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Meus caros, muito boa tarde a todos. Queria começar por saudar, no encerramento do nosso quinto congresso, o distrito de Santarém, onde o realizamos e conforme os nossos colegas internacionais acabaram de referir, um distrito que tanto nos diz na luta pela identidade nacional, na luta por aquilo que somos e pelo ADN do que é ser português, na luta daquilo que é o melhor que o povo português tem. Eu queria agradecer muito a par da nossa distrital de Santarém, liderada pela Manuela Estevão, que peço uma salva de palmas. E a todas as estruturas de Santarém, bem como ao nosso deputado de Santarém, o deputado Pedro Frazão, que tem feito por este distrito um trabalho incrível. Queria saudar todos os órgãos nacionais hoje eleitos. Mais uma vez agradecer àqueles que cessaram funções e que nos deram o seu trabalho e o seu sacrifício. Àqueles que vão iniciar funções no momento mais desafiante da vida deste partido, apresento os meus cumprimentos. Agradeço pela disponibilidade apresentada, demonstrada desde o início e digo-vos: podem contar comigo, podem contar com esta direção nacional, com este conselho nacional eleito, com esta mesa nacional eleita, com este conselho de jurisdição nacional, com esse conselho de auditoria, porque todos vamos levar o partido a ser o maior partido em Portugal. Uma salva de palmas para todos eles, todos os eleitos aqui neste congresso nacional.

Direção de André Ventura, que foi eleita esta tarde com 91,9% dos votos, com poucas mexidas. Esta direção também todos os outros órgãos foram eleitos, todos eles com mais de 80% dos votos.

O agradecimento também a todas as nossas estruturas distritais. Todas elas, sem exceção, se mobilizaram para este enorme evento do partido e mostraram que, mais uma vez, mesmo um partido muito grande, mesmo um partido com dezenas de milhares de militantes, mesmo um partido com estruturas em todas as regiões, em todos os distritos e em todos os concelhos de Portugal, mesmo esse partido consegue estar unido e eleger o seu presidente com mais de 98% dos votos. Muito obrigado ao vosso trabalho e muito obrigado pela vossa dedicação. Permitam-me este agradecimento a todos os nossos militantes, delegados e não delegados. É para eles que trabalhamos. É para eles e sobre eles que temos o dever de trabalhar e é para eles que temos o dever de responder. Aos muitos milhares que não podem estar aqui porque não foram eleitos, mas são a base da nossa força, a base do nosso crescimento. A todos esses, do mais pequeno militante ao militante com o cargo mais relevante. Eles são a razão do nosso trabalho. E eu sei que vocês, em todos os distritos, em todos os concelhos deste país, procuram dar voz a todos os nossos militantes. Permitam-me este agradecimento a uma militância que muitos dizem que é de um partido de um homem só, mas que mostrou que tem sido capaz, sondagem após sondagem, de meter medo aos dois maiores partidos deste país.

André Ventura, ele próprio, foi eleito ontem presidente do partido com mais de 98% dos votos. Discursa agora no encerramento desta quinta convenção do Chega.

Permitam-me, por isso mesmo, cumprimentar todos os nossos líderes, companheiros, parceiros europeus aqui presentes. Uma grande salva de palmas para eles. Eles não são só a prova da enorme relevância que o Chega tem hoje a nível europeu. Eles são muito mais do que isso. Eles são a prova viva, homens e mulheres deste tempo, eles são a prova real, mesmo aqui à nossa frente, de que esta Europa, antes de se tornar numa máquina corrupta e burocrata de Bruxelas, vai ter que enfrentar imensos partidos, homens e mulheres na Europa inteira, antes de se tornar uma máquina corrupta, como tem destruído o nosso continente.

André Ventura, que nesta quinta convenção do partido contou com um forte apoio de individualidades de partidos internacionais da Europa, que discursaram mesmo antes do líder do partido.

Para esta direção nacional e para todos os órgãos deste partido. A votação de ontem e de hoje deixa claro que este partido está mais unido do que nunca. Deixa claro que saímos daqui, de Santarém, com o mandato renovado, mas também com uma ambição renovada. Este partido mostrou amadurecimento, mostrou capacidade de enraizamento, mas mostrou, sobretudo, uma enorme ambição para transformar Portugal. E a nossa ambição não se mede a anos, não se mede a décadas. A nossa ambição mede-se para os desafios eleitorais que já estabelecemos. Mas senhores, quero vos dizer que nós vamos lutar com o que temos e com o que não temos para ser governo na Região Autónoma da Madeira já ao longo deste 2023.

André Ventura, a aqui definir este primeiro objetivo eleitoral para as eleições regionais da Madeira, o Chega que vai concorrer a essas eleições

Vamos lutar para dignificar alguns dos maiores partidos europeus e outros em ascensão que aqui estão hoje. Vamos lutar para os dignificar. Vamos percorrer cada rua deste país, porque foi isso que me pediram e é isso que farei. Não nos encerraremos em São Bento nem na sede nacional do partido. Nós vamos mesmo percorrer este país, denunciar a crescente imigração ilegal que destrói esta Europa, denunciar a destruição que tem sido feita da família europeia, destruir sobre os escombros de Bruxelas, denunciar a nossa luta de civilizações por uma Europa cristã. Meus senhores, nós vamos ter nas eleições europeias o melhor resultado da nossa história eleitoral em Portugal. E vamos continuar a ser, como fomos até agora, a única voz possível daqueles que perderam a voz. Ontem eu disse-vos que não permitiríamos que reescrevessem a nossa história. Durante todos estes anos, o Partido Socialista no governo, apoiado pela extrema-esquerda... Eu não queria dizer isto, está a senhora ministra ali sentada, mas é verdade.

É Ana Catarina Mendes, que está em representação do governo nesta quinta convenção do Chega.

Viva o Chega! Viva! Viva o Chega! Viva!

À altura em que se gritam palavras de ordem pelo partido, "viva o Chega", ouviu-se neste auditório do Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas de Santarém. Grita-se agora por Portugal, ao mesmo tempo em que se erguem algumas das bandeiras com o símbolo do Chega e com bandeiras portuguesas.

Querem destruir aquilo que foi uma nação que deu mundos ao mundo, que se orgulha de todos os territórios e de todos aqueles onde levou a fé, a cultura e a literatura, a todos aqueles que levou alma e que hoje nos querem tornar numa história criminosa, nós seremos os principais muros e os principais baluartes contra essa reescrição da história. Meus amigos, aos ex-combatentes, aos milhares, às centenas de milhares de retornados das antigas colônias portuguesas, podem contar conosco, nós seremos a vossa voz no Parlamento português.

Mais uma vez, muito aplaudido André Ventura neste discurso de encerramento da quinta convenção nacional do partido. Há muitas bandeiras com o símbolo do Chega no ar e também muitas bandeiras de Portugal.

Nunca deixaremos que tornem aqueles homens e mulheres que vestiram farda ou ainda hoje vestem farda, que sejam considerados criminosos, que sejam considerados bandidos da nação, quando lutaram para formar o país que nós hoje temos e onde vivemos. Esses milhares de homens e mulheres que lutaram na nossa guerra colonial, a juntar aos milhares, às centenas de milhares que hoje vestem farda e defendem a nossa segurança, dos nossos filhos, dos nossos pais e dos nossos avós, tratados como lixo por décadas de poder político. Esses homens e mulheres das forças de segurança podem saber uma coisa: por muito que os partidos mudem, por muito que as sondagens se alterem, há uma voz que terão sempre enquanto ela não se terminar. É a nossa voz na vossa defesa, que nunca desistiremos de vocês. Mas seremos também a voz daqueles que, vítimas da corrupção do Estado que se instalou em Portugal e em muitos países da Europa, reclamam hoje por uma justiça capaz, capaz de a fazer funcionar e de fazer funcionar o Estado. Um país enredado da mais pequena junta de freguesia à cúpula do Estado, enredado em escândalos de corrupção, enredado na apropriação de dinheiro que é dos contribuintes e na sua distribuição por décadas de clientelas, por décadas de corrupção, com um povo português passivo, incapaz de se revoltar perante o fenômeno mais evidente de todos, que se não crescíamos, que se não melhorávamos, que se a vida dos nossos filhos não mudava e se a dos nossos avós não se transformava, era porque uns tantos, umas centenas, estavam a ficar com o dinheiro de tantos milhões. E essa corrupção do Estado, essa corrupção que nos menoriza e que nos destrói, essa corrupção de que temos sido tão passivos na sua luta, será a nossa principal batalha para este mandato que agora começa. E lutaremos contra a corrupção com todas as armas que temos, com todas as forças que temos e em nome de todos os portugueses.

A corrupção a ser referida também neste discurso de André Ventura é uma das bandeiras do partido praticamente desde a fundação. Foi também um dos temas mais abordados ao longo todo deste fim de semana pelos vários delegados que foram subindo ao palco e também por vários dirigentes do partido que foram falando, por exemplo, em entrevistas à Rádio Observador.

Lutaremos onde tiver de ser, para que este Estado possa um dia ser um Estado digno de se chamar Estado português. Lutaremos onde for preciso, para que não continuemos a ter este país em que para quem trabalhou toda uma vida, para quem deu tudo o que tinha, para quem só quis fazer para si e para os seus um

Rádio Observador, Braga 98.4. Dentro de momentos já voltamos a Santarém para ouvir o discurso de encerramento da quinta convenção do Chega.

Ouviu rádio hoje? Ouvi a pipoca mais doce, a Ana Garcia Martins.

Ouvi a Catarina Miranda.

Ouvi o Manuel Serrão. Ouvi o meu amigo Júlio Magalhães. Sim, ouvi o Paulo Ferreira. Já ouvi a Maria João Simões. Ouvi a voz incrível da Carla Jorge Carvalho.

Ouvi o José Manuel Fernandes. Ouvi a Helena Matos.

Ouvi, claro, Rui Ramos.

Ouvi o João Miguel Tavares.

Ouvi o Luís Aguiar Conraguia.

Ouvi a Susana Peralta.

Já ouvi o Jorge Fernandes. Ouvi o João Marques de Almeida.

Ouvi o Bruno Cardoso Reis.

Ouvi o Carlos Filhais.

Eu ouvi o Martim Sousa Tavares.

Ouvi o Bruno Vieira Amaral.

Ouvi o Eduardo Sá.

Ouvi o Alberto Mateus.

Ouvi o Gabriel Alves. Acabei de ouvir o Pedro Henriques.

Se também já os ouviu, ouviu a Rádio Observador. Regressamos ao discurso de encerramento de André Ventura, à boleia da CNN, porque houve problemas técnicos na convenção. Seguimos com o discurso de André Ventura.

Pelas sondagens.

Vamos lutar a partir de agora. E eu garanto-vos, amigos, garanto-vos, prometo-vos que podemos não alcançar tudo o que queremos, mas nós vamos conquistar as ruas deste país. A esquerda bafienta e antiga, a esquerda stalinista, a esquerda que se achava dona dos sindicatos e da rua. Essa sabe que tem agora um inimigo mortal para travar nas ruas. É a dos professores, dos professores desalentados com o Estado que os abandonou.

André Ventura a agarrar aqui o tema dos professores, que nas últimas semanas têm enchido as ruas com uma série de manifestações em todos os distritos nacionais.

Do PSD e do PS pedem o mínimo de condições para poderem viver. E que só pedem o óbvio. Como é que um político que vem dos Açores para Lisboa tem direito a subsídio de deslocação e como é que um professor e um médico que vem dos Açores para Lisboa não tem direito a esse mesmo subsídio de deslocação? É este país de privilégios, este país de uma classe política privilegiada, que reclamou para si todos os subsídios, todos os apoios, todas as proteções legais, até judiciais, mas não quer dar o mesmo aos seus. E hoje vemos a extrema-esquerda indignada no Parlamento a dizer que a banca não paga IMI, que as empresas não pagam IMI, que os portugueses mais ricos ou a classe média não pagam IMI, mas o PCP nunca pagou um cêntimo de IMI na vida, um cêntimo! E pedem a nós que paguemos esse IMI. É esta hipocrisia que mata o sistema político português.

Contra a hipocrisia de um país de políticos privilegiados e reformados, professores e médicos penalizados na sua vida laboral, o exemplo do PCP.

E dos partidos políticos não quererem pagar, mas quererem que os portugueses paguem. É isto. É isto. É isto que temos hoje. Lutaremos. É contra tudo isto que colocaremos toda a nossa energia. Quando falámos dos portugueses de bem, não queríamos criar escalas, guetos ou divisões. Queríamos dizer que há milhões, milhões, que toda a vida só quiseram um país um bocadinho mais justo, que de tanta carga fiscal maior da Europa só pediam: "Já que pagamos tanto, deem-nos qualquer coisa. Já que nos afundamos em impostos do rendimento, do património e de todos os outros, deem-nos qualquer coisa". E o Estado dava-nos, dava-nos mais impostos, impostos sobre a gasolina, sobre o gasóleo, quando aqui ao lado, em Espanha, um país igualmente socialista, se descontava no gasóleo, aqui olhava-se para o lado, fingíamos que nada e quem pagava? Pagavam os portugueses, pagava a classe média, pagava aqueles que tinham que trabalhar. Era esse país contra o qual nós temos de lutar. É contra esse país que nós temos que lutar.

Muitos aplausos agora em Santarém para críticas de André Ventura aos impostos que se cobram em Portugal.

Este país não é para velhos. O nosso não é para quem trabalha, é para quem prefere não fazer nada. E para outros que preferem viver à custa de quem trabalha. E eu sei que muitos que nos estão a ver em casa não gostarão desta expressão, mas esta expressão vai certeira ao coração de tantos distritos, de tantas terras, de tantas aldeias do nosso país. Famílias que se matam a trabalhar, idosos com pensões miseráveis, que têm que escolher entre pôr comida na mesa ou comprar medicamentos e veem o dinheiro pouco que tiveram de uma vida, o dinheiro pouco que tiveram do seu trabalho, a servir para subsidiar não só uma classe que há anos se enraízam no Estado. Mas isto podia nem ser o pior. O pior é mesmo uma classe de subsidiodependentes, que passaram a perceber que era melhor viver do Estado do que viver do trabalho. E pouco a pouco, começámos a crescer, a crescer e a crescer. E hoje, a metade de um país trabalha

Muito aplaudido, mais uma vez, André Ventura, numa referência a uma ideia que é frequentemente veiculada pelo líder do Chega: meio país trabalha para o outro meio.

É a verdade que as famílias sentem e quem se levanta de manhã às 7h e se deita à noite às 23h sabe, que é o que custa em Portugal. É pra esses que nós temos que falar. Quando ontem vos dizia que agora que superamos esta fase, ninguém ganha nada em olharmos para dentro, ninguém ganha nada em resolvermos o problema do distrito A ou do distrito B, ou da fantasiosa oposição que não existe. O que nós temos que olhar é pra aquilo que nos pedem. Ninguém na rua nos pergunta: "Então, como é que vai a oposição no Chega?" Ninguém. "Então, como é que vai o distrito A?" A voz, seja a voz de quem trabalhou a vida toda. E é essa voz que eu quero ser, e só essa voz que eu quero ser em Portugal.

André Ventura agora desvaloriza as críticas de falta de oposição interna no Chega, a dizer que na rua, quando se cruza com pessoas, não é disso que essas pessoas querem saber, não é da vida interna do partido, é dos problemas do país.

Congresso nacional. Quatro anos à frente deste partido. Prometo-vos como vos prometi ontem, com todas as falsas insinuações e com todas as mentiras, nós continuaremos como continuamos até agora a prosseguir o nosso caminho. Continuaremos porque o prêmio que merecemos. Este partido não nasceu pra protestar. Este partido não nasceu só pra conquistar ruas, pra ter 15% ou 20 nas sondagens, pra ter o terceiro maior grupo parlamentar ou o segundo. Este partido nasceu com um único objetivo, que era honrar esta bandeira e governar em Portugal. É o único objetivo que temos e é só pra ele que trabalharemos. Podem estabelecer as linhas vermelhas que quiserem. Podem fazê-las vermelhas, roxas, amarelas, lilases ou da cor que quiserem. Até podem fazê-las da cor LGBTI+ que qualquer coisa.

Rádio Observador, são 19h em ponto, estamos a acompanhar o discurso de André Ventura no encerramento da quinta convenção do partido, numa altura em que André Ventura recusa a ideia de linhas vermelhas ao Chega.

E eles dizem: "Linhas vermelhas". Mas eu nunca vi linhas vermelhas pra corrupção em Portugal. Nunca. "Há linhas vermelhas", dizem eles, "pra governar com o Chega, porque o Chega, claro, exige uma justiça forte, o Chega quer punir pedófilos, o Chega quer uma carga fiscal mais baixa, porque o Chega vai pra rua e defende os professores, os profissionais de saúde. Isso aí há linhas vermelhas. Ah, e o Chega quer prisão perpétua, que há em toda Europa, mas nós não podemos ter. Aí há linhas vermelhas. Mas governar com um partido que tem um ex-primeiro-ministro a ser julgado por corrupção, nunca houve linhas vermelhas pra esse partido"

Uma das últimas figuras da política nacional a marcar linhas vermelhas foi Rui Rocha. Hoje mesmo respondeu André Ventura, o novo presidente da Iniciativa Liberal diz que a Iniciativa Liberal marca todas as linhas vermelhas que entender, porque na Iniciativa Liberal mandam os membros do partido.

Os únicos ou o único que pode estabelecer linhas vermelhas em Portugal chama-se povo português. Esse enorme povo sob ataque, esse enorme povo a saque, esse enorme povo desiludido e frustrado com uma classe política que nos tem roubado ao fim de tantas décadas. É o único povo que poderá estabelecer as nossas linhas vermelhas. Os outros podem escrevê-las num papel, pô-las num guardanapo e atirá-las pelo carro fora, porque valem para nós o mesmo que um cinzeiro mal lavado. Valem zero. Nós só obedecemos a uma entidade e é a única a que prestamos a nossa vassalagem. Essa entidade é o povo português que nos está a ver e que sabe que nós governaremos para esse povo português. Portugal! Nesta terra, temos muitas frases e muita gente famosa. Muitos que dignificaram a nossa história estão aqui presentes nesse distrito. Aqui enterrados, a relembrar a história enorme que trazemos conosco. Nós somos os portadores da história que vem atrás de nós. Somos os portadores desse país que descobriu novos países. Somos os portadores de um país que dignificou a cultura e a civilização cristã. Somos os portadores de um país de gente que saiu deste território pra emigrar em busca de condições melhores, mas nunca foi em busca de subsídios. Somos a cultura de um país que foi e que honrou em todos os países onde está, criando uma enorme comunidade imigrante, que é hoje o orgulho de tantos dos nossos parceiros internacionais que aqui estão. E por isso revolve-me as entranhas quando hoje comparam a nossa imigração em Portugal à nossa antiga emigração Aqueles, como os nossos avós, que daqui saíram, muitas vezes com a pouca roupa e com o relógio que não tinham, que andaram a chegar a Paris, a Berlim, a Bruxelas, a Amesterdão ou a tantas outras cidades, e ali deram o seu melhor. Trabalharam às vezes de madrugada a madrugada. Nunca foram ao Estado pedir um cêntimo. Lutaram para dar àqueles países até condições melhores no seu financiamento. Hoje são empresários de respeito, trabalhadores de respeito e, por isso, tantos são quadros destes partidos aqui presentes. À nossa emigração, um abraço do tamanho do mundo, porque eles merecem. Aos nossos emigrantes pelo mundo inteiro.

André Ventura a recuperar neste discurso, a voltar a este assunto, já tinha tocado a questão da emigração, dos migrantes, e a compará-los, de certa forma, com os portugueses e a dizer que há diferenças.

Desses que deixaram de votar, desses que deixaram de acreditar, da direita que deixou de existir, da oposição que deixou de ser feita, daqueles que ainda acreditam que é possível melhorar um bocadinho a vida dos nossos filhos, dos nossos sobrinhos ou dos nossos avós. De todos esses, nós temos agora um mandato claro: ser essa voz transformadora, ser essa voz que nunca se vende, independentemente de linhas vermelhas ou azuis, a voz que vai lutar por eles terra a terra. Essa é a voz que eu vos desafio para sermos. Havia um grande homem do distrito de Santarém que dizia: "Quando todos nos atacam e as espadas caem sobre nós, aí é que se revela o melhor do nosso espírito". E eu quero vos prometer aqui que à medida que nos atacam mais, que à medida que nos espezinham mais, que à medida que dizem que somos racistas, xenófobos ou fascistas, é nessa força que nós nos tornaremos mais fortes. Eu garanto-vos que vamos lutar terra a terra, rua a rua, terra a terra deste país, até sermos governo de Portugal e venceremos o governo de António Costa neste país, porque António Costa já chegou ao fim. Viva o Chega, viva Portugal! Viva o Chega e viva Portugal! Viva o Chega e viva Portugal.