melhor marcador do Arsenal e está a começar a justificar perante tantas críticas, só que o futebol inglês é totalmente diferente. Muito provavelmente teremos o Ødegaard a marcar, muito provavelmente teremos um jogo difícil, mas eu acho que o Arsenal tem favoritismo, portanto, se tivesse que apostar 51/49, era no Arsenal.
Muito bem. Veremos o que vai acontecer hoje e se o Arsenal consegue manter a distância para o Manchester City na liderança da Premier League. Vamos avançar para as vossas notas de campeão. Volto a ti, João Castro, a quem é que vais dar a nota hoje?
Hoje para notas individuais, vou dar ao Zalazar 18, mais uma vez. Fora os três grandes, acho que é o melhor jogador. E se calhar o João Pinto para o ano poderá ter uma felicidade de o ter, vamos ver.
O Luís Pinto Coelho já disse que era um jogador que encaixava muito bem no Sporting, portanto, cuidado.
Sim, mas parece-me que o Benfica pode estar mais à frente nesse processo. Vamos ver. Raramente olhamos muito para os guarda-redes, mas dou nota 20 para o Pickford do Everton. Ontem um grande jogo, Newcastle 2, Everton 3. Para quem não viu, a defesa do Pickford mesmo a acabar o jogo, a segurar a vitória fora importante do Everton, é uma defesa monumental e fica aqui a nota 20 para ele. É realmente uma defesa daquelas que fica para a história.
João Pinto, vamos às tuas notas.
Nota 16 para José Mourinho, cada vez mais o meu treinador. Ele que fique uns anos, deem-lhe estabilidade, que ele parece estar naquela fase da vida em que as coisas com o tempo lhe vão acabar por correr muito bem. E depois, uma nota de expectativa em relação a esta questão das alterações ao VAR, que para o próximo mundial foram anunciadas agora, e vejo com alguma expectativa cada vez mais VAR e cada vez menos árbitro.
Pedro Henriques.
A minha nota tinha a ver exatamente com a questão daquilo que foi aprovado ontem no País de Gales. Também de expectativa, porque há coisas que ainda falta limar e perceber como é que na prática e na realidade se vão fazer. Mas não deixa de ser interessante que enquanto o VAR começa aqui a assumir pelo menos um alargamento em termos de protocolo, o responsável pela arbitragem em termos mundiais e europeus, cada vez mais a pedir às federações que o VAR só intervenha quando da Lua, e esta é a expressão dele, se consiga ver cá embaixo na Terra que houve pênalti ou não houve pênalti. O que significa que eles preferem que haja erro, mas seja a decisão do árbitro e que o VAR não intervenha nessas circunstâncias, a não ser que seja muito claro e óbvio. Portanto, há aqui qualquer coisa que não está a bater, a bota com a perdigota. Por isso, expectativa sim, naquilo que são as implementações e naquilo que é o futebol a pedir mais VAR e os responsáveis pela arbitragem a dizer atenção, que demasiado VAR pode desvirtuar a coisa e não é o mais correto. Eu sou completamente a favor das tecnologias e tudo o que seja para auxiliar na dita verdade desportiva, para que a decisão final seja a correta, com a ver se da Lua ou sem ver se da Lua. Portanto, expectativa, nota 15, vamos ver o que vai acontecer e o Mundial de seleções vai trazer exatamente já essas implementações.
É com as vossas notas que fechamos esta edição de "E o Campeão É..." edição de domingo, amanhã, de regresso, a partir da 13h10. Um abraço a todos e bom fim de semana.