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São quatro décadas de altos e baixos e o momento de maior glória faz precisamente 20 anos.

Ronaldinho, bateu, gol! O balls saiu pro Ronaldinho, pé direito, bateu. Gol!

Brasil.

O que a gente vive nesse momento é o que está vivendo o povo no Brasil, a alegria de ver novamente a seleção brasileira campeã do mundo.

Com Scolari no banco, o Brasil venceu em 2002 o quinto campeonato do mundo, com uma vitória por 2 x 0 frente à Alemanha. No entanto, os bávaros trazem também algumas recordações negras pra carreira de Felipão.

Olha a bola chegando, e é gol. 7 x 0 pra Alemanha.

Quem é que é colocado como técnico? Quem é o responsável pelas escolhas? Sou eu. Então, o resultado catastrófico, a escolha da parte tática, a forma de jogar, sou eu.

E por falar em mundiais, no próximo mês é possível que veja algumas bandeiras nas janelas um pouco por todo o país. A culpa é de Scolari.

Gostaria que o país, de alto a baixo, de norte a sul, colocasse a bandeira de Portugal fora e me dissesse-

Foi com o técnico brasileiro ao leme que a seleção portuguesa atingiu a final do Euro 2004, mas na memória coletiva do país ficaram algumas frases míticas.

Empurrão, ele ia batendo no Quaresma, o outro veio pra bater, também defendi o Quaresma. Pergunta a ele se cheguei a tocar em algum cabelinho dele. Não faz nada pra ganhar. E o burro sou eu? O ruim sou eu?

Este sábado vai ser a última final para Scolari. A partir do próximo ano, Felipão vai seguir a carreira de diretor desportivo e vai procurar ter mais tempo para abraçar os filhos e os netos.