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Muito boa noite a todos. A noite vai longa, eu queria lhes agradecer a sua paciência de estar aqui presente, na sede da Iniciativa Liberal do Porto e queria, obviamente, deixar a primeira mensagem a todos os portugueses que hoje participaram de forma ordeira e cívica neste ato eleitoral. Quero saudar todos os candidatos, todos os partidos, todos os eleitos, todos os partidos, mas permitam-me que saúde particularmente todos os candidatos da Iniciativa Liberal e todos os eleitos da Iniciativa Liberal pela primeira vez nesta campanha autárquica. Todos, sem exceção, foram enormes, fizeram uma grande campanha, tiraram milhares de portugueses da apatia, tiraram milhares de portugueses do sofá, desde logo, mais de 3 mil candidatos, 80% deles nunca tinham tido experiência política. E permitam-me que, na pessoa do nosso coordenador autárquico, Bruno Mourão Martins, e o nosso secretário-geral, Miguel Rangel, os cumprimente e os abrace fraternalmente a todos. Muito obrigado. Os resultados não estão ainda apurados, há muita análise que ficará por fazer, mas eu não queria hoje deixar de assinalar que a partir de amanhã teremos autarcas liberais eleitos em Odemira, em Oeiras, em Faro, na Póvoa de Varzim, em Ponta Delgada, em São Vicente, na Madeira, em Lisboa, em Odivelas, no Porto, em Pombal, em Guimarães, em Cascais, na Batalha, Santa Maria da Feira e em Gondomar. E para que fique claro, a Iniciativa Liberal não ganhou estas eleições, mas ganhou o futuro. O futuro é liberal, eu já tinha essa convicção. O que vocês fizeram desta campanha e os resultados que hoje apresentamos, dão-nos essa certeza. Pela adesão da juventude, pela adesão das camadas mais dinâmicas da nossa população. Eu tenho a certeza, e hoje posso dizer aqui, que o futuro será liberal. Esse futuro começa já amanhã, aliás, hoje um pouco mais tarde, começa já esta segunda-feira. Vamos preparar o partido para as próximas batalhas. O futuro será liberal. Viva a Iniciativa Liberal. Viva Portugal. Estou à vossa disposição se houver questões.

Queria perguntar sobre a situação de Lisboa, que uma sondagem indicava que o Fernando Medina podia ser eleito como vereador. Têm resultados já nesta altura?

Ainda não tenho confirmação, uma projeção daquilo que poderão ser os resultados da Iniciativa Liberal em Lisboa. Não vou ainda comentar essa possibilidade. Gostaria imenso de o fazer, foi um dos motivos pelos quais esperámos até aqui, mas não vou ainda fazer.

Começa a confirmar se quer fazer a eleição para dar as mãos a Carlos Moedas.

Aqui não se trata de dar as mãos, trata-se de usar os votos, neste caso, dos lisboetas, para exercer a influência política que esses votos dão direito. E há, certamente, medidas que no programa do engenheiro Carlos Moedas, que eu aproveito aqui para saudar pela sua eleição como presidente da Câmara de Lisboa, há certamente medidas nas quais ele poderá contar com o voto favorável da Iniciativa Liberal. Agora, tudo isso são matérias para discutir nos próximos dias. O que posso dizer é que a Iniciativa Liberal terá na Câmara de Lisboa, como em todas as outras Câmaras, como no país, uma atitude construtiva no sentido de constituirmos alternativas aos poderes vigentes, nomeadamente ao poder do Partido Socialista, que, como já foi aqui dito hoje, levou um revés significativo autárquico que, em nossa opinião, deve prenunciar um revés significativo à escala nacional. É para isso que vamos trabalhar com todas as forças democráticas e não iliberais, que a isso estejam dispostos.

Deixe-me perguntar ainda sobre o PSD.

Desde sempre dissemos que sim.

Ainda sobre Lisboa, disse durante a campanha que não se arrependia de ter ido sozinho. Eu pergunto-lhe se agora, olhando para este mais do que provável resultado da coligação à direita com o PSD, se continua a ter esse sentimento de não arrependimento, não ter feito parte desta coligação.

Sim, ainda mais. A estratégia da Iniciativa Liberal em todas as eleições autárquicas a que nos apresentou era de ir sozinho. Abrimos algumas exceções em conselhos por motivos muito específicos, mas fomos sozinhos a 46 conselhos deste país. Para um partido com menos de quatro anos de existência, foi um esforço grande e foi uma grande vitória. Agora, relativamente àquilo que pode constituir uma estratégia futura de alianças com outras forças democráticas não socialistas, estamos abertos a esses entendimentos e será na Câmara de Lisboa uma boa hipótese de o testar, como já foi nos Açores depois das eleições regionais do ano passado.

Em relação a essa campanha autárquica, o objetivo do Rui Tavares era ter melhores resultados do que o Bloco de Esquerda e o PAN, quando se escolheram também em eleições autárquicas. Está satisfeito?

Ainda não tenho os resultados finais que me permitam comentar exatamente esses objetivos. Fá-lo-ei logo que tivermos, mas neste momento não posso fazer.

Acho que é uma vitória?

Não, como digo, eu não sou daquele tipo de políticos e a Iniciativa Liberal não é daquele tipo de partidos que vem gritar vitória por qualquer outro motivo. O que eu viria aqui dizer é que, se soubéssemos os resultados definitivos, viria dizer: "estes objetivos tínhamos, cumprimos, estes tínhamos, não cumprimos". E é disso que se trata neste momento, o grande objetivo político de colocar as ideias liberais mais uma vez na agenda política, colocar novas figuras, novas caras, com novas ideias liberais na cena política e, neste caso, na cena autárquica, foi plenamente atingido. Isso desde o princípio, que acho que é evidente, e é evidente também que o partido cresceu, cresceu em termos organizativos, em termos de mobilização, em termos de capacidade de atração, e isso certamente será a base do nosso futuro crescimento e das batalhas eleitorais que iremos travar no futuro.

Mas surpreende-o, de alguma forma, os resultados que são conhecidos até agora? Ou algum resultado em concreto?

Eu acho que o resultado de Lisboa surpreende muita gente, não tanto pelo resultado do engenheiro Carlos Moedas, que não esteve muito diferente do das sondagens, mas porque realmente o engenheiro Fernando Medina ficou muito abaixo daquilo que as sondagens previam. É uma surpresa, penso que para todos, quem disser o contrário estará a mentir. Agora, os portugueses quando votam, são soberanos, é esse o voto que conta, não são as sondagens. E nesse sentido, repito, o que me resta fazer é cumprimentar e saudar o engenheiro Carlos Moedas pela sua vitória em Lisboa.

Essas autarquias, a partir de amanhã, terão representação. Está a falar de cargos da Assembleia Municipal?

Todo o tipo de mandato autárquico, os vários tipos.

Há vereadores eleitos nesses dois ou três?

Há vereadores eleitos também nestes sítios.

Quantos?

Não lhe sei dizer de cabeça, mas pelo menos quatro ou cinco.

Aqui no Porto, o Rui Moreira estava a promover a vota quer na câmara, quer na Assembleia Municipal, o único que terá perdido o mandato na vereação da Câmara Municipal é o outro voto, é o que disse. Leitura.

Bom, a leitura da campanha do doutor Rui Moreira fará o doutor Rui Moreira. Eu tive ocasião no princípio da noite, como viram, de o ir saudar e na altura quando perguntaram se uma vitória no Porto é uma vitória da Iniciativa Liberal, eu disse não, não é uma vitória da Iniciativa Liberal e, portanto, qualquer derrota no Porto também não é uma derrota da Iniciativa Liberal. Cumprimentei o doutor Rui Moreira na qualidade de velho conhecido e amigo e foi, sobretudo, saudar os membros da Iniciativa Liberal que foram eleitos esta noite para funções, quer na vereação, quer na Assembleia Municipal do Porto, e esses sim, foram vencedores da noite. Tudo o resto deixo pra campanha do doutor Rui Moreira.

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