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Senhor Secretário de Estado, nosso anfitrião, três palavras muito rápidas, porque este tempo é um tempo de ação, não é um tempo de palavra. A primeira é gratidão. Gratidão à Autoeuropa, gratidão à sua competência, à sua excelência, à sua qualidade, à capacidade de adaptação a este tempo que vivemos, àquilo que soube criar de ambiente social nesta casa e àquilo que está a fazer a favor do país. Gratidão que estendo a todos aqueles que, na indústria portuguesa, na agricultura portuguesa, no comércio, nos serviços, sabem ultrapassar tempos difíceis e construir um Portugal melhor. A Autoeuropa é um exemplo. Há muitos exemplos por todo o país. Segunda palavra é esperança. Tal como disse o senhor primeiro-ministro, nós não vivemos numa ilha e temos a esperança de que o exemplo da Autoeuropa seja um exemplo que sirva para toda a Europa também. Aqui é o exemplo da colaboração entre a Alemanha e Portugal. A nível europeu, tem de ser o exemplo da colaboração de todos os que formam a União Europeia. Nós esperamos da Europa e esperamos com urgência, com premência, uma palavra de afirmação, uma palavra de fé, uma palavra de futuro. E essa palavra tem de ser dada rapidamente. Significa reconstrução, significa solidariedade, significa caminhar para horizontes, que são aqueles horizontes que justificaram o nascimento da Europa. E a terceira palavra é confiança. Se nós agradecemos às trabalhadoras e trabalhadores da Autoeuropa, àqueles que a gerem, aos acionistas, aquilo que fizeram para se adaptarem a este desafio comum, se agradecemos a todos os que estão a trabalhar por todo o país, sem medo, sem angústia, sem ansiedade, se nós esperamos na Europa e esperamos que a Europa esteja à altura das circunstâncias, nós confiamos em Portugal e nos portugueses. Recordava o senhor primeiro-ministro que em 2016 estávamos a sair de uma crise longa e difícil na economia e na sociedade portuguesa. Nós vamos continuar a confiar nos portugueses. Nós vamos ultrapassar esta pandemia e os efeitos económicos e sociais este ano, no ano que vem, nos anos próximos. Eu cá estarei e cá estaremos todos, porque isto é um espírito de equipa que se formou e que nada vai quebrar, cá estaremos este ano e nos próximos anos a construir um Portugal melhor.
As palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, também a responder ao que disse António Costa, a admitir que regressará aqui à Autoeuropa no próximo ano. Marcelo Rebelo de Sousa a falar desta equipa, com António Costa que também referiu que está prometido um almoço com os colaboradores da empresa de Palmela, um almoço onde marcará presença Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, o que pode deixar aqui a antever. Vamos agora às perguntas e respostas. Marcelo Rebelo de Sousa regressou outra vez para responder aos jornalistas.
Autoeuropa foi em 2016, é hoje, seja em 2021, 2022, 2023 e por aí adiante.
É a mesma pergunta, no fundo, se vai aceitar o desafio do primeiro-ministro.
Acho que é prematuro estar agora a falar dessa matéria. Acho que neste momento o que importa é a vontade de trabalharmos em conjunto e este exemplo da vinda à Autoeuropa é um de muitos exemplos de todos os dias desse trabalho em conjunto.
Mais uma questão. Na situação atual do país e do mundo.
Eu não queria aprofundar essa matéria, queria só dizer que o que se passa no mundo, o que se passa na Europa, o que se passa em Portugal, exige que as pessoas saibam sacrificar seus interesses pessoais, fazendo passar à frente o interesse coletivo.
Aqui agora nas perguntas e respostas de Marcelo Rebelo de Sousa. Vamos continuar a ouvir as respostas.
Sobre isso só tenho duas coisas a dizer. A primeira é que o Estado português cumpre o que tem de cumprir. Assumiu um compromisso, tinha de cumprir o compromisso. A segunda é que, havendo, e bem, uma auditoria cobrindo o período até 2018, auditoria que eu tinha pedido há um ano, faz todo o sentido o que disse o senhor primeirom-ministro no Parlamento, é que é politicamente diferente o Estado assumir responsabilidades dias antes de se conhecer as conclusões de uma auditoria, ou a auditoria ser concluída dias antes do Estado assumir responsabilidades. Estava anunciado para maio o processo conclusivo da auditoria, cobrindo 2000 a 2018. O senhor primeiro-ministro esteve muito bem no Parlamento quando disse que fazia sentido que o Estado cumprisse as suas responsabilidades, mas naturalmente se conhecesse previamente a conclusão da auditoria.
Aqui Marcelo Rebelo de Sousa a responder à questão sobre a situação do Novo Banco.
Há uma auditoria que tinha sido anunciado que estaria concluída em maio deste ano, respeitando a 2000, 2018. Para os portugueses, não é indiferente cumprir compromissos com o conhecimento exato do que se passou num determinado processo ou cumprir compromissos e mais tarde vir a saber como é que foi esse processo até 2018. É politicamente diferente uma coisa e outra.
Mais uma questão.
Eu não tenho mais nada a dizer, porque o que eu disse foi claríssimo. Muito obrigado.
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