Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

E o "Venceré das Manhãs 360", que também pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. Carla, esta segunda-feira estão conosco a Helena Matos e o José Manuel Fernandes. E o que fazer com os lucros extraordinários? A pergunta voltou. Enquanto isso, António José Seguro começa hoje a primeira presidência aberta. Vai andar toda a semana pela região centro do país, ver a recuperação dos estragos provocados pelo mau tempo. Bruno, António José Seguro está a cumprir a sua primeira grande promessa.

Logo uma presidência aberta no primeiro mês depois de tomar posse.

Logo a seguir à Páscoa, como tinha dito.

Sim, como tinha prometido. E logo aí há um sinal. Mário Soares, que inaugurou as presidências abertas, fez a primeira em Guimarães seis meses depois do início do mandato. Era diferente, claro, foi a primeira presidência aberta, mas é significativo que António José Seguro comece com as presidências abertas tão cedo. Ainda não sabemos como é que isto vai correr, embora o risco para o presidente nestas presidências abertas seja perto do zero, ou seja, o risco de prejudicar o presidente é muito baixo. Daí também todos os presidentes, depois de Mário Soares, terem optado, com outros nomes, por ter este modelo. Agora, representa desde logo também uma intenção de marcar o governo. Não sei se fazer sombra ao governo, mas de alguma forma pressionar o governo, isso é óbvio, até pela escolha do tema. Nós estamos aqui a falar de uma daquelas presidências abertas com aqueles temas muito abertos, muito amplos, da educação, da saúde, que é um problema concreto, são as zonas afetadas pelas tempestades, e é um problema em que o governo tem tido algumas dificuldades para se justificar, para explicar os atrasos. Não é um tema muito fácil. É uma questão muito concreta em que é fácil ao presidente exigir resultados, ao contrário do que se faz numa auscultação, por exemplo, sobre os problemas da educação.

E que pode trazer problemas muito estruturais do país, como a burocracia, como a falta de mão de obra. Pode ficar muito evidente este tipo de feridas.

Essas serão as questões laterais que podem surgir, mas estamos a falar das zonas afetadas da recuperação, ou seja, vamos ouvir muitas queixas. Aquilo que é previsível é que oiçamos as pessoas, os cidadãos a queixarem-se dos atrasos, do abandono, e isso põe, desde logo, o governo numa posição mais defensiva. Depois, há aqui uma outra questão relacionada com as presidências abertas, mais geral, que todos dizemos, e com razão, que a maioria que elege o presidente se desfaz no dia seguinte às eleições. Por isso, as presidências abertas são uma tentativa de manter viva, de algum modo, essa maioria, ou seja, de ir reforçando a legitimidade do presidente através do contacto direto com as populações. Daí eu dizer logo no início que isto representa praticamente um risco zero não só para António José Seguro, mas como para qualquer presidente. A outra questão que se levanta e que não depende tanto do presidente da República, é depois saber quem é que pode sair a ganhar de uma presidência aberta, isto pondo de um lado e do outro o governo e a oposição, os partidos da oposição. É saber se é a oposição que, ainda a reboque também do presidente da República, pode tirar algum benefício destas presidências abertas, ou então o governo, porque também se pode pôr essa hipótese. Ou seja, o governo aproveitando a liderança do presidente da República, e sabemos que há sempre elementos do governo a acompanhar o presidente nestas presidências abertas, pode também aproveitar para mostrar trabalho e fazer disto uma questão nacional, ou seja, tentar defletir de alguma forma as críticas que possam surgir para ir mostrando trabalho. Isso aconteceu nas presidências abertas de Mário Soares, sobretudo no primeiro mandato, e no segundo também. Havia sempre elementos do governo a acompanhar o presidente da República, e isso pode também beneficiar o governo, porque mostra o presidente da República e o governo lado a lado. E isso pode passar uma determinada mensagem. Ainda que António José Seguro pretenda expor os problemas, a imagem do presidente da República e governo lado a lado pode, até num sentido quase simbólico, beneficiar o governo. Mas há sempre essa tensão, eu diria quase natural, entre um presidente da República que quer reforçar a legitimidade do contacto direto e diferenciar-se até do governo por essa proximidade com as populações, e um governo que, em alguns aspectos, vê-se obrigado a ficar à defesa e a ter de se justificar, porque quando surgirem críticas, quando houver queixas, não é o presidente que vai justificar. O presidente aqui funciona quase como provedor do cidadão e tem a oportunidade de questionar logo diretamente o governo. Mas pra oposição também é um desafio, porque sim, também pode aproveitar a boleia do presidente. Ok, o presidente vai à frente, nós vamos atrás, aproveitamos estes temas levantados pelo presidente para apontarmos as falhas ao governo, mas também pode ficar numa posição um pouco ingrata, que é a de ver o presidente assumir A liderança dessa oposição. E isso não é bom, em particular para o PS. Creio que não será um problema que se ponha tanto ao Chega, mas mais ao PS. Ou seja, já vimos o PS mesmo no Congresso falar sobre a importância da votação de António José Seguro, mas é um risco grande para o PS ficar muito à sombra do presidente da República, ou seja, passar a imagem que a principal força da oposição a quem chama a atenção para os problemas é o presidente e não a oposição. Portanto, vamos ver como é que as coisas vão ocorrer nesta primeira presidência aberta. Eu diria que quem só tem a ganhar é António José Seguro. Governo e oposições podem ter alguma coisa a ganhar, mas também têm muito a perder.

Por isso a tua nota vai para Seguro, agora?

A minha nota vai para Seguro, logo pela decisão muito célere de avançar para a presidência aberta, também no sentido, como eu dizia, de reforçar a sua legitimidade. E eu creio que o risco é perto do zero para o Presidente da República. Dou uma nota positiva, um 14.

Um 14 para António José Seguro. José Manuel, estás com expectativa para perceber como é que António José Seguro vai funcionar neste modelo de presidência aberta?

Vai, e confesso que não sei se estou muito de acordo com o Bruno, porque acho que António José Seguro está mesmo a correr um risco, porque aquilo que ele vai fazer no terreno implica um equilíbrio que não sei até que ponto é que ele vai conseguir manter. Eu tento explicar porquê. Ora bem, nós tivemos vários modelos daquilo a que se convencionou chamar presidências abertas, mesmo quando tinham outros nomes. Isso foi um modelo criado por Mário Soares no seu primeiro mandato presidencial e a ideia original era muito revelar o país aos portugueses e não andar à cata de problemas. Portanto, ia mostrando partes menos conhecidas, mas estava muito dentro daquela ideia de reconciliação do presidente com os portugueses e dos portugueses entre eles, depois de uma eleição presidencial particularmente dividida, num momento em que não se falava tanto como hoje se fala do abandono do interior, num momento em que havia o poder local, as autarquias. Eram em muitos aspetos quem conseguia realizar coisas no terreno, porque estávamos a sair de várias crises económicas, num período muito conturbado. Era este o modelo no primeiro mandato. No segundo mandato, ele altera este modelo e sobretudo com a presidência aberta de Lisboa, ele vai transformar numa espécie de campanha contra o governo. Estamos naquela fase em que há uma tensão permanente entre o presidente e o primeiro-ministro, mas ambos em segundos mandatos, portanto em um tempo político diferente do atual.

José Manuel, e num contexto de oposição, neste caso o PS, bastante enfraquecida.

Sim, repara, mas no segundo mandato já não estava tão enfraquecido assim, já tinha trocado a liderança, já tinha António Guterres como líder. Eles não se deram sempre muito bem. Mário Soares nunca se deu muito bem com os líderes do Partido Socialista, nem com Sampaio, nem com Constâncio, nem depois com o próprio António Guterres. Eu acompanhei no terreno duas das presidências, integralmente, uma no Douro e outra do ambiente com Mário Soares. Eram presidências que permitiam quer falar de problemas, mas muito também revelar. A do ambiente já foi no segundo mandato e foi sempre acompanhada pela ministra do Ambiente na altura, que era Teresa Patrício Gouveia. Aliás, é depois da presidência aberta de Lisboa e já marca de alguma forma a vontade de mudar algumas coisas na forma de o governo se relacionar com o presidente. Tem uma pessoa que era simpática e de trato muito fácil, que era Teresa Patrício Gouveia, sempre a fazer lado a lado com Mário Soares. Com todas as presidências que vieram a seguir, nunca tivemos um modelo exato, tipo uma semana inteira, que foi aquilo que era a ideia inicial das presidências, às vezes mais de uma semana. Agora voltamos pra um modelo que vamos ver o que é. E eu acho que há aqui alguns riscos. Seguro neste momento não podia fazer outra coisa. A campanha eleitoral foi muito marcada pelas tempestades. Houve períodos em que praticamente não houve campanha por causa das tempestades e ele fez uma promessa que agora tinha a cumprir. Mas é uma promessa que eu creio que tem lados escorregadios. E digo isto por quê? Porque é muito fácil, mas é perigosamente fácil, e no limite até pode ser demagógico, andar apenas a estender o microfone ou a dar a palavra aos que têm razões de queixa, porque para isso bastaria voltar, por exemplo, a Pedrógão, onde passaram nove anos e ainda há muitas coisas que não estão resolvidas. Isso é fácil. E o problema é saber se realmente aquilo que pode ou não resolver os problemas são verdadeiras soluções. Nós temos, por exemplo, um problema explosivo no país neste momento, acho eu, decorrente de tudo que aconteceu, que é E que já estamos a notar. Nós já tivemos incêndios estes últimos dias porque tivemos um bocadinho de calor. Nem foi muito, foi um bocadinho de calor. Nós tivemos um inverno com muita chuva e muito crescimento da vegetação. Temos áreas gigantescas completamente cheias de lixo florestal, porque as árvores caíram e não foram tiradas de lá. E eu vou-te dizer, é muito difícil tirá-las todas. Seja como for, há mais de um ano, houve aqui uma tempestade perto da zona onde eu moro, em Sintra, na serra de Sintra. Há muitas ondas que ainda estão, e aqui há investimento, há máquinas, está sempre gente a trabalhar, mas a devastação é tal e é uma amostra, é um microcosmos do que aconteceu na região Centro. Do que é que vamos falar? De soluções irrealistas, de soluções concretas, de perceber o que, apesar de tudo, está a ser feito de forma proativa e positiva? Nós este fim de semana publicámos aqui no Observador duas reportagens longas sobre como as empresas estão ou não a conseguir recuperar na Manhinha Grande e em Leiria. E nota-se que há sinais contraditórios. Umas coisas estão a correr melhor, outras coisas estão a correr pior. Às vezes o problema é dos bancos, às vezes o problema é de um apoio estatal que não chegou, são coisas diferentes. E aquilo que vai ser importante é perceber qual é o tom de António José Seguro, é saber se ele vai dar sobretudo preferência à queixa ou vai dar algum equilíbrio entre a queixa e as soluções que estão, se vai mostrar exemplos positivos, exemplos positivos de tudo, das câmaras, das empresas, das empresas de infraestruturas, porque algumas também fizeram o seu melhor e haverá ainda problemas, mas trabalharam relativamente bem, se vai tentar apontar também para soluções diferentes para o futuro ou se vai sobretudo ser aquilo, olha, aquilo que foi a presidência aberta de Lisboa de Mário Soares, que era estender ao microfone tudo o que é o capital de queixa, que neste país é infinito. Neste momento, vem de todos os lados. E, portanto, eu acho que esse equilíbrio pode marcar não só a relação de António José Seguro com aquilo que vai ser a sua presidência, como deixar ou não marcas na sua relação com o governo. Portanto, eu estou com alguma expectativa e eu acho que há aqui um lado escorregadio e eu não consigo perceber da agenda que estive a tentar ver o que era durante estes dias todos. Há coisas que não são muito claras.

Pois não.

Exatamente que equilíbrio é que ele vai procurar obter nestes dias. E por isso eu deixo aqui uma, eu até preferia não dar nota, sabes? Preferia ficar na expectativa.

Ficarem em aberto e falamos na festa. Se quiseres também pode ser assim, não fazemos questão. Falta perceber muito ainda de como tudo vai correr e é normal. Helena, Portugal de manhã?

Eu creio que o Bruno ainda queria dizer alguma coisa.

Não, eu queria dizer é que seja como for, qual for a opção de António José Seguro para esta presidência aberta, seja dar mais ouvidos às queixas ou apontar os aspetos positivos, o risco para ele é sempre baixo. Pode afetar eventualmente depois a relação com o governo, mas o risco é muito maior para o governo e para a oposição do que para o Presidente da República.

Vai ser mais difícil ser o ministro que vai estar ao lado do Presidente da República nestes dias. Helena, não sabemos ainda quais são os elementos do governo. Provavelmente Miranda Sarmento não será um deles, mas foi notícia este fim de semana porque quer, juntamente com outros países europeus, taxar os lucros extraordinários das empresas de energia. Voltou à forma, o que te parece?

Olha, eu posso ler-te um título de um jornal que diz o seguinte: "Governo estima que taxa sobre lucros extraordinários deverá render entre 50 e 100 milhões. A medida entrará em vigor até ao final deste ano e visará os lucros excedentários apurados nos períodos de tributação para efeitos do IRC que se iniciem nos anos de 2022 e 2023". Ou seja, nós estamos aqui, Portugal não está sozinho nesta proposta, está acompanhado pela Alemanha, pela Espanha, pela Itália e pela Áustria. Agora, convém ver o que é que aconteceu quando este imposto foi lançado, e foi lançado sobre as empresas do setor energético e do setor agroalimentar. Repare-se, falava-se entre 50 a 100 milhões de euros, e o que aconteceu foi que, para já, o que se apurou em matéria de recolha fiscal ficou muito abaixo. E nós temos números muito mais exatos do setor alimentar do que do setor energético, porque no setor energético há aqui dúvidas, de facto, quanto é que se conseguiu apurar. A verdade é que se apurou muitíssimo menos do que aquilo que tinha sido garantido. Estamos a falar entre 50 a 100 milhões de euros. Bem, entre 50 e 100 milhões de euros, vão 50 milhões de euros. Mas de qualquer forma, foi muito menos. Depois, como é habitual em Portugal, estamos nesta fase em litigância em tribunal, seja do setor energético, seja do setor agroalimentar. Temos, aliás, mesmo um acórdão do Tribunal Constitucional de 2 de outubro de 2025 a declarar inconstitucional uma norma de um artigo que tem a ver com a parte da contribuição extraordinária sobre o setor energético. E temos também, depois, no setor agroalimentar, o que foi apurado, uma enorme discussão, também em tribunal, por causa da afetação das verbas. Ou seja, não é apenas recolher, porque estamos a falar de contribuições extraordinárias, pois há uma afetação dessas verbas a determinado tipo de despesa, e neste momento está em discussão a que área ou a que setor ou a que medida ou a que apoio deve ser afetada essa verba do setor agroalimentar. Em relação ao setor energético, como é claro, as questões são outras, os milhões são muito mais. Não sabemos ao certo, repito, quanto é que foi apurado. Isto tudo que tentei perceber, há aqui uma indefinição, mas tudo isto corre sempre por conta da parte da transição energética, das alterações climáticas e como é óbvio, nesta proposta que agora os ministros estão a apresentar, seja Miranda de Sarmento, seja os ministros da Alemanha, da Espanha, da Itália e da Áustria, tudo isto vai correr sempre pela parte, e o pedido desta contribuição extraordinária foi dirigido ao comissário europeu para o clima, porque é claro que sobre o grande chapéu das alterações climáticas e do clima, tem vindo a aumentar dramaticamente a carga fiscal às empresas. Pode dizer-se, como é óbvio, as empresas estão a lucrar mais porque decorrente do ambiente de guerra que vivemos, os preços dos combustíveis estão a aumentar, como bem sabemos, e é desnecessário aqui explicar. O que tudo isto remete sempre é para a questão do costume. Em primeiro lugar, nunca se recolhe tanto quanto o prometido Depois, em Portugal, tudo isso tem uma vida judicial extensíssima, como bem se pode ver. E terceiro, eu acho que tal como quando isto foi lançado em 2022, há aqui uma questão: o que é um lucro extraordinário? Ou seja, quando nós estamos a avançar com este tipo de taxas, taxinhas e contribuições sobre aquilo que se define como um lucro extraordinário, fica sempre no ar a pergunta se quando estas empresas tiverem, por exemplo, prejuízos, se também é suposto que o pobre do contribuinte lhes vá acudir. Portanto, este intervencionismo estatal, eu acho que é algo em que devemos reequacionar. Neste momento nós vemos o Estado todos os dias a prometer apoio. Entre o apoio e o lucro extraordinário, é como se vivêssemos num mundo em que o Estado está lá todos os dias sentado à mesa, a tirar e a pôr, como o grande distribuidor. E como nós bem sabemos, em Portugal, e não só, distribui mal e em Portugal, sim, nos outros países não sei tanto, ou não sei de todo em alguns deles, tudo isto depois tem uma vida em tribunal que acaba por, de alguma forma, diluir a eventual capacidade de intervenção que estas verbas tivessem num determinado momento. O que acontece é que as empresas de facto são taxadas, mas os milhões, que nunca são tantos quanto os prometidos, que são arrecadados, depois ficam a pairar até que os tribunais um dia decidam qual é que é o seu destino. Portanto, tenho muitas dúvidas e dou um sete à Miranda Sarmento por esta proposta, porque eu acho que sete dava para ir ao oral, portanto aguardo para ver o que é que daqui sairá. E como ainda tenho, acho eu que são dois minutos, quero dar um quatro a Luís Montenegro. Não acho que seja possível um primeiro-ministro aparecer sem cinto de segurança dentro de uma viatura. Ainda mais numa altura em que estava a decorrer uma operação, aquelas que faz todos os anos a GNR.

E com números tão graves.

E com números tão graves. É claro que o primeiro-ministro não tem responsabilidade nisso, mas acho que há da parte do primeiro-ministro e dos membros do governo, atitudes que nós consideramos de caráter exemplar, ou seja, eles de alguma forma, em determinados momentos, asseguram comportamentos que nós associamos àquilo que em termos de padrão de sociedade está correto. Por isso é que o primeiro-ministro não aparece aos pulinhos quando desce as escadas em São Bento, não faz o pino, não aparece de calções de banho. Pode aparecer na praia, como bem sabemos, tivemos o presidente da República que o fazia largamente, mas não nas escadarias de São Bento. Têm comportamentos que nós associamos àqueles que são social e civicamente corretos. E portanto, aqui em relação ao cinto de segurança, e sim, todos nós, em determinados momentos, ou não pusemos o cinto ou pensamos: "Vou só ali até ao fundo da rua, se calhar não vale a pena". Não estou a dizer que isto não aconteça. Estou a dizer que com o primeiro-ministro, enquanto está em funções, não deve acontecer. E portanto, dou um quatro, aliás, acho que o primeiro-ministro devia simplesmente fazer um simples pedido de desculpa, dizer: "Não devia ter acontecido".

Como é que aquele carro não apita? Os carros agora até apitam quando não temos o cinto de segurança.

Se calhar desligaram.

Bela pergunta, por acaso. Eu tenho um muito velho e um muito novo. O muito velho, felizmente, é um silêncio. É uma das enormes vantagens dos carros muito velhos. O novo, bem, vocês não se põem. Nós aliás achamos que é uma mulher irritada que está lá a apitar, porque só pode.

É como eu agora com o tempo a passar. Fica o chumbo direto para o primeiro-ministro.

Sete para Miranda Sarmento.

E quatro para o primeiro-ministro.

E quatro para o primeiro-ministro.

E o vencedor é regresso mais logo na Tarde Política. Numa versão alargada que começa a seguir ao jornal das 18h, esta segunda-feira dão notas a Judite França, a Filomena Martins e o António Costa.