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Este é o Som do Dia, o vencedor é das manhãs 360, que também pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. E Carla, esta quarta-feira estão conosco o José Manuel Fernandes e o Miguel Santos Carrapatoso.
E esta manhã vamos medir o nível de sintonia entre Seguro e Carneiro, aguardar pelo regresso da guarda de trânsito. Mas há um outro tema a marcar a atualidade e que tem a ver com as declarações de Cristina Ferreira no programa da manhã da TVI sobre o caso da violação de uma menor de 16 anos por quatro influencers. José Manuel, alinhas na indignação geral a que se tem assistido depois dessas declarações?
Eu não gosto muito de indignações e não gosto destas ondas, toda mundo vai para um lado, toda mundo vai para o outro. Agora, o que é verdade é que Cristina Ferreira, que tem indiscutivelmente o seu talento e o seu mérito como apresentadora de televisão, já por várias vezes entrou por caminhos que eu diria que são, no mínimo, bastante escorregadios. O que se passou desta vez é que ela dá a entender que num caso que está a ser julgado, em que há uma digamos, uma violação de uma rapariga por quatro rapazes, não sei se eram todos influencers, mas foi filmado, foi gravado. Ela a certa altura, aparentemente no início, concorda com a festa, digamos assim, mas depois diz para parar, e quando se diz para parar é para parar, mas ela diz que se calhar as pessoas não a ouviram, portanto, que havia barulho.
Há uma adrenalina, era a expressão, com aquela adrenalina impossível parar.
Aquela adrenalina. Ora bem, isto coincide com outros momentos. Há um outro comentário feito num outro caso de um assassinato de uma mulher em que, como a mulher entrou para o carro antes, ela sugere que se pôs a jeito. É aquela coisa: "Olha, um dia destes que se pôs a jeito." E depois ainda há a forma como ela geriu para tentar levar as audiências ao pináculo, mas de uma forma, eu diria, desumana, no limite, a forma como geriu aquele triângulo amoroso na Secret Story. Devo dizer, eu não sei se alguma vez vi um programa da Cristina Ferreira do princípio ao fim. Portanto, estou a falar de alguém que eu só conheço de nome, só conheço de ver nas capas das revistas, só conheço de às vezes olhar para o ecrã de televisão de manhã e ela estar lá. Não a conheço pessoalmente, mas este tipo de discurso, que até às vezes é popular e que às vezes é comum, eu acho que é um discurso bastante perigoso. Não gosto que isto vá parar à ERC, não sei se a ERC tem que deliberar sobre estas matérias.
Já corre um movimento a pedir, de facto, que a ERC se pronuncie.
Mas o que ela vai fazer? Vai proibi-la de entrar na TV? Ela tem é que ganhar juízo, tem que ser pressionada, tem que perceber o que está em causa, tem que pedir desculpa. Acho que tem que pedir desculpa. Acho que ela tem a audiência que tem. Num dos programas vem dizer: "Olha, eu cometi um erro." Todos nós cometemos erros. E muitas vezes dizemos: "Olha, cometi um erro. Pronto. Isto não é assim, não pode ser assim." E como já não é a primeira vez, e como isto às vezes vai naquele entusiasmo daquele registo que parece ser o dela, como disse, eu conheço-a pouco, conheço-a mal, mas este caso chamou-me a atenção. E como isto já não é o primeiro, não é o segundo, é o terceiro em que ela está envolvida, pelo menos nestas matérias, poderá haver outras, eu fico preocupado por ela não ter ainda dito nada.
José Manuel, parece que há aqui um problema de perspectiva de Cristina Ferreira, que já não é a primeira vez a comentar estes assuntos, que é ela falar a partir do ponto de vista de uma mulher que é simplesmente a mulher mais poderosa do país, mais conhecida, pelo menos, que tem um poder-
Eventualmente mais influente.
Mais influente. Disso não tenho praticamente dúvida nenhuma. Ela escreveu um livro sobre a sua própria experiência de ser insultada nas redes sociais, coisa que quase ninguém pode fazer. Portanto, ela tem um poder e uma capacidade-
Foi ao Parlamento falar sobre isso.
Exatamente.
Portanto, tem ainda mais responsabilidade.
Tem responsabilidade e eu acho que padece aqui de um problema de perspectiva, que é de facto de uma mulher com muito poder para até responder às críticas e reagir aos ataques, e que não percebe, não sei se é por incapacidade, não faço ideia, estas situações particulares, porque de facto põe um peso, põe a responsabilidade nas vítimas.
Infelizmente, a gente sabe que este tipo de expressão, "pôr-se a jeito" e outras coisas do gênero, é uma expressão muito típica de quem quer desculpar situações de violência e de agressão.
E é uma coisa que é muito popular também, atenção.
É uma abordagem muito básica, se quisermos, e popular.
Pronto. Agora, ela não está num café a conversar. Quer dizer, está num dos programas de maior audiência do país, tem uma responsabilidade muito grande. É mulher, como tu disseste, é porventura a mais poderosa de Portugal. Quer dizer, não sei se é, senão, enfim.
Mas é muito influente.
A mais influente de Portugal. E falta aí um público
Imagino eu, até pelos horários em que ela aparece mais, à noite é um pouquinho diferente, mas terá um público mais idoso, mas isso não permite que, de repente, parece que estamos com o discurso dos anos 40 ou dos anos 50, em que estas coisas eram comuns. Não eram normais, eram comuns. Agora não é só não serem comuns, não são normais e são muito erradas. Já não me lembrava desse livro que ela escreveu, mas se ela escreveu esse livro é porque tem consciência da influência que tem. Mais uma razão para ela rapidamente não ficar apenas a olhar para as crés, mas assumir que se enganou, que cometeu um erro e que está a ser cruel com aquelas mulheres. Uma que infelizmente já não conta nada porque morreu, mas a outra deve estar a sofrer imenso, não é? Aquela rapariga que foi divorciada.
Tem 16 anos.
Tem 16 anos. Para estas declarações eu só posso dar um zero.
Fica este zero para essas declarações que de fato estão a inundar completamente os comentários nas redes sociais e não só. Bom, agora indo à política, Miguel Santos Carrapatoso.
Tudo é política.
Tudo é política, é verdade.
O que a Cristina Ferreira fez também é um ato político.
É verdade que sim. Com muito impacto também. Impacto também as declarações de José Luís Carneiro depois da audiência com o Presidente da República.
Não iria tão longe.
Mas dá aqui um tom. Eu sei, estamos a sair de um assunto para outro completamente diferente aqui na bolha. Agora vamos entrar na bolha.
Na bolha, onde eu gosto de estar. José Luís Carneiro, antes de mais, está coberto de razão. Acho que Portugal é pródigo, é o zero e viseira em fazer relatórios e mais relatórios e fazer comissões e grupos de trabalho, que depois estudam os relatórios que produzem e que eventualmente um dia olharão para eles e tentarão tirar muitas conclusões. Portanto, acho que José Luís Carneiro tem toda a razão em dizer que já chega de relatórios, é preciso é mesmo atuar. Ao mesmo tempo é inteligente, porque ensaia aqui uma emancipação em relação a António José Seguro, que é importante para o PS. O PS não pode e não deve cometer o erro de ficar refém da agenda de António José Seguro, deve ter uma agenda própria, iniciativa, ideias próprias, não esperar que António José Seguro resolva, a partir de Belém, todos os braços de ferro que o Partido Socialista tenha com o governo e portanto, é importante para José Luís Carneiro, num tema que não me parece que vá causar grande fricção entre os dois, mas é importante que José Luís Carneiro ensaie esta emancipação em relação a António José Seguro. Portanto, inteligente e importante do ponto de vista do secretário-geral do PS. E quanto a António José Seguro, percebe-se o que o novo Presidente da República está a tentar fazer. Está a tentar claramente, isso agora é mais do que evidente, cortar com o estilo de Marcelo Rebelo de Sousa, recuperar uma certa gravitas, uma certa autoridade de quem usa com parcimônia a palavra e portanto, percebe-se o que está a fazer, quem o tem acompanhado na estrada, e nós tivemos o nosso Rui Pedro Antunes a semana passada a tempo inteiro com o novo Presidente da República na estrada e em todos os pequenos gestos nota-se isso, a necessidade de criar uma autoridade e uma distância até em relação à comunicação social, evitar aquela ideia de ser um comentador dos acontecimentos políticos que Marcelo Rebelo de Sousa manifestamente era. Tudo isso se percebe. Agora isto tem um problema: António José Seguro está, parece-me, rapidamente a perceber que a autoridade também se conquista. E a verdade é que a vitória que António José Seguro teve nas últimas presidenciais, sem tirar nenhum mérito, naturalmente, a António José Seguro, não se deveu apenas às pessoas que quiseram objetivamente votar nele. Houve muita gente que votou contra André Ventura.
Não quis votar no outro candidato.
E portanto, essa autoridade que deveria existir através do voto, António José Seguro terá de a conquistar no terreno, na forma como atua, na forma como se pronuncia sobre determinadas questões. E António José Seguro está a começar a perceber que as suas idas ao terreno, os seus avisos ao governo, as mensagens que faz, têm um impacto muito diminuto para já e até ver. E não seria de esperar que um presidente recentemente eleito tivesse tão pouca capacidade de marcar a agenda. Basta, aliás, uma comparação muito cruel, e até uma crítica ao nosso trabalho, basta ver a atenção que dispensamos às aulas de Marcelo Rebelo de Sousa ontem e o entusiasmo que isso gerou aqui, e as várias intervenções de António José Seguro. António José Seguro não tem essa capacidade, ainda, de marcar a agenda. Eu acho que se havia altura em que António José Seguro deveria ter essa capacidade era agora, porque chegou ao cargo muito recentemente, mas António José Seguro não tem e está a perceber finalmente queA sua capacidade de influência junto do governo vai ser muito diminuta e, portanto, esta ideia de propor relatórios, pedir mais apuramento de responsabilidades, vai ser muito difícil para António José Seguro influenciar desta forma o governo. Percebo que esteja a tentar cortar com o estilo de Marcelo Rebelo de Sousa, mas se for devagar, devagarinho, e se for sem discursos com peso, conta e medida, dificilmente conseguirá fazer aquilo que pretende. É importante que perceba que o tempo midiático, não devendo ser, a meu ver, aquele que Marcelo Rebelo de Sousa quis criar, em que se comentava tudo a todo momento, mas existe mais também a António José Seguro, porque caso contrário, vai ser muito difícil produzir efeitos.
Demasiado discreto.
Demasiado discreto.
Bruno, José Luís Carneiro autonomiza-se do presidente socialista?
Eu prefiro essa abordagem quase psicanalítica do que propriamente analisar as declarações políticas, aquela ideia de que é preciso fazer coisa e que o governo não está a fazer. Essa é uma parte. Eu prefiro centrar a análise naquilo que o Miguel estava a dizer em relação a esta autonomização de José Luís Carneiro em relação ao presidente da República, porque era uma tentação, acho que é uma tentação de alguma forma compreensível, de o PS secular António José Seguro, e é uma vitória que foi muito concludente, expressiva, mas também uma vitória que se deve enquadrar nesse contexto em que tinha um adversário com uma elevada taxa de rejeição. A autoridade ou a legitimidade, todos os presidentes a têm, porque ganham as eleições. Mas há uma parte da autoridade política de um presidente que vem da popularidade. E isso eu acho que muitas vezes nós confundimos em relação a Marcelo Rebelo de Sousa. Há uma tendência para desvalorizar a popularidade de Marcelo Rebelo de Sousa, retirando-lhe a consistência política ou o efeito político dessa popularidade. Um presidente muito popular é também um presidente com uma capacidade de pressionar um governo, de influenciar politicamente, devido precisamente a essa popularidade.
O Miguel recordava as imagens de ontem do ex-presidente em Águeda, são impressionantes.
E isso tem um significado e um efeito político, e teve durante a presidência de Marcelo Rebelo de Sousa. Nós olhamos muitas vezes para os aspectos mais exóticos, mais caricaturais da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa, as selfies, mas isso tem também um peso político, um significado político. Deu-lhe uma capacidade de intervenção política, porque é muito difícil a um governo ir contra um presidente popular. Aliás, como o próprio António Costa percebeu, a popularidade de Marcelo era um dado político. E António José Seguro não tem a popularidade de Marcelo Rebelo de Sousa, provavelmente nunca virá a ter essa popularidade.
Provavelmente nem quererá vir a ter o tipo de popularidade que Marcelo tinha.
Também não consegue. Porque há um lado verdadeiramente de ligação às pessoas que é manifestado por essa popularidade. Ou seja, não é apenas uma coisa completamente superficial e fútil. Tem um lado importante. António José Seguro claro que quer seguir um caminho de moderação no uso da palavra, mas ao mesmo tempo, essa moderação pode ser excessiva porque ele, de facto, não beneficia dessa popularidade de Marcelo Rebelo de Sousa. E se a autoridade, como dizia o Miguel há pouco, se conquista, e não só pelos votos, também pela prática e pelo exercício das suas funções, António José Seguro percebe que a autoridade também se pode desbaratar. E neste momento ele está entre estes dois caminhos, que é um, por um lado, tem que reforçar a sua autoridade, por outro, não quer desbaratar a autoridade que tem, naturalmente, enquanto presidente da República. É um caminho difícil, tal como é também difícil o caminho de José Luís Carneiro, porque no fundo, o que estamos aqui a falar? Estamos a falar de emancipação de António José Seguro, não é de matar o pai, mas é de se emancipar em relação ao estilo de Marcelo Rebelo de Sousa, sabendo que ao mesmo tempo não goza da sua popularidade, e de José Luís Carneiro. É de fazer aqui o grito do Ipiranga em relação a um presidente vindo da sua área política e que obteve uma votação muito expressiva. Eu acho que José Luís Carneiro ontem foi mais bem-sucedido nesse objetivo do que António José Seguro tem sido no seu, apesar de estarmos a falar de questões que acabam por ser diferentes. José Luís Carneiro ontem, com aquelas declarações, acabou por fazer a António José Seguro um pouco o que António José Seguro fez a Luís Montenegro aqui há uns tempos, quando disse que era preciso mais ação e menos palavras, quando disse que as pessoas esperam mais do que relatórios, respostas. No fundo, foi quase como se José Luís Carneiro tivesse retribuído a Seguro aquilo que António José Seguro disse a Luís Montenegro. E agora, independentemente da substância em relação à ação do governo, aquilo que o governo tem falhado, parece-me mais importante esta afirmação de autonomiaQue é importante também para José Luís Carneiro, porque voltamos à mesma questão da autoridade, da popularidade até e da legitimidade política. E José Luís Carneiro ontem creio que conseguiu dar um passo na afirmação dessa autoridade.
Então que nota vais dar?
Vou dar um 14 a José Luís Carneiro.
E tu, Miguel?
Vou dar também.
Com microfone dá melhor.
Quero pontuar José Luís Carneiro, vou dar um 14 também. Acho que foi inteligente na forma como procurou emancipar-se e ganhar uma identidade própria em relação a António José Seguro. Veremos se será depois coerente com isso até o fim.
É isso. Dois 14 para o líder do Partido Socialista. É bem-vindo o regresso da BT da GNR, da Brigada de Trânsito da GNR, Paulo?
Não faço ideia. Não faço mesmo.
Quem decidiu também se calhar não faz.
O ponto é esse. Alguém faz ideia se é bom ou mau? A Brigada de Trânsito da GNR foi extinta em 2009. Havia uma unidade até essa altura, para quem não se lembra, que estava especializada, dedicada precisamente ao trânsito fora das cidades, porque a GNR só tem competências operacionais fora das cidades, portanto para as estradas e autoestradas, se quisermos. Porque depois o trânsito dentro das cidades é com as polícias, PSP e as polícias municipais. E na altura, o governo de José Sócrates, 2009, se não me falha a memória, extinguiu, fez uma reorganização da GNR, decidiu extinguir essa unidade autónoma, a Brigada de Trânsito, criou uma Unidade Nacional de Trânsito, UNT, que enfim, não substituiu a BT, porque esta Unidade Nacional de Trânsito não tinha operacionais, até com outras cores e com outras fardas nas estradas, e tinha funções essencialmente de apoio técnico, doutrinárias, portanto, deixou de ter o comando operacional, se quisermos, sobre as patrulhas no terreno. Esse passou para a GNR normal, dita normal. Fez-se esta mudança, reorganizou-se aquele serviço, a GNR. Agora, 15 anos depois, Luís Neves, o novo ministro da Administração Interna, quer dar um foco essencial ou especial à sinistralidade rodoviária, que precisa de mais um empurrão para baixar os indicadores negativos, que têm vindo a baixar, mas ainda comparamos muito mal com outros países europeus.
Houve uma estagnação mais ou menos nos últimos 10 anos dos números. O número de mortes.
Piorou depois da pandemia, melhorou entretanto.
Melhorou ali, claro, naquele período, depois piorou outra vez.
Mas a coisa ficou um bocadinho ela por ela. Mas há vários fatores que podem explicar mudanças positivas ou negativas, a começar pelo estado das estradas, como é evidente. Nós temos hoje uma rede de estradas que é melhor do que era há 15 ou há 20 anos, com mais autoestradas. Temos um parque automóvel muito melhor e mais moderno, com automóveis mais seguros também. O sistema das cartas por pontos também dizem especialistas que acaba por ter um efeito de dissuasão de muitos condutores, em termos de infrações. Os radares também ajudam, como sabemos. Portanto, há ene fatores a contribuir para alguma baixa da sinistralidade. A questão é: a organização da Brigada de Trânsito ou uma unidade própria contribui para isso ou não? Passaram 15 anos, era uma boa altura, já que se fala de estudos também. Aqui se calhar era um estudo bem empregue. É tomar decisões de política pública que custam milhões aos contribuintes, tomar decisões mais avisadas. Eu não conheço nenhum estudo.
Com base em evidência.
Com base em evidência, em estudos. Olhem, cometemos um erro, não interessa agora se foi o governo A ou B, o país, o Estado cometeu um erro há 15 anos, não devia ter extinto a Brigada de Trânsito, porque o impacto foi este e este. E então por causa disso, nós vamos reativar uma unidade, não sei se se vai chamar Brigada de Trânsito ou não, mas uma unidade especializada nesta matéria que vai estar encaixada aqui e ali. E é isso que não se vê. É possível que Luís Neves tenha dados sobre isto. Era bom divulgá-los então, isto é, que explicasse ao país qual é o racional, porque senão isto é o achismo, mantemos todos o achismo.
É tomar decisões a olho.
A olho. O SEF e a AIME é um bom exemplo. E parece que isto é tudo a mesma coisa, é só mudar o nome. Não é mudar o nome. Veja-se o disparate que foi.
A JAI.
A JAI e a IP, que depois deu origem à IP e por aí fora. Não é só mudar de nome. E mudar de nome já agora também tem custos. É uma série de papel timbrado e cartões de visita que vão para o lixo. Isso também tem custos e os custos operacionais e o tempo que as unidades estão paradas, depois é preciso ver as leis orgânicas, depois é preciso criar os quadros de pessoal. A tralha burocrática que isso implica significa meses e meses quase de estagnação do serviço dessas unidades. Portanto, em vez de andarmos aqui a brincar, encerra hoje, abre amanhã, em função do vento que corre ou de uma impressão ou de uma perceção que alguém tenha, por mais informado que esteja, era bom que o governo explicasse qual é o racional.
Enquanto isso não acontece, a tua nota é?
É um oito, porque enquanto não há explicações, isto é tudo um bocadinho na base do achismo.
Um oito. E o Venceré regressa mais logo na tarde política. Às 18h10, numa versão alargada. Esta quarta-feira, as notas vão ser dadas pela Judite França, pela Helena Garrido e pelo Alexandre Borges.