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Este é o som do Youven Soure das manhãs 360, que também pode acompanhar com imagem através das nossas redes sociais ou pelo site do Observador. E Luís, esta quarta-feira está também conosco o Miguel Pinheiro.

E hoje desfazemos mais um tabu na política portuguesa. Olhamos para as novidades do caso de Vizela, mas primeiro fazemos contas à saúde. João Miguel Fernandes, ontem foram conhecidos os dados que mostram que o déficit do SNS continua a subir. É mesmo o pior valor desde 2015. Estes dados e também a polêmica da morte de um recém-nascido colocam a Ministra da Saúde numa situação mais frágil?

Sim e não. Vamos lá ver. Eu acho que estes resultados, que não são só o déficit. Este trabalho também tem a ver com a produtividade do Serviço Nacional de Saúde. Há alguns indicadores de que aumentou essa produtividade, só que essa produtividade aumentou à conta de muitas horas extraordinárias e de muitos pagamentos extra, que estão a atingir um nível alucinante. Nós tivemos uma espécie de flash do que isso podia ser com este caso de dermatologia de Santa Maria. Não temos nenhuma percepção clara, porque o objeto deste relatório, que é do Conselho de Finanças Públicas, nem sequer é de uma entidade do setor da saúde, ele olha sobretudo pra números, apenas, e não tanto pra processos. Não temos essa noção, mas percebe-se que qualquer aumento de produtividade no SNS hoje custa os olhos da cara, como se costuma dizer. O que levanta a questão de saber se as medidas que foram tomadas por esta ministra o ano passado, enfim, não foi o ano todo, que ela só esteve talvez seis meses de prática, permitiram alguma melhoria nos serviços, mas à conta de muito dinheiro. E até que ponto é que isto é ou não é sustentável, na minha perspectiva, é uma grande discussão e implica que tendo agora pela frente uma legislatura, em princípio, mais longa, se olhe para os problemas do SNS, não apenas pra tapar menos e pra tirar dinheiro pra cima do problema, mas de uma forma mais estruturada. E desse ponto de vista, não vejo os sinais necessários da parte da ministra e isso, pelo menos, inquieta-me. Já no que diz respeito à questão, a saber se a ministra se demite ou não demite a propósito deste caso da grávida, eu concordo e discordo daquilo que o Miguel acabou de dizer agora no vencedor.

No bom mau vilão.

Perdão, no bom mau vilão, porque há, de fato, situações em que os responsáveis têm que se demitir, mas eu não tenho muito aquela ideia de que mal uma coisa corre mal na área de um ministério, os ministros têm que se demitir imediatamente. Eu ouço, por exemplo, muitas vezes elogiar muito, enfim, já desapareceu, mas eu já disse isso várias vezes, vou repetir, Jorge Coelho, por causa dele se ter demitido no dia em que eu aponto dentro dos rios, ficou assim uma espécie de um político mítico que assumiu imediatamente as responsabilidades, cada vez que há assim um caso qualquer, aparecem as pessoas a recordar Jorge Coelho. Ora bem, Jorge Coelho, na minha perspectiva e naquilo que eu fui sabendo, primeiro, a responsabilidade naquele caso era quase inexistente. O ministro que teria mais responsabilidades era um colega do lado, cujo ministério tinha a responsabilidade na fiscalização da retirada de dejetos do rio e que se chamava, por acaso, José Sócrates, e como o outro já se tinha demitido, escapou entre os pingos da chuva. Como ele, aliás, escaparia muito mais vezes, até que finalmente esbarrou numa parede, como todos sabemos. E por isso, nunca achei que fosse um grande exemplo. Há outros casos de demissão. Por exemplo, o caso de Marta Temido, naquele caso concreto, a responsabilidade da ministra era inexistente, praticamente. E inclusivamente, a responsabilidade dos hospitais era, como de resto se veio a apurar pelo inquérito que foi feito, também era inexistente. Era um problema que vinha de uma grávida que chegou numa condição que ninguém conhecia, porque era uma senhora estrangeira e que de repente entrou com uma crise grave e acabou infelizmente por falecer. Mas havia um caso de saturação da ministra e ela basicamente aproveitou uma oportunidade pra sair embora. Desse ponto de vista, eu até sublinhei aquela ideia de que um ministro não se deve demitir à primeira, pelo menos enquanto nem sequer se percebeu o que aconteceu e deve tentar é resolver os problemas. Neste momento, é o que eu diria. Agora, desse ponto de vista, aquela ideia de "demite-se já", não alinho nela. Demite-se se não conseguir, se ao ano a gente tiver um Conselho das Finanças Públicas a dizer o mesmo, demite-se se vier a apurar que aquilo que aconteceu não é apenas uma falha dos hospitais ou se calhar, ou porventura, nem sequer houvesse a falha. Há muita coisa que falta saber. Eu ontem ouvi opiniões contraditórias de dois médicos, o bastonário, que disse aquilo que toda a gente diz: "Enfim, grande falha". E depois, o homem, digamos, responsável médico do conselho da especialidade, que explicou um pouco mais, inventando o que podia ou não podia ter acontecido e dizendo que às vezes há coisas que acontecem que não se conseguem evitar. Enfim, não devia ser seguramente um parto fácil, porque pelo que eu também percebi, tratava-se de uma criança com 4,5 kg. Enfim. Portanto, havia ali situações complicadas. Veremos o que é que diz o inquérito. Seja lá como for.

Mais razões pra haver uma atenção especial, não é?

Claro! Não sei o que os hospitais fizeram.

Eu também não!

Não sei o que é que eles fizeram, porque é que andou de um hospital pra outro. Não faço a mais pequena ideia, mesmo. Que acompanhamento foi feito, que não foi feito. Eu há muito tempo que defendo que não deve haver tantos serviços de urgência na área da obstetrícia e, aliás Como não há médicos suficientes, as pessoas andam a saltitar de hospital em hospital. Há muito tempo que os hospitais vêm partilhando informação e não sei o que aconteceu neste caso, não sei se na segunda, terceira vez, os hospitais tiveram acesso ao primeiro exame, que era uma coisa básica, o exame devia estar no sistema. Pelo que eu vou sabendo, não sei se houve alguma mudança, mas habitualmente não está. Eu, se for a um hospital, de alguns hospitais privados, fico com tudo no meu telemóvel. Neste caso, não sei sequer se estaria no sistema pra os outros hospitais poderem consultar. Devia estar, mas não sei se estava. Há muita coisa aqui por saber. Se houver responsabilidades da estrutura que possam chegar ao nível ministerial e se daqui por uns tempos o sistema tiver melhorado marginalmente, como diz o relatório das finanças públicas, mas à conta de pipas de dinheiro, sem se ver a luz ao fundo do túnel, eu então acho que a ministra não pode, de facto, ficar mais tempo e temos que encontrar alguém que venha com uma ideia pelo menos mais reformista e mais estrutural pra este ministério.

E assim sendo, vais dar a tua nota?

Vou dar uma nota. Não vou dar uma nota muito negativa, mas vou dar um nove. É uma nota daquelas pra ir ao oral e ver o que se consegue fazer.

José Manuel, mas repara, não sei se vai chegar ao nível ministerial, mas quando nós falamos em responsabilidade política, é precisamente quando não chega ao nível ministerial. Ou seja, não é uma decisão concreta do ministro, uma assinatura que fez, uma decisão que tomou. É quando o Estado sente que precisa dar um sinal de que reconhece que houve um erro do Estado em algo. No caso do Jorge Coelho, o que aquilo foi?

O Jorge Coelho foi-se embora porque percebeu que tinha um problema ali, não ia ter dinheiro suficiente pro que queria fazer como Ministro das Obras Públicas. E portanto aproveitou a oportunidade como a Marta Temido aproveitou a oportunidade. Eu não gosto de beneficiar o infrator. As pessoas gostam muito de dizer: "Demitiram-se, assumiram a responsabilidade". Às vezes aproveitaram apenas uma oportunidade pra sair embora numa curva.

Não sei que informações tens. O que eu te posso dizer é que eu acho muito bem que um ministro, fosse ele qual fosse, se tivesse demitido naquela altura pra dar um sinal às pessoas de que o Estado reconhece que houve alguma coisa que correu terrivelmente mal e que isso tem que ter consequências simbólicas, nem que passam pela saída, às vezes, de um ministro.

Que não devia ter sido aquele.

Pronto, certo.

Não devia ter sido aquele, porque às vezes essas coisas são todas feitas pro espetáculo e, de facto, não devia ter sido aquele.

É uma discussão interessante, mas temos mesmo que seguir em frente.

Pronto, vou ser disciplinado.

Vamos ter que seguir em frente. O José Manuel já deu aqui um nome à ministra da Saúde. Bruno, também queres falar aqui destas contas? O que te pareceu este exercício?

Sim, mais das contas e até do índice de sustentabilidade do SNS do que propriamente destes casos que se vão sucedendo. Se os ministros da Saúde fossem assumir responsabilidades sempre que morre alguém por alguma questão que envolve a capacidade ou incapacidade dos serviços de dar resposta aos utentes, nenhum ministro da Saúde aguentava lá um mês. Tínhamos demissões todos os meses. Eu acho que é melhor olhar, de facto, para as questões estruturais, não desvalorizando questões pontuais e problemáticas que vão surgindo. E aqui isto é grave. A situação do déficit do SNS é grave por quê? Porque nós ouvimos muitas vezes os partidos políticos, responsáveis políticos, sindicatos, gente bem-intencionada a dizer que a saúde não é um negócio. Não é um negócio. Vemos que é um negócio quando há médicos a receber € 400 mil em não sei quantos fins de semana, é um negócio pra indústria farmacêutica, é um negócio, envolve verbas e é um negócio que é sustentado por todos nós. E tem de haver cuidado na gestão dessas verbas, desses recursos, porque são recursos limitados. Eu sei que às vezes não parece, parece que o pote não acaba. E quando nós olhamos para uma despesa que ultrapassa os 15 mil milhões de euros e que o Conselho de Finanças Públicas alerta exatamente pra esse valor, vemos que isto é um negócio que devia ser bem gerido como um negócio. Porque aqui pra esta verba, pro aumento desta verba, que é mais de 9,1% em relação a 2023, entram os custos com o pessoal, compras de inventários, fornecimentos e serviços externos, onde se incluem as prestações de serviços, e o Ministério da Saúde, os responsáveis políticos têm onde olhar e têm de tentar, de alguma forma, conseguir aquilo que o José Manuel já falava, que é conseguir melhores resultados, ou seja, serviços mais eficazes a custos razoáveis. Claro que se continuar a despejar dinheiro para o SNS, a resposta do serviço é capaz de melhorar, mas a relação entre a melhoria do serviço e aquilo que se gasta não é razoável. Ou seja, não compensa, não é lógico, porque isto, uma vez mais, é um negócio. O presidente da Da Associação de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto disse que, por exemplo, o governo não lançou iniciativas para redução do consumo de medicamentos, nem fez auditorias clínicas para reduzir o número de cirurgias que eventualmente, disse ele, não seriam necessárias. E esta ideia é importante também. Há aqui uma parte de cirurgias que custam muito, e isso foi dito também pelo Conselho de Finanças Públicas, por economistas. Há aqui cirurgias que custam muito aos cofres, ao SNS, e que se calhar têm aquilo que se diz ser um baixo valor terapêutico. E isto tem de ser olhado de frente. Quando nós vemos pequenas cirurgias, do ponto de vista clínico, pequenas cirurgias nesse sentido, que custam muito ao Estado, se calhar o Estado tem que olhar o SNS, tem de olhar, não são necessárias ou não são prioritárias, custam muito, aumentam bastante a despesa e não são assim tão importantes, até para os utentes. Para o utente individual, tudo será importante, mas para o serviço no seu todo, não são assim tão importantes. E tem de se olhar para isto de uma forma descomplexada, eu diria. Isto é um negócio.

Queres dar nota aqui ao Bruno?

É para o Estado. É uma nota negativa para o Estado, para esta ideia de que o dinheiro é infinito, os recursos são infinitos e não importa o dinheiro que se atira para o SNS, mesmo que os resultados não sejam compatíveis, ou seja, os resultados sejam demasiado fracos para o dinheiro que se está a investir. Não somos um país rico e temos de olhar para isso de uma forma descomplexada. A nota é negativa para estes resultados. É muito dinheiro gasto para resultados que, apesar de revelarem uma melhoria, não são bons.

Nota negativa do Bruno. Vamos ter agora que acelerar um pouco mais, Miguel. Hoje há mais um tabu desfeito na política portuguesa?

Diz que sim. Vamos ver se Augusto Santos Silva avança como candidato à Presidência da República ou não. Eu estava aqui a pensar um pouquinho sobre isso, a tentar perceber qual é que pode ser o caminho dele para conseguir votos, porque presumo que o objetivo seja conseguir votos.

O objetivo é ganhar a eleição.

Claro, com certeza. Claro que sim. E aliás, eu diria que está quase ganho. Mas eu quando olho, fico aqui sempre percebendo para onde é que uma candidatura como esta poderia ir, porque Augusto Santos Silva não pode ir buscar votos ali à ala direita do PS, centro, centro-direita, porque ele disse já mais do que uma vez que aquilo que gosta de fazer, aquilo que lhe dá mais prazer na vida, Deus o proteja, é malhar na direita. É a expressão que ele gosta de usar. Ele não pode ir à esquerda do PS porque, apesar de gostar de malhar na direita, sempre foi visto como pertencendo à ala direita do PS. Ele não é o candidato que vai mobilizar aqueles eleitores que querem mudar o que está, porque ele é o português que mais tempo esteve no governo em democracia. Eu também não vejo muito bem que consiga ser o candidato dos defensores do sistema, porque Marques Mendes já se posicionou um bocadinho aí ao defender as virtualidades de ser um político a ser eleito. E Marques Mendes tem a vantagem de ter estado fora de funções partidárias há muito tempo. Augusto Santos Silva também não é um candidato simpático. Enfim, acho que isto o próprio reconhecerá. Acho que se ele fizer uma lista das suas 100 maiores qualidades, não estará lá a simpatia. Estarão muitas outras, mas a simpatia não estará. Pois claro, a verdade é que nas últimas legislativas o PS teve quase um milhão e meio de votos. São muitos votos, mas será que esses votos podem ser de Augusto Santos Silva? Duvido, porque estudos eleitorais mostram que a maioria do eleitorado do PS está com o almirante, sente-se confortável com o almirante. Aliás, o almirante só é candidato porque António Costa o promoveu, atropelando tudo e todos, promoveu a chefe do Estado-Maior da Armada depois da prestação dele durante a questão das vacinas. António Costa quis dar protagonismo ao almirante e por isso o PS está muito confortável com ele. Outra parte do PS está seguramente confortável com António José Seguro. Claro, esta clique que gosta e odeia Seguro, mas a verdade é que as bases do partido e os eleitores do partido olham para ele e veem um antigo líder do PS e por isso não parece que ele afaste eleitores socialistas. Depois há ainda, finalmente, já me vou calar, não tenhas um surto, há António Filipe, que pode seduzir o eleitorado à esquerda do PS, como temos visto, aliás, em reações nos últimos dias. Por isso, o que é que resta a um candidato, Augusto Santos Silva? Resta pouco. Agora vamos ver se ele se contenta com o pouco ou se terá um plano secreto. Atenção, toda a gente diz que ele é superiormente inteligente, se calhar tem uma inteligência tão grande que está a ver eleitores onde eu não estou a ver. É o mais provável, quem sou eu?

E queres dar já a nota a Augusto Santos Silva ou vais ficar à espera que ele desfaça o tabu?

Não, eu não deixo as coisas pela metade. Eu vou dar-lhe um sete, porque de fato não estou a ver um caminho.

Espectantes para logo.

Exatamente.

Não sei o que era, Zé, é o anúncio.

Ouvi dizer que pode ser numa televisão à hora de almoço, mas não é nada que seja confirmado. Paulo, vais ainda falar do caso de Vizela. O Ministério Público reabriu o inquérito ao autarca socialista. Vais avaliar a parte mais política ou mais judicial do caso?

Mais política. De facto, o Ministério Público reabriu esse inquérito. Estamos aqui a falar de suspeitas de violência doméstica. Em causa está Vítor Hugo Salgado, ele é presidente da Câmara Municipal de Vizela. Em princípio, há uns meses, tudo estaria caminhado para ele ser recandidato. Ele pode recandidatar-se e ganharia com facilidade, porque já ganhou como independente, já ganhou como candidato socialista. Acontece que em abril apareceram suspeitas e houve a notícia da abertura de um inquérito do Ministério Público por suspeitas de violência doméstica. Da notícia do Observador, havia e há um auto da PSP com o relato que a mulher do autarca fez. Há detalhes de agressões ocorridas após a celebração do aniversário da mulher. Houve uma discussão. Ela disse na altura à polícia que ele lhe desferiu vários murros na boca e no nariz. Há registos clínicos do Hospital de Guimarães em que são reveladas fratura de nariz, uma escoriação, várias equimoses. Tudo isto estava no despacho, bem como um relatório do gabinete de médico legal, também, em que são referidos episódios de agressão física, que terão sido uns quatro. Depois, a queixa foi retirada, o caso tinha sido arquivado e agora foi recuperado. E é neste ponto que estamos. Em termos políticos, a direção nacional do Partido Socialista, na altura ainda com Pedro Nuno Santos, retirou imediatamente a confiança política, assim que houve a primeira notícia, a Vítor Hugo Salgado, portanto, deixaria de ser o candidato socialista à Câmara de Vizela. Só que tem havido um braço de ferro imenso, porque o PS de Vizela não se conforma. O PS de Vizela, o PS local vai manter, ou já disse que ia manter o apoio a Vítor Hugo Salgado, que se recandidatará de qualquer maneira, nem que seja como independente. Carlos César, presidente do partido nesta fase de transição de direções, reafirmou a retirada de confiança política e agora espera-se que José Luís Carneiro faça o mesmo. E eu acho que este caso é paradigmático ou pode ser paradigmático na relação entre aquilo que é a direção nacional do partido e as estruturas locais, que teimam em manter Vítor Hugo Salgado candidato, apesar de todas essas suspeitas, porque acham que têm ali um vencedor e para eles, obviamente, ganhar a câmara é mais importante do que qualquer juízo que se possa fazer sobre a gravidade do inquérito e da evidência que já há sobre a violência doméstica de Vítor Hugo Salgado. E eu acho que devemos ficar atentos a isto, àquilo que se está a passar em Vizela, para perceber como é que estamos de valores em termos políticos, num tema como este, que é central, que é fundamental, como é a violência doméstica. A direção nacional do PS tem estado bem e nestes casos, na dúvida, a retirada de confiança política é aquilo que deve ser feito. Vamos ver como é que conseguem, de alguma forma, lidar e vencer ou não vencer aquilo que são as pretensões de Vizela. Eu, para já, vou dar uma nota positiva, vou dar um 14 à direção nacional do Partido Socialista, nestes três responsáveis, Pedro Nuno Santos, Carlos César, aqui no meio, e José Luís Carneiro, esperando para perceber como é que eles se vão impor àquilo que são as pretensões locais. E isto também vai dizendo muito, este caso, do país que ainda somos.

O tema final deste é o Vencer é que Está de regresso mais logo na Tarde Política.