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O PSD fez-se representar aqui no encerramento de uma convenção de um partido que tem representação na Assembleia da República, como faz com todos os partidos com representação na Assembleia da República. Isso é saudável do ponto de vista da dialética e da convivência democrática. Dito isto, o PSD tem muito claro que o Chega é um partido que joga o jogo da democracia, um bocadinho como o Bloco de Esquerda, eu quase que diria que é o Bloco de Esquerda da direita. É alguém que se alimenta da frustração coletiva para se tornar audível e portanto é alguém que procura o desconforto, o berro, a acrimónia, para poder arregimentar cada vez mais apoios. O PSD tem consciência clara que há um conjunto de eleitores hoje, que se juntam ao Chega e a outros partidos dos extremos por esta frustração, porque estão zangados, porque há 15 anos em 20 de governação socialista, os serviços públicos não funcionam, a escola pública não garante mobilidade social, há empobrecimento coletivo dos portugueses e portanto, nós temos essa consciência, sentimos, estamos em sintonia com a dor de todas e todos os portugueses. Dito isto, é muito claro para nós que só há um partido que pode ser alternativa ao Partido Socialista, só há um partido capaz de destronar e de ganhar eleições ao Partido Socialista, esse partido é o PSD, naturalmente. E portanto, os eleitores serão confrontados na altura certa com uma decisão: ou vão catapultar o seu desconforto, a sua acrimónia, a sua zanga legítima com a governação socialista para um partido de extremo, para um partido de berro, para um partido de acrimónia, ou para um projeto reformista, para um projeto credível de alguém do PSD que em todos os momentos que os portugueses precisaram, o PSD lá esteve.
Mas há algum ponto de contacto?
Admitiu o entendimento com o PSD, mudou de posição entretanto?
Como lhe digo, o PSD está aqui representado por um vice-presidente da bancada, pelo vice-presidente distrital da nacional e por um presidente da concelhia. Hoje, no encerramento de uma convenção do partido Chega, não é o momento nem o local para fazer essa discussão.
Mas há algum ponto de contacto entre PSD e o Chega?
Repito, não é o tempo, nem o local para fazer essa discussão.
Mas essa falta de clareza não é uma admissão por não...
Um governo tão fragilizado que o PSD e Luís Montenegro tenham sido os principais alvos dos discursos nesta convenção.
É uma opção do Chega, o tal partido de berro, de protesto, que se alimenta dessa zanga coletiva. O PSD não faz essa opção, tem uma opção clara para os portugueses, sente-se preparado, e essa discussão a seu tempo, este não é o local, este não é o tempo para fazer essa discussão.
A falta de clareza não pode prejudicar o caminho?
Não há falta de clareza absolutamente nenhuma. Não há falta de clareza absolutamente nenhuma. Perdoar-me-á, mas fui bastante claro. O PSD tem uma posição bastante clara. Só há uma forma de derrotar o Partido Socialista: votar PSD. O PSD é o único partido capaz de fazer essa transformação da sociedade que é necessária, que é ansiada por todos os portugueses que hoje empobrecem, que hoje estão cada vez mais pobres, com cada vez menos serviços públicos, e isso é fundamental para transformarmos o país.
Para o PSD não há geringonçar de direita também? Não há Chega no governo com o PSD a liderar um governo?
Eu percebo essa falta de maturidade de um partido relativamente novo como é o Chega, não tem qualquer adesão à realidade e, portanto, é óbvio aquilo que eu disse, que deixei clara a posição do PSD e portanto, este não é o local nem o momento para ter mais discussão sobre isso. Muito obrigado a todos.
Miguel Pinto Luz a deixar aqui o Centro Nacional de Exposições numa altura em que era também rodeado por muitos militantes do Chega aqui neste átrio de saída. Vamos também ouvir mais à frente, Diogo, as reações do CDS e da Iniciativa Liberal. Escutaremos também nos próximos jornais.