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António Fonseca candidata-se pelo Chega.
Estou?
Estou.
Boa noite, António Fonseca, Inês André Figueiredo, do Observador.
Tudo bem. Bom dia.
Começava por lhe perguntar o que é que andou a fazer hoje durante o dia.
Hoje durante o dia, posso dizer que de manhã estive a trabalhar na junta, a despachar, e durante a tarde estivemos a fazer uma campanha. Começámos ali em Bom Sucesso e fomos até praticamente a Pastela.
A jornalista Inês André Figueiredo ligou esta terça e quarta-feira a António Fonseca. O ainda presidente da União de Freguesias do Centro Histórico diz que já rompeu as solas dos sapatos de tanto andar.
Sente que esta vitória em 2013 e depois em 2017, aconteceu por estar associado ao movimento Rui Moreira ou pelo seu nome, já que é independente e continua a ser?
Já agora, simplesmente, quem acompanhou a campanha do Rui Moreira em 2013, que eu andava com ele por todo lado, toda a gente dizia quando o Fonseca aparecia: "Olha o Fonseca, o Alcides Vasco, vai sei lá o quê". Ou seja, eu notei que fui muito reconhecido, talvez por isso mesmo, que também os candidatos me convidavam sempre. Aliás, como aconteceu em 2009. De uma certa forma, abri muitas portas para o doutor Rui Moreira. Eu fui uma alavanca também na campanha do doutor Rui Moreira.
Este ano resolveu trocar o movimento de Rui Moreira pelo Chega para se candidatar desta vez à Câmara Municipal e já não à Junta de Freguesia do Centro Histórico, onde ainda podia recandidatar-se para mais um mandato. Está bem, está tranquilo com esta decisão?
Estou por duas razões. Primeiro, porque eu gosto de desafios. E não sou de estar confortável no sofá. E quando vou para casa, é mesmo para dormir. Eu gosto de ter alguma dinâmica, faz parte da minha natureza. Quando eu aceitei ser candidato pelo Rui Moreira em 2013, eu era autarca de PSD e as pessoas diziam, comentavam: "Ó António, estás muito mais agora, vais passar de cavalo a burro", algo do gênero. Aquela expressão que o povoado se usa muito. E eu até disse: "Epá, desculpa lá, o cavalo já está muito velho, já não anda e este burro pelo menos está novo, toca pica todo. Vamos lá ver se isso funciona." Já rompi as primeiras solas de sapatos, as primeiras meias, já agora, já os tirei de lado hoje. Só que eu tenho usado nos últimos dias aqueles sapatos que me deram sorte em 2009, 2013, 2017. Só que desta vez a sola, que era nova, nestes dias, em menos de três semanas, já desgastou.
E no dia seguinte, à hora combinada, Inês André Figueiredo voltou a ligar a António Fonseca. Já o candidato descansava no sofá.
Estou?
Estou. Olá, boa noite, António Fonseca.
Boa noite, como está? Tudo bem?
Está muito cansado? Como é que foi o dia hoje?
Hoje foram quase 20 km. Eu acho que este porta a porta ou contar as espingardas, passe a expressão, como se costuma dizer, é fundamental até para esclarecer, porque muitas vezes confundem-se as linhas programáticas em âmbito nacional com as linhas programáticas locais, que é o que a cidade precisa.
Ontem disse-me que não era pessoa de gostar de estar no sofá sem fazer nada. Não vou deixá-lo ir sem antes lhe perguntar qual é que é a última coisa que vai fazer antes de se deitar.
A última coisa que faço antes de me deitar, curiosamente, como um iogurte. Já agora, sou fã de iogurte.
António Fonseca candidata-se pelo Chega ao Porto e conversou com a jornalista Inês André Figueiredo.
Muito obrigada. Um resto de boa noite.
Eu é que agradeço.
Obrigada. Com licença, boa noite. Obrigada por ter ouvido este podcast. Se gostou, pode subscrevê-lo, pode partilhá-lo e também pode ouvir a Rádio Observador online em 98.7 em Lisboa e em 98.4 no Porto.